Todos os posts com a tag: frank quitely

Saudades: Vertigo (Opera Graphica)

As histórias presentes nesta segunda encarnação de uma revista com o título Vertigo são, em grande parte, editadas pelo atual chefão da Marvel, o editor-chefe Axel Alonso. Aqui ele reuniu um time de alto escalão dos quadrinhos para trazer histórias curtas e contundentes que deixam o leitor abismado nos temas crime, horror, guerra e western.

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Melhores e Piores Leituras de Janeiro de 2017

Como diria Silvio Santos: “Olé, olé, olé, olé, feeling hot, hot, hot!”. Este verão está de matar! Mas pra refrescar (pelo menos a mente) a gente lê e esquece um pouco do bafão. Aqui está a minha seleção de melhores e piores leituras do mês. Não teve nenhuma leitura horrível esse mês, então fiquemos com as melhores apenas!

Visões de 2020, de Jamie Delano, Frank Quitely, Warren Pleece e Outros

O ano de 2020 está chegando, mas muito antes dele, em 1997, o autor da Vertigo, Jamie Delano imaginou como seria o futuro três décadas depois. O resultado é bastante bizarro, mas algumas coisas, estranhamente fazem sentido, como se fosse uma realidade alternativa do que estamos para viver. Isso baseado em decisões tomadas mundialmente, como a eleição de Donald Trump. Mais, a seguir

Melhores Quadrinhos Americanos Que Li em 2016

Caros mergulhadores, dando continuidade às nossas listas espertas de melhores leituras do ano, lhes apresento agora os melhores quadrinhos americanos! Por quadrinhos americanos quero dizer quadrinhos publicados nos EUA, mas que não são nem Marvel, nem DC e nem Vertigo. E esse ano eles vêm com tudo! Venham, amigos! Venham ver!

Melhores e Piores Leituras de Setembro de 2016

Uhlala! Tivemos uma lista longa nesse mês de Setembro em que a flora floresce e a fauna acasala. Muitas coisas boas, mas muitas coisas ruins também. A Coleção Marvel de Graphic Novels da Salvat em sua versão Clássicos tem feito cadeira cativa aqui na nossa sessão mensal. Muita coisa foi resenhada com mais cuidado, mas aqui vão algumas minirresenhas da nossa seleção!

A Melhor HQ de Mark Millar: O Legado de Júpiter, de Mark Millar e Frank Quitely

Imagine que os super-heróis, no meio de um caos econômico e político mundial, decidem tomar as rédeas do planeta para si. E isso acontece no meio de um conflito de gerações super-heróico. Esse é o mote para O Legado de Júpiter, a última HQ de Mark Millar lançada no Brasil e a que eu considero a melhor de todas até agora. A seguir, conto mais sobre ela!

Os 19 Quadrinhos Mais Vendidos do Ano pela Panini (até então)

Eu sempre acreditei que, como formadores de opinião, e principalmente de quadrinhos, devíamos dar uma ajuda a divulgar os títulos das editoras para aquecer o mercado. Porque no Brasil quadrinho não vende e isso e aquilo. Mas a verdade é que nunca ganhei um quadrinho sequer de uma grande editora tipo a Panini para divulgação. Das editoras menores e independentes, sim. Então, será que a Panini precisa de ajuda na divulgação?

As Melhores e Piores Leituras de Abril de 2016

Abril, mês dos bobos! Nada mais justo que, aos fim dos mês, nós, fãs de quadrinhos que somos muitas vezes feitos de bobos pelas editoras, mas que algumas vezes mostramos como os outros são bobos por não lerem quadrinhos, precisamos selecionar o que vale muito ser lido e o que… bem… não vale. Vamos lá!

Como LJA: Terra 2 Influenciou o Atual Universo DC

A dupla Grant Morrison e Frank Quitely (We3, Novos X-Men, Flex Mentallo) foi responsável por trazer, no final dos anos 90, uma história que mudaria o status quo do Universo DC. Essa história era LJA: Terra 2 e a dupla de superastros dos quadrinhos colocava a Liga da Justiça do nosso universo contra uma versão totalmente distorcida de si mesma. Nessa realidade, os componentes da Liga da Justiça eram os maiores vilões do planeta e não seus maiores heróis. Mas como isso influenciou o Universo DC?

