Todos os posts em: Quadrinhos Comparados

A relação entre os quadrinhos e outras artes/mídias.

Brian Michael Bendis!!! GRAURRRRR!

“Brian Michael Bendis é o Melhor Escritor de Comics de Super-Heróis”, por Henry Jenkins

Em um livro que trazia artigos sobre as coisas mais bonitas na cultura pop dos Estados Unidos e do mundo o estudioso dos fãs e da cultura da convergência Henry Jenkins apontou Brian Michael Bendis como uma dessas coisas belas. Para Jenkins Bendis é o melhor escritor de quadrinhos do mainstream contemporâneo. Em um ensaio inspirado o estudioso da cultura dos fãs e da convergência explica suas motivações para essa escolha. O ensaio é de 2007, mas resolvemos trazer para vocês algumas partes deste ensaio para entendermos um pouco do impacto e do legado de Brian Michael Bendis na cultura de fãs de quadrinhos de super-heróis do mainstream estadunidense contemporâneo.

Os Quadrinhos Pensantes ou Intelectualizados Surgidos a Partir dos Anos 1950

Peanuts (Charlie Brown e Snoopy), Mafalda, Calvin e Haroldo, Ferdinando, Pogo, Armandinho. O que esses quadrinhos têm em comum? Todos eles são considerados como “pensantes ou intelectualizados”, que tem como característica exemplar construir o espírito crítico dos leitores sobre a sociedade e a cultura na qual estão inseridos. Este tipo de quadrinho costuma ter grande destaque ou despontar no meio quando grandes mudanças acontecem na sociedade, geralmente estreitando as liberdades civis de expressão. Outra coisa incontestável desses quadrinhos é que apesar de meterem o dedo na ferida e serem censurados, eles são enormes sucessos. Vamos, então, falar agora um pouco mais sobre este tipo de produção em histórias em quadrinhos.

Trovão Azul: O Super-Herói Gay de Mark Millar

Trovão Azul (Blue Bolt) é um personagem criado por Mark Millar, Frank Quitely e Wilfredo Torres como um dos personagens das sagas O Legado de Júpiter e O Círculo de Júpiter. O mais interessante sobre o super-herói Trovão Azul é que ele se encontra em um período histórico dos Estados Unidos em que a situação dos homossexuais, homens ou mulheres, era bem peculiar: o final dos anos 1950 e início dos anos 1960, portanto, antes do movimentos civis homossexuais americanos que tiveram seu início marcado pela rebelião de Stonewall. Neste post vamos falar um pouco mais sobre esse personagem e sobre o contexto em que ele atuou com os heróis de O Legado de Júpiter, na equipe chamada A União.

Já falamos aqui no blog que a primeira parte de O Legado de Júpiter é um dos melhores quadrinhos já escritos pelo roteirista de quadrinhos escocês Mark Millar. A segunda parte, de O Legado de Júpiter, entretanto, na vontade se se transformar em uma batalha épica de super-heróis, acaba se perdendo em seu intento. O Círculo de Júpiter, por sua vez, é uma prequel para O Legado de Júpiter, mostrando os desafios e intempéries que os heróis da equipe A União precisaram passar para adquirirem o status que têm em O Legado de Júpiter. Tratam-se de histórias que revelam mais a personalidade e cotidiano dos Super-Heróis da União, do que exatamente histórias em que enfrentam forças do mal. Nesse sentido, O Círculo de Júpiter se assemelha mais ao Astro City, de Kurt Busiek, Alex Ross e Brent Anderson, série que também já falamos aqui no blog.

