Todos os posts com a tag: dc comics

Mães: a Nova Evolução das Super-Heroínas? A Silenciadora, Volume 1, de Dan Abnett, John Romita Jr. e Victor Bogdanovic

A Silenciadora fez parte de uma nova linha de heróis da DC Comics que veio na esteira de Noites das Trevas: Metal e foi o primeiro título da iniciativa a aportar aqui no Brasil. Ele trata da história de uma dona de casa e mãe de família negra que precisa rapidamente abandonar seus afazeres caseiros para dar conta de uma ameaça que vem do seu passado como assassina de aluguel. Esse passado envolve a organização Leviatã, de Tália Al Ghul e o fora-da-lei Exterminador. Agora, Glória Ventura, a Silenciadora, precisa cumprir suas tarefas do passado ao mesmo tempo que protege seu filho. Vamos falar um pouco mais sobre esta série e como algumas super-heroínas estão fazendo uma transição para o papel de mãe assumindo uma jornada dupla tão comum a tantas mulheres.

Brian Michael Bendis!!! GRAURRRRR!

“Brian Michael Bendis é o Melhor Escritor de Comics de Super-Heróis”, por Henry Jenkins

Em um livro que trazia artigos sobre as coisas mais bonitas na cultura pop dos Estados Unidos e do mundo o estudioso dos fãs e da cultura da convergência Henry Jenkins apontou Brian Michael Bendis como uma dessas coisas belas. Para Jenkins Bendis é o melhor escritor de quadrinhos do mainstream contemporâneo. Em um ensaio inspirado o estudioso da cultura dos fãs e da convergência explica suas motivações para essa escolha. O ensaio é de 2007, mas resolvemos trazer para vocês algumas partes deste ensaio para entendermos um pouco do impacto e do legado de Brian Michael Bendis na cultura de fãs de quadrinhos de super-heróis do mainstream estadunidense contemporâneo.

Melhores e Piores Leituras de Dezembro de 2019

Uhuu, mergulhadores! Chegamos ao último Melhores e Piores Leituras do ano de 2019! Foi um ano intenso e cheio de altos e baixos, mas sobrevivemos à experiência! E fiquem ligados que agora no mês de janeiro faremos nossa seleção das melhores leituras do ano que passou. Todas elas separadas por diversas categorias que vão do mangá ao fumetti, de quadrinhos Marvel e DC Comics aos quadrinhos brasileiros. De quadrinhos feitos fora dos Estados Unidos aos americanos. Por isso fique ligado no Splash Pages e, se quiser seguir o blog para não perder nenhuma novidade basta clicar no botão de seguir. E agora vamos às leituras de dezembro.

10 Personagens dos Comics Que Rompem a Quarta Parede

Embora muitos leitores tenham em mente o que significa “quebrar a quarta parede”, poucos devem saber a origem da expressão. Ela vem do teatro, que é rodeado por três paredes concretas, as laterais e a do fundo, mais uma “quarta parede”, que é imaginária e que é representada pelo público para o qual os atores enquanto personagens se dirigem. No cinema, essa quarta parede é representada pela câmera. Romper ou atravessar a quarta parede significa, então, ter consciência do público e se dirigir a ele e, ao fazer isso, o personagem tem consciência de seu papel ficcional na narrativa que encena. Trazemos aqui dez personagens dos comics que tem consciência que estão em uma história em quadrinhos e quais as razões de saber tal coisa. Que comece a lista!

Vídeos em Comemoração aos 80 Anos do Batman e aos 60 Anos da Supergirl

O grupo de pesquisa em cultura pop, histórias em quadrinhos e mídias das Faculdades EST, o CultdeCultura produziu no ano de 2019 quatro minidocumentários falando a respeito dos dois aniversários super-heroicos mais importantes deste ciclo. Primeiro, foram produzidos dois audovisuais em duas partes com uma discussão a respeito do Cavaleiro das Trevas, o Batman. Depois, foi elaborado um outro minidoc na sequência falando de uma das personagens femininas mais queridas da DC Comics, que é a prima do Superman, Kara Zor-El, a Supergirl. Assim, convidamos a todos para assistirem e conferirem os quatro vídeos na sequência deste texto, nos links que seguem.

Melhores e Piores Leituras de Novembro de 2019

Olá mergulhadores! Chegamos a mais um final de mês e trazemos nossa infalível lista de melhores e piores leituras do mês! Em novembro foram mais de trinta leituras, entre as quais vinte e quatro foram boas e sete foram ruins. E não se esqueça que em dezembro começaremos nossas várias listas de melhores e piores de 2019. Você não pode perder! Enquanto isso, fique com nossas leituras de novembro, comentadas! Abraços submersos! Melhores REVISTA BANDA, VOLUME 1, DE VÁRIOS AUTORES O maior defeito desta revista Banda é que podia ter mais. Ficou um baita gostinho de “eu quero mais” e “é disso que o Brasil precisa” (hahaha) no final da leitura. Uma revista redondinha bem pensada, bem feitinha, bonita, organizada e com artigos e temas que impressionam pela qualidade não apenas do texto mas da investigação feita com fontes de peso sendo utilizadas para dar suas declarações. Sim, a revista poderia ter um formato maior, ou com mais conteúdo como uma revista literária ou um tamanho maior, como é outra revista brasileira sobre quadrinhos, que …

