Todos os posts com a tag: fábulas

Escritor da Vertigo Se Assume como Mulher Trans

Personagens trans não são nada comuns nos quadrinhos. Criadores de quadrinhos trans são menos comuns ainda. Entretanto, temos alguns casos notórios tanto no Brasil quanto no mundo. A última a se assumir trans foi Lilah Sturges, antes conhecida como Matthew Sturges, grande colaborador de Bill Willingham em séries derivadas de Fábulas, da Vertigo.

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10 Incríveis Macacos da DC Comics

Macacos me mordam! (Perae, não me mordam não!) A DC Comics é uma editora de macacadas, vocês bem sabem, por isso ela está tão recheada desses símios simiescos que nós gostamos tanto por serem tão parecidos com a gente. Para demonstrar que a editora das Lendas adora uma macacagem, fizemos aqui um lista dos seus 10 principais símios

10 Comics dos Anos 2000 Que Você Não Pode Deixar de Ler

Quando te falam 10 anos atrás, você pensa nos anos 2000 ou nos anos 90? O negócio é que muita gente parou de ler HQs no final dos anos 90 por causa de uma crise econômica real, que cada vez mais que eu converso com colecionadores de quadrinhos eles dizem o mesmo. Parei de ler nos anos 2000 e só voltei ali por 2005, o que dá mais ou menos uns 10 anos. Então, para você ir atrás do que perdeu listamos aqui 10 HQs destra época para que você vá atrás!

Destaques do Checklist Vertigo/Panini Para Dezembro/2015

Mês de novos encontros e velhas despedidas na Vertigo, mas também de continuidade de séries muito legais. Vamos saber quais são? PATRULHA DO DESTINO: RASTEJANDO DOS ESCOMBROS Quando a realidade não é mais a mesma e tudo é muito estranho para que você conviva com naturalidade no mundo, a quem você deve chamar? À Patrulha do Destino, a equipe mais estranha de todas! Criada nos anos 60, a Patrulha era uma equipe que morria e retornava dos mortos. Quase 30 anos depois, nas mãos de Grant Morrison, a equipe voltava com uma pegada que não é fácil de definir: surrealista, dadaísta, niilista? Bem, o importante que era fora do real e se tornou um dos quadrinhos mais loucos de todos os tempos. É bom frisar que Flex Mentallo também surgiu nas páginas da Patrulha de Morrison!   ASTRO CITY: O ANJO MACULADO Depois de nos brindares com uma história irretocável como Confissão (que você pode ler uma resenha nesse link), Kurt Busiek, Alex Ross, Brent Anderson e companhia nos trazem a história do homem blindado …

Família Monstro: The Bojeffries Saga, de Alan Moore e Steve Parkhouse

Poucos sabem, mas além de V de Vingança e Miracleman havia uma terceira série de Alan Moore na revista Warrior, de Dez Skinn. Essa série era The Bojeffries Saga, uma HQ que retratava uma família de monstros vivendo num subúrbio de classe trabalhadora. The Bojeffries Saga contava com a arte de Steve Parkhouse e levou 30 anos para se acabada por compromissos dos dois autores.

Será Que Ele É? 10 Criadores LGBT de Comics

Já foi o tempo em que essa pergunta andava nas bocas das pessoas. Hoje saber se uma pessoa é gay ou não só importa para os próprios gays que podem ter um interesse na pessoa. Tá, e a alguns moralistas que ainda acham isso um absurdo fora do comum. Talvez por essa razão a maioria dos criadores LGBT dos quadrinhos se encontra no meio indie, como é o caso de Alison Bechdel, Howard Cruse, Dean Haspiel, Ralph Konig e Julie Maroh, nomes proeminentes do gueto quadrinístico LGBT.

