Todos os posts em: Eu e os Quadrinhos

Um pouco da minha relação com os quadrinhos.

O Ultraverso da Malibu Comics no Brasil

Talvez você já tenha ouvido falar do Ultraverso, talvez não, mas foi uma das marcas dos Anos 90 nos Estados Unidos, com a editora Malibu Comics, uma das grandes potências da cor digital daquela época. E isso respingou aqui no Brasil quando a Mythos Editora trouxe seus crossovers com a Marvel para nossas bancas. Mas, caro leitor, existe muito mais entre a Malibu e a Marvel que julga vossa vã filosofia. E você saberá a seguir.

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Saudades: Vertigo (Opera Graphica)

As histórias presentes nesta segunda encarnação de uma revista com o título Vertigo são, em grande parte, editadas pelo atual chefão da Marvel, o editor-chefe Axel Alonso. Aqui ele reuniu um time de alto escalão dos quadrinhos para trazer histórias curtas e contundentes que deixam o leitor abismado nos temas crime, horror, guerra e western.

Ele Não Surfa Nada! Porque Eu Não Gosto do Surfista Prateado

O Surfista Prateado é conhecido como o herói cósmico, filosófico, que gosta de questionar as coisas do mundo e de fora do mundo. Isso pode torná-lo muito legal ao mesmo tempo que pode deixar ele um chato de galochas para granizo. Vou explorar um pouco da história deste herói para que você entenda porque eu não gosto do Surfista Prateado.

Um Quadrinho Deve Divertir ou Passar Uma Mensagem em Primeiro Lugar?

Uma das discussões mais acaloradas nas redes sociais se deve à função primária das revistas e das histórias em quadrinhos. Em primeiro lugar, elas devem divertir os seus leitores ou devem passar uma mensagem, uma moral e educar quem está lendo uma revistinha? Esse é o dilema da vez e, a seguir, ele será destrinchado e chegado a um veredito! Come on, babe, let’s do the twist!

Prazer, Guilherme VERGONHA Smee. Meu nome completo. ;-)

É Uma Vergonha Ser Nerd? Sim ou Não?

Os nerds sempre foram os que gostavam de cultura, mas não entendiam como podia o “zé-povinho” não gostar disso também. Por isso, estavam sempre excluídos do resto, sentados sozinhos com seus lanches, ou na primeira classe tentando desesperadamente escutar o que o professor falava, enquanto, lá no fundão, tinha uma algazarra. O mundo cresceu e, talvez por essa massificação da cultura, os nerds também aumentaram. Cada vez mais tem gente que curte séries, quadrinhos, games e coisas assim. Mas eles são MESMO uma vergonha e APENAS isso?

Os Melhores dos Melhores

Saudades: Melhores do Mundo (Panini)

A competição entre a Pixel Media e a Panini Comics pelo direito de publicação da DC Comics no Brasil acabou gerando a oportunidade de surgir um mix bem diferente de super-heróis da editora das lendas. E a Legião dos Super-Heróis finalmente voltava a ser publicada com regularidade em terras tupiniquins. Venha se lembrar ou conhecer a revista Os Melhores do Mundo, versão Panini Comics!

Muitos gibis de super-heróis nas prateleiras da Braz Shop

O Mercado de Quadrinhos Pela Visão das Bancas

Entrevistamos dois donos de bancas (as bancas que costumo ir, claro) para nos contar um pouco sobre a visão do mercado de quadrinhos por parte de quem vende esse material todos os dias. O mercado de quadrinho está maior ou menor? Variedade também é sinônimo de aumento de vendas? Vamos falar sobre isso e mais um pouco.

A Batgirl não usa o programa de milhagem da Smiles!

