Todos os posts em: Marvel UK

Série de Posts sobre a Marvel UK

Doctor Who Magazine: a revista mais longeva da Marvel UK

Um chá com a Marvel UK (12 de 12)

Por ocorrerem no mesmo universo dos heróis tradicionais da Marvel, a presença dos mesmos nas revistas da Marvel UK dos anos 90 era constante. Para se ter uma idéia, os X-Men aparecem em 10 das 16 edições de Hell’s Angel. Contudo, apesar da quase-onipresença dos heróis americanos, seus colegas britânicos poucas vezes apareceram ou foram referidos em revistas que não eram produzidas na Europa. Com o estouro da Bolha Especulativa, os gibis da Marvel UK, que por vezes tinham de ser reimpressos pela grande demanda, acabaram por encerrar sua circulação dos dois lados do Atlântico em 1994. A perda de interesse pela linha britânica da Casa das Idéias fez com que a Marvel UK entrasse em declínio. Seria o fim da representação dos heróis Marvel na Grã-Bretanha se, na metade dos anos 90, a Panini Comics não comprasse seus bens e passasse a reimprimir as histórias americanas. A Panini Comics vinha de um acordo bem-sucedido com a Marvel, pelo qual representava a editora na Itália e em outros países da Europa. O material original inglês, …

A Guerra vai ser pra decifrar todos esses personagens!

Um chá com a Marvel UK (11 de 12)

AS GUERRAS MYS-TECH Os grandes inimigos dos super-heróis britânicos eram os integrantes da corporação Mys-Tech, um grupo de sete magos oriundos do século X, que venderam sua alma a Mefisto em troca de imortalidade. Ao longo dos anos eles vem sacrificando almas para o demônio e acumulando riqueza e poder em seu império de negócios. Os atos derradeiros da organização resultaram nas Guerras Mys-Tech e envolveram grande parte dos heróis americanos da Marvel. Era uma época de crossovers e a lógica era quanto mais melhor. Participaram desta história Homem-Aranha, Hulk, X-Men, Nick Fury, Vingadores, X-Factor e Excalibur pelo lado americano e todos os super-heróis dos anos 90 da Marvel UK. O roteiro dos hoje celebrados Andy Lanning e Dan Abnett, responsáveis pelas minisséries de Aniquilação, era muito fraco. Para dar um exemplo, na minissérie muitos dos heróis morrem em combate com os Mys-Tech, mas, ahá, se encontra uma maneira de reverter todo o acontecido, voltar 24 horas no tempo e restaurar a vida dos heróis combalidos. Guerras Mys-Tech é um bom exemplo de tudo de …

A Guerra vai ser pra decifrar todos esses personagens!

Um chá com a Marvel UK (10 de 12)

Com a chegada dos anos 90, Paul Neary se tornou editor-chefe da Marvel UK e os títulos produzidos na Inglaterra passaram a ser comercializados nos EUA. Tudo isso acontecia em meio à ascensão da Bolha Especulativa que fazia com que os consumidores comprassem o maior número possível de revistas, já que tinham potencial de se valorizar muito em um futuro não muito distante, e os primeiros números poderiam valer milhões. Assim, a Marvel UK entrou na onda e lançou nos Estados Unidos, entre outros, uma segunda versão de Death’s Head (que ficou conhecido como Espectro e Caveira no Brasil), um segundo volume de Cavaleiros de Pendragon, Motormouth (título que depois foi chamado de Motormouth e Killpower) e Hell’s Angel. Todos esses títulos tinham como plano de fundo as ações da organização subversiva Mys-Tech, o que acabou resultando no crossover Guerras Mys-Tech. Na terra da rainha, todos estes títulos eram publicados na antologia Overkill. Assim como todo “bom” personagem do início dos anos 90, os novos protagonistas das revistas Marvel UK, andavam na onda do “grim and …

Os atuais Cavaleiros de Pendragon

Um chá com a Marvel UK (9 de 12)