Os 30 Novos Títulos da Expansão da Coleção de Graphic Novels DC Comics da Eaglemoss Comentados

A editora Eaglemoss anunciou recentemente através do site Universo HQ que sua Coleção de Graphic Novels da DC Comics terá uma expansão de mais 30 edições, começando pela primeira parte de Mulher-Maravilha: O Ataque das Amazonas. Nesta postagem iremos comentar o conteúdo de cada um desses títulos que vem por aí e, no final, em nossa humilde opinião, se pretendemos ou não adquiri-los e por que razão. Um dos motivos de reclamações dos leitores sobre essa coleção é o aumento constante de preços. Os encadernados começaram a serem vendidos por um preço regular de R$ 49,90 a partir da quarta edição e chegaram a R$ 79,90 na edição 101 que será lançada agora. Por isso, saber escolher que encadernados levar é importante. Vamos à lista.

Vingadores Um Milhão Antes de Cristo. Estigma: Gay, Outsider e Estigmatizado

Na mais recente edição de Vingadores, escrita por Jason Aaron e desenhada por Dale Keown ficamos sabendo quem foi o primeiro humano a receber a marca do evento branco, o primeiro hominídeo a receber o poder de Estigma, que vem passando de anos em anos por diversos homens e mulheres. A novidade desta vez é que o primeiro ser humano a receber a marca do estigma foi um homossexual apartado da sua tribo por ter um comportamento sexual que destoa dos outros. O estigma é uma marca comportamental ou física que separa uma pessoa do convívio social pelos demais. A homossexualidade foi – e continua sendo – um fator de estigmatização. Vamos discutir um pouco sobre esse tema a partir da revista da Marvel e das teorías de sociólogos e antropólogos como Norbert Elias e Erving Goffman sobre estigma e estigmatização.

Melhores e Piores Leituras de Outubro de 2019

Olá amigos mergulhadores! Outubro está chegando no final! É hora da nossa seminal e costumeira listinha de melhores e piores leituras! Neste mês não tivemos tantas leituras como de costume, tivemos trinta e cinco no total, dos quais vinte e cinco estão entre as melhores do mês e dez delas estão entre as piores do mês! Lembre-se que o final do ano está chegando e teremos uma incrível variedade de posts com categorias para as melhores leituras do ano. Fiquem ligados! Enquanto dezembro não chega, aproveite para ver a lista de melhores e piores leituras de outubro! Vamos lá, confira!

O Cinema de Autor Contra o Cinema de Super-Heróis

No mês de outubro de 2019, as notícias do mundo de entretenimento se viram engolidas por uma enxurrada de críticas aos filmes de super-heróis. Elas vieram principalmente da direção dos cineastas Martins Scorsese e Francis Ford Coppola, que afirmaram que os filmes da Marvel “não são cinema”, ou pior, que eram “desprezíveis”. É preciso lembrar que Scorsese e Coppola vêm de uma geração que salvou o cinema hollywoodiano nos anos 1970 assim como a Marvel e os filmes de super-heróis fazem hoje em dia. Também é preciso lembrar que dessa leva saíram George Lucas, que tem um approach no cinema muito parecido com o da Marvel, com a franquia Star Wars, e também Steven Spielberg, cujo nome é sinônimo de blockbusters e efeitos especiais. Nos últimos dias uma declaração de Spielberg sobre os filmes de super-heróis atiçou os fãs. Vamos falar mais sobre ela e sobre como nossas obsessões estão mudando o que compramos e quem somos, a seguir.

Interseccionalidade: 10 Super-Heroínas Negras Mais Importantes dos Comics

Interseccionalidade é uma palavra que nomeia as diversas relações de poder e de discriminação que um indivíduo pode sofrer através de suas agências e políticas de identidade. O termo foi cunhado pela advogada norte-americana Kimberlé Crenshaw em um artigo que ela estudava os motivos pelos quais as mulheres negras da General Motors recebiam menos que qualquer outro tipo de combinação identitária naquela indústria automobilística. O termo interseccionalidade foi criado, a princípio, para se pensar os cruzamentos das relações entre gênero e raça, mas também pode ser pensando na maneira de se estudar outras interseccionalidades, como sexualidades e necessidades especiais. Neste post vamos falar um pouco mais sobre a interseccionalidade e trazer uma lista das 10 super-heroínas negras mais importantes dos comics de super-heróis. Vamos lá?

