Todos os posts com a tag: mauricio de sousa

Melhores e Piores Leituras de Fevereiro de 2017

Calor e carnaval pedem a solidão e o frio do espaço sideral. Talvez por isso neste mês de fevereiro eu tenha me concentrado nas leituras de Star Wars. Nunca se viu tanta resenha da turma Jedi quanto neste mês. Mas, claro, não ficou só nisso. Confere aí!

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Os Quadrinhos Mais Vendidos em Livrarias de 2016

O ano (quase) acabou! Então é o hora de conferirmos no site de informações editoriais Publish News quais foram os quadrinhos mais vendidos do ano de 2016. Vale lembrar que a lista aqui vale apenas para vendas em livrarias físicas, excetuando-se as vendas por meio digital, e aqui são computadas apenas as grandes redes de livrarias como Cultura, Saraiva, Travessa e FNAC. De qualquer forma dá para traçar algumas análises. A lista das 30 mais vendidas e a análise estão a seguir.

Os Musos do Quadrinho Nacional

Bem, a ideia para este post é que certa vez um blog de literatura fez uma lista dos musos da literatura contemporânea nacional. Então eu absorvi essa ideia e foi transmutada em quadrinhos. Simples assim. Os caras que foram escolhidos aqui passaram por uma junta que selecionou, crivou e avaliou centenas de quadrinistas. Os escolhidos, passaram pelo meu corte (hehehe) e estão aqui não apenas pela beleza, mas pela simpatia, postura profissional e principalmente por não ficarem se achando os tais. Dito isso, vamos à lista em ordem alfabética.

Personagens de Quadrinhos Podem Ser Sexualizados SIM!

A polêmica da semana foi a comission da Mulher-Aranha que o quadrinista erótico italiano Milo Manara fez para o polêmico desenhista americano Frank Cho. Uma ilustração que, conforme você pode ver, destacava elemento da super-heroína que geralmente não são mostrados. Isso levantou uma discussão de que personagem de quadrinhos não devem ser sexualizados. Eu acho que podem sim. E aqui digo a razão.

Melhores e Piores Leituras de Setembro de 2016

Uhlala! Tivemos uma lista longa nesse mês de Setembro em que a flora floresce e a fauna acasala. Muitas coisas boas, mas muitas coisas ruins também. A Coleção Marvel de Graphic Novels da Salvat em sua versão Clássicos tem feito cadeira cativa aqui na nossa sessão mensal. Muita coisa foi resenhada com mais cuidado, mas aqui vão algumas minirresenhas da nossa seleção!

A Reserva de Mercado Para o Quadrinho Nacional

  Falar de reserva de mercado nos dias atuais poderia soar como um golpe de estado totalitário na mente de quem lê. Para outros, poderia ser uma ameaça ao neoliberalismo. Alguns diriam que é bolchevismo, comunismo ou ainda bolivarianismo. Para quem produz quadrinhos, entretanto, soaria como uma garantia de sobrevivência e ainda uma valorização de um trabalho que rende pouquíssimo para quem o cria. Mas vamos entender a reserva de mercado e seus antecedentes.

Olavo de Carvalho e Esses Tais Gibis Corruptores da Juventude

Essa semana uma postagem do colunista de direita Olavo de Carvalho chamou a atenção dos fãs de quadrinhos brasileiros. O escritor, que já comparou gays com cabras e espinafres, dessa vez despejou o seu veneno contra a revista em quadrinhos da Turma da Mônica Jovem, o maior sucesso comercial dos quadrinhos brasileiros.

Oi tenta ser como o Mauricio. Oi tenta!

Novos Velhos Lançamentos de Mauricio de Sousa

Muito antes da baixinha, golducha e dentuça nascer, Mauricio de Sousa já fazia sucesso com outros personagens. É o que vamos falar aqui nesse post, sobre essa fase antiga do pai da turminha e também vamos aproveitar para comemorar os 80 anos de vida de um dos maiores e, sem dúvida, o mais representativo e importante quadrinista brasileiros, Mauricio de Sousa.