Ao fazer um quadrinho que envolve a mística dos super-heróis americanos e sua influência naquele país, Mark Millar quis fazer uma homenagem à esta nação, afirmando que possía até uma bandeira americana em seu quarto escocês quando era criança. Em declaração para o site Comic Book Resources, Millar chegou a dizer o seguinte sobre esse aspecto da história em quadrinhos:

É um país que, durante meu crescimento, sempre associei com as coisas cada vez maiores e melhores, e, portanto, vê-las se contraindo é realmente bastante aterrador. Isso serviu de inspiração para o pano de fundo desta história. Os super-heróis são impotentes diante dessa complexa situação, e é aí que as coisas começam […] Essa história é minha carta de amor para a América. Essa idéia de democracia e todos com a mesma opinião é tão fundamentalmente decente e algo que devemos valorizar […] Para mim, os Estados Unidos sempre foram ligados também a super-heróis. Talvez seja porque a Mulher Maravilha e o Superman estejam usando a bandeira americana. Parece uma boa analogia amarrar o final do Império Americano com esse grande e grandioso crepúsculo da história dos super-heróis.

Agora vamos falar sobre o Trovão Azul, mais especificamente. Recomendo, entretanto, assistir ao filme “De-Lovely: Vida e Amores de Cole Porter”, para que os leitores do blog possam ter uma noção do contexto dos Estados Unidos ainda maior do que aquela que passarei nas minhas explicações. O Trovão Azul é um cirurgião neonatal do Hospital Presbiteriano de Los Angeles chamado Richard Conrad, que possui um uniforme azul, poder de voar e de disparar raios através de um bastão de sua própria fabricação. Se você quiser associar a origem de seu poder e o fato de ele ser um homossexual enrustido com a necessidade de segurar um bastão para que seu poder se acione, fique à vontade.

Richard também possui conexões com a alta roda de Hollywood, incluindo a atriz Katherine Hepburn, que durante uma festa em sua mansão, lhe apresenta o seu jardineiro para que Richard fique “mais alegre”. É nesse momento que um espião de J. Edgar Hoover, o diretor da CIA, faz algumas fotos de Trovão Azul aos beijos e carícias com o Jardineiro de Hepburn. Richard Conrad é famoso, entre seus círculos, por sustentar diversos gigolôs, entre eles alguns michês. Hepburn também conversa com Trovão Azul sobre os “casamentos lavanda”, muito comuns em Hollywood naquela época. Esse tipo de casamento seriam os velhos casamentos de interesses em que uma pessoa homossexual se casa com alguém heterossexual do sexo oposto para que viva uma fachada, para disfarçar o aspecto homossexual da identidade de alguém famoso.

Esse tipo de estratagema era algo muito comum nos círculos de poder dos Estados Unidos em uma época que ficou conhecida como Pré-Stonewall, ou seja, anterior ao acontecimento que ficou conhecido como Rebelião de Stonewall, acontecida em junho de 1969 em Nova York, e foi um marco na busca pelos direitos civis das pessoas queer. O fato de Stonewall e outros movimentos civis dos direitos queer estarem sendo discutidos pela população ajudou a desmistificar a homossexualidade para a sociedade norte-americana. Também auxiliou muitos homossexuais a se assumirem perante a sociedade, fazendo com que muitos dos “casamentos lavanda” fossem desnecessários, embora esse costume persiste até os dias de hoje.

Na história de Trovão Azul, entretanto, o herói refuta a possibilidade de um “casamento lavanda”, embora comece a ser chantageado pelo diretor da CIA, J. Edgar Hoover acerca de sua atividade como homossexual. Hoover queria usar os poderes de Trovão Azul em benefício dos Estados Unidos e, por isso, achou por bem fazer uma chantagem com ele para que estivesse sob o seu domínio e, assim também ter sob suas asas toda a equipe da União.

Corria à boca pequena, entretanto, que o próprio diretor da CIA, J. Edgar Hoover, também era homossexual e tinha seu braço-direito como amante. Assim, depois de tentar o suicídio, Richard Conrad não se submete às chantagens do diretor da CIA e, magicamente para de ser atormentado por ele. Contudo, é revelado aos leitores no final da história que Hoover também foi manipulado. O super-herói companheiro de equipe de Trovão Azul, o Skyfox, acabou tirando fotografia de Hoover tendo relações sexuais com seu parceiro braço-direito na CIA, resolvendo chantagem contra chantagem e deixando o Trovão Azul ileso e livre da culpa, mantendo uma relação “don’t ask, don’t tell” com seus companheiros de A União, até o fim de suas atividades como super-herói.

