Guia de Leitura: Mulher-Hulk

“O nome dela é Jennifer, encontrei ela na Disney!” Isso mesmo, gente! Nossa querida Jennifer Walters, a Mulher-Hulk está migrando para o streaming da Disney, o Disney+. Eu adoro as histórias desta personagem e, se você está querendo saber mais sobre a mulher verde, advogada e prima do Hulk, a hora é agora. Criamos um Guia de Leitura para você acompanhar as principais histórias da Mulher-Hulk ao longo dos tempos, desde sua criação por Stan Lee em 1980. Assim quando o seriado da verdona chegar às telinhas na sua casa, você já pode saber o que esperar! Venha conosco e ordem no tribunal!

SHErgeA Selvagem Mulher-Hulk (1980)

A Mulher-Hulk foi criada para garantir os direitos autorais sobre uma versão feminina do Hulk, simples assim, da mesma forma que a Mulher-Aranha foi criada. Para a Mulher-Hulk, entretanto, a Marvel incumbiu Stan Lee de criar a origem da sua história. Ele criou uma trama em que uma prima do Hulk sofre um acidente de carro e precisa da transfusão de sangue da pessoa mais próxima a ela, que casa de ser Bruce Banner. E assim surge, a Selvagem Mulher-Hulk, que andava por aí com um vestidinho branco rasgado. Stan só escreveu a primeira edição, as demais trinta e poucas edições de Savage She-Hulk ficaram a cargo de David Anthony Krass. Essas edições são raras no Brasil e algumas delas foram publicadas na revista O Incrível Hulk, da RGE. 

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Com os Vingadores (1982)

Quando a advogada Jennifer Walters se muda de Los Angeles para Nova York, ela é convidada pela líder dos Vingadores, a Vespa, para fazer parte da equipe.  Assim, Jennifer começa a ser alvo de piadas com seus problemas com destruir veículos. Neste período, a Mulher-Hulk também inicia um relacionamento com o irmão de Thanos, Starfox. Este seu período com os Vingadores é encerrado quando o grupo é sequestrado pelo Beyonder e encara a saga Guerras Secretas em seu Mundo de Batalha. 

 

SHEfantasticCom o Quarteto Fantástico (1984)

Depois de Guerras Secretas, Jennifer Walters deixa os Vingadores e vai atuar com o Quarteto Fantástico, como uma substituta para o peso-pesado da equipe e sua força-bruta, o Coisa, que estava perdido nas realidades em busca de um novo propósito. A ideia de levar Jennifer para o Quarteto foi do criador de quadrinhos John Byrne, que já havia trabalhado com a personagem em uma graphic novel dedicada a ela e que assumia o tom humorístico iniciado nas HQs dos Vingadores. Enquanto atuava com o Quarteto Fantástico, a Mulher-Hulk desenvolveu um relacionamento com Wyatt Wingfoot, o melhor amigo do Tocha Humana na faculdade. Quando o Coisa retornou para o Quarteto Fantástico, a Mulher-Hulk voltou, então a atuar com os Vingadores. Algumas dessas histórias foram republicadas no Brasil pela Panini Comics em Os Maiores Clássicos do Quarteto Fantástico. 

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A Sensacional Mulher-Hulk: John Byrne (1989)

Depois de encerrar sua passagem com o Quarteto Fantástico, John Byrne retorna à Marvel em diversos títulos. Um deles era o título da Mulher-Hulk, que agora abandonava o prenome Selvagem para Sensacional. Muito antes de Deadpool, quem quebrava a quarta parede na Marvel e assumiu a cota de nonsense e metalinguagem era Jennifer Walters, a Mulher-Hulk. Em suas histórias ela rasgava páginas, ameaçava coleções, brigava com o Apagador Vivo e até matava John Byrne. Histórias muitíssimo doidas e divertidíssimas de se acompanhar. Byrne esteve em Sensational She-Hulk em diversas fases do título, que foi preenchida por outros escritores, como você verá abaixo. O título durou por volta de 50 edições e foi publicado no Brasil na revista Incrível Hulk, da Editora Abril. Recentemente a Salvat publicou um encadernado trazendo as primeiras histórias de Byrne no título dentro da sua coleção de capa vermelha.

