Todos os posts com a tag: disney

A “Teoria do Degrau” e a Mudança de Gostos na Leitura de Quadrinhos

Quem lê quadrinhos há muitos tempo, como eu, que leio há mais de vinte anos, sabe que nossos gostos e preferências de leitura vão mudando ao longo do tempo. Por isso resolvi trazer da literatura a “teoria do degrau” para discutirmos um pouco o avanço – ou regressão – desses gostos e hábitos.

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Será Mesmo Que Diversidade Não Vende?

No último mês, os executivos de vendas da Marvel Comics acusaram a diversidade dos seus personagens como fator das baixas vendas das suas revistas.Enquanto isso, a DC Comics, com títulos quinzenais dos seus medalhões está dando de lavada na concorrente no quesito vendas. Mas será mesmo que diversidade não vende?

O Design da Página de Quadrinhos

Os estudos da História da Arte e do Design podem ajudar um quadrinista a compor o layout das páginas dos seus quadrinhos. Porém, também é preciso entender como se dá a leitura e a compreensão das palavras e imagens, sejam em separado ou em adição, para que a página de um quadrinho seja processada na nossa mente. Este artigo fala um pouco sobre estes estudos e processos.

Esqueça Seus Julgamentos. Nimona, de Noelle Stevenson

Noelle Stevenson é hoje conhecida pela aclamada série independente Lumberjanes. Mas antes dela, Noelle publicou a websérie Nimona, que conta a história de uma garota com o mesmo nome, que possui poderes transmorfos. Tudo que ela mais quer é ser a comparsa do maior vilão do reino, o Lorde Coração Negro. Mas nem tudo é o que parece nesse quadrinho que possui uma narrativa inovadora e revigorante nas formas de encarar certos paradigmas de personagens.

Como e Quando Julgar um Quadrinho?

Sempre odiei o fato de que nas redes sociais existe gente que diz apenas “gosto” e “não gosto”, para um quadrinho, para uma série, para um filme, simplesmente “porque sim” ou “porque não”. A pessoa não vai além da superfície e não pesquisa o contexto que aquela produção foi concebida. As artes e seus produtos derivados para a sociedade de consumo são muito mais complexos e muito menos definitivos que um sim e um não alheios e aleatórios, como se dependessem da aprovação do tal “especialista em tudo” para existir.

A Mulher-Maravilha do Rebirth: Bissexual, Mas Principalmente Bem Estruturada

Quem é a Mulher-Maravilha? Muitos podem se perguntar. Existem inúmeras versões para ela. Na iniciativa dos Novos 52, surgiram muitas discrepâncias, se colocarmos lado a lado suas aventuras solo e ao lado da Liga da Justiça. O evento Rebirth veio para sanar de uma vez por todas a resposta para nossa pergunta inicial.

Melhores e Piores Leituras de Agosto de 2016

Agosto! O mês do desgosto! O mês do cachorro louco! Mas não é que esse mês reserva muitas leituras legais? E até as leituras que foram parar nos piores do mês nem são tão horrendas assim. Temos Marvel, DC, Vertigo, Brasileira e temos até um Mangá esse mês! Quem diria! Venha comigo se quiser vir ver!

Não Existe Filme de Super-Heróis Bem Dirigido?

Depois de fracassos com filmes de super-heróis como Batman V Superman, dirigido por Zack Snyder e de Quarteto Fantástico, dirigido por Josh Trank, somos levados a nos perguntar se existem ou não filmes de super-heróis bem dirigidos. Será que os estúdios estão impondo demais a sua vontade sobre os diretores? Seriam os super-heróis apenas produtos de um grande comercial? É o que vamos discutir.

Quadrinhos com Minorias: Representatividade ou Modinha?

A ficção sempre foi o caminho mais fácil pelo qual a sociedade discutiu ideias e conceitos complicados demais para serem simplesmente expostos em uma conversa qualquer. Ainda que arriscando receberem rótulos de hereges, loucos, depravados, artistas de renome (ou não) sempre exploraram mundos fictícios para tentar colocar em pauta tabus que necessitam serem explorados com olhares mais atentos.

Como as Revistas de Super-Heróis São Publicadas na Europa?

