Todos os posts com a tag: monstro do pântano

Irmão Poder, o Geek: O Super-Herói da Geração Hippie!

Ele é um manequim de loja vestido com roupas hippies que ganha vida e vai defender o “flower power” na fente do Congresso Americano e pedir o fim da Guerra no Vietnã. venha comigo e conheça a história do Irmão Poder, o Geek, o super-herói da geração hippie!

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As Mulheres Criadoras Mais Poderosas dos Comics

A indústria de quadrinhos é machista? Você pode dizer que sim, você pode dizer que não. Mas os números, maninho, ah, esses não mentem. Vamos comentar aqui uma lista de quadrinistas mais prolíficas e poderosa da indústria dos comics norte-americanos e vamos tentar ver aonde chegamos com esses nomes e números. 1, 2, 3, lá vou eu! Quem não seu escondeu é meu!

Mulher-Maravilha: Terra Um, de Grant Morrison e Yanick Paquette

Chegou às bancas o encadernado que reimagina a origem da Mulher-Maravilha para uma nova audiência. Isso é feito pelas mãos de Grant Morrison (Homem-Animal, Novos X-Men, Os Invisíveis, LJA) e Yannick Paquette (Jovens X-Men, Monstro do Pântano). Apesar de, na superfície, a origem não apresentar grande modificações, são as nuances que causam a reverberação do impacto da pedra no lago.

O Horóscopo Chinês dos Super-Heróis

O Horóscopo Chinês é dado pelos anos. Dependendo do ano em que você nasceu, lhe é conferido um dos 12 signos do zodíaco chinês. Diferente dos signos ocidentais, cada signo possui um elemento, que associados revelam as características do nascido naquele ano. Anos com signos iguais ao do ano costumam ser propícios para aqueles nascidos sob eles. Os heróis estão aqui colocados pela data de criação. Vamos ver os signos deles?

Assustar Crianças é Mais Fácil que Esclarecer Adultos

Muito se discute o que colocar na frente dos olhos das crianças, mas o perigo mora mesmo nos adultos que se comportam como crianças: sem filtros. Enquanto são crianças, elas não tem o poder de ação e o entendimento do mundo. Entretanto, quando se tornam adultos e começam a se transformarem em cidadãos atuantes da sociedade é onde está o x da questão.

Constantine: O Personagem Melhor Construído dos Quadrinhos de Super-Heróis

Criado por ninguém menos que Alan Moore, o outro mago inglês surgiu pela primeira vez nas páginas de Saga do Monstro do Pântano. Baseado no cantor do The Police, Sting, o personagem John Constantine, o Hellblazer, conquistou gerações e gerações de leitores na marca adulta da DC Comics, o selo Vertigo. Lá ele ficou por trezentas edições – um recorde para qualquer personagem – quando migrou para o universo tradicional da DC Comics. Mas vamos entender porquê esse personagem é tão rico.

As Melhores e Piores Leituras de Março de 2016

Olá mergulhadores! Como foi o coelhinho? Foi um Sansão ou uma coelhada na cabeça? Bem, como é tradição, separei aqui as minhas melhores leituras do mês de março, que também é o mês das mulheres e o mês do meu aniversário e do aniversário do blog! É isso aí, completamos 8 anos no dia 15 de março! E eu completei… bem, deixa pra lá. Vamos às minirresenhas!

O Talento do Roteirista Charles Soule e a Invenção de Personagens

Um dos principais nomes da nova geração de roteiristas da Marvel e da DC Comics, nenhum roteirista dos últimos tempos teve uma ascensão tão meteórica como Charles Soule. Nenhum deles também é tão prolífico. Entre 2013 e 2016, Charles esteve envolvido com mais de 20 títulos, incluindo os do Universo Star Wars. Vamos conhecer um pouco mais desse novo talento.

Hey, Zodíaco não eram uns vilões?

Os Signos dos Super-Heróis

Você abre o jornal e lá está o horóscopo dizendo como vai ser o seu dia. Mas mais do que predizer o futuro, os signos do zodíaco servem para traçar o perfil da pessoa que nasceu em determinado período do ano. Assim funciona nosso mapa astral. Você já sabe seu signo, mas nunca imaginou qual seria a representação do zodíaco para o seu super-herói favorito. Selecionamos aqui os principais super-heróis de cada signo, de acordo com suas caraterísticas e as representações dos signos do zodíaco. Confere aí: ÁRIES (21/3 – 20/4) Flash e Mercúrio: Eles são os homens mais rápidos das editoras Marvel e DC Comics e, portanto, os mais apressadinhos e impacientes, como todo bom ariano. Para eles tudo tem que ser na hora que desejam, eles não gostam de ficar parados num mesmo lugar e odeiam rotina. TOURO (21/4 – 21/5) Homem-Aranha e Vampira: Eles estão sempre acreditando que com grandes poderes vêm grandes reponsabilidades e insistem na sua opinião, por outro lado, são muito humildes, muito pé-no-chão e possuem baixa auto-estima. Costumam …

