Todos os posts em: música

Quem é André LeRoy Davis e Por Que a Marvel Está Fazendo Capas Variantes Com Ele?

Tá vendo a arte que ilustra este post? Bem, ela é de Andre LeRoy Davis. Ela não tem proporção, ela não tem equilíbrio, ela é pintada com lápis de cor. Ou seja, eu e você poderíamos fazer, ou até seu filho ou sobrinho de cinco anos faria melhor. Então eu fui pesquisar e tentar entender porque LeRoy está fazendo meia dúzia de capas variantes da Marvel.

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O Que Foi a Virgin Comics?

Em meados dos anos 2000 surgiu a Virgin Comics. O selo de quadrinhos era uma divisão do conglomerado que possui a gravadora Virgin. Ele surgiu na onda dos filmes de quadrinhos se dando bem nas bilheterias. Ela queria lançar quadrinhos com nomes estelares para, mais tarde, transformá-los em filme. Siga-me para saber mais detalhes sobre esse selo de quadrinhos!

5 Músicas e 5 Quadrinhos da Marvel Sobre Bullying

Estará mentindo quem disser que nunca sofreu bullying ou foi trollado por alguém na internet. O que é o bullying? Bullying é o assédio sofrido por pessoas do mesmo nível. Ou seja, os queridos coleguinhas, sejam eles de trabalho ou de escola. Eu já sofri bullying tanto na escola como no trabalho. E se, você está nessa situação, siga o meme dos gays “It Gets Better”! Mas pra ajudar ainda mais vocês, aqui vão 5 quadrinhos que falam sobre bullying e 5 músicas pra dar a trilha sonora deles.

O Crime Que Você Cometeu – Criminosos do Sexo: Uma Estranha Habilidade, de Matt Fraction e Chip Zdarsky

Já pensou se toda a vez que você tivesse um orgasmo, o tempo se congelasse ao redor de você? O que faria com esses poderes? Os personagens em questão, Suzie e Jon, decidiram que iriam roubar bancos para salvar uma biblioteca. Essa é a sinopse de Criminosos do Sexo, que você vai saber um pouco mais aqui.

SplashPod S01 E08 – Tudo Sobre Watchmen!

Olá, mergulhadores! Voltamos com mais um novo episódio de Splashpod, dessa vez comentando a obra-prima de Alan Moore: WATCHMEN! Entrando (ui!) nos aspectos mais profundos da série, como origens dos personagens, impacto nos quadrinhos, o filme, Antes de Watchmen e muitos outros aspectos nada convencionais que só o pessoal do Splash Pages conseguiria comentar em um podcast! Ah, e se você quer saber o que Watchmen tem a ver com Julio Iglesias, eis a sua chance! TRACKLIST: (00:00:00) Abertura (00:01:00) O Que é Watchmen? (00:02:49) Estrutura de Watchmen (00:06:12) As Edições de Watchmen (00:12:08) Se tu não leu Watchmen até agora… (00:14:25) Como Watchmen mudou nossas vidas (00:18:00) A História de Watchmen (00:22:50) O Contexto de Watchmen (00:25:40) O Comediante (00:27:51) O Coruja (00:31:40) Espectral (00:36:00) Ozymandias (00:38:30) Rorschach (00:39:45) Watchmen, De Leve Pela Contramão (00:42:30) Rorschach é gay? E o Ozymandias? (00:45:00) Dr. Manhattan (00:49:50) Contos do Cargueiro Negro (00:54:48) Raw Shark (00:56:30) Watchmen – O Filme (01:03:30) A primeira assistida ninguém esquece. “Nos anos 90 espalhavam cocaína no ar!” (01:05:15) Impacto Cultural de …

O logo que foi desenhado por uma tal Janet Jackson, que, aparentemente não é a cantora irmã do Michael.

