Todos os posts com a tag: capitão bretanha

Melhores e Piores Leituras de Abril de 2017

Sabe aqueles meses em que o mundo gira muito depressa? As notícias correm muito rápido, os desastres acontecem, você não para de estudar e trabalhar e tudo que você quer é um divertimento bobo, bem tolinho, só pra se esquecer do que está correndo atrás de você? Bem, esse foi o meu Abril. Então não esperem encontrar aqui grandes leitura que façam pensar, refletir e/ou construir um degrau acima na sua iluminação. Esse mês as leituras foram mais para desopilar do que pra qualquer coisa, como você pode perceber. Por isso, não temos muita coisa da Vertigo e o que tem, bem, decepciona muito. Vejam a seguir! MELHORES: MOTOQUEIRO FANTASMA: MÁQUINAS DA VINGANÇA, DE FELIPE SMITH, TRADD MOORE E DAMIEN SCOTT A nova versão do Motoqueiro Fantasma para as novas gerações conseguiu até uma aparição no seriado dos Agentes da SHIELD na TV, com Gabriel Luna interpretando Rob Reyes. Só que, aqui no Brasil, temos um problema, o Motoqueiro Fantasma não é Motoqueiro, ele é piloto. Afinal, ele não dirige uma motocicleta, ele dirige um …

Os Signos dos X-Men

Mais do que predizer o futuro, os signos do zodíaco servem para traçar o perfil da pessoa que nasceu em determinado período do ano. Assim funciona um mapa astral. Você já sabe seu signo, mas nunca imaginou qual seria a representação do zodíaco para o seu mutante defensor do mundo favorito. Selecionamos aqui os principais X-Men de cada signo, de acordo com suas caraterísticas e as representações dos signos do zodíaco. Confere aí:

Os TOP 10 Musos dos Comics e Seus Desenhistas Perfeitos

Nosso próximo SplashPod, que sai Domingo, vai falar sobre sexo nos quadrinhos. E um dos assuntos será os musos e as musas dos quadrinhos. Além disso vamos falar sobre muitas outras coisas que tangem ao sexo nos quadrinhos, como HQs eróticas. Aqui fizemos uma seleção de 10 personagens dos quadrinhos de super-heróis e os desenhistas que fazem seus corpos mais perfeitos. Vamos à lista: CAPITÃO BRETANHA, DE ALAN DAVIS Nas histórias do Excalibur, tanto nas de Chris Claremont quanto as de Alan Davis, ou até mesmo na fase do Alan Moore, que Davis também desenhou, o nobre Capitão vivia aparecendo sem camisa. Na fase do Excalibur só dava ele com a calça do pijama listrado (porque listras emagrecem). Uma pena este personagem estar tão esquecido hoje em dia. NAMOR DO ESQUADRÃO FÊNIX, DE OLIVIER COIPEL O uniforme novo do Namor é aquele que deixava a cintura beeeem baixa, aparecendo aquelas ranhuras musculares que vão dar na região íntima, deixando nossa imaginação voar. Longe da sunguinha verde e do uniforme com asas, este, do Esquadrão Fênix, …

Barbelith, Immateria, Leviatã: Bem-Vindos à Matrix

Quem nunca viu o filme Matrix? Foi um filme que mudou os conceitos mundiais de realidade, apresentando a velha e manjada confrontação: tudo o que você sabe é mentira. Tudo o que você vê e sente é apenas uma representação de mundo. O mundo real está a muitas camadas abaixo disso tudo. Nos quadrinhos de reconstrução do final dos anos oitenta, capitaneados pela “invasão inglesa”, essa nova realidade é muito comum. Seja no “tudo que o personagem sabia sobre si mesmo era uma mentira”, de Alan Moore em Miracleman, Capitão Bretanha, Monstro do Pântano e tantos outros. Ou no Homem-Animal de Grant Morrison que se encontrou com seu próprio criador, ele mesmo, o próprio Morrison e acabou descobrindo que não passava de um personagem de histórias em quadrinhos. Ou quando Neil Gaiman nos mostra o Sonhar, um mundo onde o herói da Era de Prata, Sandman, teve um filho com Hipólita Hall nos seus próprios sonhos.   OS QUADRINHOS SÃO A PRÓPRIA MATRIX Os quadrinhos são a própria Matrix, eles nos afastam da realidade e …

