Todos os posts em: História dos Quadrinhos

História e comparações sobre quadrinhos ao longo dos anos.

Mães: a Nova Evolução das Super-Heroínas? A Silenciadora, Volume 1, de Dan Abnett, John Romita Jr. e Victor Bogdanovic

A Silenciadora fez parte de uma nova linha de heróis da DC Comics que veio na esteira de Noites das Trevas: Metal e foi o primeiro título da iniciativa a aportar aqui no Brasil. Ele trata da história de uma dona de casa e mãe de família negra que precisa rapidamente abandonar seus afazeres caseiros para dar conta de uma ameaça que vem do seu passado como assassina de aluguel. Esse passado envolve a organização Leviatã, de Tália Al Ghul e o fora-da-lei Exterminador. Agora, Glória Ventura, a Silenciadora, precisa cumprir suas tarefas do passado ao mesmo tempo que protege seu filho. Vamos falar um pouco mais sobre esta série e como algumas super-heroínas estão fazendo uma transição para o papel de mãe assumindo uma jornada dupla tão comum a tantas mulheres.

Brian Michael Bendis!!! GRAURRRRR!

“Brian Michael Bendis é o Melhor Escritor de Comics de Super-Heróis”, por Henry Jenkins

Em um livro que trazia artigos sobre as coisas mais bonitas na cultura pop dos Estados Unidos e do mundo o estudioso dos fãs e da cultura da convergência Henry Jenkins apontou Brian Michael Bendis como uma dessas coisas belas. Para Jenkins Bendis é o melhor escritor de quadrinhos do mainstream contemporâneo. Em um ensaio inspirado o estudioso da cultura dos fãs e da convergência explica suas motivações para essa escolha. O ensaio é de 2007, mas resolvemos trazer para vocês algumas partes deste ensaio para entendermos um pouco do impacto e do legado de Brian Michael Bendis na cultura de fãs de quadrinhos de super-heróis do mainstream estadunidense contemporâneo.

Os Quadrinhos Pensantes ou Intelectualizados Surgidos a Partir dos Anos 1950

Peanuts (Charlie Brown e Snoopy), Mafalda, Calvin e Haroldo, Ferdinando, Pogo, Armandinho. O que esses quadrinhos têm em comum? Todos eles são considerados como “pensantes ou intelectualizados”, que tem como característica exemplar construir o espírito crítico dos leitores sobre a sociedade e a cultura na qual estão inseridos. Este tipo de quadrinho costuma ter grande destaque ou despontar no meio quando grandes mudanças acontecem na sociedade, geralmente estreitando as liberdades civis de expressão. Outra coisa incontestável desses quadrinhos é que apesar de meterem o dedo na ferida e serem censurados, eles são enormes sucessos. Vamos, então, falar agora um pouco mais sobre este tipo de produção em histórias em quadrinhos.

Trovão Azul: O Super-Herói Gay de Mark Millar

Trovão Azul (Blue Bolt) é um personagem criado por Mark Millar, Frank Quitely e Wilfredo Torres como um dos personagens das sagas O Legado de Júpiter e O Círculo de Júpiter. O mais interessante sobre o super-herói Trovão Azul é que ele se encontra em um período histórico dos Estados Unidos em que a situação dos homossexuais, homens ou mulheres, era bem peculiar: o final dos anos 1950 e início dos anos 1960, portanto, antes do movimentos civis homossexuais americanos que tiveram seu início marcado pela rebelião de Stonewall. Neste post vamos falar um pouco mais sobre esse personagem e sobre o contexto em que ele atuou com os heróis de O Legado de Júpiter, na equipe chamada A União.

Já falamos aqui no blog que a primeira parte de O Legado de Júpiter é um dos melhores quadrinhos já escritos pelo roteirista de quadrinhos escocês Mark Millar. A segunda parte, de O Legado de Júpiter, entretanto, na vontade se se transformar em uma batalha épica de super-heróis, acaba se perdendo em seu intento. O Círculo de Júpiter, por sua vez, é uma prequel para O Legado de Júpiter, mostrando os desafios e intempéries que os heróis da equipe A União precisaram passar para adquirirem o status que têm em O Legado de Júpiter. Tratam-se de histórias que revelam mais a personalidade e cotidiano dos Super-Heróis da União, do que exatamente histórias em que enfrentam forças do mal. Nesse sentido, O Círculo de Júpiter se assemelha mais ao Astro City, de Kurt Busiek, Alex Ross e Brent Anderson, série que também já falamos aqui no blog.