OS CAVALEIROS DE PENDRAGON Os Cavaleiros de Pendragon tiveram duas fases, a primeira, escrita por Dan Abnett e John Tomlinson e desenhada por Gary Erkshine, elogiada pela crítica misturava aventura de super-heróis, horrores do mundo real e mitologia arturiana. A segunda, escrita pelos mesmos autores, mas desenhada por vários artistas, buscava sucesso comercial ao tentar imitar outras equipes de super-heróis como X-Men e WildC.A.T.S.. Participavam da primeira tentativa heróis como o Capitão Bretanha e Union Jack. A premissa da série era baseada na interpretação de um poema medieval inglês “Sir Gawain e o Cavaleiro Verde”. O Cavaleiro Verde é a encarnação das forças de vida da Terra que distribui a “força Pendragon” a campeões que combatem Bane, forças do “inverno e guerrilha” que usam corporações multinacionais e magia negra para atingir seus fins. Cada um destes campeões carrega consigo as memórias de cada ser escolhido pela força Pendrgon durantes os séculos, por isso os campeões modernos são invadidos pelas personalidades dos primeiros cavaleiros da Távola Redonda como Gawain e Lancelote, uma idéia não muito original, …

Detalhe de HQ de Morrison

Um chá com a Marvel UK (8 de 12)

Grant Morrison também deu as caras na Marvel UK. Antes mesmo do sucesso com Zenith, o super-herói pop-star da 2000 A.D., o escritor escocês escreveu para a Doctor Who Weekly (tendo colaborado com um Bryan Hitch imberbe) e com Spiderman and Zoids Weekly. Zoids? Tratavam-se brinquedos famosos da década de 80, produzindo por uma empresa japonesa, que eram construtos mecânicos na forma de mamíferos, dinossauros e insetos, que como muitos outros brinquedos daquela época geraram animes, mangas, videogames e, na Inglaterra, uma série de comics.   Não eram só os Zoids que receberam esse tratamento. Em 1984, a Marvel lançava um outro selo nos Estados Unidos, a Star Comics, cujo publico alvo eram crianças pequenas e geralmente trazia desenhos animados ou brinquedos adaptados para os comics. He-Man e os Mestres do Universo, Thundercats, G.I. Joe, Transformers, Smurfs, Os Caça-Fantasma eram algumas das muitas séries que hoje são nostálgicas. Não demorou muito para que esse selo aparecesse também na Grã-Bretanha. O maior fenômeno de vendas da Marvel UK foi Transformers, que vendia 200 mil cópias por …

Esta é A FÚRIA!!!

Um chá com a Marvel UK (7 de 12)

Quando Alan Moore assumiu o título do Capitão Bretanha passou a botar em prática a fórmula mooriana para personagens de séries contínuas: tudo que o protagonista sabia sobre si mesmo até então, era uma mentira. Nesse processo, o parceiro do capitão, o elfo Jackdaw morreu, e Braddock é apresentado à uma realidade alternativa governada pelo déspota Mad Jim Jaspers e passa a ser perseguido pela Fúria (que reapareceu recentemente durante a fase de Chris Claremont em Uncanny X-Men). Enquanto luta com o inimigo o Capitão acaba libertando Lady Saturnyne, guardiã do Ominiverso. Aqui Moore cria uma das pedras fundamentais do Universo Marvel: a relação dos heróis com realidades alternativas: não existe apenas uma versão da Terra, mas um universo recheado de ominirealidades, onde existem diversas versões de Capitães Bretanhas (o mesmo vale para outros super-heróis), que sob o comando de Saturnyne e Roma se chamariam de Tropa de Capitães Bretanhas (uma homenagem do barbudão à Tropa dos Lanternas Verdes).   A Terra que acompanhamos os heróis da Marvel não se chamaria Terra-1, demonstrando um certo …

Um chá com a Marvel UK (6 de 12)

Há boatos de que Dez Skinn se desligou da Marvel UK devido a conflitos sobre direitos autorais em 1981. Anos mais tarde, depois de trabalhar com cinema, Dez fundou a Quality Communications. Nessa empresa nova, de sua propriedade, o editor lançou a antológica revista Warrior que traria em suas páginas duas das maiores séries de quadrinhos inglesas: Miracleman e V de Vingança, ambas escritas e desenhadas por talentos que Dez conhecera na Marvel UK, Alan Moore, David Lloyd e Alan Davis. Um dos últimos atos de Dez na Marvel, entretanto, foi trazer o Capitão Bretanha para o mix da revitalizada Mighty World of Marvel, agora mensal, sob a batuta de Dave Thorpe e Alan Davis. Quando Thorpe deixou a série, foi sucedido por um certo barbudo de Northampton, que garantiu a Brian Braddock as aventuras mais estranhas e incríveis que já haviam sido concebidas. A popularidade das novas histórias do Capitão transferiu o personagem para outro título em 1982, The Daredevils, no qual compartilhava as páginas com outro sucesso da década de 80, o Demolidor …

Um chá com a Marvel UK (5 de 12)