Série Jonah Hex, de Justin Gray, Jimmy Palmiotti e Diversos Artistas

Os Melhores Quadrinhos de Super-Heróis que Li em 2014

Primeiramente, Feliz Natal! Dingou béu, dingou béu, acabou papel! Não acabou não! Tem muito quadrinho bom pra ler e eu vou estar aqui pra dar umas dicas! Então vamos lá, os quadrinhos nessa seção são só da Marvel e DC Comics, ok?! Então tá! Valendo! Antes de Watchmen: Minutemen, de Darwyn Cooke Ano passado a Panini publicou a iniciativa Antes de Watchmen no Brasil. Mas a Panini que é Panini não cumpre seus prazos e tudo chega no mês seguinte do calculado. Ou seja, esse Antes de Watchmen chegou a mim em 2014, não que isso importe para essa lista. Você pode conferir uma resenha completa dessa edição aqui. E da iniciativa toda de Antes de Watchmen neste link. Foi uma inciativa polêmica que não teve o apoio de seu criador Alan Moore, mas que em geral trouxe histórias muito boas para os leitores. Claro, houveram tropeços, mas essa edição dos Minutemen é um digno exemplar das melhores coisas que essa iniciativa poderia trazer. Batman: O Retorno de Bruce Wayne, de Grant Morrison e Vários …

O Crime e o Castigo de Garth Ennis

Uma coisa que sempre me irritou na carreira de Garth Ennis, para além das escatologias que ele insiste em colocar nas suas histórias, é aquela história de todo quadrinho que ele publica ter a tal da “parceria masculina”. Homens unidos fazendo escrotices e adorando. Isso está nas histórias do Constantine, que estão saindo aqui pela Panini Vertigo  e também no seu adorado idolatrado salve salve Preacher, que também sai esse mês em novos encadernados pela editora italiana. Mas desde seu início Ennis já dava sinais dessa temática já nas revistas da 2000 A.D. lá na Inglaterra, onde começou. Outro ponto do Garth Ennis que não gosto é sua ojeriza aos super-heróis, tentando transformá-los sempre em fatores de comédia, como na série The Boys, que iniciou na Wildstorm e terminou na Dynamite Comics. Apesar de um aficionado pela Segunda Guerra Mundial, Ennis afirma que escrever uma história do Capitão América seria “extremamente ofensivo, porque para mim a realidade da Segunda Guerra era muito humana, caras comuns de carne e sangue chafurdando em miseráveis trincheiras inundadas. Então adicionar …

Barbelith, Immateria, Leviatã: Bem-Vindos à Matrix

Quem nunca viu o filme Matrix? Foi um filme que mudou os conceitos mundiais de realidade, apresentando a velha e manjada confrontação: tudo o que você sabe é mentira. Tudo o que você vê e sente é apenas uma representação de mundo. O mundo real está a muitas camadas abaixo disso tudo. Nos quadrinhos de reconstrução do final dos anos oitenta, capitaneados pela “invasão inglesa”, essa nova realidade é muito comum. Seja no “tudo que o personagem sabia sobre si mesmo era uma mentira”, de Alan Moore em Miracleman, Capitão Bretanha, Monstro do Pântano e tantos outros. Ou no Homem-Animal de Grant Morrison que se encontrou com seu próprio criador, ele mesmo, o próprio Morrison e acabou descobrindo que não passava de um personagem de histórias em quadrinhos. Ou quando Neil Gaiman nos mostra o Sonhar, um mundo onde o herói da Era de Prata, Sandman, teve um filho com Hipólita Hall nos seus próprios sonhos.   OS QUADRINHOS SÃO A PRÓPRIA MATRIX Os quadrinhos são a própria Matrix, eles nos afastam da realidade e …

Luto: Homem-Animal – Espécie Anormal, de Jeff Lemire, Steve Pugh, Travel Foreman, John Paul Leon, Francis Portela