Curioso para saber como são as publicações das revistas de super-heróis lá fora? Fizemos um apanhado geral de como a própria Panini e outras editoras publicam em três países da Europa, que claro estão mais adiantados cronologicamente que nós: Itália (sede da Panini), Espanha e França, pra não falar na Alemanha em que as revistas saem poucos meses depois dos EUA. Vamos lá fofocar globalmente, então!

A Obra-Prima Argentina: El Eternauta y Otras Historias, de Héctor Germán Oesterheld e Alberto Breccia

A maior história de ficção científica já produzida na América do Sul, com ares de uma história Alan Mooriana, é o Eternauta. A HQ já saiu aqui no Brasil pela editora WMF Martins Fontes, mas a edição que li se trata de uma história revisada. Apenas se mantem o escritor, Oesterheld, o desenhista muda de Francisco Solano Lopez para Alberto Breccia. Vamos falar mais sobre essa história em quadrinhos que envolve alienígenas e viagens no tempo e foi feita na década de 50. A história original de El Eternauta foi publicada em Hora Cero Semanal, em várias partes entre 1957 e 1961. Já a versão que li, foi publicada na revista Gente em 1969, revista e modificada, não contava mais com o desenhista original, Solano López, mas com outro artista famoso: Alberto Breccia, um uruguaio que fez fama na Argentina. Através da leitura de El Eternauta percebemos como a Argentina está avançada em termos de fabrico de histórias em quadrinhos se comparada a nós, brasileiros. O momento criativo que passamos hoje é o mesmo de …

Batman: Ano Dois – A Noite do Ceifador, de W. Barr, Davis, Neary, Alcala e McFarlane

Muitos fãs de quadrinhos e do Batman sabem que a sua história de origem definitiva se chama Ano Um. Ela foi escrita por Frank Miiller e desenhada por David Mazzucchelli e serviu de base para a nova trilogia do Morcego no cinema, como o filme Batman Begins, de Christopher Nolan. O que pouca gente sabe é que existiu um arco de histórias chamado Ano Dois, mas que a sua história envolve muita polêmica a ponto de ser esquecido do cânone do Morcego.

Tropa de Elite osso duro de roer pega um pega geral também vai pegar você... Ah, não é esse Tijuana?!?

As Tijuanas Bibles e os Catecismos: Quadrinhos Eróticos de Antigamente

Will Eisner e Joe Shuster foram autores anônimos da Tijuana. Mas o autor brasileiro mais célebre das Tijuana Bibles, ou melhor, os Catecismos brasileiros, foi Carlos Zéfiro, a alcunha do escrivão Alcides Caminha que, nas horas vagas entre um serviço e outro, produzia essas jóias da cultura popular.

A Colorização da Pele dos Super-Heróis

Muitos artigos por aí falam sobre representações étnicas nos quadrinhos, mas poucos deles falam de como estes personagens são e eram colorizados de acordo com suas etnias. A colorização errônea da pele dos personagens é um pecado que a indústria dos quadrinhos ainda comete quando se trata de representar a variedade racial dos quadrinhos. A seguir, uma breve análise das representações étnicas através das cores nos quadrinhos:

Amados e Adorados pelo povo!

10 Motivos Mostrando Que os “Novos” Novos Titãs Estão com Tudo

Caso você não saiba, agora os Novos Titãs estão sendo publicados na revista da Liga da Justiça. Sim, e estão com uma nova, hum, digamos assim, continuidade. Você pode começar a partir da edição 30 de Liga da Justiça. A nova fase é escrita por Will Pfeifer (da fase memorável da Mulher-Gato Um Ano Depois e do infame Ataque das Amazonas) e da estrela ascendente Kenneth Rocafort (Superman, Capuz Vermelho e os Foragidos). Explicado? Vamos aos motivos!

Muitos gibis de super-heróis nas prateleiras da Braz Shop

O Mercado de Quadrinhos Pela Visão das Bancas

Entrevistamos dois donos de bancas (as bancas que costumo ir, claro) para nos contar um pouco sobre a visão do mercado de quadrinhos por parte de quem vende esse material todos os dias. O mercado de quadrinho está maior ou menor? Variedade também é sinônimo de aumento de vendas? Vamos falar sobre isso e mais um pouco.

"Oi, Seu Civita, vamos jogar Monopoly?" "Ah, não você já ganhou e colocou todo o mercado de quadrinhos na prisão da distribuição!"