Os Melhores Quadrinhos da Vertigo que li em 2014

Chegou a hora da última lista de melhores do ano, depois dela só vem a lista de 5 piores leituras do ano. Então, antes que acabe o ano, vamos acelerar os trabalhos e dizer quais foram as 10 melhores HQs da Vertigo que li em 2014. 😉 Clube Vampiro: Morra Agora, Viva Para Sempre, de Howard Chaykin, David Tischmann e David Hahn Howard Chaykin é famoso por sua narrativa densa e personagens complexos. E é isso que ele nos entrega em Clube Vampiro: Morra Agora, Viva Para Sempre: uma trama intrincada que revela a competição de uma família mafiosa de vampiros. A arte de David Hahn, leve e colorida parece fazer um contraponto com a história dos nossos sanguessugas, mas casa muito bem com a história. Você pode ler uma resenha completa que escrevi sobre Clube Vampiro: Morra Agora, Viva Para sempre nesse link aqui. Crime e Castigo, de Garth Ennis e John Higgins É, eu realmente não gostava do Ennis até que eu li o Justiceiro dele. Muita gente veio me dizer que começou …

10 Razões Por Que O Inescrito Pode Ser o Substituto de Sandman

Nenhuma série em quadrinhos alternativos é tão cultuada ao redor do mundo como Sandman, de Neil Gaiman. Muitas outras séries tentaram seguir o caminho da família de Morpheus, e muitas foram nomeadas como suas substitutas. Entre elas, Fábulas e Y: O Último Homem. A primeira por sua proximidade com as histórias e a segunda pelo mundo revigorante que apresenta e seus personagens cativantes. Mas acho que há um série que se aproxima mais de Sandman, e essa série é O Inescrito (The Unwritten), criada por Mike Carey e Peter Gross. Não por acaso, os dois já haviam trabalhado juntos no spin-off de Sandman, a revista de Lúcifer. Mas vamos ao motivos: SONHOS E HISTÓRIAS: Enquanto a base de Sandman são os sonhos e sua influência sobre as pessoas, em O Inescrito temos as histórias e suas influências. Enquanto em Sandman temos o Sonhar, em O Inescrito temos O Leviatã. Ambos, sonhos e histórias, são narrativas, a diferença é que sonhos são produções internas, íntimas, já as histórias são, de certa forma, uma maneira de difundir …

O boneco cara de pau: Paolo Pinocchio, de Lucas Varela

Existem muitas versões do boneco mentiroso para os quadrinhos. Todas elas são muito criativas. Desde o Pinóquio caçador de vampiros, Pinocchio, Vampire Slayer, de Van Jensen e Dustin Higgins, que mata seus inimigos através da sua estaca-nariz; passando pelo Pinóquio das Fábulas de Bill Willinghan que reclama porque seu corpo – em especial sua genitália – não cresceu e está há séculos preso no corpo de uma criança; chegando no Pinóquio do francês Winshluss, calado, objeto de desejo e bomba atômica, que empresta seu nariz que cresce para práticas sexuais. O garoto de pinho de Carlo Collodi e do filme de Walt Disney, encontra agora sua versão argentina, pelo quadrinista Lucas Varela, também responsável pelo sensacional El Síndrome Guastavino com Carlos Trillo. A versão de Varela traz o encontro de duas das mais populares histórias italianas. A do boneco de madeira em questão e a da Divina Comédia de Dante. Paolo Pinóquio está, volta e meia, no inferno, tentando encontrar uma maneira de escapulir daquele lugar, não sem antes acabar com um ou dois demônios. …

Conheça Y: O Último Homem

Morte e sexo. Dois temas que atraem as pessoas. Eles são o estopim da trama de Y: O Último Homem. O ano é 2002 e uma praga arrasou a civilização e todos os machos, ou seja, todos portadores do cromossomo Y, são erradicados da face da Terra. Todos? Não.Um artista de fugas, recém formado em Letras e seu macaco capuchinho resistem bravamente. Y: O Último Homem, junto com Fábulas, de Bill Willingham, veio para dar um novo fôlego para o selo Vertigo. Escrita por Brian K.Vaughan (Ex Machina, Fugitivos, Ultimate X-Men) e desenhada pela estreante Pia Guerra, a série é uma ótima recomendação para aquele seu amigo que não lê quadrinhos regularmente e também é uma forma de trazê-lo para o mundo dos quadrinhos, tal é seu poder de prender o leitor. Muito já se falou que os méritos são dos cliffhangers, as pontas soltas, que Vaughan deixa na história e das quais é mestre. Você TEM que saber o que acontece depois. É impossível ficar indiferente. Além de haver os cliffhangers de cada história …