Ao fazer um quadrinho que envolve a mística dos super-heróis americanos e sua influência naquele país, Mark Millar quis fazer uma homenagem à esta nação, afirmando que possía até uma bandeira americana em seu quarto escocês quando era criança. Em declaração para o site Comic Book Resources, Millar chegou a dizer o seguinte sobre esse aspecto da história em quadrinhos:

É um país que, durante meu crescimento, sempre associei com as coisas cada vez maiores e melhores, e, portanto, vê-las se contraindo é realmente bastante aterrador. Isso serviu de inspiração para o pano de fundo desta história. Os super-heróis são impotentes diante dessa complexa situação, e é aí que as coisas começam […] Essa história é minha carta de amor para a América. Essa idéia de democracia e todos com a mesma opinião é tão fundamentalmente decente e algo que devemos valorizar […] Para mim, os Estados Unidos sempre foram ligados também a super-heróis. Talvez seja porque a Mulher Maravilha e o Superman estejam usando a bandeira americana. Parece uma boa analogia amarrar o final do Império Americano com esse grande e grandioso crepúsculo da história dos super-heróis.

Agora vamos falar sobre o Trovão Azul, mais especificamente. Recomendo, entretanto, assistir ao filme “De-Lovely: Vida e Amores de Cole Porter”, para que os leitores do blog possam ter uma noção do contexto dos Estados Unidos ainda maior do que aquela que passarei nas minhas explicações. O Trovão Azul é um cirurgião neonatal do Hospital Presbiteriano de Los Angeles chamado Richard Conrad, que possui um uniforme azul, poder de voar e de disparar raios através de um bastão de sua própria fabricação. Se você quiser associar a origem de seu poder e o fato de ele ser um homossexual enrustido com a necessidade de segurar um bastão para que seu poder se acione, fique à vontade.

Richard também possui conexões com a alta roda de Hollywood, incluindo a atriz Katherine Hepburn, que durante uma festa em sua mansão, lhe apresenta o seu jardineiro para que Richard fique “mais alegre”. É nesse momento que um espião de J. Edgar Hoover, o diretor da CIA, faz algumas fotos de Trovão Azul aos beijos e carícias com o Jardineiro de Hepburn. Richard Conrad é famoso, entre seus círculos, por sustentar diversos gigolôs, entre eles alguns michês. Hepburn também conversa com Trovão Azul sobre os “casamentos lavanda”, muito comuns em Hollywood naquela época. Esse tipo de casamento seriam os velhos casamentos de interesses em que uma pessoa homossexual se casa com alguém heterossexual do sexo oposto para que viva uma fachada, para disfarçar o aspecto homossexual da identidade de alguém famoso.

Esse tipo de estratagema era algo muito comum nos círculos de poder dos Estados Unidos em uma época que ficou conhecida como Pré-Stonewall, ou seja, anterior ao acontecimento que ficou conhecido como Rebelião de Stonewall, acontecida em junho de 1969 em Nova York, e foi um marco na busca pelos direitos civis das pessoas queer. O fato de Stonewall e outros movimentos civis dos direitos queer estarem sendo discutidos pela população ajudou a desmistificar a homossexualidade para a sociedade norte-americana. Também auxiliou muitos homossexuais a se assumirem perante a sociedade, fazendo com que muitos dos “casamentos lavanda” fossem desnecessários, embora esse costume persiste até os dias de hoje.

Na história de Trovão Azul, entretanto, o herói refuta a possibilidade de um “casamento lavanda”, embora comece a ser chantageado pelo diretor da CIA, J. Edgar Hoover acerca de sua atividade como homossexual. Hoover queria usar os poderes de Trovão Azul em benefício dos Estados Unidos e, por isso, achou por bem fazer uma chantagem com ele para que estivesse sob o seu domínio e, assim também ter sob suas asas toda a equipe da União.