A Nova Revista da Marvel/Panini e os Fantasmas do Monopólio

Essa semana saiu a notícia confirmando o que as “solicitações” de pré-venda da Panini Comics já sugeriam: uma nova revista de 148 páginas vai ser lançada substituindo as revistas Homem de Ferro & Thor e Capitão América & Gavião Arqueiro. A revista se chamará Vingadores: Os Maiores Heróis da Terra e aparentemente no seu mix conterá Captain America, Hulk, Savage Hulk, Iron Man, Thor: God of Thunder, Loki: Agent of Asgard e Secret Avengers. As revistas Young Avengers e Hawkeye aparentemente serão concluídas nas publicações atuais. O atual momento econômico, o mix desta nova revista e a monopolização do mercado está trazendo o fantasma derrotista e pessimista de Natais passados mais pobres.

Dia do Quadrinho Nacional – 30 de Janeiro – Depoimentos (Parte I)

Viva! Hoje é o Dia do Quadrinho Nacional! E temos muito a comemorar, visto o salto de qualidade e de público que essa produção deu na última década. Chamei alguns amigos envolvidos com a produção nacional de quadrinhos para ratificar a importância dessa produção cultural no Brasil. Confere aí! “Há 146 anos Angelo Agostini lançava, no Brasil, uma nova forma de comunicação: os Quadrinhos de Nhô Quim (que veio bem antes do Yellow Kid, Flash Gordon ou Dick Tracy). Anos antes, ele já havia surpreendido a população com seu novo estilo de jornalismo: a imprensa ilustrada. Essa revolução na comunicação de massa criou raízes e hoje é impossível pensar em comunicação -impressa, televizada ou internetizada- sem que a imagem tenha seu importante espaço delimitado. Infelizmente, a imprensa escrita onde a ilustração ganhou força e se popularizou (a dita “imprensa marrom”) tem reduzido o espaço da ilustração em suas páginas. E os Quadrinhos, apesar de perderem seu espaço nas bancas, ganharam o mundo das livrarias e da virtualidade, e hoje vemos uma produção imensa de veteranos …

My France will never be the same, I'm glad Ronald McDonald came...

Os Quatro Quadrinhos Mais Influentes da Infância #fourcomics #4hqs

Ontem, 22 de janeiro, a editora Archie Comics lançou no twitter um desafio de postagens, no estilo #musicmonday. A ideia era selecionar as capas dos quatro quadrinhos mais influentes na sua infância. Logo, ditando a hashtag #fourcomics a timeline estava cheia de quadrinistas, fãs e profissionais da área declarando suas paixões da infância. Algumas podem parecer óbvias, postando só revistas de super-heróis, mas outras não, como por exemplo as de Kurt Busiek, que colocou quase só quadrinhos europeus. Detalhe: Busiek passou a infância na França. Eu também coloquei os meus e, como uma boa criança brasileira dos anos 80, as influências não poderiam ir muito além dessas. Mas como esse blog é meu e eu faço nele o que eu quero, eu vou explicar melhor essas influências e como elas transformaram minha vida: AS HISTÓRIAS DE PARÓDIAS DA TURMA DA MÔNICA Sim, a primeira mesmo foi Cebolinha e Mônica em Romeu e Julieta, lá nos anos 70. Mas eu não tinha chegado ao mundo naquela época, então peguei as paródias de filmes da turminha como …

A Popozuda passa uma mensagem, sim!

Quadrinho nacional: um mercado de nicho ou um mercado popular?

Estava discutindo isso com um amigo no facebook. Os quadrinhos brasileiros devem seguir seu próprio caminho ou devem seguir as fórmulas de outros mercados como o americano e japonês para se tornarem populares? Vemos que desde 2010 os quadrinhos brasileiros têm amadurecido. Têm se tornado diversos e oferecem várias alternativas para quem quer conhecê-lo. Até existem super-heróis brasileiros, embora ninguém seja capaz de citar um de destaque. Nossa discussão começou com isso: super-heróis brasileiros. Não acho que esse estilo de história se popularize ou se dê bem no Brasil, pelo motivo de que super-heróis são um produto da cultura americana. Ninguém vê super-heróis franceses, polinésios ou argentinos. Ano passado um coletivo de quadrinistas brasileiros colocou no ar uma campanha no catarse para empenhar um álbum de crossover de super-heróis brasileiros chamado: A Ordem. Super-heróis se originam de tempos de dificuldades, como a grande depressão no anos 30 nos Estados Unidos ou a Segunda Guerra Mundial. Como falei nesse link sobre a intrínseca relação entre super-heróis e guerras. Ao mesmo tempo, no Brasil não existem guerras …

Kirbynautas!