As 10 Maiores Duplas de Criação dos Comics

Acredito que os quadrinhos funcionam melhor quando são em colaboração do que quando feitos por uma pessoa só. Duas cabeças pensam melhor que uma e, assim cada um pode se dedicar ao seu ponto forte e trazer essas vantagens para os quadrinhos. Os comics americanos funcionam muito nesse sentido colaborativo. E as melhores colaborações dos super-heróis serão comentadas agora.

10 Comics dos Anos 2000 Que Você Não Pode Deixar de Ler

Quando te falam 10 anos atrás, você pensa nos anos 2000 ou nos anos 90? O negócio é que muita gente parou de ler HQs no final dos anos 90 por causa de uma crise econômica real, que cada vez mais que eu converso com colecionadores de quadrinhos eles dizem o mesmo. Parei de ler nos anos 2000 e só voltei ali por 2005, o que dá mais ou menos uns 10 anos. Então, para você ir atrás do que perdeu listamos aqui 10 HQs destra época para que você vá atrás!

"Estou rezando por você..."

Vida + Significado = Magia. 10 Fatos Sobre Grant Morrison Que Talvez Você Não Saiba

Seguem aqui algumas anotações sobre a vida de Grant Morrison, que talvez você não saiba, encontradas no vídeo Falando com Deuses (Talking With Gods), do Grupo de Pesquisas Americano Sequart. O pai de Grant Morrison era a favor do desarmamento nuclear e tinha muito medo de uma Guerra Atômica. Nas HQs haviam pessoas que podiam deter as bombas nucleares, por isso o garoto Grant começou a gostar tanto deste tipo de arte. Algumas grandes influências de Grant Morrison: O Prisioneiro, Alesteir Crowley e 2001: Uma Odisséia no Espaço. Até os 19 anos não conhecia bebidas, garotas nem drogas. Só deixou de ser uma pessoa tímida e encabulada aos 30 anos. Ele tinha uma banda chamada: The Mixed. Quando Grant leu V de Vingança ele pensou “É isso que eu quero fazer. É assim que os quadrinhos devem ser.” Entretanto, quando escreveu uma história de Miracleman e a enviou para a editora, Alan Moore a vetou dizendo: “Não quero soar ameaçador como um mafioso, mas desista”. Essa história foi publicada este ano em Miracleman Annual #1, …

Série Jonah Hex, de Justin Gray, Jimmy Palmiotti e Diversos Artistas

Os Melhores Quadrinhos de Super-Heróis que Li em 2014

Primeiramente, Feliz Natal! Dingou béu, dingou béu, acabou papel! Não acabou não! Tem muito quadrinho bom pra ler e eu vou estar aqui pra dar umas dicas! Então vamos lá, os quadrinhos nessa seção são só da Marvel e DC Comics, ok?! Então tá! Valendo! Antes de Watchmen: Minutemen, de Darwyn Cooke Ano passado a Panini publicou a iniciativa Antes de Watchmen no Brasil. Mas a Panini que é Panini não cumpre seus prazos e tudo chega no mês seguinte do calculado. Ou seja, esse Antes de Watchmen chegou a mim em 2014, não que isso importe para essa lista. Você pode conferir uma resenha completa dessa edição aqui. E da iniciativa toda de Antes de Watchmen neste link. Foi uma inciativa polêmica que não teve o apoio de seu criador Alan Moore, mas que em geral trouxe histórias muito boas para os leitores. Claro, houveram tropeços, mas essa edição dos Minutemen é um digno exemplar das melhores coisas que essa iniciativa poderia trazer. Batman: O Retorno de Bruce Wayne, de Grant Morrison e Vários …

Vozes do Além: Clube Vampiro – Morra Agora Viva Para Sempre, de Howard Chaykin, David Tischman e David Hahn