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A Sensacional Mulher-Hulk: Steve Gerber, Simon Furman, Peter David (1990)

Os escritores tapa-buracos da revista da Mulher-Hulk que se revezaram no título enquanto John Byrne brigava com a Marvel foram os seguintes: o criador de Howard, o Pato, Steve Gerber, que também tinha lá a sua cota de brigas com a Marvel; o comediante Simon Furman e o escritor das histórias do Hulk na época, Peter David. Os três levaram a Mulher-Hulk do espaço a aventuras na Inglaterra com o Excalibur, criticaram a TV e até programas de muito sucesso na época como A Família Dinossauros. Mas não deixaram o leitor esquecer que quem brilhou mesmo no título e na personagem era Byrne. Algumas dessas histórias saíram na revista do Hulk, pela Editora Abril. 

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Coisa & Mulher-Hulk: A Longa Noite (2002)

Essa minissérie em duas edições fez com que a Mulher-Hulk voltasse aos holofotes após um bom tempo apenas servindo como coadjuvante dos Vingadores, como na fase de Kurt Busiek e George Pérez. Escrita por Todd DeZago e desenhada pelas estrelas Bryan Hitch e o brasileiro Ivan Reis, esta minissérie faz como que Ben Grimm, o Coisa e Jennifer Walters, a Mulher-Hulk, encarem o Homem-Dragão, um andróide do Pensador Louco. Essa minissérie foi publicada no Brasil em Marvel Apresenta #05, em que dividiu espaço com o especial Quarteto Fantástico: As Quatro Viagens de Sinbad. 

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A Busca Pela Mulher-Hulk (2003)

Depois da minissérie, foi a vez de Jennifer Walters reverter a um estado selvagem mais parecido com aquele de sua primo Bruce Banner quando era perseguido pelo exército estadunidense. Nesse arco de histórias escrito por Geoff Johns e desenhado por Scott Kollins, os Vingadores precisam deter uma Mulher-Hulk enraivecida que está provocando um rastro de destruição por todo o país das estrelas e faixas. Um pouco depois, já na fase de Vingadores: A Queda, manipulada pela Feiticeira Escarlate, Jennifer acaba rasgando o Visão ao meio, o que deixar a Mulher-Hulk bastante abalada quando, de volta a si, percebe essa manipulação por alguém que considerava sua amiga. 

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Fase de Dan Slott (2004)

Quase tão sensacional como a fase de John Byrne na advogada verdona foi a fase de Dan Slott na personagem. O autor, que vinha de histórias do Looney Tunes e do Scooby-Doo na DC Comics, encontrou seu lugar na Marvel com histórias intrincadas, cheias de personagens coadjuvantes interessantes, subtramas loucas e, claro, um tom carregado de humor. As histórias da Mulher-Hulk iam de embates no escritório de advocacia até combates cósmicos e espaciais que desafiavam a continuidade Marvel. Por Slott ter se saído tão bem com a verdona, ele foi convidado a cuidar das aventuras do Homem-Aranha e teve de deixar o título na crista da onda. Essa fase foi publicada aqui no Brasil em Pocket Panini Volume 3 e na revista Avante, Vingadores!. A Salvat publicou Mulher Solteira Procura, o primeiro arco de Slott na Mulher-Hulk na sua coleção preta. 

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Fase de Peter David (2007)

Dando um certo alívio para os leitores, quem veio a substituir Dan Slott na revista da Mulher-Hulk foi Peter David, um cara que também tinha verve para o humor e tramas bem-elaboradas, como ele havia provado na revista do primo, Bruce Banner. É, parecia que seria um alívio, mas não foi. A fase de David com a Mulher-Hulk não atingiu os patamares esperados. Os desenhos que acompanharam esta fase também não agradavam muito. O que marcou nesta fase foi o crossover com o X-Factor, também escrito por David, durante a saga Invasão Secreta, em que todos se juntavam para defender o Planeta Terra contra uma invasão alienígena dos skrulls. Parte desta fase foi publicada em Marvel Especial #10 e em algumas edições de X-Men Extra. 

