Todos os posts em: Teoria dos Quadrinhos

Um pouco sobre teoria dos quadrinhos.

Desejo: O/A Perpétuo/a da Série Sandman e Sua Androginia

Seja em Sandman: Prelúdio ou no arco A Casa de Bonecas, Desejo está por trás da trama e dos desafios, muitas vezes imensamente sofridos, enfrentados por Lorde Morpheus, o Sonho, o Sandman do título da série. Mas não é o desejo que está por trás de todos os nossos sofrimentos, não é por desejarmos e nos frustramos por não conseguirmos o que desejamos que muitas vezes nos deparamos com a versão gêmea de Desejo, Desespero? Hoje vamos falar um pouco mais sobre essa misteriosa entidade, sem gênero, mas com imenso poder que move toda a humanidade e na maioria das vezes é imensamente cruel em suas manipulações e jogos com que enreda a todos nós, reles humanos.

O Thor Gordo: Por um Thor Mais Humano e Menos Divino

O Thor Gordo se tornou um verbete da enciclopédia eletrônica “urban dictionary” e do site “know your meme”. Depois de o encerramento da quadrilogia dos Vingadores terem levado milhares de pessoas aos cinemas e se tornado a maior bilheteria da história, não é de se espantar que as pessoas tenham se fantasiado de Thor Gordo para irem em festas de fantasia. Afinal, o Thor Gordo está bem mais próximo dos corpos reais dos homens do que o corpo de um Chris Hemsworth (deus me livre, mas quem me dera!). Vamos falar um pouco sobre essa mudança radical no Thor que aconteceu antes do Thor Gordo e como essa pançona acabou modificando o personagem para melhor. Pelo menos nos cinemas. 

Continuidade Narrativa e o Uso da Memória nos Quadrinhos

A memória nos quadrinhos pode ser pensada muito mais do que apenas quadrinhos que contêm memórias de outras pessoas ou dos próprios autores. Ela pode ser pensada através dos rituais que realizamos para guardar informações sobre os universos ficcionais dos quais gostamos; ela pode ser utilizada como forma de arquivamento de coleções, a nostalgia pode ser pensada através dessas memórias, entre outras situações. Mas uma função importante da memória, principalmente nas duas grandes editoras de super-heróis é a continuidade narrativa. É através dela que sabemos que uma história que estamos lendo ja teve um passado e terá um futuro e que depende de nós comprarmos mais e mais revistas para conhecer esse universo. Vamos falar neste post sobre como a continuidade narrativa dos super-heróis são uma ferramenta de impulsionamento de vendas para as editoras de quadrinhos. 

Coleções de Quadrinhos: Biografias dos Colecionadores e dos Objetos

O acúmulo, acervo e arquivo de revistas de histórias em quadrinhos não são apenas formas de ostentar uma coleção, ou de demonstrar carinho por determinados objetos e narrativas. As coleções também são uma ferramenta humana de dar forma e ordem ao mundo. Ao mesmo tempo, elas revelam as peculiaridades tanto dos objetos colecionados quanto dos próprios colecionadores, compondo, através da história de suas aquisições uma espécie de história de vida desses objetos, mas principalmente se mesclando com a história de vida do colecionador. Neste post vamos falar mais dessa relação de proximidade entre coleção, colecionadores e colecionados. 

As Linguagens dos Quadrinhos e Suas Relações Com os Memes da Internet

Os quadrinhos abarcam diversas linguagens e é isso que o renomado e cultuado livro As Linguagens dos Quadrinhos, do pesquisador italiano Danielle Barbieri nos apresenta. Este livro influenciou diversas gerações de pesquisadores dos quadrinhos no Brasil, desde que foi publicado pela primeira vez, na Itália, em 1991. Mas no Brasil, chegou apenas nas comemorações dos seus 25 anos, em 2016, editado pela Editora Peirópolis. Muito celebrado, o livro é genial simplesmente porque estuda os quadrinhos a partir do legado de outros tipos de linguagens para esse tipo de mídia. Vou falar um pouco neste post sobre as ideias de Barbieri sobre a quatro classificações das demais linguagens com os quadrinhos, que o autor estabelece em seus estudos. Como exemplos, vou trazer os memes da internet, que também possuem ligações com a linguagem dos quadrinhos.

