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Análise, teorias, críticas sobre quadrinhos.

Brian Michael Bendis!!! GRAURRRRR!

“Brian Michael Bendis é o Melhor Escritor de Comics de Super-Heróis”, por Henry Jenkins

Em um livro que trazia artigos sobre as coisas mais bonitas na cultura pop dos Estados Unidos e do mundo o estudioso dos fãs e da cultura da convergência Henry Jenkins apontou Brian Michael Bendis como uma dessas coisas belas. Para Jenkins Bendis é o melhor escritor de quadrinhos do mainstream contemporâneo. Em um ensaio inspirado o estudioso da cultura dos fãs e da convergência explica suas motivações para essa escolha. O ensaio é de 2007, mas resolvemos trazer para vocês algumas partes deste ensaio para entendermos um pouco do impacto e do legado de Brian Michael Bendis na cultura de fãs de quadrinhos de super-heróis do mainstream estadunidense contemporâneo.

Os Tipos de Conflito Que Encontramos nos Quadrinhos

Quando falamos em conflito nos quadrinhos não queremos dizer apenas confrontos violentos e físicos, que são encontrados mais facilmente nos quadrinhos de super-heróis. Quando falamos em conflito queremos falar sobre os embates que o personagem principal de uma história em quadrinhos precisa enfrentar para atingir seu objetivo, ou então, para levar a sua vida com tranquilidade, retornando ao ponto de descanso do início da história. Assim, resolvemos trazer para vocês algumas das várias formas que o conflito pode assumir nas histórias em quadrinhos e alguns exemplos das mesmas. Sigam-me os brigões!

Onde Estão “Os Contos do Cargueiro Negro” em O Relógio do Juízo Final

Com a chegada da terceira edição de O Relógio do Juízo Final nas bancas pela Panini Comics, acabamos nos perguntando onde um elemento importante de Watchmen acabou ficando. São Os Contos do Cargueiro Negro, uma parte metalinguística da saga de Alan Moore e Dave Gibbons em Watchmen que até ganhou uma nova versão em Antes de Watchmen. Mas, onde eles foram parar nessa nova homenagem à Watchmen por Geoff John e Dave Gibbons? Será que existe ligar para eles na narrativa? Será que eles foram substituídos por algo semelhante com o mesmo recurso narrativo? É o que vamos discutir neste post.

Os Quadrinhos com Infográficos de Jonathan Hickman

Atualmente existe um grande frisson sobre a nova fase da equipe mutante dos X-Men que se encontra nas mãos do roteirista Jonathan Hickman. O escritor é famoso por seu empenho em elaborar seus arcos de histórias e suas fases nos diversos títulos em que está envolvido. Suas passagens por Guerreiros Secretos, S.H.I.E.L.D., Quarteto Fantástico, Vingadores e Novos Vingadores na Marvel foram recheadas de planos detalhados e infográficos que demonstravam esses planejamentos.

Afinal, Por Que Alan Moore é Chamado de Mago?

Você já deve ter visto em muitos textos que falam sobre o roteirista de quadrinhos Alan Moore que ele é referido como o “mago de Northampton”, ou ainda “o mago dos quadrinhos”, ou “o mago do caos”. Mas por que ele é referido assim e que tipo de magia ele pratica? Será magia negra, será magia branca, será que ele fuma e vê duendes e gnomos? Será que ele pratica rituais satânicos imolando bodes e cabras? Ou será que ele gosta de se apresentar em festas infantis tirando coelhinhos da cartola? Agora você vai saber!

QUE TAL… Super-Heróis Escritos Por Woody Allen?

Woody Allen é um diretor de cinema famoso por suas “marcas de estilo” totalmente características de sua obra, o que caracteriza o seu cinema como uma “cinema de autor” ou ainda, de “auteur”. Alguns quadrinhos também podem ser considerados como quadrinhos de autor, porque carregam no traço dos escritores que os produzem, isso sem falar nos desenhistas, cujo traço já dá a cara do quadrinho num primeiro olhar. Assim, fizemos um exercício e tentamos pensar que super-heróis poderiam ser escritos por Woody Allen se compararmos algumas obras cinematográficas deste diretor com alguns super-heróis que ele poderia escrever, ou quem sabe, até mesmo dirigi

