Todos os posts com a tag: brian wood

O Que Retomar e O Que Esquecer na Volta do Universo WildStorm

Warren Ellis está de volta com aquilo que lhe fez famoso: o Universo Wildstorm com os heróis criados pelo superastro Jim Lee. Foi lá que ele trouxe à tona materiais como The Authority e Planetary, bem como diversas criações próprias, como R.E.D.: Aposentados e Perigosos e Oceano. Mas além das coisas trazidas por Ellis, o que vale a pena e o que não vale trazer de volta nesse universo?

“O Escritório do Superman Não Emprega Mais Mulheres” e o Assédio no Mundo dos Quadrinhos

Na última semana, comentários no twitter de jornalistas de quadrinhos e uma matéria na revista Paste Magazine, retomaram a questão do assédio sexual no mundo dos quadrinhos. Dessa vez a polêmica foi do desmascaramento de um assediador contínuo nos escritórios da DC e convenções de quadrinhos: o atual editor da linha de Superman, Eddie Berganza.

Destaques do Checklist Marvel/Panini Para Abril/2016

Como a Panini Comics gosta de nos fazer de bobas, nada mais justo que lançar o checklist da Marvel – sim, aquele que atrasa pra dedéu – no dia dos bobos. Pois bobos somos nós de sermos tratados que nem consumidores-lixo e a inda reverenciarmos a editora. Nada mais justo. Então vamos à essa grande bobagem que é ser consumidor de quadrinhos mainstream no Brasil. Vamos aos destaques do checklist!

As Melhores e Piores Leituras de Março de 2016

Olá mergulhadores! Como foi o coelhinho? Foi um Sansão ou uma coelhada na cabeça? Bem, como é tradição, separei aqui as minhas melhores leituras do mês de março, que também é o mês das mulheres e o mês do meu aniversário e do aniversário do blog! É isso aí, completamos 8 anos no dia 15 de março! E eu completei… bem, deixa pra lá. Vamos às minirresenhas!

As Melhores HQs da Marvel Que Li em 2015

E agora chegou a vez da Marvel, a casa das ideias, a editora do Stan Lee (só que não), lar de Homem-Aranha, X-Men e Vingadores! Apertem seus cintos dentro do Quinjet dos Vingadores ou do Pássaro Negro dos X-Men e boa viagem pelas nossas 10 melhores leituras Marvel! DEMOLIDOR: O FIM DOS DIAS, DE BRIAN MICHAEL BENDIS, DAVID MACK E KLAUS JANSON Era para ser mais uma minissérie da linha O Fim, mas o projeto acabou ganhando corpo e importância ao mesmo tempo que se afastava da linha original. Acabou virando dois encadernados aqui no Brasil com uma história que homenageia um dos grandes clássicos do cinema que é Cidadão Kane, de Orson Welles. Fizemos uma comparação entre as duas obras que você pode ler neste link. QUARTETO FANTÁSTICO POR MARK WAID, MIKE WIERINGO E HOWARD PORTER Mark Waid é um cara cujo o lugar no meu coração de fã de quadrinhos só vem crescendo. Essa fase do Quarteto que ele fez com o Wieringo tem como marca tanto sua competência como o seu “trabalho …

Série Jonah Hex, de Justin Gray, Jimmy Palmiotti e Diversos Artistas

Os Melhores Quadrinhos de Super-Heróis que Li em 2014

Primeiramente, Feliz Natal! Dingou béu, dingou béu, acabou papel! Não acabou não! Tem muito quadrinho bom pra ler e eu vou estar aqui pra dar umas dicas! Então vamos lá, os quadrinhos nessa seção são só da Marvel e DC Comics, ok?! Então tá! Valendo! Antes de Watchmen: Minutemen, de Darwyn Cooke Ano passado a Panini publicou a iniciativa Antes de Watchmen no Brasil. Mas a Panini que é Panini não cumpre seus prazos e tudo chega no mês seguinte do calculado. Ou seja, esse Antes de Watchmen chegou a mim em 2014, não que isso importe para essa lista. Você pode conferir uma resenha completa dessa edição aqui. E da iniciativa toda de Antes de Watchmen neste link. Foi uma inciativa polêmica que não teve o apoio de seu criador Alan Moore, mas que em geral trouxe histórias muito boas para os leitores. Claro, houveram tropeços, mas essa edição dos Minutemen é um digno exemplar das melhores coisas que essa iniciativa poderia trazer. Batman: O Retorno de Bruce Wayne, de Grant Morrison e Vários …

