Todos os posts com a tag: homem-animal

Melhores e Piores Leituras de Fevereiro de 2017

Calor e carnaval pedem a solidão e o frio do espaço sideral. Talvez por isso neste mês de fevereiro eu tenha me concentrado nas leituras de Star Wars. Nunca se viu tanta resenha da turma Jedi quanto neste mês. Mas, claro, não ficou só nisso. Confere aí!

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As Mulheres Criadoras Mais Poderosas dos Comics

A indústria de quadrinhos é machista? Você pode dizer que sim, você pode dizer que não. Mas os números, maninho, ah, esses não mentem. Vamos comentar aqui uma lista de quadrinistas mais prolíficas e poderosa da indústria dos comics norte-americanos e vamos tentar ver aonde chegamos com esses nomes e números. 1, 2, 3, lá vou eu! Quem não seu escondeu é meu!

Visões de 2020, de Jamie Delano, Frank Quitely, Warren Pleece e Outros

O ano de 2020 está chegando, mas muito antes dele, em 1997, o autor da Vertigo, Jamie Delano imaginou como seria o futuro três décadas depois. O resultado é bastante bizarro, mas algumas coisas, estranhamente fazem sentido, como se fosse uma realidade alternativa do que estamos para viver. Isso baseado em decisões tomadas mundialmente, como a eleição de Donald Trump. Mais, a seguir

Os Melhores Quadrinhos da Vertigo Que Li em 2016

De novo, essa lista contém praticamente relançamentos ou coisas de anos atrás lançadas pela primeira vez aqui. Será que as coisas que estão ficando chatas ou sou eu que estou ficando um velho, chato, exigente e resmungão com os quadrinhos? Que dilema! Bem, vamos lá aos melhores quadrinhos da Vertigo que li em 2016!

Mulher-Maravilha: Terra Um, de Grant Morrison e Yanick Paquette

Chegou às bancas o encadernado que reimagina a origem da Mulher-Maravilha para uma nova audiência. Isso é feito pelas mãos de Grant Morrison (Homem-Animal, Novos X-Men, Os Invisíveis, LJA) e Yannick Paquette (Jovens X-Men, Monstro do Pântano). Apesar de, na superfície, a origem não apresentar grande modificações, são as nuances que causam a reverberação do impacto da pedra no lago.

Melhores e Piores Leituras de Julho de 2016

Quem bate? É o frio! Não adianta bater, que eu não deixo o frio entrar! É, mas o frio entrou no mês mais congelante do ano! E com o fim dele, mas não do frio, trago para vocês a minha lista de melhores e piores do mês. Lembrando que muita coisa programada para julho pela Panini só chegou essa semana aqui. Então vocês vão ter de espera agosto. E lá vamos nós…

As Melhores e Piores Leituras de Abril de 2016

Abril, mês dos bobos! Nada mais justo que, aos fim dos mês, nós, fãs de quadrinhos que somos muitas vezes feitos de bobos pelas editoras, mas que algumas vezes mostramos como os outros são bobos por não lerem quadrinhos, precisamos selecionar o que vale muito ser lido e o que… bem… não vale. Vamos lá!

Somos Apenas Personagens: Homem-Animal: Deus Ex Machina, de Grant Morrison, Chaz Truog, Doug Hazlewood e Outros

Encontro com o criador é o que dizem quando uma pessoa parte dessa para uma melhor. De de certa forma é isso que acontece com o Homem-Animal, Buddy Baker, nesse terceiro volume da sua série pela Vertigo. Ele se encontra com o criador. Mas no caso se trata de Grant Morrison, que é ao mesmo tempo, personagem e escritor do que é narrado. Vamos falar um pouco mais sobre isso nesse artigo.

"Estou rezando por você..."