As TOP 10 Musas dos Comics e Seus Desenhistas Perfeitos

Chegou o momento mais aguardado desde… hã… ontem! Chegou a hora de revelar nossa seleção de 10 musas dos quadrinhos de super-heróis e os desenhistas que melhor as representam! Ficou com água na boca? Pois então deixa o queixo cair com tanta voluptuosidade. Porque se tem uma coisa que as personagens dos comics sabem ser é ser voluptuosas. Vamos lá! CANÁRIO NEGRO, DE ED BENES Ed Benes é o cara que a DC Comics proibiu de dar muito destaque na parte posterior das heroínas, se é que você me entende! Esse brasileiro desenhou duas vezes a Canário Negro: uma vez nas Aves de Rapina e em outra oportunidade quando ela foi a líder da Liga da Justiça de Brad Meltzer. Dinah Lance, a Canário, faz parte das meninas da meia-arrastão, assim como a Zatanna. Se aquela meia já realça as coxas e a parte que o Benes foi proibido de acentuar, imagina só ela tirando essa peça beeeem devagarinho? É ou não é um arrastão, minha gente? GATA NEGRA, DE TERRY DODSON Com a ajuda …

Páginas 36 e 37 da HQ A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito.

Entrevista com Christopher Kastensmidt, autor de A Bandeira do Elefante e da Arara

Saci-Pererê, Boitatá, figuras lendárias do folclore brasileiro ganhando um lugar nos quadrinhos de hoje. Para além das aparições em Pererê, do Ziraldo ou das páginas de Chico Bento, de Mauricio de Sousa, esses personagens tomam uma dimensão fantástica e aventuresca nas páginas de A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito, de Christopher Kastensmidt, Carolina Mylius e Ursula Dorada, lançada nesse final do ano pela Editora Devir. Com prefácio do autor de ficção científica Roberto Causo e vários extras mostrando o processo de criação da história em quadrinhos, a obra foi viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura do Governo Federal do Brasil, e patrocinada pelo Banco De Lage Landen. “O projeto faz parte do mundo ficcional de A Bandeira do Elefante e da Arara, com planos para lançamentos futuros de romance, jogo de tabuleiro, RPG de mesa, game, audiovisual e outros”, comenta Christopher Kastensmidt, que carrega em seu currículo a publicação de diversos contos, poemas, games, artigos e livros didáticos. “A Bandeira do Elefante e da Arara é um hino …

O incrível desenho de David M. Buisán. Adoro esse cara!

Por que os quadrinhos são mais importantes hoje do que jamais foram?

“Por mais de um século, os quadrinhos têm se mostrado uma forma de comunicação que casa a sequência linear da tipografia com a percepção global de uma matrix internetesca de partes simultâneas”, essa é uma das razões que tornam os quadrinhos uma mídia tão atual. Para além disso, listei algumas outras razões, inspirado no artigo de Bill Kartalopoulos, para o Huffington Post, que você pode ler aqui. Kartalopoulos é o editor da versão 2014 da incrível coletânea Best American Comics. A MUDANÇA DE PARADIGMA DAS GRAPHIC NOVELS As graphic novels alçaram os quadrinhos a um outro patamar. Os “romances gráficos” levaram alguns jornalistas e teóricos a compararem e até incluírem quadrinhos como literatura, mas, conforme expliquei neste link, quadrinhos não são literatura, eles são mais que isso. São um meio puro, uma narrativa híbrida de palavras e imagens. Ainda assim podem abarcar artes tão grandiosas como a literatura e a pintura, mesmo estando enclausurados no meio de produção industrial e se caracterizando como um meio de comunicação de massa. Esse fenômeno das graphic novels tem …

Estou vestido e armado com as roupas e armas de: São Jorge – Volume I – Soldado do Império, de Danilo Beyruth

Um dos santos com mais devotos no mundo, um dos catorze santos auxiliares, São Jorge, também é muito popular no Brasil, principalmente pelo sincretismo, que o identifica com Oxóssi, mas principalmente com Ogum. São Jorge também é padroeiro de muitas cidades ao redor do mundo. Aqui no Brasil, é o caso de Ilhéus e extra-oficialmente, do Rio de Janeiro. Os últimos posts têm ficado bem santarrões e religiosos, não acham? Mas eu não podia deixar de falar de uma obra imperdível como São Jorge de Danilo Beyruth. Danilo Beyruth começou a se destacar no cenário das HQs nacionais com seu Necronauta, o personagem que ajuda os mortos com seu problemas. Uma espécie de cruza da Morte, de Neil Gaiman e a Dona Morte, de Mauricio de Sousa, abrangendo histórias sérias e bem-humoradas. Do Necronauta saíram dois álbuns aqui no Brasil, pela Zarabatana Books e pela HQM Editora. Mas foi com seu premiado Bando de Dois, que ele ganhou mais leitores e os holofotes da mídia. Isso lhe rendeu o convite para fazer a primeira Graphic …