A Melhor Adaptação de Um Texto Literário Para História em Quadrinhos

Existem muitas adaptações literárias para os quadrinhos, principalmente no Brasil, onde aconteceu uma profusão desse material. As editoras de quadrinhos viram no PNBE uma mina de ouro para conseguir dinheiro através de adaptações literárias em quadrinhos. Assim, enormes atrocidades foram produzidas e, ao invés de valorizar publicações originais, pasteuriza-se mais do mesmo, apenas pelo dinheiro governamental. Por isso, para mim, adaptações literárias em quadrinhos eram sinônimo de baixa qualidade. Mas me enganei. Existem sim, adaptações de grande qualidade, que só adicionam à história e trabalham bem a linguagem dos quadrinhos. É o caso de Cidade de Vidro, uma adaptação em quadrinhos de Paul Karasik e David Mazzucchelli, de um conto de Paul Auster. Essa é, na minha opinião, a melhor adaptação de um texto literário para histórias em quadrinhos. Neste post você vai saber a razão.

A primeira vez que li Cidade de Vidro, foi emprestada de um amigo que é muito fã de Paul Auster e que, depois de eu ter lido a HQ, ele me emprestou o livro A Trilogia de Nova York, que é considerada a obra-prima de Paul Auster. Cidade de Vidro é o primeiro conto da Trilogia. Todos os contos lidam com identidade, criação (de si e da identidade por si mesmo ou por outros), metalinguagem e a própria linguagem. Paul Auster não é um autor fácil de ser lido, por isso, também não é um autor fácil de ser adaptado para uma mídia que lida com o visual, seja ela qual for. Por isso, uma tarefa hercúlea como essa não poderia cair nas mãos de novatos fazendo adaptações simplórias para uma editora ganhar dinheiro.

Os artífices de Cidade de Vidro, Paul Karasik e David Mazzucchelli conhecem profundamente o potencial da linguagem dos quadrinhos. Mazzucchelli é grande conhecido dos leitores de quadrinhos por suas associações com Frank Miller em Demolidor: A Queda de Murdock e Batman: Ano Um. Ele também é responsável pela prodigiosa feitura de Asterios Polyp, uma graphic novel que faz uma bela utilização e homenagem à todos os recursos disponíveis na linguagem dos quadrinhos. Já Karasik vem do estudo dos quadrinhos, onde passou as décadas de 80 e 90 na academia. Nos anos 2000, ele produziu alguns quadrinhos inéditos no Brasil com teor autobiográfico.

De longe a adaptação de Cidade de Vidro é que mais usa e abusa dos recursos gráficos e narrativos de uma história em quadrinhos para ampliar o sentido da leitura de uma escrita literária. As partes onde David Quinn/Paul Auster percorre os quarteirões de Nova York atrás de um sentido nas perambulações do homem que investiga, além de darem um sentido maior para os rabiscos apresentados no livro original (que é bastante ilustrado), também os mesclam com outros ícones simbólicos como uma digital e um labirinto, os dois aludindo a identidade.

A busca pela identidade e a liberdade que ela provoca é a base desta história e, portanto um quadrinho em que é trabalhado um grid de nove quadros dentro de uma dimensão relativamente pequena para eles, também acaba gerando a sensação de sufocamento no leitor. Essa mesma sensação que os Peters Stillman e o detetive David Quinn/Paul Auster sentem. Essa permissão alegórica que Mazzucchelli se dá, para interpretar as passagens do conto com símbolos, ícones, metáforas visuais e outras alusões, ajudam a interpretar o quadrinho de outra forma e também a adicionar outras camadas de sentido na leitura do conto a partir dos quadrinhos, não um simples desenho da descrição do escritor. Claro, o texto de Auster também é um texto que permite o leitor “se perder” em alusões e significados.

De longe também, toda a Trilogia de Nova York, obra-prima de Paul Auster, não são narrativas de fácil transcrição para a linguagem gráfica, então essa é outra razão para reverenciar o trabalho de Karasik e Mazzucchelli com Cidade de Vidro, principalmente a iconicidade e a metalinguagem da história. Por várias vezes, dentro dos textos dos trabalhos de Trilogia de Nova York, Auster faz malabarismos com a linguagem escrita. Nada mais justo que esses malabarismos fossem trazidos para o visual, para a linguagem visual e a linguagem própria dos quadrinhos quando adaptada para uma linguagem sequencial. Linda Hutcheon, em seu livro A Teoria da Adaptação explicou essa articulação da seguinte forma:

“Quando Paul Karasik e David Mazzucchelli adaptaram uma novela de Paul Auster, que era complexa tanto verbal quanto narrativamente, A Cidade de Vidro (1985) em uma graphic novel (2004), eles tiveram de traduzir a história naquilo que Art Spiegelman chama de “a ur-linguagem dos quadrinhos”- “um restrito e regular grid de painéis” com “o grid como uma janela, uma porta de cela, uma quadra da cidade, um jogo de amarelinha; o grid como um metrônomo dando a medida das mudanças e ajustes da narrativa”. Como todas convenções formais, o grid proíbe e permite; ele ao mesmo tempo limita e abre possibilidades”. (HUTCHEON, 2006, p. 35)

Existe um tema caro em Cidade de Vidro, mas que permeia toda a obra de Auster e, por que não, a de Mazzucchelli e Karasik também, que é o tema da autoria. Mas nesse caso, a palavra autoria assume um sentido bem maior. Ela dá conta de paternidade e de criação. Afinal, a obsessão dos Peters Stillman tinham a ver com isso. O pai Stillman era obcecado com Deus, o pai de todos e o filho Stillman, com o pai, que o manteve enclausurado por oito anos para comprovar um experimento. Na verdade, Cidade de Vidro nos faz uma pergunta: “Quem somos sem nossos criadores?”. E isso vale para o ficcional como para o real. Até onde nossa identidade é construída por aqueles que nos veem e nos encaminham – ou não – e até onde ela é nossa mesmo? Até onde as histórias que contamos sobre nós mesmos e sobre os outros influenciam naquilo que somos, na nossa identidade? Para isso, Auster tem uma citação, em outro conto da Trilogia, que diz o seguinte:

“Todos queremos ouvir histórias e as ouvimos do mesmo modo que fazíamos quando éramos pequenos. Imaginamos a história verdadeira por dentro das palavras e, para fazê-lo, tomamos o lugar do personagem da história, fingindo que podemos compreendê-lo porque compreendemos a nós mesmos. Isso é um embuste. Existimos para nós mesmos, talvez, e às vezes chegamos até a ter um vislumbre de quem somos realmente, mas no final nunca conseguimos ter certeza e, à medida que nossas vidas se desenrolam, tornamo-nos cada vez mais opacos para nós mesmos, cada vez mais conscientes de nossa própria incoerência. Ninguém pode cruzar a fronteira que separa uma pessoa da outra – pela simples razão de que ninguém pode ter acesso a si mesmo”. (AUSTER, 2008, p. 132)
Em Cidade de Vidro, o escritor David Quinn toma o nome Paul Auster daquele que ele acredita ser um detetive, mas ele é só mais outro escritor. Temos aqui um roubo de identidade e, ao final da história, Quinn já não sabe mais quem ele é. Como Auster diz, precisamos do outro para saber quem somos nós mesmos. Não temos acesso a nós mesmos para definir nossas fronteiras de “ser”. Precisamos do outro para saber onde acaba o eu e onde começa o tu. Ao mesmo tempo em que o leitor borra essas fronteiras ao se tornar o personagem, o autor borra as mesmas ao se tornar o personagem. Então o leitor é um pouco do autor.

Logo, se o leitor é um pouco do autor ao tomar o lugar do personagem, os autores de uma adaptação tomam o lugar do autor original, ao pegar a sua criação para adaptação. É como se o pai adotivo encaminhasse a criança do pai biológico e a transformasse em uma outra coisa que seria se estivesse ao lado do original. Esse é apenas parte de um dos aspectos metalinguísticos dessa adaptação e desse conto que, se parássemos para analisar todos esses aspectos, esse texto se tornaria longo demais. Mas vale adicionar a metáfora do vidro, da tal cidade de vidro. Ele é transparente e podemos ver um ao outro através dele, mas ainda é uma barreira que impede e deforma nossa visão dependendo da nossa perspectiva. Talvez nossa identidade seja isso: uma camada de vidro que nos separa dos outros, ao mesmo tempo nos faz ser vistos e permite uma “reflexão” que faz com que nos assemelhamos aos demais.

É uma pena essa HQ estar fora de catálogo há muito tempo, desde que foi lançada pela primeira e única vez em maio de 1998 pela Via Lettera. Uma pena também que a edição que eu compre no sebo, para minha segunda leitura, continha várias duplas de páginas em branco, já que o valor investido nela não foi pouco. Fica um apelo às boas editoras para trazerem novamente esse incrível material para o Brasil.