Relativizando a Polêmica da Capa da Batgirl

Essa semana saíram as solicitações da DC Comics pós-Convergence e o que deu o que falar não foi a variedade imensa de títulos comprovando que a DC que mudar sua imagem junto aos fãs de quadrinhos. Não, foi a capa variante do mês do Coringa que Rafael Albuquerque fez para a revista da Batgirl. A capa, como você pode conferir aqui, mostra o Coringa segurando a Batgirl com um sorriso sangrento no rosto. Uma imagem controversa, errada, sim, mas a questão é: deveria ser banida? Minha opinião: eu sou uma pessoa que defende os direitos humanos, sejam eles quais forem, quando uma vida é ameaçada, seja de forma direta ou indireta, ela deve ser defendida. Mas vem a pergunta: porque crucificar o artista quando a coisa é estampada na capa e quando a coisa fica nas entrelinhas, ninguém dá tanta bola? No caso, Alan Moore e Brian Bolland fizeram o Coringa estuprar Barbara Gordon, na revista A Piada Mortal, mas na época passou em bracas nuvens. Assim como o polêmico final, que sugere que o …

Será que é realmente uma pergunta tão difícil de responder?

É pior um super-herói virar gay do que virar um supervilão

É, mergulhadores, aqui estou eu de volta batendo nessa tecla de novo. E por quê? Bem, o mundo dos quadrinhos é um dos universos mais misóginos, sexistas e homofóbicos que existem, tendo em vista a resposta que tive aos posts sobre os gays dos quadrinhos. E, engraçado que odeiam tanto assim, mas é um dos assuntos mais acessados do blog. Vai entender. Freud explica. A frase que abre o post é verdadeira. Não existe tanta reclamação dos fãs de super-heróis quando um herói se torna vilão. Mas quando um herói “se torna gay” caem feito abelhas no pote de mel das reclamações. Vou explicar: quando Hal Jordan se tornou o vilão Parallax, ele matou toda a Tropa dos Lanternas Verdes e destruiu a bateria central de Oa, impedindo (ou quase) de que novos Lanternas surgissem. Hoje, o fato é quase esquecido e não, ninguém da mídia tradicional noticiou esse fato. Por quê? Porque não tem relevância nenhuma. Ninguém foi ameaçado de morte por Hal Jordan ser vilão. Heróis, vira e mexe, se tornam vilões. Isso …

My France will never be the same, I'm glad Ronald McDonald came...

Os Quatro Quadrinhos Mais Influentes da Infância #fourcomics #4hqs

Ontem, 22 de janeiro, a editora Archie Comics lançou no twitter um desafio de postagens, no estilo #musicmonday. A ideia era selecionar as capas dos quatro quadrinhos mais influentes na sua infância. Logo, ditando a hashtag #fourcomics a timeline estava cheia de quadrinistas, fãs e profissionais da área declarando suas paixões da infância. Algumas podem parecer óbvias, postando só revistas de super-heróis, mas outras não, como por exemplo as de Kurt Busiek, que colocou quase só quadrinhos europeus. Detalhe: Busiek passou a infância na França. Eu também coloquei os meus e, como uma boa criança brasileira dos anos 80, as influências não poderiam ir muito além dessas. Mas como esse blog é meu e eu faço nele o que eu quero, eu vou explicar melhor essas influências e como elas transformaram minha vida: AS HISTÓRIAS DE PARÓDIAS DA TURMA DA MÔNICA Sim, a primeira mesmo foi Cebolinha e Mônica em Romeu e Julieta, lá nos anos 70. Mas eu não tinha chegado ao mundo naquela época, então peguei as paródias de filmes da turminha como …

Os Melhores Destinos do Verão no Universo Marvel

Não sabe para onde ir nesse verão? Cansado das opções chatas como praia, montanha e casa da sogra? Acha que o dólar subiu tanto que a próxima viagem que você vai fazer é pro Microverso? Não se preocupe, selecionamos vários pacotes turísticos acessíveis para incríveis lugares no Universo Marvel! Confira! Madripoor No melhor estilo favela chic, em Madripoor convivem a tecnologia dos gigantescos arranha-céus com a rusticidade dos casebres em palafitas. Ideal para quem gosta de conhecer os costumes locais como roubar, traficar, praticar crimes a mando de algum supervilão como para os que gostam de compras de luxo, participando de leilões de grandes jóias, automóveis e outros olhos da cara da alta sociedade. Um dos pontos que nosso guia recomenda é o Bar Princesa, local de lutas de bar como você nunca viu antes e é muito capaz de você se encontrar com Wolverine ou a Mulher-Aranha por lá. Fique de olho no tapa-olho! Ilha da IMA Localizada no belíssimo Caribe, a Ilha da IMA fica no lugar onde era a ilha de Barbuda. …

As 5 Piores HQs que li em 2014 (ECA!)