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Fundação Futuro: FF (2012)

Durante o Marvel NOW!, com Matt Fraction assumindo a revista do Quarteto Fantástico, a equipe juvenil e franqueada da família fantástica, a Fundação Futuro (FF) tomou uma nova liderança. Enquanto o Quarteto Fantástico principal viajava pelas realidades e pelo espaço sideral, uma outra equipe cuidava da Terra. Essa equipe era a Fundação Futuro, que era composta por ex-membros do Quarteto Fantástico. Liderada pelo Homem-Formiga Scott Lang, a equipe também contava com a rainha dos Inumanos, Medusa e Darla Deering, a Miss Coisa. Claro que Jennifer Walters, a Mulher-Hulk não ficaria fora dessa e completaria a equipe. As histórias da Fundação Futuro foram publicadas na revista Universo Marvel (3º Volume) aqui no Brasil. 

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Fase de Charles Soule (2014)

Charles Soule é um escritor que também é formado em Direito, tendo atuado como advogado por um bom tempo antes de se aventurar a escrever histórias em quadrinhos. Por isso, nada mais natural que a Marvel chamasse o autor para escrever seus principais personagens envolvidos com a lei e a ordem: Matt Murdock, o Demolidor e Jennifer Walters, a Mulher-Hulk. Nesta fase, inédita no Brasil e que só durou 12 edições lá fora, Jennifer contava com a ajuda de Patsy Walker, a Felina, que participou da série de Jessica Jones na Netflix. Uma das histórias mais interessantes dessa fase é exatamente o embate nos tribunais de Walters e Murdock. 

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Força V (2015)

Depois de outra saga da Marvel chamada Guerras Secretas, mais uma vez a Mulher-Hulk iria trabalhar com uma nova equipe. Dessa vez, era a Força-V, uma equipe feita somente de poderosas mulheres da Marvel e que contava com a liderança de Jennifer Walters. A equipe foi formada porque uma energia senciente, a Singularidade, acaba reunindo as heroínas da equipe porque acreditava que, como na realidade em que ela vivia, elas eram além de amigas, a principal frente de defesa do mundo. Contando com Jennifer, a Capitã Marvel, Cristal, Medusa e a líder dos Fugitivos,  Nico Minoru, a Irmã Grimm. No Brasil, a Força-V foi publicada em Guerras Secretas: Os Vingadores #1 e em Avante Vingadores (3º Volume). 

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Fase de Mariko Tamaki (2016)

Depois que o Hulk foi “morto” pelo Gavião Arqueiro nos eventos de Guerra Civil 2, e a Mulher-Hulk foi severamente ferida depois de um ataque de Thanos que também tirou a vida de James Rhodes, o Máquina de Combate, Jennifer Walters foi totalmente mudada. Ela agora possui a pele cinza, cicatrizes verdes e um porte muito maior do que o usual, bem mais musculosa e, o pior, lutando cada vez mais contra a dor da perda do primo e seu lado selvagem. Mais que isso, ela passa a se chamar apenas Hulk, em homenagem ao seu primo que estava morto. Essa fase, que durou dezesseis edições foi escrita por Mariko Tamaki e permanece inédita no Brasil. 

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Selvagem e com os Vingadores Novamente (2018)

Com uma nova equipe dos Vingadores sendo reestruturada por Jason Aaron e Ed McGuinness, Jennifer Walters é convocada a participar da mesma. Agora, Jen está totalmente verde e sem as cicatrizes, mas continua ostentando o porte supermusculoso e os pensamentos selvagens e brutais continuam a guiar suas ações. Nessa fase, a Mulher-Hulk e Thor passam a ter uma atração um pelo outro e sua brutalidade e selvageria. Pouco é visto da versão humana de Jennifer Walters. Essa fase está sendo publicada mensalmente no Brasil na revista Os Vingadores, da Panini Comics.


Bem, caros mergulhadores, aqui apresentamos o unoficial unoficicialíssimo Guia de Leitura da Mulher-Hulk para deixar você mais que preparado para ver a série que vem aí pelo Disney+! Eae que achou disso tudo? Certamente vai render uma ótima série, hein? Abraços submersos em radiação gama!

 

2 comentários sobre “Guia de Leitura: Mulher-Hulk

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