A Melhor Adaptação de Um Texto Literário Para História em Quadrinhos

Existem muitas adaptações literárias para os quadrinhos, principalmente no Brasil, onde aconteceu uma profusão desse material. As editoras de quadrinhos viram no PNBE uma mina de ouro para conseguir dinheiro através de adaptações literárias em quadrinhos. Assim, enormes atrocidades foram produzidas e, ao invés de valorizar publicações originais, pasteuriza-se mais do mesmo, apenas pelo dinheiro governamental. Por isso, para mim, adaptações literárias em quadrinhos eram sinônimo de baixa qualidade. Mas me enganei. Existem sim, adaptações de grande qualidade, que só adicionam à história e trabalham bem a linguagem dos quadrinhos. É o caso de Cidade de Vidro, uma adaptação em quadrinhos de Paul Karasik e David Mazzucchelli, de um conto de Paul Auster. Essa é, na minha opinião, a melhor adaptação de um texto literário para histórias em quadrinhos. Neste post você vai saber a razão.

A primeira vez que li Cidade de Vidro, foi emprestada de um amigo que é muito fã de Paul Auster e que, depois de eu ter lido a HQ, ele me emprestou o livro A Trilogia de Nova York, que é considerada a obra-prima de Paul Auster. Cidade de Vidro é o primeiro conto da Trilogia. Todos os contos lidam com identidade, criação (de si e da identidade por si mesmo ou por outros), metalinguagem e a própria linguagem. Paul Auster não é um autor fácil de ser lido, por isso, também não é um autor fácil de ser adaptado para uma mídia que lida com o visual, seja ela qual for. Por isso, uma tarefa hercúlea como essa não poderia cair nas mãos de novatos fazendo adaptações simplórias para uma editora ganhar dinheiro.

Os artífices de Cidade de Vidro, Paul Karasik e David Mazzucchelli conhecem profundamente o potencial da linguagem dos quadrinhos. Mazzucchelli é grande conhecido dos leitores de quadrinhos por suas associações com Frank Miller em Demolidor: A Queda de Murdock e Batman: Ano Um. Ele também é responsável pela prodigiosa feitura de Asterios Polyp, uma graphic novel que faz uma bela utilização e homenagem à todos os recursos disponíveis na linguagem dos quadrinhos. Já Karasik vem do estudo dos quadrinhos, onde passou as décadas de 80 e 90 na academia. Nos anos 2000, ele produziu alguns quadrinhos inéditos no Brasil com teor autobiográfico.

De longe a adaptação de Cidade de Vidro é que mais usa e abusa dos recursos gráficos e narrativos de uma história em quadrinhos para ampliar o sentido da leitura de uma escrita literária. As partes onde David Quinn/Paul Auster percorre os quarteirões de Nova York atrás de um sentido nas perambulações do homem que investiga, além de darem um sentido maior para os rabiscos apresentados no livro original (que é bastante ilustrado), também os mesclam com outros ícones simbólicos como uma digital e um labirinto, os dois aludindo a identidade.

A busca pela identidade e a liberdade que ela provoca é a base desta história e, portanto um quadrinho em que é trabalhado um grid de nove quadros dentro de uma dimensão relativamente pequena para eles, também acaba gerando a sensação de sufocamento no leitor. Essa mesma sensação que os Peters Stillman e o detetive David Quinn/Paul Auster sentem. Essa permissão alegórica que Mazzucchelli se dá, para interpretar as passagens do conto com símbolos, ícones, metáforas visuais e outras alusões, ajudam a interpretar o quadrinho de outra forma e também a adicionar outras camadas de sentido na leitura do conto a partir dos quadrinhos, não um simples desenho da descrição do escritor. Claro, o texto de Auster também é um texto que permite o leitor “se perder” em alusões e significados.

De longe também, toda a Trilogia de Nova York, obra-prima de Paul Auster, não são narrativas de fácil transcrição para a linguagem gráfica, então essa é outra razão para reverenciar o trabalho de Karasik e Mazzucchelli com Cidade de Vidro, principalmente a iconicidade e a metalinguagem da história. Por várias vezes, dentro dos textos dos trabalhos de Trilogia de Nova York, Auster faz malabarismos com a linguagem escrita. Nada mais justo que esses malabarismos fossem trazidos para o visual, para a linguagem visual e a linguagem própria dos quadrinhos quando adaptada para uma linguagem sequencial. Linda Hutcheon, em seu livro A Teoria da Adaptação explicou essa articulação da seguinte forma:

“Quando Paul Karasik e David Mazzucchelli adaptaram uma novela de Paul Auster, que era complexa tanto verbal quanto narrativamente, A Cidade de Vidro (1985) em uma graphic novel (2004), eles tiveram de traduzir a história naquilo que Art Spiegelman chama de “a ur-linguagem dos quadrinhos”- “um restrito e regular grid de painéis” com “o grid como uma janela, uma porta de cela, uma quadra da cidade, um jogo de amarelinha; o grid como um metrônomo dando a medida das mudanças e ajustes da narrativa”. Como todas convenções formais, o grid proíbe e permite; ele ao mesmo tempo limita e abre possibilidades”. (HUTCHEON, 2006, p. 35)

Existe um tema caro em Cidade de Vidro, mas que permeia toda a obra de Auster e, por que não, a de Mazzucchelli e Karasik também, que é o tema da autoria. Mas nesse caso, a palavra autoria assume um sentido bem maior. Ela dá conta de paternidade e de criação. Afinal, a obsessão dos Peters Stillman tinham a ver com isso. O pai Stillman era obcecado com Deus, o pai de todos e o filho Stillman, com o pai, que o manteve enclausurado por oito anos para comprovar um experimento. Na verdade, Cidade de Vidro nos faz uma pergunta: “Quem somos sem nossos criadores?”. E isso vale para o ficcional como para o real. Até onde nossa identidade é construída por aqueles que nos veem e nos encaminham – ou não – e até onde ela é nossa mesmo? Até onde as histórias que contamos sobre nós mesmos e sobre os outros influenciam naquilo que somos, na nossa identidade? Para isso, Auster tem uma citação, em outro conto da Trilogia, que diz o seguinte:

“Todos queremos ouvir histórias e as ouvimos do mesmo modo que fazíamos quando éramos pequenos. Imaginamos a história verdadeira por dentro das palavras e, para fazê-lo, tomamos o lugar do personagem da história, fingindo que podemos compreendê-lo porque compreendemos a nós mesmos. Isso é um embuste. Existimos para nós mesmos, talvez, e às vezes chegamos até a ter um vislumbre de quem somos realmente, mas no final nunca conseguimos ter certeza e, à medida que nossas vidas se desenrolam, tornamo-nos cada vez mais opacos para nós mesmos, cada vez mais conscientes de nossa própria incoerência. Ninguém pode cruzar a fronteira que separa uma pessoa da outra – pela simples razão de que ninguém pode ter acesso a si mesmo”. (AUSTER, 2008, p. 132)
Em Cidade de Vidro, o escritor David Quinn toma o nome Paul Auster daquele que ele acredita ser um detetive, mas ele é só mais outro escritor. Temos aqui um roubo de identidade e, ao final da história, Quinn já não sabe mais quem ele é. Como Auster diz, precisamos do outro para saber quem somos nós mesmos. Não temos acesso a nós mesmos para definir nossas fronteiras de “ser”. Precisamos do outro para saber onde acaba o eu e onde começa o tu. Ao mesmo tempo em que o leitor borra essas fronteiras ao se tornar o personagem, o autor borra as mesmas ao se tornar o personagem. Então o leitor é um pouco do autor.

Logo, se o leitor é um pouco do autor ao tomar o lugar do personagem, os autores de uma adaptação tomam o lugar do autor original, ao pegar a sua criação para adaptação. É como se o pai adotivo encaminhasse a criança do pai biológico e a transformasse em uma outra coisa que seria se estivesse ao lado do original. Esse é apenas parte de um dos aspectos metalinguísticos dessa adaptação e desse conto que, se parássemos para analisar todos esses aspectos, esse texto se tornaria longo demais. Mas vale adicionar a metáfora do vidro, da tal cidade de vidro. Ele é transparente e podemos ver um ao outro através dele, mas ainda é uma barreira que impede e deforma nossa visão dependendo da nossa perspectiva. Talvez nossa identidade seja isso: uma camada de vidro que nos separa dos outros, ao mesmo tempo nos faz ser vistos e permite uma “reflexão” que faz com que nos assemelhamos aos demais.

É uma pena essa HQ estar fora de catálogo há muito tempo, desde que foi lançada pela primeira e única vez em maio de 1998 pela Via Lettera. Uma pena também que a edição que eu compre no sebo, para minha segunda leitura, continha várias duplas de páginas em branco, já que o valor investido nela não foi pouco. Fica um apelo às boas editoras para trazerem novamente esse incrível material para o Brasil.