As Piores Leituras de Quadrinhos de 2014

É, o ano também teve seus baixos, muitos aliás. Aqui vou colocar os quadrinhos que tiveram as piores avaliações, ou seja, uma estrelinha só. Tiveram alguns brasileiros que tiveram essa colocação, mas não vou colocar aqui porque todo mundo pode melhorar. Em vez disso, vou atacar os estabelecidos mesmo que esses não vão se importar se eu – o reles eu – falar qualquer coisa de mal sobre seus quadrinhos. Mas não se preocupem que não vou ser tão mau assim, são só cinco HQs mesmo. 45 Rotações de Rock, de Hervê Bouhris O cara que escreveu o Pequeno Livro do Rock e o Pequeno Livro dos Beatles ataca novamente, dessa vez com a sua seleção de 45 melhores discos da história dos Rock, o que inclui nossos caríssimos brasileiros, Os Mutantes. Fui no livro esperando muita coisa, mas é uma caca. Pra começar, não é quadrinhos como o livro é vendido, de arte sequencial ele não tem é nada. Além disso a tradução e a revisão carecem de muuuitas melhoras. A disposição das informações …

Série Jonah Hex, de Justin Gray, Jimmy Palmiotti e Diversos Artistas

Os Melhores Quadrinhos de Super-Heróis que Li em 2014

Primeiramente, Feliz Natal! Dingou béu, dingou béu, acabou papel! Não acabou não! Tem muito quadrinho bom pra ler e eu vou estar aqui pra dar umas dicas! Então vamos lá, os quadrinhos nessa seção são só da Marvel e DC Comics, ok?! Então tá! Valendo! Antes de Watchmen: Minutemen, de Darwyn Cooke Ano passado a Panini publicou a iniciativa Antes de Watchmen no Brasil. Mas a Panini que é Panini não cumpre seus prazos e tudo chega no mês seguinte do calculado. Ou seja, esse Antes de Watchmen chegou a mim em 2014, não que isso importe para essa lista. Você pode conferir uma resenha completa dessa edição aqui. E da iniciativa toda de Antes de Watchmen neste link. Foi uma inciativa polêmica que não teve o apoio de seu criador Alan Moore, mas que em geral trouxe histórias muito boas para os leitores. Claro, houveram tropeços, mas essa edição dos Minutemen é um digno exemplar das melhores coisas que essa iniciativa poderia trazer. Batman: O Retorno de Bruce Wayne, de Grant Morrison e Vários …

Você bateria em alguém de óculos? E em alguém que ama uma pessoa do mesmo sexo?

Eu Quero Ser a Minoria

Comecei a ler as revistas mutantes por volta dos 11 anos, no início da adolescência. Vocês devem saber que a adolescência deixa as pessoas um tanto confusas e elas buscam uma âncora, um referencial, uma orientação e através dos X-Men eu aprendi várias lições éticas e de humanidade. Mas naquela época, apesar de venerar os X-Men, eu me assemelhava mais à Peter Parker, o Homem-Aranha: magrelo, de óculos, CDF, uma negação na educação física e era aporrinhado pelos meus colegas de colégio. Não me identificava a nenhum ideal, nem de beleza, nem de comportamento. Por me identificar com Peter, tinha tudo para me tornar um fã ardoroso do Homem-Aranha. Mas, o destino quis que eu fosse apresentado antes aos X-Men. Um grupo de pessoas diferentes, excluídas da sociedade por não se ajustarem às condições da maioria e muito menos por se parecerem com elas. Nossa – eu pensava – é bem como eu me sinto: totalmente desajustado com essas pessoas que me rodeiam e odeiam (no caso, meus “adoráveis” coleguinhas). Os X-Men trouxeram à discussão …

