Todos os posts com a tag: brian azzarello

Atirando-se do Alto da Ponte. Suicidas, de Lee Bermejo e Matt Hollingsworth

Dizem que a nova Vertigo, sem a grande editora e fundadora Karen Berger, não é mais a mesma. Títulos fracos, sem apelo e que deveriam muito em conteúdo para a nascente preponderância da Image Comics em títulos de propriedade do autor. Suicidas faz parte dessa leva. Será que ele confirma essa teoria? Vamos ver a seguir. Anúncios

A Narrativa das Cores nas Histórias em Quadrinhos

Muita gente considera o trabalho de cores algo de segundo escalão em uma revista em quadrinhos. Muitas editoras também, muitas vezes deixando os coloristas de fora dos créditos principais de uma revista, ou da capa de algumas edições. A verdade é que as cores são tão importantes num quadrinho quanto um texto ou um desenho, pois elas acrescentam uma dimensão maior a toda atmosfera que estamos experimentado em um quadrinho.

Saudades: Vertigo (Opera Graphica)

As histórias presentes nesta segunda encarnação de uma revista com o título Vertigo são, em grande parte, editadas pelo atual chefão da Marvel, o editor-chefe Axel Alonso. Aqui ele reuniu um time de alto escalão dos quadrinhos para trazer histórias curtas e contundentes que deixam o leitor abismado nos temas crime, horror, guerra e western.

Eu Matei Bruce Wayne

Uma das mais recentes sagas do Batman, de Tom King, traz a revelação de que o Batman gosta de arriscar sua vida porque tem tendências suicidas. Isso poderia explicar o comportamento arredio, sombrio e pouco amigável do Homem-Morcego. Mas as implicações e nuances psicológicas dessa afirmação poderiam ir muito mais longe, mostrando que o Batman matou um lado importante da sua psique: Bruce Wayne. E é sobre isso que vou discorrer agora.

As Mulheres Criadoras Mais Poderosas dos Comics

A indústria de quadrinhos é machista? Você pode dizer que sim, você pode dizer que não. Mas os números, maninho, ah, esses não mentem. Vamos comentar aqui uma lista de quadrinistas mais prolíficas e poderosa da indústria dos comics norte-americanos e vamos tentar ver aonde chegamos com esses nomes e números. 1, 2, 3, lá vou eu! Quem não seu escondeu é meu!

Melhores Quadrinhos Americanos Que Li em 2016

Caros mergulhadores, dando continuidade às nossas listas espertas de melhores leituras do ano, lhes apresento agora os melhores quadrinhos americanos! Por quadrinhos americanos quero dizer quadrinhos publicados nos EUA, mas que não são nem Marvel, nem DC e nem Vertigo. E esse ano eles vêm com tudo! Venham, amigos! Venham ver!

Destaques da DC Comics / Panini Comics Para Dezembro de 2016

Pra começar, Levi Trindade confirmou na CCXP 2016 que sim, as revistas da DC Comics acabarão no número 52 antes de começar a nova fase do Rebirth. Por isso, nem todas sairão todos os meses e alguns especiais serão lançados para ajustar a numeração. Ok, agora vamos para os destaques do mês de dezembro!

Os 19 Quadrinhos Mais Vendidos do Ano pela Panini (até então)

Eu sempre acreditei que, como formadores de opinião, e principalmente de quadrinhos, devíamos dar uma ajuda a divulgar os títulos das editoras para aquecer o mercado. Porque no Brasil quadrinho não vende e isso e aquilo. Mas a verdade é que nunca ganhei um quadrinho sequer de uma grande editora tipo a Panini para divulgação. Das editoras menores e independentes, sim. Então, será que a Panini precisa de ajuda na divulgação?

Cavaleiro das Trevas III Investe na Linguagem e Composição

Depois de ter feito o mundo dos quadrinhos vibrar com Batman: O Cavaleiro das Trevas e gerado uma grande polêmica e dividido opiniões com sua continuação, Batman: O Cavaleiro das Trevas Retorna, Frank Miller e companhia fecham a trilogia com uma sequencia intitulada A Raça Superior. Dessa vez acompanhado por Brian Azzarello, Andy Kubert e o frequente Klaus Janson, a história faz uma homenagem à primeira versão. Vamos à resenha!