Saudades: Especial do Mês

Mais um almanacão na lista do Saudades, pra não deixar nenhum Marvete com recalque. Hoje vamos falar de uma série de especiais todinha dedicada à Marvel. Ainda que, em sua concepção não tenha sido bem esse o propósito. Conheçam ou relembrem o Especial do Mês. Dados Gerais: Especial do Mês (Editora Abril) Duração: 4 números – Agosto de 1999 a Dezembro de 1999 O Contexto: A Marvel na Abril se expandia, mas em terras não-mutantes. Depois do boom das revistas mutantes no início da década de 90, a revista mensal Fator X foi cancelada e assim, muitos mutantes perderam sua casa. Era a época dos Heróis Renascem, em que Capitão América, Vingadores, Homem de Ferro e Quarteto Fantástico ganharam uma série de 12 edições na Abril. Além disso, havia a revista Marvel 99, que trazia boas histórias de Hulk, Demolidor, Elektra, mas principalmente de Deadpool e Kazar. As revistas de linha ganhavam o reforço de 100 páginas para suas anteriores 84 páginas. Para lançar mais aventuras, e aventuras separadas, a Abril resolveu lançar o Especial …

A Última História do Planeta (ry)

A última história da série Planetary, escrita por Warren Ellis e desenhada por John Cassaday, permanecia inédita no Brasil. Mês passado a Panini Comics publicou a derradeira edição, revelando o destino dos arqueólogos do impossível. Eu fiquei devendo um post sobre Planetary. Vou tentar escrever ainda que não fique justa a descrição. Planetary é uma série sobre o século XX, que foi encerrada no século XXI. Ela foca em Elijah Snow, um dos chamados “bebês do século” que, junto com Jenny Sparks (o espírito do século XX, do Authority) e muitos outros que são revelados na trama, possuem poderes extraordinários. A busca de Snow, Jakita Wagner, Baterista e Ambrose Chase pelos mistérios do mundo é o mote desta série. “É um mundo estranho. Vamos mantê-lo assim”, é o lema repetido inúmeras vezes por inúmeros personagens. + CIÊNCIA, – FICÇÃO Usando de histórias fechadas, mas que cada vez vão sendo mais interligadas entre si, Ellis viaja pelo século XX, usando de inúmeras referências. As maiores delas, talvez, estejam nos quadrinhos de super-heróis. Ele presta uma homenagem …

Matt Fraction: Less is More, Moore is Lessie, and why try to be a Grant Morrison wannabe?

Ah, Matt Fraction, eu não sei o que faço com você. Se te amo ou te odeio, ou se continuo a ficar no meio. Termo. O fato é que o trabalho de Matt Fraction é inconstante. Lendo as páginas do especial que a Panini lançou de Os Defensores, percebi o quão bom narrador ele é. Não que eu já não tenha percebido isso em outras publicações, mas porque todo esse esforço exagerado para parecer cool e criar um estilo “próprio” em Casanova? Ou eu sou muito muito burro, ou não entendi a que veio a série. Era pra ser divertida? Talvez. Mas ela usa as referências de uma maneira que afasta e não envolve o leitor. Fraction começou como escritor independente, nas publicações The Five Fists of Science e Casanova, esta última em parceria com os ótimos artistas brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon. Logo depois, apadrinhado por Ed Brubaker, iniciou uma parceria com o mesmo no elogiadíssimo O Imortal Punho de Ferro, da Marvel, que reimaginava a mitologia de Danny Rand, o lutador de …

