Todos os posts com a tag: Mike Carey

Os Melhores Quadrinhos da Vertigo Que Li em 2016

De novo, essa lista contém praticamente relançamentos ou coisas de anos atrás lançadas pela primeira vez aqui. Será que as coisas que estão ficando chatas ou sou eu que estou ficando um velho, chato, exigente e resmungão com os quadrinhos? Que dilema! Bem, vamos lá aos melhores quadrinhos da Vertigo que li em 2016! Anúncios

… e Tudo Começou Com a: Patrulha do Destino, de Grant Morrison, Richard Case, Doug Braithwaite e Outros

A série mensal da Patrulha do Destino foi um laboratório para que Grant Morrison testasse suas esquisitices narrativas. Esses elementos acabaram sendo reaproveitados por Morrison e outros escribas para tornar narrativas suprarreais, metalinguisticas e dadaístas. Menos esquisita do que é vendido, a Patrulha do Destino é uma forma de entender que heróis não precisam atender a um perfil de conduta ou de anatomia. Mas vamos ver isso mais detalhadamente.

As Melhores HQs da Marvel Que Li em 2015

E agora chegou a vez da Marvel, a casa das ideias, a editora do Stan Lee (só que não), lar de Homem-Aranha, X-Men e Vingadores! Apertem seus cintos dentro do Quinjet dos Vingadores ou do Pássaro Negro dos X-Men e boa viagem pelas nossas 10 melhores leituras Marvel! DEMOLIDOR: O FIM DOS DIAS, DE BRIAN MICHAEL BENDIS, DAVID MACK E KLAUS JANSON Era para ser mais uma minissérie da linha O Fim, mas o projeto acabou ganhando corpo e importância ao mesmo tempo que se afastava da linha original. Acabou virando dois encadernados aqui no Brasil com uma história que homenageia um dos grandes clássicos do cinema que é Cidadão Kane, de Orson Welles. Fizemos uma comparação entre as duas obras que você pode ler neste link. QUARTETO FANTÁSTICO POR MARK WAID, MIKE WIERINGO E HOWARD PORTER Mark Waid é um cara cujo o lugar no meu coração de fã de quadrinhos só vem crescendo. Essa fase do Quarteto que ele fez com o Wieringo tem como marca tanto sua competência como o seu “trabalho …

Destaques do Checklist Vertigo/Panini Para Dezembro/2015

Mês de novos encontros e velhas despedidas na Vertigo, mas também de continuidade de séries muito legais. Vamos saber quais são? PATRULHA DO DESTINO: RASTEJANDO DOS ESCOMBROS Quando a realidade não é mais a mesma e tudo é muito estranho para que você conviva com naturalidade no mundo, a quem você deve chamar? À Patrulha do Destino, a equipe mais estranha de todas! Criada nos anos 60, a Patrulha era uma equipe que morria e retornava dos mortos. Quase 30 anos depois, nas mãos de Grant Morrison, a equipe voltava com uma pegada que não é fácil de definir: surrealista, dadaísta, niilista? Bem, o importante que era fora do real e se tornou um dos quadrinhos mais loucos de todos os tempos. É bom frisar que Flex Mentallo também surgiu nas páginas da Patrulha de Morrison!   ASTRO CITY: O ANJO MACULADO Depois de nos brindares com uma história irretocável como Confissão (que você pode ler uma resenha nesse link), Kurt Busiek, Alex Ross, Brent Anderson e companhia nos trazem a história do homem blindado …

Os Melhores Quadrinhos da Vertigo que li em 2014

Chegou a hora da última lista de melhores do ano, depois dela só vem a lista de 5 piores leituras do ano. Então, antes que acabe o ano, vamos acelerar os trabalhos e dizer quais foram as 10 melhores HQs da Vertigo que li em 2014. 😉 Clube Vampiro: Morra Agora, Viva Para Sempre, de Howard Chaykin, David Tischmann e David Hahn Howard Chaykin é famoso por sua narrativa densa e personagens complexos. E é isso que ele nos entrega em Clube Vampiro: Morra Agora, Viva Para Sempre: uma trama intrincada que revela a competição de uma família mafiosa de vampiros. A arte de David Hahn, leve e colorida parece fazer um contraponto com a história dos nossos sanguessugas, mas casa muito bem com a história. Você pode ler uma resenha completa que escrevi sobre Clube Vampiro: Morra Agora, Viva Para sempre nesse link aqui. Crime e Castigo, de Garth Ennis e John Higgins É, eu realmente não gostava do Ennis até que eu li o Justiceiro dele. Muita gente veio me dizer que começou …