Aquela vez em que os X-Men Combateram a Fome no Mundo Real

Era 1985. Eram tempos de “We Are The World”, a música que ficou famosa por reunir diversos artistas famosos dos anos 80 na ação USA for Africa, capitaneada por Michael e Janet Jackson. A intenção dessa ação musical era vender o single e reverter seus lucros para os famintos na África. A Marvel resolveu fazer o mesmo. Na verdade foi uma ideia que Jim Starlin e Berni Wrighston sugeriram para o então editor-chefe da Casa das Ideias, Jim Shooter. O editor logo recrutou Chris Claremont e Ann Nocenti para reunir diversos artistas dos quadrinhos para produzirem a HQ que ficou conhecida com Heroes for Hope – Starring The X-Men. A história era bem básica e segue aquela linha clichê da histórias de equipes de super-heróis em que um inimigo desconhecido está causando os piores pesadelos nos heróis do time. Começa com Rachel Summers dando um grito. Os X-Men acordam e vêem, na frente da Mansão X, uma Kitty cadavérica arrastando um carteiro no meio de um jardim morto. Logo que Kitty é colocada na enfermaria, …

SplashPod – S01 E06 – A Variedade de HQs nas Bancas

Olá, mergulhadores ! Nesse novo episódio, conversamos sobre a variedade dos quadrinhos nacionais e, além de Guilherme Smee, Fábiomesmo, Santiago Castro e Dudu Bandeira, contamos com a companhia de Pedro Bouça, editor da Juiz Dredd Megazine (Mythos Editora), e Artur Tavares, editor e sócio da HQM Editora e Nana Walker. Discutindo os lançamentos fora do eixo Marvel/DC, comentando particularidades e futuros lançamentos das editoras (envolvendo aí os selos Image/Valiant/2000 AD/Dark Horse e outros) no Brasil, tentamos traçar um retrospecto desse material do Brasil e uma previsão para o futuro. TRACKLIST (0:00:26) Apresentação dos participantes (0:01:18) Aumento da variedade de títulos e editoras no mercado brasileiro (0:08:40) Mix mensal: algumas opiniões (0:11:08) Continuidade (0:14:14) Um pouco da história da HQM Editora e The Walking Dead (em quadrinhos) no Brasil (0:21:45) O que ajuda vendas de quadrinhos, afinal ? (0:23:50) Um pouco mais de discussão sobre scans (especialmente Walking Dead) (0:27:20) O nascimento da Juiz Dredd Megazine e 2000 AD pela Mythos (0:37:45) Valiant no Brasil (0:39:01) Perspectivas para o futuro (0:46:16) MUITOS lançamentos futuros da HQM …

SplashPod – S01 E05 – SEXO! SEXO! SEXO nos Quadrinhos!

Olá mergulhadores ! Mais uma vez, mergulhamos profundamente (ui!) nos quadrinhos para discutir algo melhor que os próprios: sexo ! Nesse episódio, discutimos episódios de sexo nos quadrinhos, sejam eles eróticos, pornôs, de ação ou qualquer outro estilo ! Dudu Bandeira, Guilherme Smee, Fabiomesmo e Santiago Castro, acompanhados dos convidados especiais Annie O’Reilly, J.R. Weingartner Jr., e Mario Cesar Oliveira (http://www.masquemario.net/), comentam sexo nas hqs, em momentos marcantes ou não, bem construídos ou gratuitos, sempre com intervenções precisas do saudoso Alborghetti. (00:00:26) Abertura/Apresentação; (00:02:50) Monstro do Pântano de Moore e o pansexualismo na DC comics; (00:04:47) Outras obras sexuais de Alan Moore (e são muitas); (00:09:15) A sedução dos inocentes/Fredric Wertham; (00:15:42) Sexualidade e violência nos quadrinhos nos anos 80 e 90 – erros mais comuns; (00:19:00) Tina, Porra, Maurício e a Mulher-Hulk do Byrne; (00:25:26) Musas e cenas históricas de sexo (ou afins) nos quadrinhos: Hank Pym e Vespa/Angela e Spawn/ Superman e Big Barda/Kitty Pride e Colossus e outros; (00:40:14) Garth Ennis e suas HQs sexualmente polêmicas (sim, The Boys e Crossed); (00:51:18) …

SplashPod – S01 E03 – O Fim da Marvel! Guerras Secretas! (Secret Wars)