Vampiros estão pipocando na cultura pop. E não é de hoje. Desde Drácula, de Bram Stoker é assim. Nos cinemas, Crepúsculo. Nas séries, True Blood. Nos quadrinhos, temos Vampiro Americano e Eu, o Vampiro, para ficarmos nos mais recentes. Clube Vampiro, vendido com o uma espécie de The Sopranos com dentes afiados, se aproxima mais de True Blood pela violência e sexo contidos em suas páginas. O interessante, porém, neste encadernado lançado pela Panini é que o renomado autor Howard Chaykin (de American Flagg!) e seus comparsas apresentam todo um mundo novo. Eles dão conta de contar o mundo dos vampiros e seus mais minuciosos detalhes através de uma narrativa em off. Como uma voz vinda do além, da mesma maneira que aquelas histórias do Penadinho contam a vida daqueles personagens com nomes juntos que formam uma terceira interpretação, assim é a narrativa em off de Clube Vampiro. É difícil avaliar se essa é a melhor forma narrativa de apresentar um mundo novo para o leitor. As histórias em quadrinhos sempre tiveram o predicado do …

10 motivos para você respeitar Jim Lee

Ele gosta de Kit-Kat de morango – coisa que só se encontra no Japão (ei, mas ele é sul-coreano!) – mas esse não é um motivo para respeitá-lo. Afinal, quem não gosta de Kit-Kat? Jim Lee é, hoje, um dos artistas e narradores mais influentes dos quadrinhos de super-heróis. Muito além dos anos 90, ele refez sua “image” ao longo dos anos, conforme o mercado de quadrinhos foi mudando. Ele foi se adaptando, crescendo e se mostrando uma das maiores forças criativas dos últimos 30 anos no quadrinhos. ESTILO: Com suas hachuras e estilo detalhado, mas não rebuscado, com um frescor moderno, Jim Lee passou da Tropa Alfa, para o Justiceiro e, então, para os X-Men. CÓPIAS: Durante os anos 90, uma forma de garantir que seus desenhos fossem aceitos pela Marvel e DC, o jeito era imitar Jim Lee. Muitos artistas renomados de hoje começaram assim e depois desenvolveram seu próprio estilo. NÚMEROS: A revista X-Men #1 (1991), escrita por Chris Claremont e desenhada por Jim Lee, ostenta, até hoje, o recorde de revista …

Porque as Revistas dos Super-Heróis Premium eram legais.

Já se falou muito de porque as Premium da Abril não funcionaram. No momento econômico atual não se acharia absurdo uma revista em quadrinhos de 170 páginas a preço de 10 reais, mas nos idos de 2000, a coisa foi um fracasso, fazendo a Abril perder a licença da Marvel e retornar ao formatinho para as revistas da DC. A economia mudou, o público mudou e o comportamento do consumidor de quadrinhos acompanhou essas mudanças. Mas, muita gente não acompanhou as revistas Premium e, em seu conteúdo, elas traziam histórias bastante interesssantes. Como algumas que vou citar agora. TERRA DOIS, DE GRANT MORRISON E FRANK QUITELY (EM SUPERMAN PREMIUM) A revista do Super trazia essa minissérie muito elogiada lá fora e aqui dentro, repetindo essa pareceria de artistas que sempre deu certo. A história era o primeiro encontro pós-crise da Liga da Justiça com o Sindicato do Crime, as versões maléficas dos heróis, com direito ao único super-herói bonzinho da Terra, Lex Luthor. TITÃS, DE DEVIN K. GRAYSON E MARK BUCKINGHAM (EM SUPERMAN PREMIUM) Devin …