Será que a culpa é dos pints de Guiness

O Círculo das Influências, de Will Eisner a Kelly Sue DeConnick

É inegável que autores influenciam e são influenciados. Dentro dos quadrinhos não podia deixar de ser o mesmo. Muitos deles, é claro, tiveram influência de outros tipos de arte, como a pintura, o teatro, o cinema. Esse é um blog que enfoca mais o roteiro, porque dos princípios da arte eu entendo é muito pouco. Então gostaria de mostrar para vocês o que podemos chamar de o Círculo da Influência dos Quadrinhos. Essa foi uma ideia que o Érico Assis explanou comigo uma vez enquanto comentávamos o livro Super Graphics, de Tim Leong. Na época cheguei a fazer um gráfico parecido para explicar as influências do rock’n’roll, que vocês podem conferir nesta primeira imagem. Nos quadrinhos, parti do ponto inicial que seria Will Einser, o cara que modificou o jeito moderno de fazer quadrinhos e influenciou, bem… todo mundo, de Alan Moore a Frank Miller, a Bendis e Ellis. Frank Miller, um confesso fã de Eisner, chegou a fazer um livro de entrevistas com o mestre, chamado Eisner/Miller, – uma provocação dos quadrinhos ao clássico …

Barbelith, Immateria, Leviatã: Bem-Vindos à Matrix

Quem nunca viu o filme Matrix? Foi um filme que mudou os conceitos mundiais de realidade, apresentando a velha e manjada confrontação: tudo o que você sabe é mentira. Tudo o que você vê e sente é apenas uma representação de mundo. O mundo real está a muitas camadas abaixo disso tudo. Nos quadrinhos de reconstrução do final dos anos oitenta, capitaneados pela “invasão inglesa”, essa nova realidade é muito comum. Seja no “tudo que o personagem sabia sobre si mesmo era uma mentira”, de Alan Moore em Miracleman, Capitão Bretanha, Monstro do Pântano e tantos outros. Ou no Homem-Animal de Grant Morrison que se encontrou com seu próprio criador, ele mesmo, o próprio Morrison e acabou descobrindo que não passava de um personagem de histórias em quadrinhos. Ou quando Neil Gaiman nos mostra o Sonhar, um mundo onde o herói da Era de Prata, Sandman, teve um filho com Hipólita Hall nos seus próprios sonhos.   OS QUADRINHOS SÃO A PRÓPRIA MATRIX Os quadrinhos são a própria Matrix, eles nos afastam da realidade e …

10 Razões Por Que O Inescrito Pode Ser o Substituto de Sandman

Nenhuma série em quadrinhos alternativos é tão cultuada ao redor do mundo como Sandman, de Neil Gaiman. Muitas outras séries tentaram seguir o caminho da família de Morpheus, e muitas foram nomeadas como suas substitutas. Entre elas, Fábulas e Y: O Último Homem. A primeira por sua proximidade com as histórias e a segunda pelo mundo revigorante que apresenta e seus personagens cativantes. Mas acho que há um série que se aproxima mais de Sandman, e essa série é O Inescrito (The Unwritten), criada por Mike Carey e Peter Gross. Não por acaso, os dois já haviam trabalhado juntos no spin-off de Sandman, a revista de Lúcifer. Mas vamos ao motivos: SONHOS E HISTÓRIAS: Enquanto a base de Sandman são os sonhos e sua influência sobre as pessoas, em O Inescrito temos as histórias e suas influências. Enquanto em Sandman temos o Sonhar, em O Inescrito temos O Leviatã. Ambos, sonhos e histórias, são narrativas, a diferença é que sonhos são produções internas, íntimas, já as histórias são, de certa forma, uma maneira de difundir …