Olá mergulhadores! Com vocês, nosso terceiro SplashPod! A temática é o fim da Marvel Comics como a conhecemos, através da megassaga Guerras Secretas! Conosco, Guilherme Smee, Dudu Bandeira, Fabiomesmo e Santiago Castro contam com a ajuda do convidado Zé Borba para discutir as implicações desse evento! (00:00) INTRO/Guerras Secretas (01:40) O Que Foram as Guerras Secretas? (07:38) A História das Guerras Secretas (18:25) O Beyonder (19:55) O Nome dos Heróis (23:05) Os Legados das Guerras Secretas (29:30) Jonathan Hickman (41:15) Convergence x Secret Wars (44:30) O Mapa do Battleworld (47:58) O Mundo de Guerras Secretas (59:15) O Que Você Espera? (01:06) EXTRA – Erros de Gravação! TRACKLIST: (00:00) Europe – Final Countdown (05:20) Survivor – Eye of The Tyger (09:10) INXS – New Sensation (12:47) REM – The End of The World (16:55) Tony Basil – Hey Mickey! (20:15) Michael Jackson – Smooth Criminal (28:30) Nouvelle Vague – Dancing With Myself (31:40) Nouvelle Vague – Don’t Go (35:30) Nouvelle Vague – Heart of Glass (39:00) Dexter’s Midnight Runners – Come On Eillein (42:40) Information Society …

SplashPod – S01 E02 – Crossover: Capa Dura x Capa Mole (Brochura)

Neste segundo SplashPod apresentamos o crossover Capa Dura x Capa Mole, com a participação especial de Daniel HDR, Émerson Vasconcelos, Punch Comics e o Vinícius, do 2quadrinhos! Confere a set list: (00:00) Intro Batman (01:07) Acabamento Gráfico (07:56) Coleções Estilo Salvat (15:05) Quadrinhos Ostentação (18:35) Os Movimentos do Mercado (21:00) Daniel HDR (23:53) Qual você prefere? (33:25) O Trabalho Editorial: O case de Sandman da Conrad (35:50) Os Tipos de Papel (37:42) Os Paralelos com o Mercado Japonês (38:50) Émerson Vasconcelos (40:00) Os Encalhernados e os TPBs (43:45) Encadernadores Caseiros Anônimos (48:45) Punch Comics (50:44) Vinicius 2 quadrinhos (51:50) ISSN e ISBN (56:54) ByeBye SplashPod – S01 E02 – Crossover: Capa Dura x Capa Mole (Brochura). MÚSICAS (Anos 50 e 60): (00:36) Bobby Darin – Splish Splash (02:44) Ray Charles – Get Rythm (07:56) Herman Hermits – Into Something Good (20:41) Lesley Gore – It’s My Party (39:57) The Marcels – Blue Moon (56:54) The Beatles – Hello Good Bye CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO PARA BAIXAR O PODCAST!!!

As Melhores Graphic Novels Americanas que li em 2014

Deixa eu explicar essa categoria: aqui se encaixam HQs produzidas nos EUA que não foram feitas nem por DC Comics, Marvel, Vertigo, mas sim por alternativas a essas editoras. Vamos a elas em nenhuma ordem de qualidade, mas sim, ordem alfabética: ASSASSIN’S CREED: BRÂMAN, de BRENDAN FLETCHER, KARL KERSCHL E CAMERON STEWART Publicação da estreante Alto Astral no Brasil, que tem feito acertos e erros na sua linha editoria. Esse, entretanto é um grande acerto, mas do que uma franquia de videogames bem-sucedida, Karl Kershl e Cameron Stewart têm acertado com as histórias dos descendentes de assassino. Brâman, entretanto é uma história que lida com realidade virtual e  lendas sikh, além de ter um lido visual. Indico essa edição do universo quadrinístico de Assassin’s Creed porque é autocontida e não precisa conhecer o jogo para lê-la. Não por acaso que Brendan Fletcher e Cameron Stewart foram chamados para fazer as histórias da novíssima Batgirl. CARNET DE VOYAGE, de CRAIG THOMPSON Comprei essa HQ na promoção anual que a Top Shelf faz todo ano, mas ela …