Vida + Significado = Magia. 10 Fatos Sobre Grant Morrison Que Talvez Você Não Saiba

Seguem aqui algumas anotações sobre a vida de Grant Morrison, que talvez você não saiba, encontradas no vídeo Falando com Deuses (Talking With Gods), do Grupo de Pesquisas Americano Sequart. O pai de Grant Morrison era a favor do desarmamento nuclear e tinha muito medo de uma Guerra Atômica. Nas HQs haviam pessoas que podiam deter as bombas nucleares, por isso o garoto Grant começou a gostar tanto deste tipo de arte. Algumas grandes influências de Grant Morrison: O Prisioneiro, Alesteir Crowley e 2001: Uma Odisséia no Espaço. Até os 19 anos não conhecia bebidas, garotas nem drogas. Só deixou de ser uma pessoa tímida e encabulada aos 30 anos. Ele tinha uma banda chamada: The Mixed. Quando Grant leu V de Vingança ele pensou “É isso que eu quero fazer. É assim que os quadrinhos devem ser.” Entretanto, quando escreveu uma história de Miracleman e a enviou para a editora, Alan Moore a vetou dizendo: “Não quero soar ameaçador como um mafioso, mas desista”. Essa história foi publicada este ano em Miracleman Annual #1, …

Barbelith, Immateria, Leviatã: Bem-Vindos à Matrix

Quem nunca viu o filme Matrix? Foi um filme que mudou os conceitos mundiais de realidade, apresentando a velha e manjada confrontação: tudo o que você sabe é mentira. Tudo o que você vê e sente é apenas uma representação de mundo. O mundo real está a muitas camadas abaixo disso tudo. Nos quadrinhos de reconstrução do final dos anos oitenta, capitaneados pela “invasão inglesa”, essa nova realidade é muito comum. Seja no “tudo que o personagem sabia sobre si mesmo era uma mentira”, de Alan Moore em Miracleman, Capitão Bretanha, Monstro do Pântano e tantos outros. Ou no Homem-Animal de Grant Morrison que se encontrou com seu próprio criador, ele mesmo, o próprio Morrison e acabou descobrindo que não passava de um personagem de histórias em quadrinhos. Ou quando Neil Gaiman nos mostra o Sonhar, um mundo onde o herói da Era de Prata, Sandman, teve um filho com Hipólita Hall nos seus próprios sonhos.   OS QUADRINHOS SÃO A PRÓPRIA MATRIX Os quadrinhos são a própria Matrix, eles nos afastam da realidade e …

Luto: Homem-Animal – Espécie Anormal, de Jeff Lemire, Steve Pugh, Travel Foreman, John Paul Leon, Francis Portela

A morte sempre rondou os quadrinhos, depois da morte do Superman, virou sinônimo de pico de vendas de exemplares. A morte que é retratada em Homem-Animal – Espécie Anormal, entretanto, é a de uma criança. Isso é algo raro nos quadrinhos de super-heróis, principalmente porque crianças não tem muito destaque nesse tipo de aventura. Depois da saga Mundo Podre, em que a Podridão ameaçou os reinos do Verde (Vegetais) e do Vermelho (Animais), Buddy Baker, o Homem-Animal e Alec Holland, o Monstro do Pântano, conseguiram debelar a ameaça. Porém, a vitória cobrou um preço mais caro, levando desse plano a vida de Cliff Baker, o filho de Buddy. Foi assim que nos despedimos da revista Dark, e assim que começamos o primeiro encadernado do Homem-Animal.  A primeira história, O Funeral, mostra as reação de Buddy, de Ellen e Maxine, sua esposa e filha, bem como um busca de Buddy por satisfações dos avatares do Vermelho. Na história seguinte, publicada originalmente no segundo anual do Homem-Animal, temos um vislumbre do passado, do dia em que Maxine …

A História em Quadrinhos de Super Heróis Definitiva

E se eu perguntasse qual seria para você a obra que define o gênero dos quadrinhos de super-heróis? O que você me responderia prontamente? Watchmen? O Cavaleiro das Trevas? Grandes Astros: Superman? Eu discordaria. Não acho que seja nenhuma daquelas. E talvez a resposta surpreenda você. Primeiro vou justificar porque as obras acima não cabem no pressuposto: todas elas sim, homenageam a indústria e a mitologia dos super-heróis, mas todas de certa medida se utilizam da reconstrução do gênero. Elas não reverenciam o gênero em si, mas o refazem, o repensam, refletem. Sim, são muitos RE’s. “A sociedade Ocidental legitimou o invencível Superman, que os serviu quando o sistema era ameaçado por um inimigo invencível. O Batman apareceu quando Dick Tracy não estava mais disponível para lidar com os grandes crimes. O Homem-Aranha se juntou ao elenco de heróis quando nós não éramos mais inocentes o suficiente no que tangia à perfeição dos nossos super-heróis; e o Spirit veio quando deveria haver um caso perfeito de heroísmo que não eraa terá natal de homens e …

De onde vêm as ideias?

