Todos os posts em: Entrevista

“Nunca Assisti Nenhum Filme de Super-Heróis”, diz David Lloyd, autor de V de Vingança

Grande atração da Comic Con RS 2016, que ocorre neste final de semana na Ulbra – Canoas/RS, o criador do clássico dos quadrinhos V de Vingaça ao lado de Alan Moore, David Lloyd não simpatiza com os filmes de super-heróis. Ainda mais, com os super-heróis em geral. Apenas aqueles que oferecem algo a mais como Deadpool e KIck-Ass. Para saber mais sobre esse ponto de vista, leia a seguir.

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Entrevista com Wagner Willian: O Desafio de Um Quadrinho Denso

Wagner Willian é um autor nacional ímpar. Primeiro ele causou estertores com seu Lobisomem Sem Barba, narrativa ganhadora do Prêmio Jabuti em 2015. Este ano ele veio com uma HQ com mais de 300 páginas chamada Bulldogma, contando a vida de uma ilustradora em meio a alienígenas e bizarrices. Através do estranho, Wagner nos aproxima do que é comum. Preparamos uma entrevista com ele, que você pode ler a seguir.

Humor, Filosofia e Joaninhas nas Tirinhas de Pedro Hutsch Balboni

Quem não gosta de uma joaninha? São bonitinhas e ao mesmo tempo devastadoras, e assim também são as tirinhas do  Pedro Hutsch Balboni, que desde 2008 publica as tirinhas Joãos & Joanas na internet. Assim como As Cobras de Luis Fernando Verissimo, Joãos & Joanas, traz duas joaninhas conversando sobre a vida, o universo e tudo mais. Pedro já lançou três livros nesse universo: Joãos & Joanas (uma compilação das tiras da internet), Fulanos & Fulanas (grandes artistas reinterpretando as tirinhas) e Tudo Já Foi Dito (uma história só, longa e filosófica, feita por vários colaboradores). Agora, Pedro está numa campanha no Catarse (sim, ou outros livros também foram lançados por lá!) para lançar o quarto livro do universo: Ciclanos e Ciclanas. Falamos com o Pedro para nos contar mais sobre seus projetos, livros e também para convidá-los a colaborar no próximo livro! Splash Pages: Oi Pedro, primeiro eu queria saber, como surgiu a ideia do João e Joanas. Por que quadrinhos e por que com joaninhas? Pedro Hutsch Balboni: Fala Guilherme! Quadrinhos é a …

Muitos gibis de super-heróis nas prateleiras da Braz Shop

O Mercado de Quadrinhos Pela Visão das Bancas

Entrevistamos dois donos de bancas (as bancas que costumo ir, claro) para nos contar um pouco sobre a visão do mercado de quadrinhos por parte de quem vende esse material todos os dias. O mercado de quadrinho está maior ou menor? Variedade também é sinônimo de aumento de vendas? Vamos falar sobre isso e mais um pouco.

Impeach-Man: O Homem da Capa Amarela, de Luciano Braga e Péricles Ianuch (Entrevista)

Levando a sério nossa missão de apresentar a nossos mergulhadores quadrinhos independentes de qualidade, venho apresentar para vocês O Homem da Capa Amarela. Criação de Luciano Braga e Péricles Ianuch, a HQ conta como dois criadores de quadrinhos acabam se envolvendo com um suposto assassino de políticos corruptos, o tal Homem da Capa Amarela, o Impeach-Man.

Esse ano vimos que mais uma onda de protestos varreu o país, então esse tema está mais em voga do que nunca. Além disso, parece que, vem governo, vai governo, a corrupção nunca sai de moda.

Dia do Quadrinho Nacional – 30 de Janeiro – Depoimentos (Parte II)

“Fazer quadrinhos no Brasil é, antes de tudo, um trabalho para guerreiros. É uma das apostas mais incertas no campo das artes, pois se tudo ficar ruim para um músico, ele vai para a rua tocar e tira seu trocado, fazer música. Se tudo der errado para um quadrinista, ele vai mudar de emprego em outra área. Quadrinhos é o hobby da arte, que também é considerada hobby. Quadrinhos é o hobby do hobby. E tem gente que não desiste, faz quadrinhos vai às feiras, vendem sem trabalho, tira seu sustento ou, no mínimo, complementa a sua renda. Fazer quadrinhos no Brasil é esboçar um futuro promissor. Se o esboço já está interessante, espera só quando mandarmos ver na tinta.” Estevão Ribeiro, editor da Aquário Editorial, autor da tirinha Os Passarinhos, dos álbuns Pequenos Heróis e Futuros Heróis e muitos outros quadrinhos. “Os quadrinhos no mundo todo passam por um momento de qualidade como nunca visto antes. E dentro desse mundaréu de coisas surgindo é importantíssimo desenvolvermos o nosso jeito de fazer, o nosso jeito …