10 Casos em que “Não era Amor, Era Cilada” dos Super-Heróis

Chegou o Molejão! É isso aí! Inocente, apaixonado. Eu ‘tava crente crente que ia viver uma história de amor. Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra! É uma cilada, Bino! Muitas vezes o cilador pode se confundir com o ciladado, porque se o amor é alguma coisa, é uma relação de trocas. Para o seu vilão o vilão é você mesmo. Afinal, se um não quer, dois não amam e se um não quer, dois não brigam. Se existe alguma culpa no cartório, certamente é dos dois. Mas longe de discutir a natureza dos relacionamentos estão as histórias de super-heróis que nos fazem pensar tudo tudinho no preto e branco e em heróis e vilões. Viemos trazer essas ciladas muito mais fáceis de sair e de se entender do que na vida real. Por isso, não confunda a realidade com a ficção. Na realidade, os vilões não são tão bem definidos quanto nos quadrinhos!

Melhores e Piores Leituras de Setembro de 2019

mergulhadores! Estamos de volta com nossa sessão mensal que expõe nossas melhores e piores leituras feitas durante o mês! Este mês tivemos poucas leituras, apenas 25 classificadas como boas e 5 classificadas como ruins. Mas você vai perceber que tivemos muitas leituras de livros sobre quadrinhos e que eles são importados, o que demanda uma leitura mais apurada e demorada. Mas está vindo um coisa muito legal nesse sentido, que só vou revelar quando estiver pronta. Enquanto você ficam especulando, aproveitem para dar uma olhada nas nossas leituras do mês de setembro. tem muita coisa legal (e outras, nem tanto!).

10 Grandes Editoras dos Comics: Hoje e Sempre

Vamos falar sobre grandes editoras dos comics? Bom, quando falamos em grandes editoras não queremos falar sobre casas publicadoras como a Marvel e a DC Comics. Queremos falar da força das mulheres por trás de grandes publicações da indústria dos comics norte-americanos. Muita gente por aí não valoriza o trabalho das mulheres e acha que elas ficam a dever quando se trata de qualidade. Este post serve para desfazer esse mito, mostrando que muitos dos trabalhos importantes dos quadrinhos foram feitos a partir da orientação de mulheres. Estão preparados para conhecê-las? Então vamos lá!

Algumas Analogias Sobre Adoção nas Histórias de Shazam!

Existem diversas alegorias e metáforas no universo das revistas do Capitão Marvel, agora chamado apenas de Shazam! Muitas delas, contudo, se referem à família. Essa instituição social tem uma importância mais profunda na série de Shazam! principalmente porque Billy Batson é órfão e é uma criança, diferente de outros heróis que são órfãos mas são adultos como Batman, Superman e Homem-Aranha. Por isso, as alegorias à família e à adoção são mais destacadas tanto em versões atuais de Billy Batson tanto nos quadrinhos quanto em seu filme recente. Mas o escritor dominicano Junot Diaz tem uma ideia interessante sobre essas metáforas que vamos apresentar neste post.

Audace: O Selo Adulto da Sergio Bonelli Editore

Se a DC Comics teve a Vertigo e a Marvel teve a Marvel MAX, a Sergio Bonelli Editore, casa dos fumetti mais queridos do mundo, tem a Audace. Esse é o selo de quadrinhos adultos da editora de Tex e companhia, que oferece histórias mas maduras, com um conteúdo com temáticas que são mais perversas e eróticas do que a editora costuma oferecer geralmente. A novidade para nós brasileiros é que este selo está aportando no Brasil, através da Panini Comics, nos títulos Deadwood Dick e Mister No: Revolução. Vamos falar mais sobre esse selo e sobre o que esperar de seus títulos neste post.

Ramona Fradon: Importante Presença Feminina nos Quadrinhos da Era de Prata

A Era de Prata é lembrada como aquela época em que as histórias dos super-heróis assumiram suas formas mais bizarras. Isso porque existia o Código de Ética do Quadrinhos que censurava diversos aspectos das histórias de quadrinhos que hoje em dia estão liberadas. Pense bem: lobisomens, vampiros e mortos-vivos não poderia aparecer, personagens femininas eram desencorajadas para serem usadas pelos criadores, sexo e violência então, nem pensar. Imaginem então como devia ser uma mulher criadora de quadrinhos em tempos como estes. Uma das poucas que se destacava naquela época foi Ramona Fradon, que desenhou diversas histórias de heróis da Era de Prata. Você vai conhecer um pouco mais sobre ela neste post.


O Machismo e as Histórias da Batwoman dos anos 1950

Nos dias de hoje muito se fala sobre Kate Kane, a Batwoman como um epítome da lebianidade nos quadrinhos. Mas antes dela, havia nas histórias em quadrinhos Kathy Kane, a Batwoman dos anos 1950, que foi criada como uma compensação para o sentimento de homossexualidade latente entre Batman e Robin, destacado pelo psiquiatra Fredric Wertham em seu livro Sedução dos Inocentes. A personagem foi abordada nas histórias de Grant Morrison num retcon, mas havia sucumbido muitos anos antes no final da década de 1970. Batwoman foi um fruto de seus tempos, usando uma cartilha de atuações para lá de machista em todos os caminhos que suas histórias tomavam. Neste post vamos falar sobre as consequências do Código dos Quadrinhos nas histórias de Batman e Robin a partir da inserção da Batwoman, Kathy Kane.