Para saber mais sobre a vida de Hoover, assista ao filme J. Edgar, estrelado por Leonardo DiCaprio no papel principal, que conta a vida do diretor da CIA e o aspecto homossexual de sua vida. Círculo de Júpiter não é a melhor HQ de Mark Millar, longe disso, aliás, mas é importante para que os homossexuais de hoje em dia tenham um parâmetro super-heroico do passado de suas existências e perceberem que, nesse sentido, não conquistamos apenas muitos direitos, mas uma pequena quase ínfima aceitação da sociedade se comparado com a época em que éramos silenciados e não tínhamos a chance de protestar por uma existência mais digna. Abraços submersos em pétalas de lavanda!

10 Personagens dos Comics Que Rompem a Quarta Parede

Embora muitos leitores tenham em mente o que significa “quebrar a quarta parede”, poucos devem saber a origem da expressão. Ela vem do teatro, que é rodeado por três paredes concretas, as laterais e a do fundo, mais uma “quarta parede”, que é imaginária e que é representada pelo público para o qual os atores enquanto personagens se dirigem. No cinema, essa quarta parede é representada pela câmera. Romper ou atravessar a quarta parede significa, então, ter consciência do público e se dirigir a ele e, ao fazer isso, o personagem tem consciência de seu papel ficcional na narrativa que encena. Trazemos aqui dez personagens dos comics que tem consciência que estão em uma história em quadrinhos e quais as razões de saber tal coisa. Que comece a lista!

Avaliação: Os Quatro Primeiros Volumes de O Universo de Sandman

Neste mês de dezembro chegaram às bancas todas as quatro séries que compõem o selo O Universo de Sandman em seus relativos primeiros volumes. Fazem parte do selo os títulos: O Sonhar, Lúcifer, Os Livros da Magia e o título novíssimo A Casa dos Sussurros. Todos eles têm a bênção de Neil Gaiman e foram desenvolvidos a partir de ideias dele. Todos eles trazem em seu corpo o especial O Universo de Sandman, que é uma introdução aos personagens principais de cada série e de seus enredos que, aparentemente, se entrelaçam. Depois de termos lido todos esses quatro primeiros volumes de O Universo de Sandman, trazemos para vocês uma avaliação completa destes títulos com direito a ranking de estrelinhas. Venham ver o resultado a seguir!

O Herdeiro da Tradição Vampírica. Dampyr, de Mauro Boselli e Maurizio Colombi

Vampiros são criaturas mitológicas que se alimentam da essência vital das pessoas ao chuparem seu sangue. Embora essa descrição possa servir para azinimiga, creia, vampiros só existem na cultura popular. Hoje vamos falar de um vampiro dos quadrinhos italianos, os fumetti. É a vez de apresentarmos as histórias em quadrinhos de Dampyr, Harlan Draka, um filho de vampiro que precisa resolver diversos mistérios sobrenaturais que o cercam inclusive a sua razão de existir no mundo. Outra novidade é que no ano que vem, 2020, Dampyr vai ser mais um personagem da Bonelli a ser adaptado para os cinemas! Pegue seu crucifixo, suas réstias de alho e cebola, aquela estaca maneira (ou não pegue) e venha conhecer este interessante personagem!

Algumas Campanhas de Quadrinhos no Catarse Para se Apoiar em Dezembro

Chegou dezembro! Como não temos mais como fazer nossos checklists da Panini, resolvemos fazer outro serviço de utilidade pública: um checklist de campanhas de quadrinhos no catarse. Assim se apoia o trabalhos magnífico dos quadrinistas e se valoriza menos os enlatados americanos de qualidade duvidosa. A CCXP acabou, mas as campanhas do Catarse não param, não param mesmo, porque muita gente quer por seu quadrinho na rua e conta com a sua ajuda para apoiar essa movimentação que é o financiamento coletivo. Sem mais delongas, vamos então à nossa lista de campanhas de quadrinhos no Catarse para se apoiar em dezembro.

