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A Macumba do Coringa e os Golpes de Marreta

Teria o Coringa, inimigo do Batman, poderes místicos? Capazes de embotar pessoas, abrir caminhos, separar ou unir casais? Vou contar uma história que aconteceu, de certa forma, comigo, que fará vocês entenderem que sim. Sigam-me!

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Que Tal os Super-Heróis Órfãos Crescerem?

[ESSE ARTIGO PODE CONTER SPOILERS]

Na onda dos filmes de super heróis em que eles quase se matam se enfrentando e depois se unem para enfrentar uma ameaça em comum, um elemento se destacou. Tanto em Batman v Superman: A Origem da Justiça, como em Capitão América: Guerra Civil, um dos pontos de reviravolta das películas é o que tange à morte de seus pais. Vamos discutir um pouco isso.

Fui ao fundo do poço e tudo que trouxe para você foi essa pá

Essa história em quadrinhos surgiu do fundo do poço. Você não leu errado, eu realmente escrevi boa parte dessa história num dos piores períodos da minha vida. Estava desempregado, meu avô acabava de falecer, minha mãe estava no hospital, para piorar eu sofria de intolerância a lactose e todos os médicos que eu ia diziam que o problema era emocional, eu tinha sofrido uma desilusão amorosa e achava que nunca mais seria capaz de amar ninguém. E é sobre essa incapacidade de amar que trata Fratura Exposta. Durante a leitura desse texto, entre os parágrafos, irão aparecer textos retirados da HQ. Veja bem, dizem que escrever é uma terapia, mas as terapias só funcionam se você se entrega à elas. E foi o que eu fiz, comecei a me dedicar cada vez mais à escrita. Comecei um tumblr chamado O Cavalheiro Inexistente e comecei a jogar textos lá. A maioria falando sobre a dificuldade de se relacionar. Durante essa época eu lia uma história em quadrinhos chamada DEMO, de Brian Wood e Becky Cloonan, ela …

Não Editora lança novela de Guilherme Smee

Um triângulo amoroso com pitadas pop da música e do cinema e um jovem perdido entre muitas vontades e poucas realizações, além de golpes financeiros e tráfico de medicamentos. Esta é a receita de Loja de Conveniências, novela de Guilherme Smee, sua estreia na narrativa longa. Loja de Conveniências, de Guilherme Smee, lançamento da Não Editora, terá sessão de autógrafos no dia 2 de agosto (sábado), a partir das 17h, na Palavraria, em Porto Alegre. Como um romance erótico às avessas, o livro traz a história de um jovem que se deixa levar pela inércia até o momento em que é abordado por uma garota, que se dispõe a fazer dele seu “projeto pessoal”. Ante a expectativa da chegada do namorado dela, seu mundo vai se modificando aos poucos, e passa a viver num pós-apocalipse emocional. Com personagens que vagam sempre isolados e devastados, colocam-se em discussão o amor, o sexo e a culpa pelas escolhas que são (ou deixam de ser) feitas. Loja de Conveniências é narrado em primeira pessoa e traz as situações …

Editora do Ano

Caros leitores, no início desta semana os sócios da Não Editora tiveram a honra de ganhar o Prêmio Açorianos de Editora do Ano 2008.  No mesmo dia coloquei um piercing na sobrancelha.  Não doeu. Nada. Não estou pagando promessa. ThingsMag #5 no ar, minha participação com uma resenha de Epiléptico 1 e 2 do David B.  Pra acessar clique aqui.