Por que você deve respeitar mais Jack Kirby do que Stan Lee?

Stan Lee é o Deus da Mídia hoje em dia. Ele é venerado, apoiado, ganha programas, ganha comerciais, ganha pontas em filmes e, o principal, ganha rios de  ricos dinheirinhos. Mas o velho safado deixou no ostracismo seu grande companheiro e criador, Jack Kirby, que sempre ficou relegado ao segundo escalão na hora de creditar as criações de Lee. Não foi assim apenas com Kirby, não. Steve Ditko mal é citado como sendo criador do personagem campeão de licenciamentos mudo afora, o Homem-Aranha. E se você está pensando que Stan Lee teve todo o trabalho de inventar as histórias e os personagens, está redondamente enganado. O maior trabalho foi de Kirby, já que Lee tinha que ser editor de outras publicações da Marvel. Mas não existe um “Jack Kirby apresenta:”, e sim, um “Stan Lee apresenta:”. Trago aqui 10 motivos que mostram como Kirby é muito mais importante que o marqueteiro SatanStan Lee: CAPITÃO AMÉRICA: Ao lado de Joe Simon, Kirby criou aquele que é hoje chamado O Primeiro Vingador, Steve Rogers, o Capitão América. …

X-Men e Quarteto Fantástico a caminho do desaparecimento

Estariam as equipes da Marvel X-Men e Quarteto Fantástico fadadas a desaparecer dos gibis da Marvel Comics? Não quero ser pessimista, mas todos os indícios levam a crer isso. Wolverine morre, o gibi do Quarteto é cancelado. Vamos tentar entender isso? Tudo começa quando a Fox começa a ganhar os direitos de fazer filmes de super-heróis da Marvel com os X-Men. O filme de 2001 foi um estrondoso sucesso e, junto com Blade, iniciou uma nova onda de filmes de super-heróis. Logo, a Fox também lançou os filmes de Demolidor, Elektra e do Quarteto Fantástico. Mas enquanto a franquia dos X-Men ia acumulando filmes bem-sucedidos, os outros filmes de super-heróis da Fox viraram fracassos de bilheteria. Os direitos do Homem-Aranha já pertenciam à Sony. A Marvel resolveu criar seu próprio estúdio, o Marvel Studios, primeiramente em parceria com a Universal Pictures, e lançou seu primeiro filme, O Incrível Hulk, estrelado por Edward Norton. Depois do lançamento de Homem de Ferro, estrelado por Robert Downey Jr., a editora viu que seu universo cinemático devia crescer e, …

O camundongo e o mestre dos magos. Três dedos: um escândalo animado, de Rich Koslowski

O que aconteceria se os desenhos animados vivessem lado a lado com pessoas reais? Você poderia dizer que isso já foi feito em Uma cilada para Roger Rabbit e em vários filmes da Disney bem antigos como Alô, Amigos e Mary Poppins. Pois é, mas é bem deste Walt Disney que trata Três Dedos e, também, de sua maior criação, Mickey Mouse. Porém, nesta HQ, o criador é Dizzy Walters e a criatura é Rickey Rat. A graphic novel, listada como uma das 500 essenciais pela Harper Collins,  começa com depoimentos de várias pessoas e de toons, relatando a vida de Dizzy e Rickey e o envolvimento dos dois. Cada um desses depoimentos tem lugar em uma página do livro e se repetem, conforme necessário. Paralelo a isso, temos uma linguagem documental, em letras de máquina, acompanhada de “fotos” que retratam a história do cinema e dos Estados Unidos. Dessa forma é contada a biografia dos dois, com muito mais to tell e pouquíssimo to show, conferindo a Três Dedos a exceção que confirma a …

Peripécias de Publicações dos Periódicos dos Paladinos Premium e Platinum Passando Posteriormente Para a Poderosa Panini