Corria à boca pequena, entretanto, que o próprio diretor da CIA, J. Edgar Hoover, também era homossexual e tinha seu braço-direito como amante. Assim, depois de tentar o suicídio, Richard Conrad não se submete às chantagens do diretor da CIA e, magicamente para de ser atormentado por ele. Contudo, é revelado aos leitores no final da história que Hoover também foi manipulado. O super-herói companheiro de equipe de Trovão Azul, o Skyfox, acabou tirando fotografia de Hoover tendo relações sexuais com seu parceiro braço-direito na CIA, resolvendo chantagem contra chantagem e deixando o Trovão Azul ileso e livre da culpa, mantendo uma relação “don’t ask, don’t tell” com seus companheiros de A União, até o fim de suas atividades como super-herói.

Para saber mais sobre a vida de Hoover, assista ao filme J. Edgar, estrelado por Leonardo DiCaprio no papel principal, que conta a vida do diretor da CIA e o aspecto homossexual de sua vida. Círculo de Júpiter não é a melhor HQ de Mark Millar, longe disso, aliás, mas é importante para que os homossexuais de hoje em dia tenham um parâmetro super-heroico do passado de suas existências e perceberem que, nesse sentido, não conquistamos apenas muitos direitos, mas uma pequena quase ínfima aceitação da sociedade se comparado com a época em que éramos silenciados e não tínhamos a chance de protestar por uma existência mais digna. Abraços submersos em pétalas de lavanda!

Uma Equipe Para Chamar de Sua. Batman e os Renegados, de Mike W. Barr e Jim Aparo

Talvez os Renegados não seja a mais famosa equipe de super-heróis da editora DC Comics, nem aquela que conta com os super-heróis mais populares, mas certamente ela possui uma certa importância no panteão da Editora da Lendas. Isso porque é através dela que o Batman pela primeira vez rompe com a Liga da Justiça para formar uma equipe de heróis só sua e que, de forma certeira, batizar de The Outsiders, os estigmatizados, os deixados de fora, os fora-da-lei, aqueles que se encontram à margem de tudo. Não por acaso a equipe contava com um integrante negro, uma japonesa, um metamorfo e uma menina louca. Mais tarde iria se juntar a eles também um expatriado, um refugiado. Ah sim, e tinha o Batman que não é nem um coisa e nem outra. Vamos saber um pouco mais sobre a equipe Batman e os Renegados?

O Que Foi o M-Tech, o Selo Tecnológico da Marvel Comics?

Hoje em dia os robôs da Marvel estão em alta na Casa das Ideias. Na série do Homem de Ferro 2020 foi anunciado que eles terão uma participação importante nas histórias em quadrinhos que se seguirão. Homem-Máquina e Jocasta tomarão a frente nesses personagens. Anteriormente a Marvel também tentou lançar uma série apenas de heróis de inteligências artificiais comandada pelo Visão, os Vingadores I.A. . Essa série durou uma dúzia de edições e depois foi cancelada. Mas antes disso, os heróis tecnológicos da Marvel tiveram um selo de revistas só seu no final da década de 1990. Era o selo M-Tech.Vamos falar um pouco mais sobre os acontecimentos que antecederam sua criação e quais eram os três títulos que compunham o selo.

A História Oficial do Trisal Ciclope, Wolverine e Jean Grey

Bem, a essa altura você já deve estar sabendo que, aparentemente, as intenções de Jonathan Hickman para o triângulo amoroso mais famoso das histórias em quadrinhos mutantes é torná-los um trisal. Isso mesmo, Ciclope e Wolverine vão dividir Jean Grey e talvez muito mais na nova fase dos X-Men escrita por Hickman e desenhada por Leinil Francis Yu. Mas de onde veio toda essa disputa? Porque Jean é tão desejada tanto por Wolverine como por Ciclope? Como se desenvolveram essas atrações? Vamos contar a história oficial de tudo que aconteceu, mas o que ficou por debaixo dos panos, vamos deixar para sua imaginação!

