Todos os posts com a tag: grim’n’gritty

Um Sonho De Rorschach

Como o universo de Watchmen interagia com o o Universo DC regular antes do Rebirth? Ficamos sabendo, através do Rebirth, que foi graças a um ato de criação do Dr. Manhattan que o mundo dos Novos 52 foi criado. Uma história publicada em The Question #17 e 18, de 1988, apresenta ao leitor um dos personagem de Watchmen: Rorschach. Venha comigo se quiser saber!

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Saudades: Os Caçadores

A Editora Abril precisava de uma casa para o Arqueiro Verde na década de 90. Então a solução foi unir o herói a outros que tinham uma pegada como a dele. Eram, frios, eram cruéis e raivosos, mas que, afinal, eram bem escritos. Eles eram Os Caçadores, apresentando numa revista em formato americano e com um logo à la Comandos em Ação. Vamos lembrar disso?

Somos Apenas Personagens: Homem-Animal: Deus Ex Machina, de Grant Morrison, Chaz Truog, Doug Hazlewood e Outros

Encontro com o criador é o que dizem quando uma pessoa parte dessa para uma melhor. De de certa forma é isso que acontece com o Homem-Animal, Buddy Baker, nesse terceiro volume da sua série pela Vertigo. Ele se encontra com o criador. Mas no caso se trata de Grant Morrison, que é ao mesmo tempo, personagem e escritor do que é narrado. Vamos falar um pouco mais sobre isso nesse artigo.

Te vejo no inferno! Hasta la vista, baby

As 10 HQs Mais Bem-Avaliadas do Guia dos Quadrinhos

O Guia dos Quadrinhos, o maior banco de dados sobre publicações nacionais do Brasil, além de permitir o usuário catalogar sua coleção de gibis, também permite-o avaliar as revistas que leu. Dessa forma, nas guias laterais do site, existe um ranking das revistas mais colecionadas e, logo abaixo, das melhores avaliadas por seu público. Esses rankings são inconstantes e mudam de tempos em tempos, porém resolvi pegar uma amostra de hoje 21/03/15, às 22h, para trazer uma amostra das 10 HQs que o público brasileiro colecionador de quadrinhos considera as melhores edições já publicadas.

SplashPod – S01 E05 – SEXO! SEXO! SEXO nos Quadrinhos!

Olá mergulhadores ! Mais uma vez, mergulhamos profundamente (ui!) nos quadrinhos para discutir algo melhor que os próprios: sexo ! Nesse episódio, discutimos episódios de sexo nos quadrinhos, sejam eles eróticos, pornôs, de ação ou qualquer outro estilo ! Dudu Bandeira, Guilherme Smee, Fabiomesmo e Santiago Castro, acompanhados dos convidados especiais Annie O’Reilly, J.R. Weingartner Jr., e Mario Cesar Oliveira (http://www.masquemario.net/), comentam sexo nas hqs, em momentos marcantes ou não, bem construídos ou gratuitos, sempre com intervenções precisas do saudoso Alborghetti. (00:00:26) Abertura/Apresentação; (00:02:50) Monstro do Pântano de Moore e o pansexualismo na DC comics; (00:04:47) Outras obras sexuais de Alan Moore (e são muitas); (00:09:15) A sedução dos inocentes/Fredric Wertham; (00:15:42) Sexualidade e violência nos quadrinhos nos anos 80 e 90 – erros mais comuns; (00:19:00) Tina, Porra, Maurício e a Mulher-Hulk do Byrne; (00:25:26) Musas e cenas históricas de sexo (ou afins) nos quadrinhos: Hank Pym e Vespa/Angela e Spawn/ Superman e Big Barda/Kitty Pride e Colossus e outros; (00:40:14) Garth Ennis e suas HQs sexualmente polêmicas (sim, The Boys e Crossed); (00:51:18) …