Destaques do Checklist DC Comics/Panini Para Abril/2016

Com a insurgência do evento DC & Você, a Panini traz três novas revistas da DC Comics à baila e mais vários encadernados de séries desse momento editorial. Como não somos do seleto grupo que recebe os checklists da Panini todo o mês, não reparem que as imagens tem a marca d’água do blog Planeta Gibi, uma ótima fonte quando se trata de lançamentos e novidades. #fikadika

10 Comics dos Anos 2000 Que Você Não Pode Deixar de Ler

Quando te falam 10 anos atrás, você pensa nos anos 2000 ou nos anos 90? O negócio é que muita gente parou de ler HQs no final dos anos 90 por causa de uma crise econômica real, que cada vez mais que eu converso com colecionadores de quadrinhos eles dizem o mesmo. Parei de ler nos anos 2000 e só voltei ali por 2005, o que dá mais ou menos uns 10 anos. Então, para você ir atrás do que perdeu listamos aqui 10 HQs destra época para que você vá atrás!

Será que a culpa é dos pints de Guiness

O Círculo das Influências, de Will Eisner a Kelly Sue DeConnick

É inegável que autores influenciam e são influenciados. Dentro dos quadrinhos não podia deixar de ser o mesmo. Muitos deles, é claro, tiveram influência de outros tipos de arte, como a pintura, o teatro, o cinema. Esse é um blog que enfoca mais o roteiro, porque dos princípios da arte eu entendo é muito pouco. Então gostaria de mostrar para vocês o que podemos chamar de o Círculo da Influência dos Quadrinhos. Essa foi uma ideia que o Érico Assis explanou comigo uma vez enquanto comentávamos o livro Super Graphics, de Tim Leong. Na época cheguei a fazer um gráfico parecido para explicar as influências do rock’n’roll, que vocês podem conferir nesta primeira imagem. Nos quadrinhos, parti do ponto inicial que seria Will Einser, o cara que modificou o jeito moderno de fazer quadrinhos e influenciou, bem… todo mundo, de Alan Moore a Frank Miller, a Bendis e Ellis. Frank Miller, um confesso fã de Eisner, chegou a fazer um livro de entrevistas com o mestre, chamado Eisner/Miller, – uma provocação dos quadrinhos ao clássico …

Avaliação Geral: Antes de Watchmen

Antes de Watchmen foi um projeto polêmico. Como a maioria das coisas no mundo dos quadrinhos, já veio malhada antes de nascer, seja pelos fãs da série ou pelo criador ranzinza, Alan Moore. De qualquer forma foi um sucesso de vendas e a polêmica que gerou em torno de si serviu apenas para divulgar ainda mais as minisséries. Aqui no Brasil, foram publicadas oito encadernados, entre junho de 2013 e janeiro de 2014. Aqui vai uma breve avaliação de cada um deles: Coruja é uma minissérie que traz um caso do passado do vigilante. Um dos últimos trabalhos de Joe Kubert ao lado do filho Andy. O roteiro de Straczynski é de mediano para fraco, bem longe de seu potencial. Não se encontra muito das marcas de estilo de Moore, por outro lado é pouco arraigada à história da minissérie original e inova como se o personagem tivesse série própria. O encadernado da Espectral foram um dos melhores da iniciativa. Falei mais sobre ele aqui. Rorschach é uma das piores minisséries. Um dos personagens que …

Avaliação Geral: Vertigo Crime (1)

