Todos os posts com a tag: graphic novels

Bem Mais “Sagas Definitivas” da DC Comics pela Eaglemoss no Brasil

Que a Editora Eaglemoss vêm publicando diversos materiais na sua coleção de graphic novels da DC Comics, você deve estar sabendo, correto? Mas talvez você não tenha dado uma atenção maior à coleção irmã a esta, que publica as “Sagas Definitivas” da DC Comics no Brasil.Claro, o preço é maior, mas o custo benefício, no final das contas fica mais aproveitável do que manter a coleção principal. E tem muita coisa legal e material inédito ou que fazia muito tempo que não era publicado no Brasil. Neste post vamos falar um pouco mais sobre essa expansão da coleção “Sagas Definitivas” da DC Comics pela Editora Eaglemoss. 

A Vida do Quadrinho Americano em Miniatura: Will Eisner por Neil Gaiman

Este é o ano em que o Mestre dos Quadrinhos Will Eisner completaria 100 anos de existência. Por isso, resolvemos fazer uma singelíssima homenagem a esse quadrinista fantástico, trazendo algumas palavras de Neil Gaiman sobre sua importância. Essas palavras foram escritas na introdução do encadernado The Best of The Spirit, da DC Comics, publicado em 2006. Acompanhem as palavras de Neil Gaiman e reverenciem a importância de Will Eisner e de sua maior criação, o Spirit.

Mas, Afinal… O Que é Uma Graphic Novel?

As graphic novels estão aí nas bocas e nas mãos de todo mundo. Nas bancas, nas livrarias, se transformando em animações, em filmes e em séries. Embora, quando eu falo o termo para minha mãe eu tenho que repetir, repetir e por fim dizer: “um livro em quadrinhos, mãe!”. Mas onde surgiu esse termo e a o que mesmo ele se refere? Vamos deixar que gente como Bryant Talbot, Scott McCloud, Eddie Campbell e Will Eisner dêem suas definições e vamos tentar compor alguns pontos em comum.

Quadrinhos: Uma Arte Futurista e Atrasada

Os quadrinhos estão sempre inovando, seja na narrativa ou no estilo de desenho. Mas porque será que, se comparado com outras artes, os quadrinhos parecem que ainda não alcançaram todo seu potencial? Seriam os quadrinhos uma arte atrasada? E o que o movimento da arte moderna conhecido como futurismo tem a ver com tudo isso? As respostas, a seguir!

Esqueça Seus Julgamentos. Nimona, de Noelle Stevenson

Noelle Stevenson é hoje conhecida pela aclamada série independente Lumberjanes. Mas antes dela, Noelle publicou a websérie Nimona, que conta a história de uma garota com o mesmo nome, que possui poderes transmorfos. Tudo que ela mais quer é ser a comparsa do maior vilão do reino, o Lorde Coração Negro. Mas nem tudo é o que parece nesse quadrinho que possui uma narrativa inovadora e revigorante nas formas de encarar certos paradigmas de personagens.

O Grande Problema das Coleções da Panini e da Salvat

Eu estava eufórico! Finalmente uma porrada de material da Marvel que nunca havia sido publicado no Brasil ia aparecer por aqui. E tudo isso, graças às coleções da Salvat e à Coleção Histórica Marvel. Mas alegria de pobre dura pouco e logo percebi que estava sendo engambelado mais uma vez pela poderosa Panini. Leia a minha dolorosa história de dor e gastos desnecessários a seguir.

“Nunca Assisti Nenhum Filme de Super-Heróis”, diz David Lloyd, autor de V de Vingança

Grande atração da Comic Con RS 2016, que ocorre neste final de semana na Ulbra – Canoas/RS, o criador do clássico dos quadrinhos V de Vingaça ao lado de Alan Moore, David Lloyd não simpatiza com os filmes de super-heróis. Ainda mais, com os super-heróis em geral. Apenas aqueles que oferecem algo a mais como Deadpool e KIck-Ass. Para saber mais sobre esse ponto de vista, leia a seguir.