Anjos e Demônios: DV8, de Warren Ellis e Humberto Ramos

Warren Ellis, escritor dos personagens complicados, se uniu a Humberto Ramos, dos desenhos complicados, para fazer a série solo e spin-off de Gen 13. Isso, aquela mesma, da Fairchild e do Grunge, da Granizo, a lésbica que metia a mão na bunda da Queda-Livre, a equipe cirada por Jim Lee, Brandon Choi e J. Scott Campbell. Ao mesmo tempo, surgia na revista dos heróis adolescentes geneativados, o seu lado negro, uma equipe de porra-loucas juvenis liderados por Ivana Baiul, da O.I. (Operações Internacionais), a nêmese de John Lynch, o líder do Gen 13. Jim Lee gostou tanto da sua criação perversa que chamou um cara nota dez em perversidades pra dar conta da nova revista dos DV8 (Os Deviantes): Warren Ellis. Nessa época Ellis vinha escrevendo com sucesso a série Stormwatch, que mais tarde se tornaria The Authority e lançaria a carreira de Ellis à estratosfera. Para que Ellis tivesse uma orientação do que fazer na sua nova revista, Jim Lee indicou para ele que se inspirasse no filme KIDS, de Larry Clark, produzido por …

Ele não “polpa” ninguém: O Aranha – O Terror da Rainha Zumbi, de David Liss e Colton Worley

A ficção de polpa, ou pulp fiction, tem esse nome porque as revistas que distribuíam esse tipo de aventura eram impressas em papel barato, feitos com a polpa das árvores. Com grande popularidade no início do século XX, as revistas pulp foram o divertimento das massas antes das revistas em quadrinhos e da televisão. Essa geração, que cresceu lendo histórias de detetives e aventureiros, foi responsável pela criação dos super-heróis. Foi assim com Siegel e Shuster, que incorporaram muitos dos elementos aventureiros de Doc Savage no seu Superman. E foi assim com Batman, no qual Bob Kane e Bill Finger usaram o lado detetivesco e misterioso d’O Sombra, personagem que surgiu primeiro nas rádios. Nada mais natural que, em tempos mais modernos, esses personagens fossem concretizados em folhas de papel tão baratas quanto as dos pulps: as dos gibis. Doc Savage teve várias séries em quadrinhos. Enquanto O Sombra passou por mãos como as de Howard Chaykin e Denny O’Neil. A última encarnação desses heróis foi através da editora Dynamite Entertenment. Garth Ennis (Preacher, Justiceiro) se …

O Império dos Sentidos

Onde imperam as sensações também imperam os sentimentos. O Demolidor de Mark Waid, Paolo Rivera e Marcos Martin é uma aplicação precisa da técnica do Total Recall, ou memória eidéitca. Waid abusa dos sentidos na história do super-herói, cego desde criança, com os outros sentidos ampliados e dotado de uma percepção de radar. Tentando evitar seu destino de virar lutador como o pai, Matt Murdock tornou-se um brilhante advogado. Porém, acabou tornando-se também o combatente do crime conhecido como Demolidor. Total Recall, além de ser o nome original do filme O Vingador do Futuro, também é uma técnica de escrita e de análise, que consiste em trazer para o texto ou para o momento atual sentimentos do passado através dos sentidos. De olhos fechados, ouvindo uma melodia calma, somos levados a relembrar gostos, aromas, sensações, cores. Na história do Demolidor, Matt ajuda um garoto cego a lembrar-se de um diálogo perdido em sua memória através dessa técnica, rearranjando objetos, servindo um chá aromático, vestindo a roupa certa, etc.. A partir dessa cena temos um pequeno …

Saudades: Shazam!