Popeye: 90 Anos do Marinheiro Predecessor dos Super-Heróis

Neste ano de 2019, o marinheiro Popeye está fazendo seus 90 anos. Famoso nos desenhos animados, ele surgiu primeiro nas tiras de jornais em 1929 e foi criado por E. C. Segar, um veterano dos quadrinhos com muita verve para o humor. O que Popeye tem de interessante para os fãs de super-heróis é que ele traria um modelo que seria seguido por vários deles, inclusive o Superman, que surgiria nove anos depois. Ele tem uma condição mágica ou tecnológica que lhe garante força e poder, a espinafre; ele tem um eterno interesse romântico, Olívia Palito; bem como possui um eterno antagonista, o Brutus. E uma lista longa de coadjuvantes peculiares, como Gugu, Dudu, Alice e a Bruxa do Mar. Para homenagear esse curioso personagem trazemos uma citação do livro The Comics Before 1945, de Brian Walker, que fala sobre a carreira de E. C. Segar e da criação de Popeye.

Conheça o Super-Herói Brasileiro Baseado em Roberto Carlos e na Turma de Riverdale

Eram os anos 1960, e o rock and roll estava fervilhando em todos os inferninhos ao redor do Brasil. Era uma brasa, mora? Todos os brotinhos e os galãs estavam requebrando o esqueleto nesse iê-iê-iê. Era a onda da Jovem Guarda, em que muitos dos artistas brasileiros queriam de verdade serem os ídolos do rock dos Estados Unidos. Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Waldirene, Martinha, The Fevers, Renato e Seus Blue Caps foram alguns dos mais influentes músicos brasileiros que representaram essa onda. Nesse ínterim, era óbvio que essa influência reverberasse nos quadrinhos. Roberto Carlos chegou até a ter uma revista, mas o ápice dessa influência foi o super-herói Golden Guitar. Vamos falar mais dele a seguir.

10 Grandes Editoras dos Comics: Hoje e Sempre

Vamos falar sobre grandes editoras dos comics? Bom, quando falamos em grandes editoras não queremos falar sobre casas publicadoras como a Marvel e a DC Comics. Queremos falar da força das mulheres por trás de grandes publicações da indústria dos comics norte-americanos. Muita gente por aí não valoriza o trabalho das mulheres e acha que elas ficam a dever quando se trata de qualidade. Este post serve para desfazer esse mito, mostrando que muitos dos trabalhos importantes dos quadrinhos foram feitos a partir da orientação de mulheres. Estão preparados para conhecê-las? Então vamos lá!

Algumas Analogias Sobre Adoção nas Histórias de Shazam!

Existem diversas alegorias e metáforas no universo das revistas do Capitão Marvel, agora chamado apenas de Shazam! Muitas delas, contudo, se referem à família. Essa instituição social tem uma importância mais profunda na série de Shazam! principalmente porque Billy Batson é órfão e é uma criança, diferente de outros heróis que são órfãos mas são adultos como Batman, Superman e Homem-Aranha. Por isso, as alegorias à família e à adoção são mais destacadas tanto em versões atuais de Billy Batson tanto nos quadrinhos quanto em seu filme recente. Mas o escritor dominicano Junot Diaz tem uma ideia interessante sobre essas metáforas que vamos apresentar neste post.

Ramona Fradon: Importante Presença Feminina nos Quadrinhos da Era de Prata

A Era de Prata é lembrada como aquela época em que as histórias dos super-heróis assumiram suas formas mais bizarras. Isso porque existia o Código de Ética do Quadrinhos que censurava diversos aspectos das histórias de quadrinhos que hoje em dia estão liberadas. Pense bem: lobisomens, vampiros e mortos-vivos não poderia aparecer, personagens femininas eram desencorajadas para serem usadas pelos criadores, sexo e violência então, nem pensar. Imaginem então como devia ser uma mulher criadora de quadrinhos em tempos como estes. Uma das poucas que se destacava naquela época foi Ramona Fradon, que desenhou diversas histórias de heróis da Era de Prata. Você vai conhecer um pouco mais sobre ela neste post.