Será que a culpa é dos pints de Guiness

O Círculo das Influências, de Will Eisner a Kelly Sue DeConnick

É inegável que autores influenciam e são influenciados. Dentro dos quadrinhos não podia deixar de ser o mesmo. Muitos deles, é claro, tiveram influência de outros tipos de arte, como a pintura, o teatro, o cinema. Esse é um blog que enfoca mais o roteiro, porque dos princípios da arte eu entendo é muito pouco. Então gostaria de mostrar para vocês o que podemos chamar de o Círculo da Influência dos Quadrinhos. Essa foi uma ideia que o Érico Assis explanou comigo uma vez enquanto comentávamos o livro Super Graphics, de Tim Leong. Na época cheguei a fazer um gráfico parecido para explicar as influências do rock’n’roll, que vocês podem conferir nesta primeira imagem. Nos quadrinhos, parti do ponto inicial que seria Will Einser, o cara que modificou o jeito moderno de fazer quadrinhos e influenciou, bem… todo mundo, de Alan Moore a Frank Miller, a Bendis e Ellis. Frank Miller, um confesso fã de Eisner, chegou a fazer um livro de entrevistas com o mestre, chamado Eisner/Miller, – uma provocação dos quadrinhos ao clássico …

Da esquerda para a direita: Phellip Willian, Melissa Garabellis, Theodore Guilherme, Larissa Clausen e Aliás Alisson

O dinossauro da perna de pau, do olho de vidro, da cara de querido

Velociraptor Pirata. Um nome bastante peculiar. E essa peculiaridade você pode encontrar nas histórias em quadrinhos desse coletivo. Pra começar, South-Fi, uma HQ que trabalha a caipirice num mundo sci-fi de animais falantes e animais falantes do caipirês à la Chico Bento. Depois, a HQ-Poema Quando tudo é monótono, num formatinho pequeno de grande fofura como a Mix Tape de Lu Cafaggi. Mas a HQ do grupo que mais chamou minha atenção foi HUG, uma das melhores leituras que tive esse ano, serinho gente. Ela brinca com a narrativa dos quadrinhos, rompendo quadros, rompendo a narrativa comum dos quadrinhos e ainda assim não se mostra pedante, porque nos envolve no bom humor e no carinho entre os personagens. Sabe aquela pessoa que você ama tanto que só pensa em abraçar o tempo todo? É mais ou menos esse o mote do HUG. Isso de nos envolver no bom humor e no carinho é uma marca registrada da Velociraptor Pirata. Foi assim que eles me recepcionaram na Gibicon deste ano, mesmo nunca tendo me visto mais …

O incrível desenho de David M. Buisán. Adoro esse cara!

Por que os quadrinhos são mais importantes hoje do que jamais foram?

“Por mais de um século, os quadrinhos têm se mostrado uma forma de comunicação que casa a sequência linear da tipografia com a percepção global de uma matrix internetesca de partes simultâneas”, essa é uma das razões que tornam os quadrinhos uma mídia tão atual. Para além disso, listei algumas outras razões, inspirado no artigo de Bill Kartalopoulos, para o Huffington Post, que você pode ler aqui. Kartalopoulos é o editor da versão 2014 da incrível coletânea Best American Comics. A MUDANÇA DE PARADIGMA DAS GRAPHIC NOVELS As graphic novels alçaram os quadrinhos a um outro patamar. Os “romances gráficos” levaram alguns jornalistas e teóricos a compararem e até incluírem quadrinhos como literatura, mas, conforme expliquei neste link, quadrinhos não são literatura, eles são mais que isso. São um meio puro, uma narrativa híbrida de palavras e imagens. Ainda assim podem abarcar artes tão grandiosas como a literatura e a pintura, mesmo estando enclausurados no meio de produção industrial e se caracterizando como um meio de comunicação de massa. Esse fenômeno das graphic novels tem …