Mashup #1: Quadrinhos A2 e Pato Fu

Hoje, estava escutando Pato Fu e aí, por alguma razão, eu lembrei dos Quadrinhos A2, de Paulo Crumbim e Cristina Eiko. Eles são um casal (e um cachorro) que publica webcomics no seu site http://www.quadrinhosa2.com e já lançaram três coletâneas. Ainda que eu achasse que, pelo nome, eles poderiam fazer quadrinhos eróticos como o Motel A2 aqui de Porto Alegre e depois evoluísse sua numeração para Quadrinhos A3, A4 e ABonecaInflável (sem dispensar o tradicional quadrinho A1), não se trata de nada pornô. São quadrinhos autobiográficos que, sim, nos levam a ter intimidade com os autores, mas não essa intimidade que você pensou, cabeça suja. O diferencial dos quadrinhos autobiográficos de Crumbim e Eiko é que eles são pequenos contos de cenas do cotidiano (sabe aquele quadrinho slice of life?), só que com grandes pitadas de imaginação, humor e de não se levar a sério tanto assim. Mais ou menos como as músicas do Pato Fu, que também são capitaneadas por um casal: Fernanda Takai e John. As músicas da banda mineira têm um quê …

Os Melhores Quadrinhos Brasileiros Que Li em 2013

ESTÓRIAS GERAIS, WELLINGTON SRBEK E FLÁVIO COLIN Esperava que essa fosse mais uma daquelas histórias em quadrinhos brasileiras que glorificam o país, mas acabei me deparando com uma história rica. A riqueza de Estórias Gerais fica por conta de seu traço cultural sem cair no exagero ou no ufanismo.  São “estórias” – assim grafada da maneira antiga que diferenciava a narrativa dos acontecimentos humanos – , porque elas têm aquele gostinho de cousas antigas, de causos que nossos avós contavam. Ela permite um paralelo com as novelas fantástico-maravilhosas da Globo, como Saramandaia e Roque Santeiro e tantas outras que seguem nessa tradição de Dias Gomes, mas cuja fonte mesmo é a inovadora literatura moderna de Guimarães Rosa. Estórias Gerais traz vários causos de um interior do Brasil situado numa fronteira entre o nordeste e o sudeste rural,ou  talvez no centro-oeste do país, que se entrelaçam formando um painel único dessa tradição. ENTREQUADROS – CIRANDA DA SOLIDÃO, MÁRIO CÉSAR Esta foi uma das HQs que eu incentivei a produção através do site Catarse, e acabei fazendo …

Minha Primeira Revista em Quadrinhos

Eu tinha oito anos e precisava ser vacinado contra o sarampo. Era uma campanha massiva de divulgação nacional, havia comerciais na televisão com a Xuxa dizendo “Xô, Xarampo!”e havia também a participação de Didi e Mônica. No dia da vacinação, que aconteceu em 1992, me lembro de uma sala cheia de azulejos brancos e de uma pistola automática que fazia a injeção doer menos. Bem próximo da minha marca de BCG, que na época me ajudava a saber qual era o lado esquerdo e o direito das coisas. Mas eu estava mais ansioso para tomar aquela injeção porque sabia que depois de aplicada eu iria ganhar um gibizinho. Sim, gibizinho. Os gibizinhos estavam na moda naquela época. “Gibizinho, gibizinho, gibizão, cabe no bolsinho e na palma da mão”. Eram metade do tamanho dos gibis formatinho e traziam no máximo dois quadros por página. Tinha gibizinho de vários personagens. Enfim, voltando à vacinação, eu, meus primos e todas as crianças que tinham idade para se vacinar contra o sarampo naquela época e no país, ganharam o …

Minha primeira raridade

Não me lembro exatamente qual foi o ano, mas o certo é que não tínhamos muito contato com os heróis da DC Comics ainda quando achamos na casa da minha avó materna uma edição de Quadrinhos em Formatinho (2ª Série) # 25, que estrelava a Mulher-Maravilha. A revista provavelmente pertencera à minha tia e datava de 1979, portanto, 5 anos antes de eu nascer. Achamos incrível encontrar aquela revista lá. Além dela, encontramos uma agenda temática do Mauricio de Sousa, que provavelmente era da mesma época, com várias tiras da Turma da Mônica e uns personagens que eu nunca havia ouvido falar: Os Sousa. Hoje eles são republicados em edições de bolso pela L&PM. Mas voltando à revista da Mulher-Maravilha que havíamos achado, ela parecia um pouco maior do que os gibis que costumávamos ler e também era mais fininha. Era de uma editora que nunca havíamos ouvido falar, a Editora Brasil-América, ou EBAL, como dizia o selo na capa. As letras dentro dos balões das histórias não eram feitas à mão como nos gibis …