Vingadores Um Milhão Antes de Cristo. Estigma: Gay, Outsider e Estigmatizado

Na mais recente edição de Vingadores, escrita por Jason Aaron e desenhada por Dale Keown ficamos sabendo quem foi o primeiro humano a receber a marca do evento branco, o primeiro hominídeo a receber o poder de Estigma, que vem passando de anos em anos por diversos homens e mulheres. A novidade desta vez é que o primeiro ser humano a receber a marca do estigma foi um homossexual apartado da sua tribo por ter um comportamento sexual que destoa dos outros. O estigma é uma marca comportamental ou física que separa uma pessoa do convívio social pelos demais. A homossexualidade foi – e continua sendo – um fator de estigmatização. Vamos discutir um pouco sobre esse tema a partir da revista da Marvel e das teorías de sociólogos e antropólogos como Norbert Elias e Erving Goffman sobre estigma e estigmatização.

Fomos Conhecer a Exposição Batman 80 Anos

No dia 14 de novembro de 2019 eu e minha amiga Julia fomos conhecer a estonteante Exposição Batman 80 Anos, que comemora esse milestone do Homem-Morcego com mais fanáticos no mundo do que o Flamengo ou qualquer time de futebol. A exposição é incrível com várias maneiras de interação a partir do público e recheadas de informação sobre o universo do Batman. Ela também conta com os materiais das coleções de dois dos maiores fanáticos pelo Batman do país, Ivan Freitas da Costa e Marcio Escoteiro, que cederam suas memorabilias e edições raras da coleção. Neste post vamos falar mais sobre a Exposição Batman 80 Anos bem como mostrar algumas das belas fotos que a Julia tirou da expo para que vocês adentrem a mostra com os olhos e o coração. Preparados? Vamos lá!

Como Foi o Primeiro Fuzuê Nerd em São Paulo

Aconteceu no feriado de Proclamação da República, no dia 15 de novembro de 2019 a primeira edição do Fuzuê Nerd, um evento para celebrar a movimentação nerd em todas as instâncias. O acontecimento tomou lugar em diversas salas do centro de convenções do Novotel Jaraguá, no centro da capital do estado de São Paulo. Reunindo diversos profissionais das histórias em quadrinhos, produtores, artistas, especialistas, jornalistas e youtubers, esta primeira edição serviu para demonstrar a força do segmento e como a diversidade também atrai um público fiel. Vamos falar um pouco mais sobre o evento neste post.

Erik Killmonger e os Rituais de Escarificação

O que são as marcas no corpo de Erik Killmonger, o suposto vilão do filme de super-heróis, Pantera Negra, dirigido por Ryan Coogler em 2018? É a escarificação, que é uma forma ritualística de marcar o corpo como a tatuagem. Assim como a tatuagem, a escarificação também passou por uma virada cosmética e passou a ser um elemento de estética corporal, uma forma de inscrição e marca corporal com intuitos de diferenciação e identidade visual. Mas o que a escarificação significa e para que servia enquanto elemento tribal? Como ela pode ser interpretada no corpo de Erik Killmonger no filme Pantera Negra? Vamos discutir isso?

Super-Heróis Que Já Visitaram o Brasil

Com a vinda de Conan para o Brasil em uma das últimas edições de Savage Avengers com o intuito de libertar escravas sexuais em Porto Alegre, resolvemos trazer para vocês uma listinha com alguns outros super-heróis que já visitaram as terras tupiniquins. Adiantadamente já pedimos desculpas se deixamos alguém de fora, afinal não lemos todas as revistas de super-heróis do mundo. Mas podemos lembrar de algumas vindas memoráveis de super-heróis para o Brasil que trazemos nesta lista para vocês, mergulhadores. Comprem suas passagens para visitar as maravilhas do Brasil junto com nossos amigos super-heróis!