Da esquerda para a direita: Phellip Willian, Melissa Garabellis, Theodore Guilherme, Larissa Clausen e Aliás Alisson

O dinossauro da perna de pau, do olho de vidro, da cara de querido

Velociraptor Pirata. Um nome bastante peculiar. E essa peculiaridade você pode encontrar nas histórias em quadrinhos desse coletivo. Pra começar, South-Fi, uma HQ que trabalha a caipirice num mundo sci-fi de animais falantes e animais falantes do caipirês à la Chico Bento. Depois, a HQ-Poema Quando tudo é monótono, num formatinho pequeno de grande fofura como a Mix Tape de Lu Cafaggi. Mas a HQ do grupo que mais chamou minha atenção foi HUG, uma das melhores leituras que tive esse ano, serinho gente. Ela brinca com a narrativa dos quadrinhos, rompendo quadros, rompendo a narrativa comum dos quadrinhos e ainda assim não se mostra pedante, porque nos envolve no bom humor e no carinho entre os personagens. Sabe aquela pessoa que você ama tanto que só pensa em abraçar o tempo todo? É mais ou menos esse o mote do HUG. Isso de nos envolver no bom humor e no carinho é uma marca registrada da Velociraptor Pirata. Foi assim que eles me recepcionaram na Gibicon deste ano, mesmo nunca tendo me visto mais …

O Estranho Mundo de David

10 Motivos para ler Estranhos no Paraíso, de Terry Moore

Essa foi uma das primeiras séries de quadrinhos fora do eixo Marvel e DC que li, claro excetuando-se as infantis, e foi um sopro de vida na minha adolescência nos anos 90. Apesar de uma publicação atribulada no Brasil, passando por quatro editora e mais um escândalo de pirataria e o não-pagamento dos direitos de publicação por uma das editoras, a série é um must-read para qualquer leitor de quadrinhos ou para qualquer “pessoa como eu e você”. TRIÂNGULO AMOROSO: David ama Katchoo, que ama Francine, que não ama ninguém. Essa era a chamada que a Editora Abril fez na época de lançamento da primeira minissérie de SiP, ou Strangers in Paradise, como a série é apelidada carinhosamente pelos fãs. Talvez inspirada no poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade (clique aqui), a chamada mostrava o quão complicada seria a vida romântica de nossos protagonistas, mas havia muitas surpresas além do aspecto romântico da vida de nossos heróis. INSERÇÕES DO AUTOR: Desde o começo, a história trazia poemas, cifras de músicas, referências a séries, filmes, …

O incrível desenho de David M. Buisán. Adoro esse cara!

Por que os quadrinhos são mais importantes hoje do que jamais foram?

“Por mais de um século, os quadrinhos têm se mostrado uma forma de comunicação que casa a sequência linear da tipografia com a percepção global de uma matrix internetesca de partes simultâneas”, essa é uma das razões que tornam os quadrinhos uma mídia tão atual. Para além disso, listei algumas outras razões, inspirado no artigo de Bill Kartalopoulos, para o Huffington Post, que você pode ler aqui. Kartalopoulos é o editor da versão 2014 da incrível coletânea Best American Comics. A MUDANÇA DE PARADIGMA DAS GRAPHIC NOVELS As graphic novels alçaram os quadrinhos a um outro patamar. Os “romances gráficos” levaram alguns jornalistas e teóricos a compararem e até incluírem quadrinhos como literatura, mas, conforme expliquei neste link, quadrinhos não são literatura, eles são mais que isso. São um meio puro, uma narrativa híbrida de palavras e imagens. Ainda assim podem abarcar artes tão grandiosas como a literatura e a pintura, mesmo estando enclausurados no meio de produção industrial e se caracterizando como um meio de comunicação de massa. Esse fenômeno das graphic novels tem …