Será que a culpa é dos pints de Guiness

O Círculo das Influências, de Will Eisner a Kelly Sue DeConnick

É inegável que autores influenciam e são influenciados. Dentro dos quadrinhos não podia deixar de ser o mesmo. Muitos deles, é claro, tiveram influência de outros tipos de arte, como a pintura, o teatro, o cinema. Esse é um blog que enfoca mais o roteiro, porque dos princípios da arte eu entendo é muito pouco. Então gostaria de mostrar para vocês o que podemos chamar de o Círculo da Influência dos Quadrinhos. Essa foi uma ideia que o Érico Assis explanou comigo uma vez enquanto comentávamos o livro Super Graphics, de Tim Leong. Na época cheguei a fazer um gráfico parecido para explicar as influências do rock’n’roll, que vocês podem conferir nesta primeira imagem. Nos quadrinhos, parti do ponto inicial que seria Will Einser, o cara que modificou o jeito moderno de fazer quadrinhos e influenciou, bem… todo mundo, de Alan Moore a Frank Miller, a Bendis e Ellis. Frank Miller, um confesso fã de Eisner, chegou a fazer um livro de entrevistas com o mestre, chamado Eisner/Miller, – uma provocação dos quadrinhos ao clássico …

Chris Ware e Building Stories: uma mídia dentro da mesma mídia ad abismum

A Era dos Quadrinhos de Forma

Estamos vivendo uma era em que os quadrinhos precisam se fortalecer em seu suporte mais antigo: o papel. A concorrência está aí. São os webcomics, os motioncomics, os quadrinhos em app, os quadrinhos em PDF e digitais pirateados. Mas o papel continua forte. A razão é que, por mais arcaico que seja, a leitura em papel permite uma experiência única no caso dos quadrinhos. Através dele, o conhecimento está nas mãos do leitor, que controla o ritmo da história e da leitura. Hoje muitos quadrinhos brincam com a forma como são produzidos, seja no layout de página, seja no design gráfico, nas onomatopeias, enfim, os quadrinhos de hoje abusam dos recursos gráficos para tornar essa mídia plena. Mas como foi que chegamos a esse patamar? Vou explicar em alguns itens. INFLUÊNCIA DAS GRAPHIC NOVELS Na metade da primeira década do século XXI, as graphic novels começaram a se proliferar nos EUA e no Brasil da mesma forma que os álbuns fazem na Europa. Porém, a diferença é que as graphic novels vindas dos Estados Unidos …

Anjos e Demônios: DV8, de Warren Ellis e Humberto Ramos

Warren Ellis, escritor dos personagens complicados, se uniu a Humberto Ramos, dos desenhos complicados, para fazer a série solo e spin-off de Gen 13. Isso, aquela mesma, da Fairchild e do Grunge, da Granizo, a lésbica que metia a mão na bunda da Queda-Livre, a equipe cirada por Jim Lee, Brandon Choi e J. Scott Campbell. Ao mesmo tempo, surgia na revista dos heróis adolescentes geneativados, o seu lado negro, uma equipe de porra-loucas juvenis liderados por Ivana Baiul, da O.I. (Operações Internacionais), a nêmese de John Lynch, o líder do Gen 13. Jim Lee gostou tanto da sua criação perversa que chamou um cara nota dez em perversidades pra dar conta da nova revista dos DV8 (Os Deviantes): Warren Ellis. Nessa época Ellis vinha escrevendo com sucesso a série Stormwatch, que mais tarde se tornaria The Authority e lançaria a carreira de Ellis à estratosfera. Para que Ellis tivesse uma orientação do que fazer na sua nova revista, Jim Lee indicou para ele que se inspirasse no filme KIDS, de Larry Clark, produzido por …