A Importância da Dimensão Física na Leitura de um Quadrinho

A leitura do quadrinho na sua forma digital – seja através de aplicativos, de motion comics, de layout fixo ou dinâmico ou até mesmo em scans – tem aumentado e se popularizado. Existem muitos entusiastas do quadrinho digital, mas, por outro lado existem aqueles que não dispensam o toque no papel e o peso de uma revista nas mãos. Eu me considero um entusiasta do quadrinho físico. Sou old school e gosto de ler no papel, afinal, a maioria dos quadrinhos foram feitos para serem experienciados assim. Neste post vou falar um pouco sobre a materialidade e a fisicalidade dos quadrinhos e sua importância para a leitura dos mesmos.

O Potencial Poético dos Quadrinhos

Existem alguns quadrinhos que, além de apenas contar uma história, uma narração, acabam trazendo um terceiro significado, que pode ser interpretado ou não, mas deixa o leitor com uma pulga atrás da orelha. Isso é aquilo que o grande teórico francês dos quadrinhos, Thierry Groensteen chama de quadrinhos poéticos. Ou seja, quadrinhos que ultrapassam a sua função enquanto prosa e alçam vôo para novos sentidos além da mera narrativa. Os quadrinhos poéticos, em um nível restrito, possuem uma significação que vai além do que está impresso na página e pode gerar um “terceiro” sentido. A presença de uma interpretação além do que está mostrado e ocorrendo em uma história em quadrinhos poderia justificar a dissonância cognitiva que existe na leitura de pessoas que não enxergam algumas mensagens humanistas em trabalhos como X-Men e Star Wars.

Arquivos Digitais: Por Que São Importantes Para Publicar Uma HQ?

Sempre quando um leitor, desses bem newbies, bem desavisados, ou ainda, uma daqueles bem raiz, bem perdidos no tempo, pedem um quadrinho absurdo para a Panini e outras editoras, – por exemplo a continuação de Shade -, é respondido que a publicação depende da disponibilidade de Arquivos Digitais. Muitos materiais que fizeram sucesso no Brasil, como algumas séries da Vertigo e materiais da linha Marvel 2099, não possuem arquivos digitais nos Estados Unidos, e isso resulta que as editoras brasileiras não tenham como publicá-los. Mas, afinal, o que são esses tais “arquivos digitais”, para que servem e por que ninguém nunca teve paciência para te explicar? Bem, eu vou te explicar aqui e agora, é só ler a seguir.

De Onde Veio o Nome do Asilo Arkham?

A casa de recuperação para criminosos insanos do universo do Batman surgiu nos quadrinhos em 1970. Desde então Arkham tem sido sinônimo de loucura, perversidade e criminosos perigosos. Arkham também batizou uma popular série de jogos de videogame do Cavaleiro das Trevas em que, a cada nova versão, a extensão do Arkham ia se espalhando. Primeiro o asilo, depois a ilha e, por fim, a cidade inteira de Gotham City. Com esse nome sendo muito popular, nada mais justo do que pesquisarmos a origem dele, correto? Coloque que sua camisa de força e prepare sua cela acolchoada que vamos investigar o (nome) Arkham a fundo!

Aos Vestígios do Passado e Além: A Vida é Boa, Se Você Não Fraquejar, de Seth

Seth é um dos mais festejados quadrinistas canadenses. Ele também é um dos pioneiros a fazer quadrinhos indies autobiográficos, tendo começado ainda nos anos 90 esse tipo de história memorial que teve seu boom em meados dos anos 2000. A Vida é Boa, Se Você Não Fraquejar é o seu segundo trabalho publicado no Brasil, mas é de longe o mais famoso internacionalmente e o cartão de visitas da sua obra. Publicada pela Editora Mino em 2018, esse quadrinho é uma leitura obrigatória para aqueles que curtem artes sequenciais com teor autobiográfico. A seguir, descrevo um pouco melhor sobre esse quadrinho bem diferente do que estamos acostumados, mas com alguma coisinha em comum.

A Diferença na Representação dos Gêneros nos Quadrinhos

Já falamos e muitas outras pessoas, sites, trabalhos de conclusão, artigos acadêmicos, personalidades dos quadrinhos já falaram a respeito da sexualização da mulheres (e também dos homens) nos quadrinhos. Mas como isso se aplica para os desenhistas e para as desenhistas de quadrinhos? Como essa dinâmica das diferenças nas retratações dos gêneros masculino e feminino nos quadrinhos mudou ao longo dos tempos, se é que mudou? Vamos pegar emprestado um artigo de uma das maiores teóricas do gênero nos quadrinhos, Trina Robbins, para discutir essas mudanças.