Heróis da TV. Superaventuras Marvel. Grandes Heróis Marvel. DC 2000. Heróis em Ação. Super Powers. Superamigos. Revistas que duraram um bocado de tempo, mas que sempre vão ficar na memória dos leitores brasileiros como marcos da sua época. Aqui na seção Saudades quero falar sobre revistas que tiveram uma sobrevida curta e que poderiam ter durado mais, devido a qualidade de seu mix de histórias. Hoje em dia temos casos de revistas que duram pouco pela Panini, como é o caso de Grandes Heróis Marvel, Deadpool, Flash e Edge, mas essas quatro estão longe de deixar qualquer saudade. O que as revistas aqui nesta sessão terão em comum? Séries que são favoritas dos leitores e que foram pedidas por anos e sempre foram relegadas ao segundo plano. Até que algum editor resolveu dar uma chance para elas, apenas para que caíssem no limbo novamente. Aqui começa a seção das revistas que deixaram saudades. Vamos começar com Shazam!, da Editora Abril. Dados Gerais: Shazam! (Editora Abril) Duração: 13 números (0 + 12 edições) – Outubro de …

As Eras dos Quadrinhos – Parte 8

A Era da Incerteza – Eu sou o melhor no que faço, mas o que faço não é nada bonito! Com a influência dos quadrinhos independentes, do mercado direto e restrito e o código menos rígido, o caminho estava aberto para obras como Batman, o Cavaleiro das Trevas e Watchmen, que, para o bem ou o mal, redefiniram os modelos de quadrinhos de super-heróis. Foi o tempo em que os heróis não precisavam de motivos para ser violentos, e a grande maioria era cruel e raivosa, numa tradução literal do termo grim’n’gritty, uma expressão cunhada para representar o resultado da má interpretação do tom que empregaram Moore e Miller por autores menos célebres. Os protagonistas eram sombrios, portavam grandes armas e faziam cara de mau, rangendo os dentes nas capas. Fazia-se um contraponto à nobreza da Era de Prata e ao cinismo da Era de Bronze. Nesse período, a arte passou a ser mais valorizada. Grandes desenhistas passaram a receber grandes quantias por seus trabalhos e os fãs compravam revistas em grandes quantidades. As bad …

A Guerra vai ser pra decifrar todos esses personagens!

Um chá com a Marvel UK (10 de 12)

Com a chegada dos anos 90, Paul Neary se tornou editor-chefe da Marvel UK e os títulos produzidos na Inglaterra passaram a ser comercializados nos EUA. Tudo isso acontecia em meio à ascensão da Bolha Especulativa que fazia com que os consumidores comprassem o maior número possível de revistas, já que tinham potencial de se valorizar muito em um futuro não muito distante, e os primeiros números poderiam valer milhões. Assim, a Marvel UK entrou na onda e lançou nos Estados Unidos, entre outros, uma segunda versão de Death’s Head (que ficou conhecido como Espectro e Caveira no Brasil), um segundo volume de Cavaleiros de Pendragon, Motormouth (título que depois foi chamado de Motormouth e Killpower) e Hell’s Angel. Todos esses títulos tinham como plano de fundo as ações da organização subversiva Mys-Tech, o que acabou resultando no crossover Guerras Mys-Tech. Na terra da rainha, todos estes títulos eram publicados na antologia Overkill. Assim como todo “bom” personagem do início dos anos 90, os novos protagonistas das revistas Marvel UK, andavam na onda do “grim and …

Os MInutemen!

20 motivos para ler Watchmen

Hoje saiu o trailer de Watchmen. Muito bom, por sinal. Visualmente fiel. O que me surpreende é que fora do mundinho nerd a maioria das pessoas não conhece Watchmen. Eu faço meu trabalho de catequista e empresto minha série de 12 revistas, em caixa especialmente feita pela Júlia, para a maioria dos meus amigos mais próximos e que topam ler a série. Quem topou, com certeza gostou. Mas aí você que não lê quadrinhos vem e me pergunta: “Mas por que eu vou ler essa coisa?”. Agora eu lhe dou os motivos: 1.Em termos comparativos com outras mídias, Watchmen é para os quadrinhos o que Cidadão Kane é para o cinema, ou o que Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band é para a música. 2.A capa de cada edição/capítulo é um close de uma imagem que tem cicontinuidade na primeira página de história, funcionando sempre como o primeiro quadro desta. 3.Richard Kelly (Donnie Darko) e Darren Aronofsky (Réquiem para um Sonho, The Fountain) apontam o trabalho de Moore como uma das principais influências em seus …