Os Melhores Quadrinhos da Vertigo que li em 2013

FLEX MENTALLO, GRANT MORRISON E FRANK QUITELY Quiçá Flex Mentallo seja a obra-prima do careca escocês. Quiçá seja a obra que melhor resuma seu trabalho e estilo. Quiçá seja a história de Morrison mais difícil de dizer: ela trata disso e não daquilo. Mas deixando os Quiçás de lado o fato é que Flex Mentallo permite várias leituras, sejam elas sobre super-heróis e maturidade; sejam sobre a origem e o destino das ideias; seja sobre sexualidade ou até mesmo sobre seus próprios leitores. Só aqui no blog ela já rendeu todas essas interpretações. Foi um grande acerto da Panini Comics ao lançar a edição aqui no Brasil com extrema rapidez, visto que sua reprodução estava proibida nos EUA e fora de lá. OCEANO, WARREN ELLIS, CHRIS SPROUSE E KARL STORY Oceano é uma ficção científica. Oceano é um drama. Oceano é uma história de super-heróis. Oceano é um thriller de espionagem. Oceano é da Wildstorm e não é da Verigo, mas tem um gostinho do selo também.  Já falei bastante da história e algumas análises …

De onde vêm as ideias?

Ou “Por que é impossível não despirocar lendo Flex Mentallo e o que o inconsciente coletivo e o Enrique Iglesias têm a ver com isso tudo”. Acontece que essa semana reli Flex Mentallo, de Grant Morrison e Frank Quitely. Uma edição que estava fadada a não ser publicada no Brasil, devido a problemas com direitos autorais. Mas os obstáculos foram rompidos e, este mês, a Panini Comics lançou a obra aqui no Brasil. Antes de você ler esse texto, seria bom dar uma lida no que escrevi anteriormente sobre a mesma obra, que acabei lendo em scans na época. Aqui o link. A versão brasileira, com tradução de Érico Assis e edição de Fabiano Denardin e Daniel Lopes, é muito caprichada, numa encadernação melhor que a americana, cheia de extras, como o texto introdutório de Morrison e os rascunhos de Quitely. A história de Flex Mentallo é cheia de metalinguagem, cheia não, submersa em metalinguagem. Dizem que a metalinguagem é uma literatura masturbatória, cheia de autorreferências, que é muito fácil criar uma história sobre histórias …

Roteiristas contemporâneos e seus momentos grotescos

As sensações que a estética grotesca nos causa ainda é a mesma: o estranhamento, ou o nojo, a melancolia e até mesmo a culpa. Um bom exemplo disso são as campanhas da Benetton, do final da década de 90, realizadas por Oliviero Toscani. O fotógrafo, na contramão da publicidade, queria usar imagens que despertassem alguma mudança de comportamento no público que as via. Por isso buscou em imagens polêmicas como um homem agonizando, um padre beijando uma freira, corações humanos, camisinhas, um bebê recém-nascido. Foi um dos primeiros a se utilizar de uma publicidade não-comercial, porém que acabou lucrando em cima do sofrimento humano. Toscani defende que sua publicidade e suas fotografias revela um lado do humano que a maioria das pessoas não é capaz de suportar e que estaríamos ignorando que o mundo é feito de mais anomalias do que se pensa. O grotesco e o surreal agora fazem parte de uma nova estratégia de publicidade. A publicidade grotesca de Toscani criou escola e é uma das poucas publicidades capazes de identificar um estilo, …

5 Versões do Superman em 5 HQs Recentes

5 Versões do Superman em 5 HQs Recentes

É um pássaro…, por Steven T. Seagle e Teddy Kristiansen O Metalinguístico. Uma HQ cínica e reveladora. Nesta autobiografia marcada pela discussão dos aspectos que fazem do Superman o herói que ele é hoje, o autor se vê bloqueado em assumir o cargo como escritor regular das revistas do kriptoniano por causa do histórico da Doença de Huntington em sua família. Além de experimentar na forma, os autores nos trazem um conteúdo belíssimo, de uma obra ímpar e imperdível. Superman: Entre a Foice e o Martelo, por Mark Mllar, Killian Plunkett e Dave Johnson O Bizarro. Essa sim, é a versão contrária do Superman, que nesta história nasceu na União Soviética e, aos poucos vai se tornando o comandante da potência socialista, mudando de forma definitiva o cenário mundial. Além de lidar com aspectos geopolíticos, há destaque para as versões de Batman e Mulher-Maravilha e para o final, que é surpreendente. Superman: Identidade Secreta, por Kurt Busiek e Stuart Immonnen O Real. Se o Homem de Aço vivesse no mundo real como seria sua vida …