Excalibur: A Risada era a Lei – Alan Davis

Quando assumiu integralmente o Excalibur, Alan Davis tentou manter o mesmo tom que ele e Claremont haviam criado, porém o aspecto das histórias mudou um pouco. Alan Davis aprofundou-se na mitologia da equipe, explorando conspirações no Omniverso e trabalhando melhor cada personagem. Nesta época, a Technet também acabou aliando-se ao Excalibur, na ausência de sua líder, Pennettra. Na história “Tudo o que você queria saber sobre a Fênix, mas tinha medo de perguntar”, o autor elaborou toda a história da força-fênix, contando que desde tempos imemoriais, uma seita preparava seus adeptos, chamados Feron, para receber a força. Mas isso mudou com a chegada de Jean Grey e Rachel Summers. O adepto, que deveria seu o hospedeiro da força, Feron, acabou juntando-se ao grupo. Naquela época, outros personagens se juntavam à equipe, como o guerreiro com aspectos leoninos, Kylun, a alienígena shiar Cerise e o agente do governo capaz de alterar seu tamanho, Micromax. Foi uma época em que as histórias do Excalibur encontraram um outro patamar, não eram mais apenas histórias bem-humoradas que brincavam com …

Excalibur: A Risada era a Lei – Chris Claremont

Na  minha opinião, um dos melhores spin-off dos X-Men, Excalibur era uma equipe de heróis mutantes com base no Reino Unido, que utilizava muitos dos elementos criados por Alan Moore em sua passagem pelo Capitão Bretanha. Na verdade, o Capitão Bretanha não foi criado por Alan Moore, mas sim por Chris Claremont (um dos criadores do Excalibur) e Herb Trimpe, em 1976. Anos depois, é que Alan Moore, em parceria com Alan Davis (outro criador do Excalibur) iria redefinir o personagem com a sua velha estratégia “tudo o que o personagem sabia sobre mesmo era uma mentira”. Assim foram desenvolvidos personagens como Mad Jim Jaspers, Opal Saturnyne, a Fúria e a Tropa dos Capitães Bretanha, bem como o Omniverso (Otherworld), agora chamado de Extramundo e a definição da terra do Universo Marvel como Terra 616. Todos estes conceitos foram reutilizados quando Chris Clarimont e Alan Davis reuniram-se para criar o Excalibur em Excalibur Special: The Sword is Drawn, de 1987 (no Brasil, Graphic Globo #8). A origem da equipe vem das consequências da saga Massacre …

Doctor Who Magazine: a revista mais longeva da Marvel UK

Um chá com a Marvel UK (12 de 12)

Por ocorrerem no mesmo universo dos heróis tradicionais da Marvel, a presença dos mesmos nas revistas da Marvel UK dos anos 90 era constante. Para se ter uma idéia, os X-Men aparecem em 10 das 16 edições de Hell’s Angel. Contudo, apesar da quase-onipresença dos heróis americanos, seus colegas britânicos poucas vezes apareceram ou foram referidos em revistas que não eram produzidas na Europa. Com o estouro da Bolha Especulativa, os gibis da Marvel UK, que por vezes tinham de ser reimpressos pela grande demanda, acabaram por encerrar sua circulação dos dois lados do Atlântico em 1994. A perda de interesse pela linha britânica da Casa das Idéias fez com que a Marvel UK entrasse em declínio. Seria o fim da representação dos heróis Marvel na Grã-Bretanha se, na metade dos anos 90, a Panini Comics não comprasse seus bens e passasse a reimprimir as histórias americanas. A Panini Comics vinha de um acordo bem-sucedido com a Marvel, pelo qual representava a editora na Itália e em outros países da Europa. O material original inglês, …

Os atuais Cavaleiros de Pendragon

Um chá com a Marvel UK (9 de 12)

OS CAVALEIROS DE PENDRAGON Os Cavaleiros de Pendragon tiveram duas fases, a primeira, escrita por Dan Abnett e John Tomlinson e desenhada por Gary Erkshine, elogiada pela crítica misturava aventura de super-heróis, horrores do mundo real e mitologia arturiana. A segunda, escrita pelos mesmos autores, mas desenhada por vários artistas, buscava sucesso comercial ao tentar imitar outras equipes de super-heróis como X-Men e WildC.A.T.S.. Participavam da primeira tentativa heróis como o Capitão Bretanha e Union Jack. A premissa da série era baseada na interpretação de um poema medieval inglês “Sir Gawain e o Cavaleiro Verde”. O Cavaleiro Verde é a encarnação das forças de vida da Terra que distribui a “força Pendragon” a campeões que combatem Bane, forças do “inverno e guerrilha” que usam corporações multinacionais e magia negra para atingir seus fins. Cada um destes campeões carrega consigo as memórias de cada ser escolhido pela força Pendrgon durantes os séculos, por isso os campeões modernos são invadidos pelas personalidades dos primeiros cavaleiros da Távola Redonda como Gawain e Lancelote, uma idéia não muito original, …

Esta é A FÚRIA!!!