CONAN EM PORTO ALEGRE
Isso aconteceu na segunda edição de Savage Avengers. Conan, que está perdido em nosso tempo, despertou na Terra Selvagem, um bolsão de terra pré-histórica no meio da Antártida. Assim, ele foi atravessando o continente sul-americano a pé,até chegar a Porto Alegre, onde em uma boate foi servido por belas mulheres. Então percebeu que as belas mulheres não o faziam por vontade própria mais eram escravas sexuais o que desperta a ira de Conan, que parte para o quebra-pau. Engraçado que nas histórias dos anos 1970, escravas sexuais nunca revoltaram o cimério. Mas, né, eram tempos em que isso “podchya”. Aff…

BATMAN NO RIO DE JANEIRO
Em 1993 foi lançado pela Editora Abril um encadernado chamado Batman no Brasil, um arco de quatro histórias escritas por Peter Milligan e desenhadas por vários desenhistas clássicos do morcego. O Batman vem ao Brasil para capturar a Dama de Copas, uma mulher que vem enlouquecendo várias pessoas ao longo de sua “carreira”. Ele também enfrenta, aqui no Brasil, um vilão chamado O Idiota, o que diz muito sobre o que os gringos pensam sobre nós. Como não poderia bastar isso, Batman também se alia a um traficante de drogas para atingir seus objetivos. Aqui também o Brasil, como em Conan, é retratado cheio de florestas para tudo que é lado, não importa se estejamos na cidade ou no campo.

WOLVERINE NO RIO DE JANEIRO
Nesta esquecível história do mutante carcaju que pode se curar automaticamente, Wolverine vem ao Brasil, mais especificamente, ao Rio de Janeiro, atrás de um vampiro. Por isso, esse especial, publicado pela Pandora Books se chama Wolverine: Rio de Sangue, aqui no Brasil. Durante a história, Wolverine se embrenha em uma festa de carnaval e dá de cara com diversos homens vestidos de mulher e com travestis. Então faz algum comentário engraçadinho e continua a caçada. Bem esquecível, como falei.

CABLE NO RIO DE JANEIRO
Cable vem para o Rio de Janeiro durante a fase escrita por Darko Macan e desenhada por Igor Kordey. A história foi publicada aqui no Brasil em uma revista Wizmania. Nela, Cable precisa impedir uma máfia que põe mutantes para brigar feito galos de rinha e que fazem apostas por suas vidas. Cable, então, consegue salvar um menino brasileiro com poderes elétricos e pedir sua ajuda ao se infiltrar no sistema de apostas.

OS X-MEN: PRIMEIRA CLASSE EM FOZ DO IGUAÇU
Os X-Men vieram para o Brasil pela “primeira vez” durante a fase First Class, que reconta as histórias e aventuras inéditas da primeira turma de mutantes do professor Xavier, escritas por Jeff Parker e desenhadas pelo, claro, brasileiro Roger Cruz. Os X-Men aportam no aeroporto Afonso Pena em São José dos Pinhais com destino a Foz do Iguaçu. Lá, no meio das cataratas, eles encontram uma civilização perdida de mutantes. Ao ver o Anjo, uma menina lasca-lhe um beijaço “É assim que cumprimentamos os turistas por aqui”, diz a brasileira. Oloko, bicho! Uma brasileira dessas!

OS NOVOS MUTANTES NO RIO DE JANEIRO E NA AMAZÔNIA
A primeira vez que os Novos Mutantes vem ao Brasil acontece logo na história de formação da equipe, quando, unidos, os jovens mutantes precisam impedir que o Clube do Inferno assassinem o pai e a namorada de Roberto da Costa, o Mancha Solar. Mas eles acabam falhando. Mais tarde, os Novos Mutantes retornam ao Brasil, com o intuito de ir à Nova Roma, um enclave amazônico de pessoas que acreditam serem os descendentes diretos dos romanos e, por isso, resolveram viver como tais. Lá, eles encontram Amara Aquilla, a Magma, dona de poderes vulcânicos. Amara acaba se tornando integrante da equipe dos Novos Mutantes. Depois dessas aventuras, eles retornam algumas vezes para cá, mas nenhuma com tanto destaque como essas duas.