1986

1986. Eu já havia começado a andar e falar com as pessoas ao meu redor e, provavelmente, tomava muita sopa de beteraba enquanto minha mãe lia histórias da Turma da Mônica. Chernobyl explodia deixando o mundo inteiro apavorado com as conseqüências da energia nuclear durante uma Guerra Fria que esfriava. O Cometa Haley passava pela Terra, me deixando fascinado, repetindo a palavra Haley e contando do cometa pra todos que vistavam nossa casa. Ia ao ar pela primeira vez o Xou da Xuxa, que me faria estragar uma televisão porque as meninas haviam ganhado naquele dia. E começava o plano Cruzado, um dos vários planos que mudavam a cara da nossa moeda e mudaria também o orçamento familiar dos brasileiros. Paramos de assinar as revistas da Disney. Eu me envolvia no mundo da Turma da Mônica, dizia que eu era o Cebolinha (não por acaso, era deste personagem que eu estava vestido na minha festa de um aninho – camiseta verde e short preto) e arranjava papéis na Turma do Maurício para todos na minha …

A Maldição do Último Prato

Ir a um restaurante em grupo, é batata. Sou sempre servido por último. É a minha maldição. Meu carma. Chame como quiser. Assim como tenho uma tremenda sorte pra conseguir um ônibus sempre quando eu quero, tenho um baita azar quando se trata de vir a comida. Todo mundo já comendo, e eu babando. Se é pra dar errado com um prato: o meu! o meu! Claro, que sempre tem as minhas frescuras de ah, tira os champinhons, coloca mais queijo ralado, pode substituir o arroz por purê de batata? É, batata! Batata, vem errado. Outro dia fomos comer um bauru, sabe, aquele sanduíche com formato de bunda? Pedi com tomates secos. Veio com bacon. Eu odeio bacon. O pior é que eu comi na boa até metade do bauru pra me dar conta… É aquele negócio psicológico: se a gente não sabe o que é, nem sente o gosto. Ou era a renite pegando forte. O fato é que hoje fui almoçar em bando no Paná Paná, dica da Dídi, que está, excruzive, na …

Lançamento do Ficção de Polpa Vol. 2

Após o sucesso do volume 1, lançado em julho de 2007, o projeto Ficção de Polpa retorna maior (em número de páginas e autores) e ultrapassa fronteiras (com autores de outras regiões do Brasil e de Portugal), mas ainda buscando representar o universo do terror, da ficção científica e do fantástico. Vinte autores aceitaram o novo desafio do organizador Samir Machado de Machado. Dessa forma, robôs, alienígenas, fantasmas e seres imaginários ganharam vida e mostram a força que a literatura tem para escritores e leitores. Eles estão de volta! Ficção de Polpa – Volume 2, que passa a ser publicado pela Não Editora, terá sessão de autógrafos no dia 04 de junho, a partir das 18h, no Cult Bar (Rua Comendador Caminha, 348 – Porto Alegre). O primeiro volume do Ficção de Polpa, que reuniu 16 autores, pendeu mais para o horror. No Volume 2, que possui 176 páginas e tem apresentação de Daniel Pelizzari, os contos abordam mais a ficção científica, embora a edição tenha uma mistura dos três estilos (ficção científica, terror e …

Pessoas Normais não têm História

Substituindo um post por outro. O Samir falou que eu devia por mais Gui Vision aqui nesse blog. Então tá. Essa semana estou lendo o livro novo da profe Cíntia Moscovich, Mais ou Menos Normal (Publifolha, R$19,90). O livro conta a história de Gaia, uma garota criada por pais hippies, que se vê às voltas com um atentado a um ministro. A obra faz parte da coleção Cidades Visíveis, da Folha de São Paulo, na qual os autores contam uma história com plano de fundo na cidade onde vivem. Estou gostando bastante. Até porque me identifico com a personagem. Também por se passar em Porto Alegre e a Cíntia colocar várias peculiaridades que só quem vive aqui conhece. Isso não quer dizer que não seja indicado pra quem não conhece a cidade. É, ainda, uma forma de conhecê-la sem ir até ela. Mas, voltando à Gui Vision. Na aula, a Cíntia diz o seguinte: ninguém vai escrever um romance sobre o dia-a-dia de alguém. Ninguém vai escrever uma história sobre a normalidade. Afinal, qual seria …