Quem Vai Ensinar Humanidade Para os Humanos? O Apelo do Visão de Tom King e Gabriel Hernandez Walta

Este mês saiu a conclusão da série do Visão por Tom King e Gabriel Hernandez Walta no Brasil. Foram 12 edições lá fora e dois encadernados de capa dura por aqui. A série lida, mais uma vez, com o sintozóide Visão tentando empreender e promover mais humanidade em sua vida. Dessa vez, ele cria uma família para si, com uma mulher, dois filhos e um cachorro sintozoides, que são robôs sintéticos, quase humanos. Para isso, e para serem aceitos, ele vão morar num subúrbio humano, como uma família estadunidense comum. Mas logo começam os problemas, ecoando a dificuldade humana para entender o que é ligeiramente diferente de si, como um robô, mas mesmo aqueles que, por enquanto – na visão da sociedade – são considerados humanos. Neste post vamos falar mais sobre essa incrível série, ganhadora de inúmeros prêmios, que eleva o gênero de super-heróis em quadrinhos a outro patamar.

O Poder e a Alienação do YouTube. Quem Matou o Caixeta?, de Rainer Petter

É indiscutível que o youtube tomou proporções na vida das novas gerações da mesma forma que a TV fez com as gerações anteriores. Mas enquanto a TV se utilizava de filtro e ferramentas de alienação popular mais discretas e subliminares, a doutrinação através dos vídeos de streaming não tem nada de disfarces e muito menos nada de filtros. A forma massiva como essa comunicação chega á pessoas cria um comportamento de rebanho e anula o senso crítico, fazendo as pessoas cada vez mais radicais, ou apenas concordando ou discordando extremamente do que os youtubers apregoam. Quem Matou o Caixeta?, de Rainer Petter, é uma crua retratação dessa geração que quer mais postar sem realmente refletir o que está fazendo e quais as responsabilidades desses comentários e é sobre isso que vamos discutir agora.

Aos Vestígios do Passado e Além: A Vida é Boa, Se Você Não Fraquejar, de Seth

Seth é um dos mais festejados quadrinistas canadenses. Ele também é um dos pioneiros a fazer quadrinhos indies autobiográficos, tendo começado ainda nos anos 90 esse tipo de história memorial que teve seu boom em meados dos anos 2000. A Vida é Boa, Se Você Não Fraquejar é o seu segundo trabalho publicado no Brasil, mas é de longe o mais famoso internacionalmente e o cartão de visitas da sua obra. Publicada pela Editora Mino em 2018, esse quadrinho é uma leitura obrigatória para aqueles que curtem artes sequenciais com teor autobiográfico. A seguir, descrevo um pouco melhor sobre esse quadrinho bem diferente do que estamos acostumados, mas com alguma coisinha em comum.

A Leitura dos Quadrinhos: Mito, Ritual e Realidade

Acho que vocês, leitores inveterados de quadrinhos, já devem ter percebido que fazemos da nossa leitura, do nosso contato com os quadrinhos, um ritual. Todos visitamos um templo: uma banca, uma livraria, uma loja virtual. Todos comungamos da mesma história, do mesmo enredo, se lemos a mesma publicação. O ato ritualístico da leitura envolve sentidos e sentimentos, a visão, o toque das páginas, o peso do quadrinho, o cheiro do papel e da tinta. Nos acomodamos para poder nos sentir melhor ao ler quadrinhos. Entre muitas outras similaridades com um culto religioso. Afinal, muitos tratam Marvel e DC, e alguns criadores como verdadeiros e veneráveis deuses. Mas eu gostaria de analisar esse fenômeno um pouco mais a fundo e, por isso, fiz uma pequena pesquisa. Venham praticar esse rito comigo, sem cerimônia, por favor!

Por Que Os Balões de Pensamento Foram Praticamente Extintos?

Se você pegar uma revista em quadrinhos nas bancas ou nas livrarias que sejam de pelo menos dez anos atrás de lançamento vai perceber que os balões de pensamento estão praticamente ausentes dessas publicações. Principalmente nas revistas mainstream de super-heróis. Na revistas infantis, eles continuam, de certa forma, mais comuns. Mas o que foi que fez o pensamento desaparecer praticamente dos quadrinho que lemos e que mecanismos se colocaram no lugar dele? É o que vamos saber neste artigo.