Você pode conferir mais sobre a primeira vinda dos Novos Mutantes para o Brasil neste link.

WOLVERINE EM FORTALEZA
Na graphic novel feita por franceses Wolverine: Saudade, o mutante canadense vem mais uma vez para o Brasil, mas desta vez para a capital cearense de Fortaleza. Lá, ele participa de festejos a Iemanjá enquanto combate uma gangue de mutantes que usam crianças como escravas através de seus poderes. Com uma ajudinha de Iemanjá, ou seria Iara? Ou Nossa Senhora dos Navegantes? Wolverine consegue desbaratar o esquema e ainda enviar um dos meninos, Xexéu, para a Mansão Xavier.

ANJO E MÍSTICA EM RECIFE
Sim, os mutantes da Marvel costumam vir para o Brasil muito mais do que qualquer outros super-heróis, não é mesmo? Desta vez o Clube do Inferno e os X-Men estão disputando para saber quem vai tutorar uma nova mutantes das praias de Recife, praias, estas, famosas por suas águas cheias de tubarões. A mutante em questão, Iara dos Santos, possui exatamente o poder de se transformar em tubarão. No fim da disputa, o Anjo acaba levando a melhor e levando Iara para os X-Men, onde assume o codinome de Menina-Tubarão. Nas histórias brasileiras, Iara costuma exclamar “Oxe!”, como uma boa nordestina.

AQUAMAN NA AMAZÔNIA
Aquaman já teve uma equipe secreta. Uma equipe que ficou responsável por ser guardiã e usufrutuária de diversos amuletos da mitologia atlante. Uma destas pessoas é a indígena Ya’Wara, uma silvícola brasileira, que possui um colar atlante que é capaz de teleporte. Ela também possui duas panteras negras de estimação. Foi criada por Geoff Johns e o brasileiro Ivan Reis para o arco Aquaman e Os Outros. Os Outros é o nome da equipe que possui os artefatos atlantes. Quando precisou da ajuda de Ya’Wara, muitos anos depois de terem se encontrado, e enamorado, pela primeira vez, Aquaman retornou às florestas equatoriais da Amazônia para pedir ajuda à sua antiga aliada.

Eae, que tal? Se lembra de mais heróis que vieram para o Brasil? se lembra, não deixe de comentar! Vamos ampliar essa lista! Abraços submersos na bandeira alviverde!

Interseccionalidade: 10 Super-Heroínas Negras Mais Importantes dos Comics

Interseccionalidade é uma palavra que nomeia as diversas relações de poder e de discriminação que um indivíduo pode sofrer através de suas agências e políticas de identidade. O termo foi cunhado pela advogada norte-americana Kimberlé Crenshaw em um artigo que ela estudava os motivos pelos quais as mulheres negras da General Motors recebiam menos que qualquer outro tipo de combinação identitária naquela indústria automobilística. O termo interseccionalidade foi criado, a princípio, para se pensar os cruzamentos das relações entre gênero e raça, mas também pode ser pensando na maneira de se estudar outras interseccionalidades, como sexualidades e necessidades especiais. Neste post vamos falar um pouco mais sobre a interseccionalidade e trazer uma lista das 10 super-heroínas negras mais importantes dos comics de super-heróis. Vamos lá?