A coleção Vertigo Crime foi lançada no ano passado no Brasil pela New Pop. Contava com seis títulos, apesar de muitos mais terem sido lançados nos EUA. A Panini Comics também lançou um destes títulos, estrelado por John Constantine: Hellblazer. A diferença nos tratamentos de editora para editora é evidente: enquanto a Panini optou por utilizar o Papel Pisa Brite no miolo e diminuir o preço da publicação, a New Pop usou papel off-set e seus livros acabaram custando mais caro. Entretanto, o trabalho de edição da Panini é impecável, enquanto o da New Pop deixa a desejar. Tradução e adaptação esculhambadas, muitos erros de revisão. Para ter uma ideia “library”, biblioteca em inglês, foi traduzida como livraria, entre outros erros e palavras mal-escolhidas. Mas vamos analisar livro por livro. Primeiro, a sinopse da editora e, depois, de uma forma diferente, avaliando não só arte e roteiro, mas outros elementos comuns às histórias de crime: chocômetro, nudez e noirismo. Em seguida, os comentários gerais. Sinopse da Editora: Frank Gissel é um detetive particular da grande …

Coisas belas e sujas – 05 – Jill Thompson

Outra pessoa que fez o caminho inverso – mas nesse sentido mais na mudança do público-alvo – foi Jill Thompson, conhecida por seu trabalho com Sandman, sua criação Minha Madrinha Bruxa (Scary Godmother), e também por ser esposa de Brian Azzarello. Jill pegou as histórias densas e complexas do universo do senhor dos sonhos e as adaptou para o público infantil nos seus traços suaves e coloridos por aquarela. Ela publicou Os Pequenos Perpétuos (2001), contando a busca de Barnabas por Delírio, passando por todos os reinos dos Perpétuos. Depois, fez uma sequência de mangás voltados para garotas. Ela adaptou o arco Estação das Brumas, em Morte: A Festa (2003) contando a história através do ponto de vista da irmã favorita de Sonho. Seu terceiro trabalho adaptando os personagens do Sonhar para as crianças foi Dead Boys Detectives (2005) em que os garotos detetives mortos precisam investigar um mistério em uma escola só de meninas, e assim, precisam se disfarçar como elas. Este mangá tem muitos elementos semelhantes a Love Hina, de Ken Akamatsu, tanto …

As Eras dos Quadrinhos – Parte 9

Período de Transição D – Nostalgia: Ah, como seu fantasma ainda paira… Enquanto o mercado direto contraía e se concentrava nas mãos da distribuidora Diamond Comic Distribuitors, o mercado de comics propriamente dito fazia o mesmo. Houve uma queda de 14% no volume de vendas em 1998 e 5% em 1999, segundo o Comic Buyer Guide, chegando a menos da metade dos patamares de 1993, o melhor ano. No conteúdo das revistas, pairava o fantasma da nostalgia. Era um sentimento que editores e leitores dividiam depois de perceberem que as mudanças drásticas que foram feitas na maioria dos super-heróis não eram garantia de boas histórias. Olhavam para trás, para as eras passadas, principalmente a Era de Prata, na ânsia de resgatar o sentimento que vinha daquelas aventuras, cheias de incongruências, mas ainda assim divertidas e descompromissadas. Alan Moore foi um dos primeiros a assumir esse sentimento e desenvolveu para o Supremo, criação de Rob Liefeld, quadrinhos propositalmente calcados nas aventuras e no universo do Superman da Era de Prata. Foi realizada uma espécie de resgate …

5 HQs Conceituadas Que Vão Chocar Você

Lost Girls, de Alan Moore e Melinda Gebbie É a história erótica de três garotas dos contos de fadas: Dorothy, Wendy e Alice. Nos três álbuns da série há toda a forma de experimentação sexual: desde zoofilia a pedofilia. Choca pela utilização de personagens de histórias infantis em um contexto adulto e perverso. Brat Pack, de Rick Veitch Acompanhamos a vida dos sidekicks de versões deturpadas de super-heróis como Batman, Mulher-Maravilha, Arqueiro Verde e Juiz Dredd, e de como esses ajudantes mirins vão sendo influenciados por eles até serem substituídos por outros. Segundo o autor, essa história mostra que Frederic Wertham não sabia nem da metade do potencial dos super-heróis para o consumo e assimilação das massas. Choca porque tudo é levado às últimas consequências, com muita violência, insinuação sexual e abuso de drogas. John Constantine: Hellblazer – Highwater, Pecados do Passado, de Brian Azzarello e Marcelo Frusin Toda fase de Azzarello no título Hellblazer é polêmica, mas o arco que é narrado através do ponto de vista de um supremacista branco que usa de …