X-Men e Quarteto Fantástico a caminho do desaparecimento

Estariam as equipes da Marvel X-Men e Quarteto Fantástico fadadas a desaparecer dos gibis da Marvel Comics? Não quero ser pessimista, mas todos os indícios levam a crer isso. Wolverine morre, o gibi do Quarteto é cancelado. Vamos tentar entender isso? Tudo começa quando a Fox começa a ganhar os direitos de fazer filmes de super-heróis da Marvel com os X-Men. O filme de 2001 foi um estrondoso sucesso e, junto com Blade, iniciou uma nova onda de filmes de super-heróis. Logo, a Fox também lançou os filmes de Demolidor, Elektra e do Quarteto Fantástico. Mas enquanto a franquia dos X-Men ia acumulando filmes bem-sucedidos, os outros filmes de super-heróis da Fox viraram fracassos de bilheteria. Os direitos do Homem-Aranha já pertenciam à Sony. A Marvel resolveu criar seu próprio estúdio, o Marvel Studios, primeiramente em parceria com a Universal Pictures, e lançou seu primeiro filme, O Incrível Hulk, estrelado por Edward Norton. Depois do lançamento de Homem de Ferro, estrelado por Robert Downey Jr., a editora viu que seu universo cinemático devia crescer e, …

O Quinto Beatle: A História de Brian Epstein, de Vivek J. Tiwary, Andrew C. Robinson e Kyle Barker (Editora Aleph, 2014, 168 páginas, R$ 59,90. Tradução: Delfin)

O Quinto Beatle: A História de Brian Epstein, de Vivek J. Tiwary, Andrew C. Robinson e Kyle Barker

Talvez você não conheça Brian Epstein, mas com certeza conhece os Beatles. A história dos quatro rapazes de Liverpool é difundida mundo afora em diversos filmes, documentários, memorabilia, livros, biografias, shows tributo, mas pouco se sabe da força por trás do fenômeno. E essa força foi Brian Epstein. Se fossemos comparar Brian com um personagem de filme, eu chamaria a atenção para a película The Wonders – O Sonho Não Acabou. No caso, o personagem de Tom Hanks teria sido inspirado em Epstein. Brian foi o primeiro empresário da banda e esteve junto com eles até o sucesso de Sargent Peppers’ Lonely Hearts Club Band. A vida de Epstein até conhecer os Beatles, havia sido lotada de fracassos. Quer dizer, não na sua vida profissional, mas no seu âmbito artístico. Brian era uma alma livre que era constantemente aprisionada. Suas ambições não davam certo, apesar do apoio incondicional da família. Para piorar, ele era gay, coisa que nos anos 60 era considerado crime e doença na Inglaterra. Além de não libertar sua alma para a …

A coreografia dos Jovens Vingadores, de Kieron Gillen e Jamie McKelvie

Um Loki criança. Um casal gay filhos de notórios vingadores. Um alienígena vindo de outra dimensão. Uma latina vinda de uma realidade alternativa. A garota normal que gosta de atirar flechas. Um grupo bastante improvável, mas que estrela a nova encarnação dos Jovens Vingadores, publicada no Brasil na revista Homem de Ferro & Thor. Criados pelos superstars Allan Heinberg (de Grey’s Anatomy e Looking) e Jim Cheung (Infinity), o anúncio dos Jovens Vingadores sugeria que seus integrantes seriam versões jovens do Capitão América, Homem de Ferro, Hulk e Thor. Os fãs estavam redondamente enganados, revelando personagens multifacetados e com histórias próprias e originais. As histórias destes personagens tiveram mais twists and turns em poucas edições do que qualquer outra revista de super-heróis. Ao lado dos Fugitivos, de Brian K. Vaughan e Aldrian Alphona, estes heróis representam o melhor que a Marvel tinha a oferecer, como um sopro de novidade em sua linha de heróis nos anos 2000. Pórem, após um grande tempo com o direito exclusivo de ditar os rumos destes personagens, Heinberg e Cheung …

Glamour Selvagem – Fashion Beast: A Fera da Moda, de Alan Moore, Malcolm McLaren, Anthony Johnston e Facundo Percio.

