O Que Foi o M-Tech, o Selo Tecnológico da Marvel Comics?

Hoje em dia os robôs da Marvel estão em alta na Casa das Ideias. Na série do Homem de Ferro 2020 foi anunciado que eles terão uma participação importante nas histórias em quadrinhos que se seguirão. Homem-Máquina e Jocasta tomarão a frente nesses personagens. Anteriormente a Marvel também tentou lançar uma série apenas de heróis de inteligências artificiais comandada pelo Visão, os Vingadores I.A. . Essa série durou uma dúzia de edições e depois foi cancelada. Mas antes disso, os heróis tecnológicos da Marvel tiveram um selo de revistas só seu no final da década de 1990. Era o selo M-Tech.Vamos falar um pouco mais sobre os acontecimentos que antecederam sua criação e quais eram os três títulos que compunham o selo.

Quando Alan Davis assumiu as revistas dos X-Men no final dos anos 1990 ele recebeu a incumbência de dar mais destaque para Noturno, Kitty Pryde e Colossus que haviam migrado da equipe do Excalibur para os X-Men. Um dos arcos que Davis fez logo no começo foi estabelecer um destino para o ex-colega de Excalibur destes três personagens, o Douglock. Douglock era um amálgama entre o corpo tecnorgânico do alienígena Warlock e dos restos mortais de Doug Ramsey, o Cifra. Essa história, inclusive, foi escrita por Warren Ellis. Douglock participou de várias aventuras do Excalibur principalmente ao lado de Kitty e Lupina, de quem era amigo íntimo. 

Neste novo arco de Davis, Douglock era capturado por uma organização governamental que fazia experiência nele, até conseguir separar definitivamente as duas criaturas, gerando um novo Warlock. Nesta história também conhecemos um soldado tecnológico rebelde, que auxilia os X-Men e viria a se tornar um novo Deathlok, que nada teria a ver com suas versões anteriores ou futuras a não ser pelo nome. No arco dos X-Men, Noturno, Kitty e Colossus enfrentavam o Caveira Vermelha. Deste arco saíram dois personagens: o novo Warlock e o novo Deathlock, que era um agente da SHIELD chamado ora Jack Truman, ora Larry Young. 

Um pouco antes desta narrativa ser contada, a Marvel havia lançado a edição anual Cable/Homem-Máquina ‘98, em que Aaron Stack, o X-51, também conhecido como Homem-Máquina ajudava Cable, o Nathan Summers a derrotar definitivamente o perpetrador da Operação Tolerância Zero, Bastion. Com a ajuda de Aaron Stack, Cable fica sabendo que o vilão era uma fusão de duas máquinas que atormentaram os X-Men, o Molde Mestre e o sentinela Nimrod. Os dois acabaram fundidos pelo dispositivo omniversal Portal do Destino, que também deu uma nova vida para os integrantes dos X-Men que por ele passaram. Assim, Cable e Homem-Máquina passaram a enfrentar, juntos, o Clube do Inferno, outra organização inimiga dos X-Men. 

A partir desta história desse anual e do arco dos X-Men de Davis que ficou conhecido lá fora como “Rage Against The Machine”, foi lançado o selo M-Tech, em 1999, com três revistas sobre seres altamente tecnológicos, mas que não tinham relação entre si nas suas histórias. As revistas eram Warlock, X-51 e Deathlock. Apesar de terem tido uma divulgação massiva através do seu lançamento em diversas plataformas, principalmente em revistas sobre quadrinhos, as três publicações tiveram vida curta. Duraram no máximo um ano. Vamos falar rapidinho sobre cada uma.

  • X-51: Escrita por Michael Higgins e Karl Bollers, era desenhada pelo brasileiro Joe Bennett. Essa revista tentou aproximar Aaron Stack, o X-51, também conhecido como o Homem-Máquina do universo mutante. Em suas páginas ele lutava contra o Clube do Inferno e contra a Irmandade de Mutantes. Ela também enfrentava os Vingadores e a I. M. A. Nesta fase do Homem-Máquina, ele tomou uma configuração e aparência muito mais maquinal do que nos acostumamos a ver nas histórias mais atuais, como em Nova Onda, de Warren Ellis. Foi a única das três revistas que teve 13 edições, tendo recebido inclusive uma edição especial #0 pela revista Wizard americana. 
  • Warlock: A revista era escrita pela veterana Louise Simonson, que já havia escrito Warlock em Novos Mutantes e desenhada pelo renomado Pasqual Ferry. Contudo, Warlock foi a revista da M-Tech que menos durou: apenas nove edições. Diferente do X-51, Warlock teve o seu visual simplificado, transformando suas veias tecnorgânicas mais fluidas. A capa da revista número um foi, inclusive, desenhada por Joe Quesada, para se entender o peso que a editora colocou na divulgação destas novas revistas. Warlock enfrentava monstros e tiras psíquicos, que queriam erradicar os seres tecnorgânicos do mundo. Em sua revista, Warlock teve um team-up com o Homem-Aranha em duas edições. 
  • Deathlock: a revista de Jack Truman/Larry Young/Deathlock era a mais louca e experimental. Isso porque contava com os roteiros de Joe Casey e os desenhos incríveis de Leonardo Manco. Por Casey também estar envolvido com a revista do Cable, ele pode encerrar as pontas soltas da revista Deathlock, que durou somente 11 edições, na publicação de Nathan Summers.A capa da primeira edição de Deathlock também foi assinada por Joe Quesada. A história que Casey contava é que Deathlock era um agente tão secreto da SHIELD que nem mesmo Nick Fury sabia sobre ele. Das três revistas do selo M-Tech, Deathlock foi a única que a Marvel achou que merecia uma recompilação em trade paperback, relançando suas histórias. 

Confesso que das três revistas a que menos me dá vontade de ler é a de Deathlock, justo aquela única que foi relançada em um compilado. As outras duas, que dizem mais respeito à cronologia e mitologia dos X-Men ainda permanecem nas edições soltas originais. São possíveis de se encontrar em scans, mas não é a mesma coisa, né? E vocês mergulhadores, que acharam deste selo? Conheciam ele? Não deixem de comentar! Abraços submersos em sucata, lataria e muita ferrugem!

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