Um chá com a Marvel UK (7 de 12)

Quando Alan Moore assumiu o título do Capitão Bretanha passou a botar em prática a fórmula mooriana para personagens de séries contínuas: tudo que o protagonista sabia sobre si mesmo até então, era uma mentira. Nesse processo, o parceiro do capitão, o elfo Jackdaw morreu, e Braddock é apresentado à uma realidade alternativa governada pelo déspota Mad Jim Jaspers e passa a ser perseguido pela Fúria (que reapareceu recentemente durante a fase de Chris Claremont em Uncanny X-Men). Enquanto luta com o inimigo o Capitão acaba libertando Lady Saturnyne, guardiã do Ominiverso. Aqui Moore cria uma das pedras fundamentais do Universo Marvel: a relação dos heróis com realidades alternativas: não existe apenas uma versão da Terra, mas um universo recheado de ominirealidades, onde existem diversas versões de Capitães Bretanhas (o mesmo vale para outros super-heróis), que sob o comando de Saturnyne e Roma se chamariam de Tropa de Capitães Bretanhas (uma homenagem do barbudão à Tropa dos Lanternas Verdes).   A Terra que acompanhamos os heróis da Marvel não se chamaria Terra-1, demonstrando um certo …

Um chá com a Marvel UK (6 de 12)

Há boatos de que Dez Skinn se desligou da Marvel UK devido a conflitos sobre direitos autorais em 1981. Anos mais tarde, depois de trabalhar com cinema, Dez fundou a Quality Communications. Nessa empresa nova, de sua propriedade, o editor lançou a antológica revista Warrior que traria em suas páginas duas das maiores séries de quadrinhos inglesas: Miracleman e V de Vingança, ambas escritas e desenhadas por talentos que Dez conhecera na Marvel UK, Alan Moore, David Lloyd e Alan Davis. Um dos últimos atos de Dez na Marvel, entretanto, foi trazer o Capitão Bretanha para o mix da revitalizada Mighty World of Marvel, agora mensal, sob a batuta de Dave Thorpe e Alan Davis. Quando Thorpe deixou a série, foi sucedido por um certo barbudo de Northampton, que garantiu a Brian Braddock as aventuras mais estranhas e incríveis que já haviam sido concebidas. A popularidade das novas histórias do Capitão transferiu o personagem para outro título em 1982, The Daredevils, no qual compartilhava as páginas com outro sucesso da década de 80, o Demolidor …

Um chá com a Marvel UK (2 de 12)

CAPITÃO BRETANHA Após um acidente com sua moto, o jovem assistente de cientista Brian Braddock se viu à portas da morte, quando surgiu a visão de uma mulher que alegava ser a Deusa dos Céus do Norte e de Merlin, o mago das lendas do rei Arthur. Os dois lhe ofereceram uma chance de sobreviver, escolhendo entre o Amuleto do Certo e a Espada do Poder. Brian, que não se considerava um guerreiro, optou pelo amuleto, transformando-se instantaneamente no Capitão Bretanha, o defensor da Inglaterra. Originalmente, na revista Captain Britain Weekly, as páginas periféricas, em que eram publicadas as histórias do Capitão e de Nick Fury de Jim Steranko, eram coloridas, as demais no miolo da revista eram em preto e branco. Perto do final da revista, em julho de 1977, todas as páginas eram impressas apenas em tinta preta. A revista do herói britânico também ofereceu brindes memoráveis: a Máscara do Capitão Bretanha no número de estréia; no seguinte, seu bumerangue e no número 24, seu jato. Com a conclusão de sua revista, Brian …