Todos querem a cabeça do Charles ou por que eu não gosto do Professor Xavier

Líder visionário dos X-Men, o Professor Xavier se tornou um entrave para as histórias dos mutantes. Já diria Kitty Pryde: “O Professor Xavier é um idiota!”. Desde então, muitos roteiristas tem evitado usar Charles Xavier nas histórias dos mutantes, a última vez que o vimos, ele havia sido assassinado por um Ciclope com os poderes de Fênix em Vingadores versus X-Men. O Professor Xavier foi criado por Stan Lee e Jack Kirby em setembro de 1963. Inspirado no visual de Yul Brynner em Sete Homens e um Destino, a grade ideia por trás de Xavier era um homem com grande poder mental reduzido a uma cadeira de rodas. Apesar de impossibilitado de andar, ele podia viajar o mundo através da mente dos outros. Xavier é o arquétipo do Líder Visionário, como já apontei aqui. Xavier também foi inspirado em Martin Luther King, o pastor que sonhava com a igualdade entre negros e brancos. E Xavier tinha um sonho parecido, a igualdade entre mutantes e humanos. PROFESSOR BITCH Porém, Xavier era o líder irretocável, inquestionável, inatingível …

Coisas belas e sujas – 03 – O Inescrito

Voltando a quem veio primeiro, o que plagiou o que, e qual é a originalidade da proposta, outra série da Vertigo, O Inescrito (The Unwritten, 2009), de Mike Carey e Peter Gross, não tem vergonha de admitir que seu personagem principal seja explicitamente inspirado em Harry Potter. Só que, prestem atenção, esse Harry Potter existe no mundo real. Outra vez o choque realidade versus fantasia, o mundo infantil versus o mundo adulto: Tom Taylor, filho de Wilson Taylor, foi quem inspirou o pai a criar a série de livros com o personagem mágico Tommy Taylor. Entretanto, após descobrir que criatura e muso inspirador estavam intimamente ligados, Tom inicia uma jornada para descobrir a verdade sobre si mesmo. Uma coisa um tanto desconstrutiva da parte dos autores, mas eles vão além, muito além do que ficar discutindo a natureza da “verdade” sobre o protagonista. É uma espécie de metalinguagem da metalinguagem. Uma história sobre todas as histórias já contadas no mundo, como elas se conectam e qual exatamente a sua função e seu poder sobre nós, …

As 20 Melhores HQs que li em 2012

Bom, a proposta é mesmo essa aí. Listar as 20 melhores histórias em quadrinhos que eu li em 2012, na minha humilde e particular opinião. Não constam só HQs que foram lançadas em 2012, mas aquelas que tive acesso neste ano que passou. Em 2008 fiz uma coisa parecida, mas escolhi somente 10. Neste ano como tive mais de 120 leituras entre livros de ficção, não-ficção, graphic novels e encadernados, sem contar gibis mensais e minisséries resolvi colocar mais. E não pense que foi um ano improdutivo por causa das muitas leituras. Trabalhei muito este ano, fiz cursos, escrevi pra valer, lancei um livro e houveram prêmios. Claro que houveram maus momentos, como a doença e morte da minha avó, mas no saldo geral foi um ano bem produtivo. Um dos mais. Mas vamos ao que importa: a lista. Ela não segue nenhuma ordem de importância, apenas alfabética. A Chegada, Shaun Tan Uma HQ sem palavras pode dizer muita coisa? A Chegada é uma prova disso e além: cria um universo totalmente diferente, mas não …

Escreveu, não leu, o pau comeu!

A história por trás das histórias

O que é? The Unwritten, série mensal da Vertigo, escrita por Mike Carey (X-Men Legacy, Hellblazer) e ilustrada por Pete Gross (Chosen, Lucifer). Nela acompanhamos a história de Tommy Taylor, um rapaz que compartilha o nome com a maior criação de seu pai: uma mago juvenil à la Harry Potter. Mas coisas estranhas começam a acontecer e Tommy começa a pensar que ele e o personagem são a mesma pessoa. Há uma conspiração envolvendo o mundo das histórias e Tommy precisa descobrir o que está acontecendo antes que seja morto. Por que eu gosto deste quadrinho? A principal discussão de The Unwritten são as fronteiras entre ficção e realidade. Isso leva a vários questionamentos interessantes, principalmente as conseqüências de misturar uma coisa com a outra, fato muito comum entre as crianças. Estes limites são bem explorados por Carey, que mostra a cada edição as reações dos fãs para as ações de Tommy Taylor em sua busca por sua identidade. São conversas de chat, twitts, notícias on-line, fóruns de discussão mostrando como o consumidor de ficção …