Discutindo as Críticas de Martin Scorsese ao Marvel Studios

Quando a estreia de um filme do universo dos super-heróis se aproxima, ela sempre vem recheada de polêmica. A grande parte das declarações são que ou o filme vai dar errado ou ainda, que não pode nem ser considerado um filme. Foi o caso da declaração do renomado diretor Martin Scorsese durante o período de estréia do filme Coringa (2019), dizendo que os filmes da Marvel se assemelham mais a parques de diversões do que a filmes, e que não podem ser considerados assim. Já a atriz da série Friends, Jennifer Aniston, declarou que praticamente não existem outros filmes em Hollywood além dos filmes da Marvel. Se levarmos o sofisma dessas duas declarações, o cinema, a partir dos filmes de super-heróis deixou de existir. Sabemos que essas declarações têm um fundo de verdade, mas será que Scorsese precisa atacar os filmes de super-heróis? Venha discutir esse assunto conosco!

Conheça o Super-Herói Brasileiro Baseado em Roberto Carlos e na Turma de Riverdale

Eram os anos 1960, e o rock and roll estava fervilhando em todos os inferninhos ao redor do Brasil. Era uma brasa, mora? Todos os brotinhos e os galãs estavam requebrando o esqueleto nesse iê-iê-iê. Era a onda da Jovem Guarda, em que muitos dos artistas brasileiros queriam de verdade serem os ídolos do rock dos Estados Unidos. Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Waldirene, Martinha, The Fevers, Renato e Seus Blue Caps foram alguns dos mais influentes músicos brasileiros que representaram essa onda. Nesse ínterim, era óbvio que essa influência reverberasse nos quadrinhos. Roberto Carlos chegou até a ter uma revista, mas o ápice dessa influência foi o super-herói Golden Guitar. Vamos falar mais dele a seguir.

10 Casos em que “Não era Amor, Era Cilada” dos Super-Heróis

Chegou o Molejão! É isso aí! Inocente, apaixonado. Eu ‘tava crente crente que ia viver uma história de amor. Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra! É uma cilada, Bino! Muitas vezes o cilador pode se confundir com o ciladado, porque se o amor é alguma coisa, é uma relação de trocas. Para o seu vilão o vilão é você mesmo. Afinal, se um não quer, dois não amam e se um não quer, dois não brigam. Se existe alguma culpa no cartório, certamente é dos dois. Mas longe de discutir a natureza dos relacionamentos estão as histórias de super-heróis que nos fazem pensar tudo tudinho no preto e branco e em heróis e vilões. Viemos trazer essas ciladas muito mais fáceis de sair e de se entender do que na vida real. Por isso, não confunda a realidade com a ficção. Na realidade, os vilões não são tão bem definidos quanto nos quadrinhos!

Chrises (Evans) Nas Infinitas Telas

Ah, Chris Evans, seu danadão! Você conquistou nossos corações! Mesmo que muitos não gostassem deste ator quando ele fez o Tocha Humana no filme do Quarteto Fantástico, todos tiveram que dar o braço a torcer para o seu Capitão América que não entendia as referências. Evans representa o ideal de beleza americano, o All-American Guy, loiro, de olhos azuis e de corpo perfeito e como nós, brasileiros consumimos tudo que os estadunidenses nos empurram, também valorizamos esse tipo de beleza. Então foi fácil que se associasse o ator Chris Evans como um modelo perfeito de intérprete para personagens de filmes de super-heróis ou ainda de quadrinhos. Nesse post vamos listar alguns desses papéis realizados pelo ator.

10 Grandes Editoras dos Comics: Hoje e Sempre

Vamos falar sobre grandes editoras dos comics? Bom, quando falamos em grandes editoras não queremos falar sobre casas publicadoras como a Marvel e a DC Comics. Queremos falar da força das mulheres por trás de grandes publicações da indústria dos comics norte-americanos. Muita gente por aí não valoriza o trabalho das mulheres e acha que elas ficam a dever quando se trata de qualidade. Este post serve para desfazer esse mito, mostrando que muitos dos trabalhos importantes dos quadrinhos foram feitos a partir da orientação de mulheres. Estão preparados para conhecê-las? Então vamos lá!