Dia do Quadrinho Nacional – 30 de Janeiro – Depoimentos (Parte I)

Viva! Hoje é o Dia do Quadrinho Nacional! E temos muito a comemorar, visto o salto de qualidade e de público que essa produção deu na última década. Chamei alguns amigos envolvidos com a produção nacional de quadrinhos para ratificar a importância dessa produção cultural no Brasil. Confere aí! “Há 146 anos Angelo Agostini lançava, no Brasil, uma nova forma de comunicação: os Quadrinhos de Nhô Quim (que veio bem antes do Yellow Kid, Flash Gordon ou Dick Tracy). Anos antes, ele já havia surpreendido a população com seu novo estilo de jornalismo: a imprensa ilustrada. Essa revolução na comunicação de massa criou raízes e hoje é impossível pensar em comunicação -impressa, televizada ou internetizada- sem que a imagem tenha seu importante espaço delimitado. Infelizmente, a imprensa escrita onde a ilustração ganhou força e se popularizou (a dita “imprensa marrom”) tem reduzido o espaço da ilustração em suas páginas. E os Quadrinhos, apesar de perderem seu espaço nas bancas, ganharam o mundo das livrarias e da virtualidade, e hoje vemos uma produção imensa de veteranos …

Páginas 36 e 37 da HQ A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito.

Entrevista com Christopher Kastensmidt, autor de A Bandeira do Elefante e da Arara

Saci-Pererê, Boitatá, figuras lendárias do folclore brasileiro ganhando um lugar nos quadrinhos de hoje. Para além das aparições em Pererê, do Ziraldo ou das páginas de Chico Bento, de Mauricio de Sousa, esses personagens tomam uma dimensão fantástica e aventuresca nas páginas de A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito, de Christopher Kastensmidt, Carolina Mylius e Ursula Dorada, lançada nesse final do ano pela Editora Devir. Com prefácio do autor de ficção científica Roberto Causo e vários extras mostrando o processo de criação da história em quadrinhos, a obra foi viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura do Governo Federal do Brasil, e patrocinada pelo Banco De Lage Landen. “O projeto faz parte do mundo ficcional de A Bandeira do Elefante e da Arara, com planos para lançamentos futuros de romance, jogo de tabuleiro, RPG de mesa, game, audiovisual e outros”, comenta Christopher Kastensmidt, que carrega em seu currículo a publicação de diversos contos, poemas, games, artigos e livros didáticos. “A Bandeira do Elefante e da Arara é um hino …

Da esquerda para a direita: Phellip Willian, Melissa Garabellis, Theodore Guilherme, Larissa Clausen e Aliás Alisson

O dinossauro da perna de pau, do olho de vidro, da cara de querido

Velociraptor Pirata. Um nome bastante peculiar. E essa peculiaridade você pode encontrar nas histórias em quadrinhos desse coletivo. Pra começar, South-Fi, uma HQ que trabalha a caipirice num mundo sci-fi de animais falantes e animais falantes do caipirês à la Chico Bento. Depois, a HQ-Poema Quando tudo é monótono, num formatinho pequeno de grande fofura como a Mix Tape de Lu Cafaggi. Mas a HQ do grupo que mais chamou minha atenção foi HUG, uma das melhores leituras que tive esse ano, serinho gente. Ela brinca com a narrativa dos quadrinhos, rompendo quadros, rompendo a narrativa comum dos quadrinhos e ainda assim não se mostra pedante, porque nos envolve no bom humor e no carinho entre os personagens. Sabe aquela pessoa que você ama tanto que só pensa em abraçar o tempo todo? É mais ou menos esse o mote do HUG. Isso de nos envolver no bom humor e no carinho é uma marca registrada da Velociraptor Pirata. Foi assim que eles me recepcionaram na Gibicon deste ano, mesmo nunca tendo me visto mais …