A Editora Abril foi a editora que teve os direitos de publicação dos super-heróis por mais tempo, mas apresentava alguns problemas que desagradavam os leitores. Os cortes de páginas, o salto nas cronologias, edições não publicadas, quadrinhos redesenhados. “Tudo isso levou alguns leitores a consumir as edições originais americanas, criando um mercado que até então não existia” (Diogo, 1997, p.31). Com a chegada do primeiro filme dos X-Men aos cinemas, em 2000, a Abril resolveu mudar sua tática e o formato de suas revistas de super-heróis. Com o mercado de quadrinhos em retração, e a não-renovação do seu público, os editores resolveram se voltar aos colecionadores com o que foi chamado de Super-Heróis Premium, conforme descrito no site do Correio Brasiliense: “(…) a editora vai cancelar doze revistas e substituí-las a partir de agosto, por cinco publicações em formato americano (o formatão de 17 cm x 25,8 cm), com capa em cartão plastificado e 160 páginas em papel tipo de luxo (tipo couché). A nova concepção da editora modificará uma tradição dentro do mercado de …

Coisas belas e sujas – 02 – Fábulas

Nessa onda de reinterpretar os contos de fadas para um contexto adulto, surgiu a série Fábulas, criada por Bill Willingham em 2002. A série conta a história de vários personagens dos contos de fadas, fugidos de suas Terras Natais, que encontraram morada em Nova York, num povoado secreto chamado a Cidade das Fábulas. Lá, todos os personagens tiveram, ao longo dos anos, que se adaptar ao mundo real. Branca de Neve, por exemplo, é a vice-prefeita da Cidade das Fábulas e Bigby Lobo (O Lobo Mau) é o xerife, que cuida dos crimes perpetrados pelas fábulas “más” e também mantém a segurança e o sigilo daquele universo tão peculiar. Há o cafajeste Príncipe Encantado, que, diferente das historinhas, pegou todas as princesas da DisneyTM, e os bizarros habitantes da Fazenda, uma comunidade isolada onde as fábulas não-humanas podem vivem “livremente” em nosso mundo. A série de Willingham preencheu o vácuo de histórias de fantasia deixado por Neil Gaiman após o encerramento de Sandman. Até hoje a série recebeu 14 vezes o prêmio Eisner. Paulo Ramos, …

Possibilidades promissoras para patos e paladinos

Quando os fãs ouviram pela primeira vez que a Disney havia comprado a Marvel por 4 bilhões de dólares devem ter se perguntado: quando o Super-Pato e o Super Pateta irão se encontrar com o Homem-Aranha e o Homem-de-Ferro? Uma possibilidade curiosa, mas, na junção destas duas grandes empresas de entretenimento, é um dos fatos menos prováveis de ocorrer. A interação entre as duas empresas deve ir muito além de crossovers entre seus personagens. Do outro lado da trincheira, podemos ver como a compra de uma editora de quadrinhos por um conglomerado pode ajudar a popularizar seus personagens. Em 1968, a Warner uniu-se à DC Comics – casa de Superman, Batman e Mulher-Maravilha – e a fusão das duas companhias tornou mais fácil levar Superman para as telonas em 1975. Mais tarde, em 1989, Batman estreou nos cinemas. O sucesso do homem-morcego alavancou a produção de desenhos e seriados dos heróis DC pela Warner. Alguns exemplos recentes são o desenho-animado da Liga da Justiça e o seriado Smallville. Ambos têm um público fiel e uma …

2001

Com muita satisfação minha coleção (e do meu irmão) de quadrinhos atingiu hoje os 2001 exemplares. Isso, claro, sem contar nossos gibis importados, da Turma da Mônica e da Disney. Alguns dados da minha coleção. Editora – A editora que temos mais revistas é a Abril, com 972, seguida de perto pela Panini com 833. A próxima vem longe, que é a Mythos, com 45 edições. Licenciadora – É a Marvel que vem bem na frente com 1443 revistas, depois vem a DC com 346 e em terceiro, mais longe, a DC (Vertigo) com 52 edições. Categoria – 1458 revistas periódicas, 308 minisséries, 151 edições especiais, 45 edições encadernadas, 29 álbuns de luxo e 10 graphic novels. Gênero – Que dúvida! 1848 são super-heróis e em segundo lugar, alternativo com 50. Como bom Zumbis X, temos completas as coleções de X-Men, Fabulosos X-Men, Wolverine e Fator X (da Abril) e de X-Men, X-Men Extra, Arma X e Wolverine (pela Panini). Também temos completas Força PSI, Shazam!, Melhores do Mundo, Gen13 e WildC.A.T.S., Marvel 1999, Marvel …