No prefácio desta edição, Alan Moore apresenta Malcolm McLaren (responsável pelo apogeu e queda do Sex Pistols) como um homem que quer os holofotes sobre si, atraindo a atenção da imprensa marrom (amarela, em língua inglesa, graças ao personagem de quadrinhos Yellow Kid), causando polêmica, buscando sempre uma nova maneira de sobressair-se sobre os outros, criando novidades e desprezando o que criou anteriormente. Temos aí um bom retrato que, num maravilhoso ato falho, Alan Moore faz de si mesmo, aturdido pela persona de Malcolm McLaren. Cabe explicar que Fashion Beast é a adaptação para quadrinhos de um roteiro perdido de Alan Moore em parceria com Malcolm McLaren. Este último acreditava que a fusão de quadrinhos e cinema seria a nova grande onda mundial (lá nos anos 80, hein, até que o cara entendia da coisa). McLaren acreditava que um roteirista de quadrinhos poderia trazer um novo vigor para o cinema por causa das fusões e transições que os dois meios são capazes de gerar. Coube a Anthony Johnson e Facundo Percio fazerem o caminho contrário, …

Mashup #1: Quadrinhos A2 e Pato Fu

Hoje, estava escutando Pato Fu e aí, por alguma razão, eu lembrei dos Quadrinhos A2, de Paulo Crumbim e Cristina Eiko. Eles são um casal (e um cachorro) que publica webcomics no seu site http://www.quadrinhosa2.com e já lançaram três coletâneas. Ainda que eu achasse que, pelo nome, eles poderiam fazer quadrinhos eróticos como o Motel A2 aqui de Porto Alegre e depois evoluísse sua numeração para Quadrinhos A3, A4 e ABonecaInflável (sem dispensar o tradicional quadrinho A1), não se trata de nada pornô. São quadrinhos autobiográficos que, sim, nos levam a ter intimidade com os autores, mas não essa intimidade que você pensou, cabeça suja. O diferencial dos quadrinhos autobiográficos de Crumbim e Eiko é que eles são pequenos contos de cenas do cotidiano (sabe aquele quadrinho slice of life?), só que com grandes pitadas de imaginação, humor e de não se levar a sério tanto assim. Mais ou menos como as músicas do Pato Fu, que também são capitaneadas por um casal: Fernanda Takai e John. As músicas da banda mineira têm um quê …

Quadrinhos são como música para nossos ouvidos

“Os quadrinhos são o rock’n’roll da literatura, porque não dão necessariamente a eles aquele certo peso de respeito, mas são essa fascinante e empolgante mídia híbrida. Rock’n’roll não é exatamente um coisa só. Combina rockabilly, jazz, gospel – todos estes – e é copiado de si mesmo toda hora, tornando-o chato e azedo, mas toda vez que toma algo de fora de seu campo, e a absorve naquilo que está sendo feito, torna-se algo inerente e vital. Eu vejo a narrativa nos quadrinhos da mesma maneira. Quando as pessoas estão copiando algo de alguma coisa preexistente e tentando parecer com isso, não é interessante para mim, mas quando alguém está utilizando aquele formato que já está lá e se posicionando nos ombros de gigantes que já estiveram lá, mas adicionando algo novo, está dando o próximo passo e adicionando um novo e interessante vocabulário para o meio. É essa a maneira que me empolga”. – David Mack, em entrevista para Christopher Irving em Leaping Tall Buildings. “Para mim, Kirby num sentido visual é como a …

Músicas com Superman

Como muitos sabem, Superman completou 75 anos no último dia 18. Ele inspirou muitas canções também. Muito vai além de “Foge, foge, Mulher-Maravilha, foge, foge, com Superman”, aqui vão minhas preferidas músicas inspiradas no Superman:     Superman – Five for Fighting “Eu sou apenas um homem, em um lençol vermelho tolo Mineirando kriptonita nesta via de mão única Apenas um homem num lençol vermelho engraçado Procurando por coisa especiais dentro de mim” http://letras.mus.br/five-for-fighting/1867202/#     Waitin’ for Superman – Flaming Lips “Contem a todos Esperando por um Superman Que eles devem tentar aguentar O melhor que puderem Ele não os os largou Os esqueceu Ou coisa assim É apenas muito pesado para o Superman suportar”. http://letras.mus.br/flaming-lips/14930/#     I’m no Superman – Lalzo Bane (abertura de Scrubs) “Bem Eu sei o que tenho falado Você tem que trabalhar pra alimentar sua alma Mas eu não posso fazer tudo isso sozinho Não, eu não sou nenhum Superman Não sou nenhum Superman”. http://letras.mus.br/lazlo-bane/242637/#