Entrevista com Wagner Willian: O Desafio de Um Quadrinho Denso

Wagner Willian é um autor nacional ímpar. Primeiro ele causou estertores com seu Lobisomem Sem Barba, narrativa ganhadora do Prêmio Jabuti em 2015. Este ano ele veio com uma HQ com mais de 300 páginas chamada Bulldogma, contando a vida de uma ilustradora em meio a alienígenas e bizarrices. Através do estranho, Wagner nos aproxima do que é comum. Preparamos uma entrevista com ele, que você pode ler a seguir.

SplashPod – S01 E02 – Crossover: Capa Dura x Capa Mole (Brochura)

Neste segundo SplashPod apresentamos o crossover Capa Dura x Capa Mole, com a participação especial de Daniel HDR, Émerson Vasconcelos, Punch Comics e o Vinícius, do 2quadrinhos! Confere a set list: (00:00) Intro Batman (01:07) Acabamento Gráfico (07:56) Coleções Estilo Salvat (15:05) Quadrinhos Ostentação (18:35) Os Movimentos do Mercado (21:00) Daniel HDR (23:53) Qual você prefere? (33:25) O Trabalho Editorial: O case de Sandman da Conrad (35:50) Os Tipos de Papel (37:42) Os Paralelos com o Mercado Japonês (38:50) Émerson Vasconcelos (40:00) Os Encalhernados e os TPBs (43:45) Encadernadores Caseiros Anônimos (48:45) Punch Comics (50:44) Vinicius 2 quadrinhos (51:50) ISSN e ISBN (56:54) ByeBye SplashPod – S01 E02 – Crossover: Capa Dura x Capa Mole (Brochura). MÚSICAS (Anos 50 e 60): (00:36) Bobby Darin – Splish Splash (02:44) Ray Charles – Get Rythm (07:56) Herman Hermits – Into Something Good (20:41) Lesley Gore – It’s My Party (39:57) The Marcels – Blue Moon (56:54) The Beatles – Hello Good Bye CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO PARA BAIXAR O PODCAST!!!

A Popozuda passa uma mensagem, sim!

Quadrinho nacional: um mercado de nicho ou um mercado popular?

Estava discutindo isso com um amigo no facebook. Os quadrinhos brasileiros devem seguir seu próprio caminho ou devem seguir as fórmulas de outros mercados como o americano e japonês para se tornarem populares? Vemos que desde 2010 os quadrinhos brasileiros têm amadurecido. Têm se tornado diversos e oferecem várias alternativas para quem quer conhecê-lo. Até existem super-heróis brasileiros, embora ninguém seja capaz de citar um de destaque. Nossa discussão começou com isso: super-heróis brasileiros. Não acho que esse estilo de história se popularize ou se dê bem no Brasil, pelo motivo de que super-heróis são um produto da cultura americana. Ninguém vê super-heróis franceses, polinésios ou argentinos. Ano passado um coletivo de quadrinistas brasileiros colocou no ar uma campanha no catarse para empenhar um álbum de crossover de super-heróis brasileiros chamado: A Ordem. Super-heróis se originam de tempos de dificuldades, como a grande depressão no anos 30 nos Estados Unidos ou a Segunda Guerra Mundial. Como falei nesse link sobre a intrínseca relação entre super-heróis e guerras. Ao mesmo tempo, no Brasil não existem guerras …

As Melhores Graphic Novels Estrangeiras que li em 2014

Aqui cabe uma explicação, graphic novels estrangeiras são todas as HQs que eu li que não são feitas nem nos EUA ou Brasil. Para as feitas nos EUA existe a categoria Graphic Novels Americanas. Não se esqueçam que ainda está para sair a lista das melhores HQs de super-heróis (Marvel e DC Comics) e da Vertigo, assim como um pequena lista de revistas para se evitar. Vamos a lista das Graphic Novels Estrangeiras: A Invenção de Morel, adaptado do livro de Adolfo Bioy Casares por JP Mourey (FRANÇA) Eu só costumo gostar de adaptações de quadrinhos se elas realmente são adaptações, ou seja, não apenas uma transcrição das palavras em imagens, mas que saibam usufruir dos recursos do meio quadrinhos. Uma história intrigante como A Invenção de Morel, de um dos grandes amigos de Jorge Luis Borges, Adolfo Bioy Casares, merecia uma adaptação ao seu nível. É o que JP Mourey realiza aqui, com sutileza, usando as cores para pontuar a narrativa de froma sábia e ajudando o leitor a entender a narrativa intrincada do …