NIGHT RAVEN Night Raven é um herói criado nos moldes dos pulps, mais precisamente do Sombra. Assim como The Spider e o Fantasma, Night Raven deixa uma marca em vítimas. Ele usa roupas modificadas e uma máscara de rosto intero com aspectos semelhantes a aves. É um justiceiro solitário e sua identidade é envolvida em mistério. Night Raven não tem poderes, mas é imortal e atua em Nova York e Chicago. Ele se vê como um curandeiro, “e um curandeiro deve lutar contra as doenças. E se ele não pode salvá-los seja com habilidade ou amor – então ele precisa levá-los gentilmente à morte”. Originalmente criado pelos editores Dez Skinn e Richard Burton, as primeira histórias de Night Raven eram escritas por Steve Parkhouse e desenhadas por David Lloyd. Stan Lee não gostava da arte “dura” de Lloyd e logo o artista foi substituído por John Bolton. As histórias do personagem duraram menos de um ano. A série era popular e os leitores pediam por mais, mas a Marvel tinha outras prioridades (a revista do …

Um chá com a Marvel UK (3 de 12)

Com o lançamento de Star Wars em 1978, a editora começou a publicar um título da série que obteve grande sucesso em misturar histórias de autores ingleses e americanos. Ao mesmo tempo, as vendas dos heróis não iam tão bem, e o próprio Stan Lee foi até a Inglaterra caçar talentos para revitalizar a companhia. Encontrou em Dez Skinn o homem certo. Dez vinha de uma carreira editorial bem sucedida com as revistas House of Hammer e Starburst. A primeira era uma antologia de artigos e HQs sobre horror e ficção científica, e a última se aproveitava da popularidade de Star Wars e do interesse crescente por temáticas semelhantes às do filme de George Lucas. Stan deu a Skinn liberdade para fazer o que achasse melhor e assim começou uma pequena revolução na maneira Marvel de fazer histórias para os britânicos, tanto é que batizou seus próprios atos como “Uma Revolução Maravilhosa” (A Marvel Revolution). A grande mudança que o novo editor fez na companhia incluiu aumentar o material produzido originalmente na ilha de Albion. …

Um chá com a Marvel UK (2 de 12)

CAPITÃO BRETANHA Após um acidente com sua moto, o jovem assistente de cientista Brian Braddock se viu à portas da morte, quando surgiu a visão de uma mulher que alegava ser a Deusa dos Céus do Norte e de Merlin, o mago das lendas do rei Arthur. Os dois lhe ofereceram uma chance de sobreviver, escolhendo entre o Amuleto do Certo e a Espada do Poder. Brian, que não se considerava um guerreiro, optou pelo amuleto, transformando-se instantaneamente no Capitão Bretanha, o defensor da Inglaterra. Originalmente, na revista Captain Britain Weekly, as páginas periféricas, em que eram publicadas as histórias do Capitão e de Nick Fury de Jim Steranko, eram coloridas, as demais no miolo da revista eram em preto e branco. Perto do final da revista, em julho de 1977, todas as páginas eram impressas apenas em tinta preta. A revista do herói britânico também ofereceu brindes memoráveis: a Máscara do Capitão Bretanha no número de estréia; no seguinte, seu bumerangue e no número 24, seu jato. Com a conclusão de sua revista, Brian …

Um chá com a Marvel UK (1 de 12)

Watchmen. Os Supremos. Marcas da Violência. West End Girls. Preacher. Sete Soldados da Vitória. Liga da Justiça: O Prego. Todos sucessos inegáveis com uma origem comum: o Reino Unido. Mais precisamente a Marvel UK, a divisão da Marvel Comics voltada para o público britânico. Foi lá que quadrinistas como Alan Moore, Bryan Hitch, Dave Gibbons, Steve Dillon e Alan Davis deram seus primeiros passos na nona arte e foram revelados para o resto do mundo. Até Neil Tennant, do Pet Shop Boys, passou por lá. Mas a Marvel UK não vive só de nomes ilustres, foi a semente de diversas obras de suma importância para a história dos comics, como V de Vingança e Miracleman, e concebeu os personagens mais curiosos da Casa das Idéias adaptados ao estilo inglês. Vamos conhecer essa história, seus principais nomes e criações a partir de agora. Na aurora da editora de Martin Goodman, nos anos 60, o material de Homem-Aranha e companhia era reimpresso no Reino Unido era publicado pela Odhams Press, sob o selo Power Comics. Foi durante …