Todos os posts com a tag: harry potter

Melhores e Piores Leituras de Janeiro de 2017

Como diria Silvio Santos: “Olé, olé, olé, olé, feeling hot, hot, hot!”. Este verão está de matar! Mas pra refrescar (pelo menos a mente) a gente lê e esquece um pouco do bafão. Aqui está a minha seleção de melhores e piores leituras do mês. Não teve nenhuma leitura horrível esse mês, então fiquemos com as melhores apenas!

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Love Is Love: Uma Coletânea de Quadrinhos em Honra às Vítimas do Massacre de Orlando

Era 12 de junho de 2016, eu estava com meus amigos gays comemorando o aniversário do cara que viria a ser meu namorado um pouco tempo depois em uma casa noturna alternativa. Cheguei em casa por umas sete da manhã e nos noticiários estava dando que um franco-atirador havia invadido uma boate gay de Orlando, nos Estados Unidos, matando 49 pessoas. O crime, como se provou depois, foi definido como crime de ódio. Uma vez que o atirador era homofóbico, mas, como na maior parte dos casos de homofobia, sentia atração por homens.

Os Melhores Quadrinhos da Vertigo Que Li em 2016

De novo, essa lista contém praticamente relançamentos ou coisas de anos atrás lançadas pela primeira vez aqui. Será que as coisas que estão ficando chatas ou sou eu que estou ficando um velho, chato, exigente e resmungão com os quadrinhos? Que dilema! Bem, vamos lá aos melhores quadrinhos da Vertigo que li em 2016!

Os Melhores Quadrinhos da DC Comics Que Li em 2016

Neste ano, a editora das lendas publicou no Brasil a fase que ficou conhecida com DC&VOCÊ. Eu gostei muito dos títulos e da proposta da editora tentar trazer histórias que agradassem à todo tipo de público. Claro que durante essa iniciativa tivemos alguns percalços como o título do Constantine. Mas a variedade foi muito boa e uma pena que vários títulos não saíram por aqui. Temos que ser felizes com o que temos não é mesmo? Ou não. Vamos aos melhores do ano da DC Comics:

A Hogwarts do Batman – Academia Gotham: Mistério na Sala de Aula, de Becky Cloonan, Brenden Fletcher e Karl Kerschl

Academia Gotham é uma história em quadrinhos com mistério, aventura e personagens cativantes, assim como os livros de Harry Potter, personagem de J.K. Rowling. A HQ é uma maneira leve e interessante de começar a ler quadrinhos de super-heróis e, principalmente do universo do homem-morcego.

Prazer, Guilherme VERGONHA Smee. Meu nome completo. ;-)

É Uma Vergonha Ser Nerd? Sim ou Não?

Os nerds sempre foram os que gostavam de cultura, mas não entendiam como podia o “zé-povinho” não gostar disso também. Por isso, estavam sempre excluídos do resto, sentados sozinhos com seus lanches, ou na primeira classe tentando desesperadamente escutar o que o professor falava, enquanto, lá no fundão, tinha uma algazarra. O mundo cresceu e, talvez por essa massificação da cultura, os nerds também aumentaram. Cada vez mais tem gente que curte séries, quadrinhos, games e coisas assim. Mas eles são MESMO uma vergonha e APENAS isso?

A Popozuda passa uma mensagem, sim!

Quadrinho nacional: um mercado de nicho ou um mercado popular?

Estava discutindo isso com um amigo no facebook. Os quadrinhos brasileiros devem seguir seu próprio caminho ou devem seguir as fórmulas de outros mercados como o americano e japonês para se tornarem populares? Vemos que desde 2010 os quadrinhos brasileiros têm amadurecido. Têm se tornado diversos e oferecem várias alternativas para quem quer conhecê-lo. Até existem super-heróis brasileiros, embora ninguém seja capaz de citar um de destaque. Nossa discussão começou com isso: super-heróis brasileiros. Não acho que esse estilo de história se popularize ou se dê bem no Brasil, pelo motivo de que super-heróis são um produto da cultura americana. Ninguém vê super-heróis franceses, polinésios ou argentinos. Ano passado um coletivo de quadrinistas brasileiros colocou no ar uma campanha no catarse para empenhar um álbum de crossover de super-heróis brasileiros chamado: A Ordem. Super-heróis se originam de tempos de dificuldades, como a grande depressão no anos 30 nos Estados Unidos ou a Segunda Guerra Mundial. Como falei nesse link sobre a intrínseca relação entre super-heróis e guerras. Ao mesmo tempo, no Brasil não existem guerras …

De meninos e de corujas...

Harry Potter e a Magia dos Quadrinistas Ingleses

Quero propor uma reflexão aqui com vocês, caros leitores. Se possível, deixem seus comentários. Há quase vinte anos venho acompanhando quadrinhos com mais atenção e uma coisa que mais gosto é identificar os estilos dos autores, os temas que são caros para eles, a maneira como constroem seus universos e seus personagens, as referências que usam, quem eles inspiram e de onde se inspiraram. Mas a reflexão que quero propor é perguntar e tentar responder é: quando o estilo se torna repetição? E a resposta que eu tenho para dar é: quando o escritor começa a plagiar a si mesmo. Dito isso, vou falar, é claro, dos supracitados escritores da invasão inglesa, pois eles são os mais fáceis de identificar estilo e influências. Como falei nesse link, as influências da maioria deles vem da revista 2000 a. D. e seus criadores, Alan Grant e John Wagner, mas também da literatura inglesa de fantasia, Charles Dickens, George Orwell, Lewis Carrol, P. L. Travers, J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis, Roald Dahl. Sem esquecer William …