Coisas belas e sujas – 05 – Jill Thompson

Outra pessoa que fez o caminho inverso – mas nesse sentido mais na mudança do público-alvo – foi Jill Thompson, conhecida por seu trabalho com Sandman, sua criação Minha Madrinha Bruxa (Scary Godmother), e também por ser esposa de Brian Azzarello. Jill pegou as histórias densas e complexas do universo do senhor dos sonhos e as adaptou para o público infantil nos seus traços suaves e coloridos por aquarela. Ela publicou Os Pequenos Perpétuos (2001), contando a busca de Barnabas por Delírio, passando por todos os reinos dos Perpétuos. Depois, fez uma sequência de mangás voltados para garotas. Ela adaptou o arco Estação das Brumas, em Morte: A Festa (2003) contando a história através do ponto de vista da irmã favorita de Sonho. Seu terceiro trabalho adaptando os personagens do Sonhar para as crianças foi Dead Boys Detectives (2005) em que os garotos detetives mortos precisam investigar um mistério em uma escola só de meninas, e assim, precisam se disfarçar como elas. Este mangá tem muitos elementos semelhantes a Love Hina, de Ken Akamatsu, tanto …

Coisas belas e sujas – 03 – O Inescrito

Voltando a quem veio primeiro, o que plagiou o que, e qual é a originalidade da proposta, outra série da Vertigo, O Inescrito (The Unwritten, 2009), de Mike Carey e Peter Gross, não tem vergonha de admitir que seu personagem principal seja explicitamente inspirado em Harry Potter. Só que, prestem atenção, esse Harry Potter existe no mundo real. Outra vez o choque realidade versus fantasia, o mundo infantil versus o mundo adulto: Tom Taylor, filho de Wilson Taylor, foi quem inspirou o pai a criar a série de livros com o personagem mágico Tommy Taylor. Entretanto, após descobrir que criatura e muso inspirador estavam intimamente ligados, Tom inicia uma jornada para descobrir a verdade sobre si mesmo. Uma coisa um tanto desconstrutiva da parte dos autores, mas eles vão além, muito além do que ficar discutindo a natureza da “verdade” sobre o protagonista. É uma espécie de metalinguagem da metalinguagem. Uma história sobre todas as histórias já contadas no mundo, como elas se conectam e qual exatamente a sua função e seu poder sobre nós, …

Coisas belas e sujas – 02 – Fábulas

Nessa onda de reinterpretar os contos de fadas para um contexto adulto, surgiu a série Fábulas, criada por Bill Willingham em 2002. A série conta a história de vários personagens dos contos de fadas, fugidos de suas Terras Natais, que encontraram morada em Nova York, num povoado secreto chamado a Cidade das Fábulas. Lá, todos os personagens tiveram, ao longo dos anos, que se adaptar ao mundo real. Branca de Neve, por exemplo, é a vice-prefeita da Cidade das Fábulas e Bigby Lobo (O Lobo Mau) é o xerife, que cuida dos crimes perpetrados pelas fábulas “más” e também mantém a segurança e o sigilo daquele universo tão peculiar. Há o cafajeste Príncipe Encantado, que, diferente das historinhas, pegou todas as princesas da DisneyTM, e os bizarros habitantes da Fazenda, uma comunidade isolada onde as fábulas não-humanas podem vivem “livremente” em nosso mundo. A série de Willingham preencheu o vácuo de histórias de fantasia deixado por Neil Gaiman após o encerramento de Sandman. Até hoje a série recebeu 14 vezes o prêmio Eisner. Paulo Ramos, …