Os Melhores Quadrinhos Brasileiros que Li em 2014

Aos Cuidados de Rafaela, de Marcelo Saravá e Marco Oliveira Quando escrevi a resenha sobre Aos Cuidados de Rafaela disse que seria uma das melhores HQs brasileiras do ano e realmente se manteve assim. Não pelo clima Nelson Rodrigues que a HQs traz, mas pra mim ficou parecendo mais uma HQ sobre uma sociopata ao estilo Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock e tantos outros filmes do mestre do suspense. Na verdade a HQ revela a sordidez da alma humana e como as pessoas podem ser interesseiras até as últimas consequências, envolvendo-as numa turbulenta sequência de dominós interpessoais que podem ser derrubados a qualquer estalo.   A Vida de Jonas, de Magno Costa A história de um alcoólatra tentando se recuperar. Até aí tudo bem, mas o que um dos novos gêmeos revelação da cena quadrinística brasileira faz é usar fantoches. Isso aí: fantoches para contar quadrinhos. Não são fotos, mas parece que todos os personagens saíram ou da Vila Sésamo, ou do filme dos Muppets, ou da Exposição de 20 anos do Castelo Rá-Tim-Bum. Isso …

Seleção de Quadrinhos!!!

Quadrinhos Para Quem Não Curte Quadrinhos

Vem chegando o Natal! Vamos presentear com quadrinhos? Aqui vão algumas sugestões. Você é fã de quadrinhos e não entende como as pessoas podem não gostar do que você gosta. Você não é fã de quadrinhos, mas gostaria de ser, só que é tudo tão complicado e difícil. Você até gosta das séries e dos filmes, mas sei lá… Talvez aqui tenha a solução para os seus problemas, como aprendemos na faculdade é uma questão de adequação, ou é o segredo dos gays: “introduzir devagarzinho”. Aos poucos, as pessoas vão entendendo que quadrinhos é um meio riquíssimo e que existem histórias para todo o tipo de pessoas, assim como os romances literários, basta entender o seu tipo e quando vir, já vai entender tudo sobre quadrinhos. Separei 10 quadrinhos para 10 tipos diferentes de pessoas. Vamos lá? SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO Para quem: fãs de videogame O que é: Scott Pilgrim Contra o Mundo é um quadrinho que usa a linguagem do videogame para contar a história de… Scott Pilgrim, que se apaixona pela …

Ellen Forney

A vida na gangorra: Parafusos – mania, depressão, Michelangelo e eu, de Ellen Forney

Depressão é coisa feia. Beijinho no ombro daqueles que dizem que se resolve com uma pia de louça suja para lavar. Se lessem a graphic novel de Ellen Forney, publicada esse ano no Brasil pela WMF Martins Fontes, com certeza se arrependeriam amargamente de suas palavras insensatas. No livro de Ellen, Parafusos – mania, depressão, Michelangelo e eu, ela tenta associar o pensamento criativo com “loucura”, ou seja, a necessidade de usar medicamentos para o transtorno mental. Enquanto isso, vai explicando como “funciona” sua bipolaridade e os gestos que vem fazendo para mudar esse quadro. Ellen sempre passou por fases. Uma delas é a mania, quando está eufórica, cheia de pensamentos. A outra, a depressão, quando se sente inútil e embotada para a vida. Ellen sempre aprendeu a dar significado às coisas. Mas não o significado aparente, ela buscava encontrar ali algo mais. Nas árvores, nas pessoas, nas gotículas do box do banheiro em que visualizava pessoas numa festa na floresta. Ela diz que esse é o trabalho do artista: encontrar mais significados nas coisas …