10 Razões Por Que O Inescrito Pode Ser o Substituto de Sandman

Nenhuma série em quadrinhos alternativos é tão cultuada ao redor do mundo como Sandman, de Neil Gaiman. Muitas outras séries tentaram seguir o caminho da família de Morpheus, e muitas foram nomeadas como suas substitutas. Entre elas, Fábulas e Y: O Último Homem. A primeira por sua proximidade com as histórias e a segunda pelo mundo revigorante que apresenta e seus personagens cativantes. Mas acho que há um série que se aproxima mais de Sandman, e essa série é O Inescrito (The Unwritten), criada por Mike Carey e Peter Gross. Não por acaso, os dois já haviam trabalhado juntos no spin-off de Sandman, a revista de Lúcifer. Mas vamos ao motivos: SONHOS E HISTÓRIAS: Enquanto a base de Sandman são os sonhos e sua influência sobre as pessoas, em O Inescrito temos as histórias e suas influências. Enquanto em Sandman temos o Sonhar, em O Inescrito temos O Leviatã. Ambos, sonhos e histórias, são narrativas, a diferença é que sonhos são produções internas, íntimas, já as histórias são, de certa forma, uma maneira de difundir …

Glamour Selvagem – Fashion Beast: A Fera da Moda, de Alan Moore, Malcolm McLaren, Anthony Johnston e Facundo Percio.

No prefácio desta edição, Alan Moore apresenta Malcolm McLaren (responsável pelo apogeu e queda do Sex Pistols) como um homem que quer os holofotes sobre si, atraindo a atenção da imprensa marrom (amarela, em língua inglesa, graças ao personagem de quadrinhos Yellow Kid), causando polêmica, buscando sempre uma nova maneira de sobressair-se sobre os outros, criando novidades e desprezando o que criou anteriormente. Temos aí um bom retrato que, num maravilhoso ato falho, Alan Moore faz de si mesmo, aturdido pela persona de Malcolm McLaren. Cabe explicar que Fashion Beast é a adaptação para quadrinhos de um roteiro perdido de Alan Moore em parceria com Malcolm McLaren. Este último acreditava que a fusão de quadrinhos e cinema seria a nova grande onda mundial (lá nos anos 80, hein, até que o cara entendia da coisa). McLaren acreditava que um roteirista de quadrinhos poderia trazer um novo vigor para o cinema por causa das fusões e transições que os dois meios são capazes de gerar. Coube a Anthony Johnson e Facundo Percio fazerem o caminho contrário, …

Os Melhores Romances que Li em 2013

1Q84 – Livro 1, Haruki Murakami Ler esse novo sucesso do autor japonês mais cultuado no mundo de hoje, me fez embarcar na vida dos personagens. Fez com que eu fizesse parte de um Japão moderno, nada tradicional. Fui buscar por mais leituras de obras orientais – estou falando dos mangás – que comportassem aquele clima que o livro me passou. Mas ainda fico na dúvida do que se trata o livro e a que ele veio: um mistério que só vou conseguir entender quando ler os Livros 2 e 3. Ele trata de amor, em primeiro lugar, claro, os dois personagens principais possuem uma relação que só será elucidada no fim da trilogia (espero). O livro é uma homenagem a 1984, de George Orwell – o ano em que nasci – e se passa também no mesmo ano. Entretanto, se você está esperando o Grande Irmão, ministérios, duplipensar, censura, vai demorar um pouco para entender como esses elementos estão presentes. Talvez a maior qualidade de Murakami seja a sutileza, mas não se trata de …

Coisas belas e sujas – 03 – O Inescrito

Voltando a quem veio primeiro, o que plagiou o que, e qual é a originalidade da proposta, outra série da Vertigo, O Inescrito (The Unwritten, 2009), de Mike Carey e Peter Gross, não tem vergonha de admitir que seu personagem principal seja explicitamente inspirado em Harry Potter. Só que, prestem atenção, esse Harry Potter existe no mundo real. Outra vez o choque realidade versus fantasia, o mundo infantil versus o mundo adulto: Tom Taylor, filho de Wilson Taylor, foi quem inspirou o pai a criar a série de livros com o personagem mágico Tommy Taylor. Entretanto, após descobrir que criatura e muso inspirador estavam intimamente ligados, Tom inicia uma jornada para descobrir a verdade sobre si mesmo. Uma coisa um tanto desconstrutiva da parte dos autores, mas eles vão além, muito além do que ficar discutindo a natureza da “verdade” sobre o protagonista. É uma espécie de metalinguagem da metalinguagem. Uma história sobre todas as histórias já contadas no mundo, como elas se conectam e qual exatamente a sua função e seu poder sobre nós, …

Coisas belas e sujas – 02 – Fábulas

Nessa onda de reinterpretar os contos de fadas para um contexto adulto, surgiu a série Fábulas, criada por Bill Willingham em 2002. A série conta a história de vários personagens dos contos de fadas, fugidos de suas Terras Natais, que encontraram morada em Nova York, num povoado secreto chamado a Cidade das Fábulas. Lá, todos os personagens tiveram, ao longo dos anos, que se adaptar ao mundo real. Branca de Neve, por exemplo, é a vice-prefeita da Cidade das Fábulas e Bigby Lobo (O Lobo Mau) é o xerife, que cuida dos crimes perpetrados pelas fábulas “más” e também mantém a segurança e o sigilo daquele universo tão peculiar. Há o cafajeste Príncipe Encantado, que, diferente das historinhas, pegou todas as princesas da DisneyTM, e os bizarros habitantes da Fazenda, uma comunidade isolada onde as fábulas não-humanas podem vivem “livremente” em nosso mundo. A série de Willingham preencheu o vácuo de histórias de fantasia deixado por Neil Gaiman após o encerramento de Sandman. Até hoje a série recebeu 14 vezes o prêmio Eisner. Paulo Ramos, …