Todos os posts em: Teoria dos Quadrinhos

Um pouco sobre teoria dos quadrinhos.

A “Teoria do Degrau” e a Mudança de Gostos na Leitura de Quadrinhos

Quem lê quadrinhos há muitos tempo, como eu, que leio há mais de vinte anos, sabe que nossos gostos e preferências de leitura vão mudando ao longo do tempo. Por isso resolvi trazer da literatura a “teoria do degrau” para discutirmos um pouco o avanço – ou regressão – desses gostos e hábitos.

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Por Que os Super-Heróis Duram até Hoje Apesar de Tantas Mudanças?

Essa semana nos vimos imersos em discussões sobre a Marvel manter ou não a diversidade dos seus personagens e como isso poderia estar arruinando suas vendas. Muitas mudanças já foram realizadas nas histórias e personagens de quadrinhos, mas a sua essência permaneceu inalterada. Como isso acontece e como isso perpassa gerações? Vamos descobrir a seguir:

A Criação do Superman Através do Mito da Virilidade Alemã

O período entreguerras foi um grande criador, recriador e mantenedor de mitos. Para convencer os jovens de que era necessário se alistar nas forças armadas, as nações iniciaram a valorizar ideais nacionalistas e entre eles, estava associada a virilidade do homem masculino. Essa era a verve do momento em que os super-heróis foram criados. Vamos dar uma olhada em como se deu a criação do mito da virilidade masculina.

A Manipulação do Leitor Através do Autor de Quadrinhos

Toda linguagem pressupõe um ato de troca, todo ato de troca pressupõe uma relação de poder. Toda comunicação pressupõe uma dominação, ou seja, uma dominação. De certa forma, o autor de quadrinhos conduz o leitor em um fio da narrativa que o leva até onde o autor deseja. Aqui vamos  ver melhor como se dá esse processo.

As 3 Continuidades dos Quadrinhos

Peraí! Como assim os quadrinhos têm três continuidades? Eu achava que só existia uma! Bem, é disso que vamos falar agora porque para que um quadrinho seja bom, é essencial que ele siga as três continuidades dos quadrinhos. E, migo, não fui eu quem disse, foi o Denny O’ Neil no Guia Oficial de Roteiros da DC Comics. Belê?! Então vem comigo!

A Sua Zona de Conforto e o Legado da Diversidade

Já falamos muitas vezes aqui de como as revistas em quadrinhos de super-heróis por um lado exigem personagem imutáveis e, por outro, faz com que eles acompanhem as transformações da sociedade. Também falamos da característica infinita das narrativas de super-heróis – elas nunca acabam, estão sempre contando mais e mais histórias desses personagens. Já falamos ainda da importância da diversidade nos quadrinhos. Hoje vamos falar sobre essa dicotomia entre imutabilidade x transitoriedade.

Os Problemas e as Soluções da Fantasia nos Quadrinhos

Quadrinhos, em sua maioria são baseados na fantasia. Claro, existe a alta fantasia, aquela estilo Senhor dos Anéis que envolvem dragões, magos e peripécias em mundo estilo medieval. Mas a fantasia faz parte da nossa fantasia de leitor e nos ajuda a mergulhar na história. Mas possui seu lado bom e seu lado ruim. Aqui vou falar um pouco sobre isso.

Caracterização: É Mais Importante a História ou o Personagem?

Muitos autores dizem que acabam colocando os personagens em detrimento da história que querem contar. Dizem que isso vale a pena quando a história é muito grandiosa para seguir uma caracterização. Um bom exemplo é Vingadores: A Queda, em que a Feiticeira Escarlate aparentemente enlouquece sem motivos e causa os eventos que levaram à minissérie Dinastia M. Mas então faço a pergunta: é mais importante a história ou o personagem?

Quadrinhos: Uma Arte Futurista e Atrasada

Os quadrinhos estão sempre inovando, seja na narrativa ou no estilo de desenho. Mas porque será que, se comparado com outras artes, os quadrinhos parecem que ainda não alcançaram todo seu potencial? Seriam os quadrinhos uma arte atrasada? E o que o movimento da arte moderna conhecido como futurismo tem a ver com tudo isso? As respostas, a seguir!