Como Funciona Uma Adaptação DE Quadrinhos e Uma Adaptação PARA Quadrinhos?

Hoje temos uma explosão de adaptações de quadrinhos para o cinema, para a televisão, para os videogames e também para os livros. Ao mesmo tempo, vemos um movimento contrário: de filmes para quadrinhos, mas principalmente da prosa escrita para a arte sequencial. Claro, não existe uma fórmula mágica para uma adaptação boa ou correta, mas deve-se focar nos pontos fortes de cada mídia e em suas particularidade. Se isso não for levado em conta, a adaptação fracassa. Nesse post vamos discutir um pouco sobre conceitos e formas de adaptações que envolvem quadrinhos e porque podemos nos frustrar tanto quando nossas expectativas não são atendidas nesses trabalhos. Vem comigo!

Jim Shooter e Suas Histórias: Mania por Controle e Complexo de Deus

Jim Shooter foi o mais novo contratado de uma editora de quadrinhos da História, ele também foi editor-chefe da Marvel Comics e um dos criadores e fundadores da Valiant Comics. Embora Shooter tenha todo esse currículo, ele não era bem quisto por seus pares. Autoritário, com sede de poder e de controle, pouco a pouco ele foi construído inimizades na indústria dos quadrinhos. Mas ele também tinha outra característica: criar personagens quase divinos ou totalmente divinos, que eram todo-poderosos. Será que isso era um reflexo das características de Shooter como chefe? Leia aqui e conheça um pouco mais.

Conheça a HQ em que o Estrela Polar se Assumiu Gay

Sempre ouvimos aqui no Brasil de que Jean-Paul Beaubier, o Estrela Polar, integrante da equipe canadense Tropa Alfa, foi o primeiro herói da Marvel a se assumir como gay. O fato é que os brasileiros nunca puderam ler essa história, pois a Tropa Alfa, havia anos, não era mais publicada no Brasil quando essa história saiu. Por isso, resolvi dar uma lida nessa edição e ver como essa revelação é feita, já que ela envolve muita polêmica nos bastidores da Marvel e também falava sobre AIDS e heróis da Era de Ouro. Então, sem demora, vamos à história!

X-Force: Mão Aberta ou Punho Fechado?

Hoje em dia a frase “Magneto Estava Certo” pulula por camisetas e sites na internet. Ela surgiu na fase de Grant Morrison nos X-Men. Muitos acreditam que os métodos dele, de encarar o conflito entre mutantes e humanos é o correto. Usar de meios violentos, assim como os humanos que atacam os mutantes. Essa é uma questão premente para os defensores da diversidade, como Martin Luther King e Malcolm X, que pregavam diferentes maneiras de encarar o problema da não-aceitação de minorias. Afinal, o movimento pela defesa das minorias deve oferecer a seus detratores a mão aberta ou o punho fechado? Em uma incrível história dos anos 90 da X-Force (sim, você leu corretamente), Sam Guthrie, o Míssil, tem a resposta.

Quadrinho Brasileiro com Brasilidade

“O Brazil não conhece o Brasil”, diria a letra de Elis Regina. O quadrinho brasileiro viu um boom em sua produção nas sua produções, mas nem todos esses quadrinhos possuem brasilidade. Longe da discussão da legitimidade dos super-heróis nacionais, mas indo além, na representação do país sem ufanismo, sem maneiras pejorativas, sem comemorações e sem condenações, quais são os quadrinhos brasileiros que contém essa tal brasilidade? É sobre isso que vamos falar nesse artigo.

Escrevendo Diálogos Para Quadrinhos x Para Cinema, por Jules Feiffer

Jules Feiffer é um dos mais renomados cartunistas americanos, tendo trabalhado como braço-direito de Will Eisner, criador do Spirit, nos anos 40. Ele é ganhador de muitos prêmios e possui um Pulitzer por quadrinhos editoriais (charges e cartuns). Um dos seus últimos trabalhos publicados no Brasil foi Mate Minha Mãe, publicado aqui pela Companhia das Letras. Ele também trabalhou como dramaturgo e como criador de roteiros para cinema, escrevendo os diálogos do filme live-action do Popeye. Ele também foi um dos primeiros a escrever livros teóricos sobre super-heróis, em 1965, com o livro The Great Comic Book Heroes. Aqui, Feiffer dá dicas da escrita de diálogos, tanto para quadrinhos como para teatro e cinema. Dê uma checada!