Os Bastidores da Criação: Leaping Tall Buidings, de Christopher Irving e Seth Kushner

Este é um livros sobre a história dos quadrinhos diferente. Muito mais do que contar o ponto de vista num plano geral da indústria de quadrinhos norte-americana, o livro com texto de Chistopher Irving e fotos de Seth Kushner, apresenta a visão dos criadores sobre sua produção e criação. O livrão, de capa dura e papel com gramatura alta, é muito bonito. Desde seu acabamento a diagramação. É editado pela Powerhouse, uma casa publicadora conhecida por seus livrões belíssimos e vanguardistas, como o livro Lovemarks, que grande parte dos publicitários deve conhecer. Mas o que torna esse livro mais bonito são as fotos de Kushner. São fotos posadas, como se víssemos um ensaio de nossos ídolos criadores de quadrinhos, em lugares urbanos, típicos das cidades que vemos nossos amigos super-heróis transitando. É difícil encontrar fotos boas dos criadores de quadrinhos. O que se encontra por aí e na Wikipédia, geralmente são fotos de convenções, com os quadrinistas vestindo crachás em roupas questionáveis. O texto também não fica à parte. Irving fez um ótimo trabalho conseguindo …

O descaso com a América Latina nas revistas de Super-Heróis

Há uma máxima no mercado de quadrinhos que diz que para se dar bem nas HQs americanas como roteirista é preciso conhecer a cultura e as localidades dos Estados Unidos. Bem, é seguro dizer que estamos imersos na cultura dos Estados Unidos aqui no Brasil. Não que isso seja ruim, mas não seria melhor se todos os países fossem bem representados nas revistas dos nossos tão queridos heróis? Pensem bem, que representações temos dos brasileiros nas revistas da Marvel e DC? Temos Fogo, Beatriz DACOSTA, uma ex-espiã da ANS, que é a representação da periguete em todo Universo DC. Na Marvel, temos o Mancha Solar, Roberto DACOSTA (assim mesmo, tudo junto), um ex-jogador de futebol, um latin lover. Ambos são do Rio de Janeiro. Ambos são DACOSTA. Ambos são safados. Ambos tem poderes a ver com temperatura elevada. Legal essa nossa imagem, né? Temos também a travesti Lorde Fanny, de Os Invisíveis, uma xamã brasileira que foi criada no México. Bom, então tá, fora essa fama de Brasileirinhas, já repararam que muito raramente, quando acontecem …

O homem os faz feliz porque o homem faz brinquedos para eles

Não é brincadeira, não! Isso é pra ser uma espécie de crônica. Não é pra ser aquela coisa feminista raivosa, mas apenas uma constatação. Também não vou falar da importância das personagens mulheres nos quadrinhos ao longo da história, nem vou falar de autoras femininas, mas vou me focar numa pessoa em especial. Num personagem que acredito ser a síntese do que deve ser feminino e que tem, sim, uma legião de fãs. Ela é mulher, ela é negra, ela é separada, ela já foi punk, já foi batedora de carteiras, já foi deusa, passou fome, ela é mutante e corre à boca pequena que ela também é bissexual. Ela é Ororo Monroe, a Tempestade. Tempestade foi criada em 1975, por Dave Cockrum, sete anos, portanto, depois do primeiro beijo interracial da TV, entre Kirk e Uhura, do seriado Star Trek – Jornada nas Estrelas. Ela era uma fusão de dois personagens que o artista havia criado para a Legião dos Super-Heróis, a Back Cat e Typhoon. Mas foi com Chris Claremont que ela ganhou …

Frequência Global Vol. 1, de Warren Ellis e Vários Artistas (Citações)