O Problema da Nostalgia nos Quadrinhos

Uma das coisas que mais me chateia em ler nas redes sociais são pessoas que dizem “não se fazem mais quadrinhos como antigamente”, mas que não se dão nem ao trabalho de ler os atuais. Realmente dá um preguiça discutir com essas pessoas que tem preguiça de ler quadrinhos mais atuais simplesmente pela desculpa do “não li e não gostei”. Mas vamos ver o que as teorias dos quadrinhos tem a dizer sobre os “conservadores” dos quadrinhos.

A Importância do Humor nos Quadrinhos de Super-Heróis

Os quadrinhos de super-heróis sempre tiveram elementos de humor. Um prova evidente disso é que o nome americano dos gibis se chama comic books, dada a origem humorística das primeiras publicações nesse estilo e formato. Hoje, comics, é sinônimo de super-heróis. Claro, existem aqueles que não curtem o humor presente nos quadrinhos. “Super-herói bom não dá risada, dá socos”, diriam. Aqui vamos dar uma olhada superficial sobre o humor e como ele se encaixa nos quadrinhos.

O Design da Página de Quadrinhos

Os estudos da História da Arte e do Design podem ajudar um quadrinista a compor o layout das páginas dos seus quadrinhos. Porém, também é preciso entender como se dá a leitura e a compreensão das palavras e imagens, sejam em separado ou em adição, para que a página de um quadrinho seja processada na nossa mente. Este artigo fala um pouco sobre estes estudos e processos.

As Histórias Sem Fim dos Super-Heróis e As 1001 Noites

Na clássica história árabe das 1001 Noites, Sherazade tem a incumbência de entreter o sultão contando-lhe histórias por 1001 noites para evitar sua morte. É que o sultão tinha o costume de matar as suas mulheres após passar a primeira noite com ele. Contando histórias para o monarca, Sherazade acaba escapando de sua sina. Mas o que isso tem a ver com os super-heróis? Explico a seguir.

Por Que a Ficção Nos Comove Mais Que a Realidade?

Muitas vezes a gente chora vendo o filme de uma mãe procurando a filha, mas ao ver uma mãe gritando pela filha na rua, o mesmo não acontece. Também nos preocupamos com o que vai acontecer com a Katniss, de Jogos Vorazes, se ela vai conseguir alimentar seu distrito, mas ao ver os refugiados africanos e da Síria morrendo em meio a uma travessia do Mediterrâneo, as lágrimas não sobem aos nossos olhos com a mesma facilidade. Mas por que isso acontece? É o poder da ficção de nos envolver e nos fazer identificar com o personagem que ele se torna parte da gente.

A Importância do Fazer de Conta

Eu fiquei um tanto chocado quando ouvi que Pedro, um dos mais recentes eliminados da cozinha do Masterchef Brasil, declarou que nunca tinha lido um livro de ficção na sua vida. Porém, livros de culinária ele já havia lido muitos. Ele disse que não gostava de ficção. Dados alarmantes de pesquisas anuais revelam que o brasileiro médio lê por volta de dois livros por ano. Em tempos de redes sociais em que as pessoas querem conclamar a razão para si em todas as esferas da vida, se mostra importante haver embasamento teórico para nossos pensamentos. E é aí onde mora a importância da ficção.

Spirit de Porko!

A Questão dos Estereótipos nos Quadrinhos, por Will Eisner

Ébano Branco era o parceiro de aventuras, ou melhor, o taxista do Spirit, maior criação de Will Eisner. O problema era que a caracterização de Ébano enquanto pertencente à núbia raça deixava muito à desejar. Era um estereótipo dos mais horríveis: dentões, parecendo um macaca, cartunesco, enquanto o Spirit era um esbelto e atlético caucasiano. Veja o que Eisner tem a dizer sobre sua criação.