O Machismo e as Histórias da Batwoman dos anos 1950

Nos dias de hoje muito se fala sobre Kate Kane, a Batwoman como um epítome da lebianidade nos quadrinhos. Mas antes dela, havia nas histórias em quadrinhos Kathy Kane, a Batwoman dos anos 1950, que foi criada como uma compensação para o sentimento de homossexualidade latente entre Batman e Robin, destacado pelo psiquiatra Fredric Wertham em seu livro Sedução dos Inocentes. A personagem foi abordada nas histórias de Grant Morrison num retcon, mas havia sucumbido muitos anos antes no final da década de 1970. Batwoman foi um fruto de seus tempos, usando uma cartilha de atuações para lá de machista em todos os caminhos que suas histórias tomavam. Neste post vamos falar sobre as consequências do Código dos Quadrinhos nas histórias de Batman e Robin a partir da inserção da Batwoman, Kathy Kane.

Quem é Sina (Destiny) e Qual Sua Importância para o Futuro dos X-Men?

Recentemente, nas minisséries House of X e Powers of X, escritas por Jonathan Hickman, a mutante Sina, também conhecida em inglês como Destiny, teve um papel importante ao convencer Moira MacTaggert a assumir um papel que fizesse a diferença perante a raça mutante. Mas quem é Sina e o que ela tem a ver com o futuro dos X-Men? Qual o seu papel no painel geral das equipes mutantes, uma vez que ela influenciou o destino dos X-Men ao se tornar uma longeva amante da mutante Mística, que pode alterar sua forma? Vamos falar um pouco mais sobre Sina e seu envolvimento com Mística, a Irmandade de Mutantes e os X-Men.

Supergirl: 60 Anos da Super Prima de Aço

Em janeiro deste ano, a Supergirl completou sessenta anos desde sua aparição, em 1959, vinda do espaço para se encontrar com seu primo Kal-El, o Superman. A Supermôça, como foi batizada no Brasil, em sua primeira aparição aqui, vive uma das melhores fases de sua carreira graças à série de televisão homônima no canal Warner, vivida por Melissa Benoist. Esta série é, de longe a melhor e mais completa retratação de Kara Zor-El para outras mídias. Para celebrar este momento histórico da moça de aço, a prima mais super do mundo, vamos citar alguns momentos e versões da Supergirl nesses seus sessenta anos de existência.

Editoras que Publicaram “Archie” no Brasil

Se você pensa que com o sucesso da série Riverdale o personagem Archie Andrews começou a ser publicado somente agora em quadrinhos, sua mídia originária, no Brasil, está muito enganado. Archie Andrews e sua turma passaram por diversas publicações e editoras ao longo dos anos, ou melhor, das décadas, colecionando curiosidades e nomes pra lá de engraçados. Nós vamos falar sobre algumas destas publicações neste texto aqui.

“A Marvel Está Tentando se Manter Apolítica”, por Art Spiegelman

Art Spiegelman, autor de Maus e ganhado do primeiro e único prêmio Pulitzer dado para os quadrinhos, foi convidado pela Marvel Comics para escrever o prefácio da edição de número 1000 de Marvel Comics, comemorando os 80 anos da editora. Contudo, ele acabou brigando e se desligando da editora ao ser censurado de fazer um crítica ao governo de Donald Trump. Assim, apesar do que os conservadores podem dizer, mesmo com seus movimentos em favor da representação e diversidade, a Marvel, segundo Spielgelman está tentando se manter “apolítica” e não criticar nenhuma orientação política. Resolvemos, então, replicar aqui este excerto, que foi originalmente publicado na revista Quatro cinco um, da Folha de S. Paulo, com ótima tradução do Érico Assis.

O Thor Gordo: Por um Thor Mais Humano e Menos Divino

O Thor Gordo se tornou um verbete da enciclopédia eletrônica “urban dictionary” e do site “know your meme”. Depois de o encerramento da quadrilogia dos Vingadores terem levado milhares de pessoas aos cinemas e se tornado a maior bilheteria da história, não é de se espantar que as pessoas tenham se fantasiado de Thor Gordo para irem em festas de fantasia. Afinal, o Thor Gordo está bem mais próximo dos corpos reais dos homens do que o corpo de um Chris Hemsworth (deus me livre, mas quem me dera!). Vamos falar um pouco sobre essa mudança radical no Thor que aconteceu antes do Thor Gordo e como essa pançona acabou modificando o personagem para melhor. Pelo menos nos cinemas.