Por que parar de ler V de Vingança e começar a ler Frequência Global? Para começar, Frequência Global trata das smart mobs, mobilização de um grupo de pessoas ao redor do mundo em prol de um objetivo comum. Muito parecido com o esforço das ONGs, porém espalhada pelo globo, a Frequência Global é uma organização que salva o mundo. Claro que a história tem um viés super-heróico, como naquela em que uma praticante de le parkour percorre a cidade de Londres para livrá-la de uma bomba viral. Também tem muito de ficção científicas e de sociedades secretas. Miranda Zero é a comandante da organização e Aleph, uma espécie de oráculo, é quem contata seus mais de mil agentes ao redor do planeta. Esse esforço conjunto em favor do salvamento, reconstrução, preservação do globo é a mensagem que a HQ passa. Aqui, volto a dizer, Warren Ellis faz um ótimo trabalho, se redime comigo por Transmetropolitan, contando histórias curtas e fechadas, com um muito de fantasioso, porém aplicável aos nossos dias. Para comprovar isso, seguem algumas …

As Eras dos Quadrinhos – Post Scriptum

Contrariando as previsões de Mark Millar, de que a indústria de comics teria um ritmo de crescimento menor na década de 2010 e também a despeito da crise econômica mundial que se abateu sobre os EUA e o mundo a partir de 2008, o mercado de quadrinhos vai muito bem, obrigado. Segundo dados do ICV2, entre 2003 e 2013, o crescimento foi de 96%. Isso se deve, em grande parte, para o grande destaque dos comics em outras mídias, seja em animações, séries de TV, filmes e até mesmo a internet. Em 2 de maio de 2008 estreava o filme do Homem de Ferro, o primeiro do Marvel Studios, que pretendia fazer nas telonas o que já era feito nos gibis: um universo interligado. A estratégia deu certo, e nos anos seguintes seriam lançados Thor, Capitão América – O Primeiro Vingador, além do segundo filme do latinha. Tudo isso para culminar em 2012 com um dos maiores fenômenos do cinema, The Avengers – Os Vingadores, reunindo todos estes personagens. O filme teve a maior abertura …

Scarlet #1

Vários estilos, um só roteirista

O que me faz  gostar de um escritor de quadrinhos e o que deles eu posso extrair para melhorar minha percepção de leitura e de escrita? Muitas vezes o mérito é de um bom relacionamento entre o (os) artistas que geram planos, composição dos quadros e apuro estético, como faz Geoff Johns com seus colaboradores, outras vezes vem da mania de controle e dos roteiros ultra-detalhados de pessoas como Neil Gaiman e Alan Moore. As duas maneiras geram boas histórias. Eu gosto dos diálogos pingue-pongue de Brian Michael Bendis, da experimentação e da contestação de Brian Wood, da construção de personagens através do diálogo de Brian K. Vaughan, da dinâmica entre os personagens de Robert Kirkman e dos textos off-panel formando um todo com o que se lê imageticamente de Jason Aaron – como em Scalped #10, a história de Dino Urso Pobre (só pra citar autores mais recentes, mas não tão recentes como Nick Spencer, Scott Snyder e Cullen Bunn). Esses são só os elementos mais marcantes que eu vejo no estilo de cada …

DEMOnstração de Poder

O que é? Segundo volume da série de Brian Wood (Northlanders, Local) e Becky Cloonan (American Virgin), retratando o dia-a-dia de pessoas que num primeiro olhar podem parecer comuns, mas todas elas possuem um poder especial. O primeiro volume saiu pela AiT/PlanetLar e o segundo volume, pela Vertigo. Por que eu gosto deste quadrinho? Dizem que a forma mais difícil de escrever são as histórias curtas. Se você domina esta forma de escrita, saberá lidar com todas. Brian Wood, apesar de tratar a série como um laboratório de idéias, é um mestre neste tipo de história. Em cada edição, ele apresenta os personagens como se fossem qualquer um de nós, com problemas e alegrias comuns, até que em certa parte da história você se dá conta que não esteve testemunhando não uma vida qualquer, mas a de alguém que, por acaso ou não, ganhou superpoderes. É uma espécie de realismo fantástico-maravilhoso, que lembra García Marquez ou Guimarães Rosa mas com roupagem e cenários indies. Isso, em muito, é mérito de Becky Cloonan que neste segundo …