Ou “Por que é impossível não despirocar lendo Flex Mentallo e o que o inconsciente coletivo e o Enrique Iglesias têm a ver com isso tudo”. Acontece que essa semana reli Flex Mentallo, de Grant Morrison e Frank Quitely. Uma edição que estava fadada a não ser publicada no Brasil, devido a problemas com direitos autorais. Mas os obstáculos foram rompidos e, este mês, a Panini Comics lançou a obra aqui no Brasil. Antes de você ler esse texto, seria bom dar uma lida no que escrevi anteriormente sobre a mesma obra, que acabei lendo em scans na época. Aqui o link. A versão brasileira, com tradução de Érico Assis e edição de Fabiano Denardin e Daniel Lopes, é muito caprichada, numa encadernação melhor que a americana, cheia de extras, como o texto introdutório de Morrison e os rascunhos de Quitely. A história de Flex Mentallo é cheia de metalinguagem, cheia não, submersa em metalinguagem. Dizem que a metalinguagem é uma literatura masturbatória, cheia de autorreferências, que é muito fácil criar uma história sobre histórias …

10 Motivos que tornam A Saga do Monstro do Pântano um quadrinho fundamental

No post anterior havia dito que o grotesco mudava sua cara com as histórias do Monstro do Pântano. Aqui vão algumas razões: A série foi um perfeito veículo para Moore. Apesar de ter a participação esporádica de super-heróis da DC, geralmente mantinha-se independente deles, dando a base para a origem da linha Vertigo.  Ajudou a tornar os quadrinhos mais sofisticados, focando num público adulto.  Foi a primeira história em quadrinhos de horror a aproximar-se de uma perspectiva literária desde os quadrinhos da EC Comics.  A história trazia uma mensagem subjetiva hippie de paz, amor e harmonia, enquanto a criatura percorria uma área incomum do universo de horror.  Iniciou uma tendência, depois continuada por Neil Gaiman, de unir o vasto rol de personagens sobrenaturais da DC Comics e interligá-los.  Fez as vendas saltarem de 17.000 para 100.000 exemplares, levando a DC a colocá-lo para roteirizar histórias de personagens mais conhecidos. Foi um dos primeiros quadrinhos da “invasão inglesa”, cujo objetivo era trazer quadrinistas ingleses, conhecidos por seus trabalho em revistas como 2000 A. D., para retrabalharem …

"Meu quadrinho ideal é aquele que expressa perfeitamente seu momento e te faz querer dançar, como seus discos prediletos fazem”

Flex Mentallo, the Muscle Mistery Man

Um fisiculturista super-herói, vestindo uma sunga de leopardo, que ao flexionar seus músculos muda a realidade. Só poderia vir da mente de Grant Morrison. Ou melhor, em parte. Flex Mentallo é descaradamente inspirado em Charles Atlas, um dos pioneiros do fisiculturismo e totalmente ligado à indústria dos quadrinhos de super-heróis. Muita gente já deve ter visto por aí anúncios antigos em que um cara fracote, acompanhado de sua namorada encontra um cara músculoso na praia e acaba pedendo a garota por causa dele. Então, ele resolve utilizar o método Atlas e fica tão forte quanto seu rival. Enfrenta o valentão e recupera sua namorada. Esse tipo de anúncio que Charles Atlas veiculava em diversas revistas de super-heróis durante a Era de Ouro. O fisiculturismo também foi um dos elementos básicos da gênese dos super-heróis, assim como a ficção científica. Foi nos fisiculturistas (os homens-fortes do circo) e suas roupas coladas e coloridas, que Jerry Sigel e Joe Shuster se inspiraram para criar visualmente o Superman. O personagem Flex Mentallo apareceu pela primeira vez em dois …