A Leitura dos Quadrinhos: Mito, Ritual e Realidade

Acho que vocês, leitores inveterados de quadrinhos, já devem ter percebido que fazemos da nossa leitura, do nosso contato com os quadrinhos, um ritual. Todos visitamos um templo: uma banca, uma livraria, uma loja virtual. Todos comungamos da mesma história, do mesmo enredo, se lemos a mesma publicação. O ato ritualístico da leitura envolve sentidos e sentimentos, a visão, o toque das páginas, o peso do quadrinho, o cheiro do papel e da tinta. Nos acomodamos para poder nos sentir melhor ao ler quadrinhos. Entre muitas outras similaridades com um culto religioso. Afinal, muitos tratam Marvel e DC, e alguns criadores como verdadeiros e veneráveis deuses. Mas eu gostaria de analisar esse fenômeno um pouco mais a fundo e, por isso, fiz uma pequena pesquisa. Venham praticar esse rito comigo, sem cerimônia, por favor!

Por Que Os Balões de Pensamento Foram Praticamente Extintos?

Se você pegar uma revista em quadrinhos nas bancas ou nas livrarias que sejam de pelo menos dez anos atrás de lançamento vai perceber que os balões de pensamento estão praticamente ausentes dessas publicações. Principalmente nas revistas mainstream de super-heróis. Na revistas infantis, eles continuam, de certa forma, mais comuns. Mas o que foi que fez o pensamento desaparecer praticamente dos quadrinho que lemos e que mecanismos se colocaram no lugar dele? É o que vamos saber neste artigo.

Como Funciona Uma Adaptação DE Quadrinhos e Uma Adaptação PARA Quadrinhos?

Hoje temos uma explosão de adaptações de quadrinhos para o cinema, para a televisão, para os videogames e também para os livros. Ao mesmo tempo, vemos um movimento contrário: de filmes para quadrinhos, mas principalmente da prosa escrita para a arte sequencial. Claro, não existe uma fórmula mágica para uma adaptação boa ou correta, mas deve-se focar nos pontos fortes de cada mídia e em suas particularidade. Se isso não for levado em conta, a adaptação fracassa. Nesse post vamos discutir um pouco sobre conceitos e formas de adaptações que envolvem quadrinhos e porque podemos nos frustrar tanto quando nossas expectativas não são atendidas nesses trabalhos. Vem comigo!

Onomatopéias: Sons Materializados em Imagens

Se temos a personagem Cristal, da Marvel Comics, que transforma som em luz, da mesma forma, as onomatopéias transformam os sons em representações gráficas, em imagens, materializando-os nas páginas de gibis e dando um efeito de verossimilhança e de intensidade para essas histórias. Nesse post vamos investigar as onomatopéias, esse fenômeno tão característico dos gibis e entender sua importância para os quadrinhos, suas origens, a ligação com a língua inglesa e com o mestre dos quadrinhos DIsney, Carl Barks.

Existe “Lugar de Fala” Para Personagens de Quadrinhos?

Mesmo hoje em dia, quando as discussões de lugar de fala e sujeito do discurso, de apropriação de xingamentos pelas minorias, as editoras continuam publicando e republicando expressões errôneas em seus lugares de fala. E elas nem sempre são proferidas por vilões. São personagens dizendo “viado”, “crioulo”, “boiola”, e tanto outros xingamentos que, se fossem publicados em quadrinhos undergrounds, passariam ilesos, dado o caráter da publicação. Mas e quando essas palavras estão na boca de personagens mainstream queridos e conhecidos, quais problemas podem ocorrer? Vamos ver Kitty Pryde xingando negros e Luke Cage sendo homofóbico (mas só no Brasil!). É sobre isso que vamos falar agora!

10 Livros Para Estudar Quadrinhos (Em Português)

Já pensou em fazer um TCC sobre quadrinhos? Ou um mestrado e doutorado pesquisando arte sequencial e a nona arte? Pois saiba que é possível e em diversas áreas de conhecimento! As pesquisas em histórias em quadrinhos tiveram um aumento exponencial no Brasil a partir dos anos 2000, embora muitos trabalhos acadêmicos pioneiros vem sendo feitos desde a década de 70. Neste post vou indicar alguns livros que você pode ler para adentrar o mundo teórico dos quadrinhos e começar a entendê-los sob uma perspectiva mais analítica. Se tiver interesse, vem que a hora é essa!