A morte sempre rondou os quadrinhos, depois da morte do Superman, virou sinônimo de pico de vendas de exemplares. A morte que é retratada em Homem-Animal – Espécie Anormal, entretanto, é a de uma criança. Isso é algo raro nos quadrinhos de super-heróis, principalmente porque crianças não tem muito destaque nesse tipo de aventura. Depois da saga Mundo Podre, em que a Podridão ameaçou os reinos do Verde (Vegetais) e do Vermelho (Animais), Buddy Baker, o Homem-Animal e Alec Holland, o Monstro do Pântano, conseguiram debelar a ameaça. Porém, a vitória cobrou um preço mais caro, levando desse plano a vida de Cliff Baker, o filho de Buddy. Foi assim que nos despedimos da revista Dark, e assim que começamos o primeiro encadernado do Homem-Animal.  A primeira história, O Funeral, mostra as reação de Buddy, de Ellen e Maxine, sua esposa e filha, bem como um busca de Buddy por satisfações dos avatares do Vermelho. Na história seguinte, publicada originalmente no segundo anual do Homem-Animal, temos um vislumbre do passado, do dia em que Maxine …

10 Motivos que tornam A Saga do Monstro do Pântano um quadrinho fundamental

No post anterior havia dito que o grotesco mudava sua cara com as histórias do Monstro do Pântano. Aqui vão algumas razões: A série foi um perfeito veículo para Moore. Apesar de ter a participação esporádica de super-heróis da DC, geralmente mantinha-se independente deles, dando a base para a origem da linha Vertigo.  Ajudou a tornar os quadrinhos mais sofisticados, focando num público adulto.  Foi a primeira história em quadrinhos de horror a aproximar-se de uma perspectiva literária desde os quadrinhos da EC Comics.  A história trazia uma mensagem subjetiva hippie de paz, amor e harmonia, enquanto a criatura percorria uma área incomum do universo de horror.  Iniciou uma tendência, depois continuada por Neil Gaiman, de unir o vasto rol de personagens sobrenaturais da DC Comics e interligá-los.  Fez as vendas saltarem de 17.000 para 100.000 exemplares, levando a DC a colocá-lo para roteirizar histórias de personagens mais conhecidos. Foi um dos primeiros quadrinhos da “invasão inglesa”, cujo objetivo era trazer quadrinistas ingleses, conhecidos por seus trabalho em revistas como 2000 A. D., para retrabalharem …

Breve História do Grotesco nos Quadrinhos Americanos

Antes de entrarmos na área dos quadrinhos, seria interessante traçarmos uma definição de Grotesco. Segundo Thiane Nunes em seu livro Configurações do Grotesco, “O Grotesco marca a modernidade, principalmente pela dissonância que revela entre o homem e o mundo. É uma marca de mal-estar. Quando o que se é familiar se torna estranho ou sinistro, as proporções naturais se dissolvem, dando lugar ao sonho, à imaginação ou à realidade que transcende a normalidade”. Assim exposto como o Grotesco marcando a modernidade, é seguro afirmar que quando mais avançamos no tempo, mais representações do grotesco teremos em nossa sociedade. Não por acaso, aconteceu a mesma coisa com os comics, uma forma de arte e expressão recente, que, como todas as artes, teve sua dose de crítica e castração, mas acima de tudo sempre foi considerada uma arte menor, devido aos preconceitos de público, formato e difusão enquanto cultura massificada. Por isso, expor o grotesco nos quadrinhos sempre foi uma contradição devido a esses preconceitos, porém, segundo o esteta francês Jean Onimus: “o grotesco é um estado …

Corujas, Morcegos e Gotham City

Este mês encerrou-se apoteoticamente no Brasil o arco Noite das Corujas, na revista do Batman. Orquestrado por Scott Snyder e Greg Capullo, com histórias de back-ups co-roteirizadas por James Tynion IV e a arte por Rafael Albuquerque, este arco e o anterior, Corte das Corujas, fizeram parte da inciativa Os Novos 52 da DC Comics. A intenção era dar um novo início para os personagens da editora. O Cavaleiro das Trevas foi uma exceção. Sua cronologia continuou valendo, com pequenas (ou talvez grotescas, na opinião de alguns leitores) alterações. Desde o começo, a série publicada na revista americana Batman, sob a batuta dos nomes acima, se destacou das demais. Foi dado à Snyder, por assim dizer, o “controle” do bat-universo, visto o excelente trabalho que o mesmo havia feito nas derradeiras edições de Detective Comics, no pré-reboot. O roteirista é formado em escrita criativa pela Brown University, já trabalhou na Walt Disney World, e leciona escrita em várias universidades, entre elas a Columbia e a New York University. É a densidade de seus roteiros que …

As Eras dos Quadrinhos – Parte 7

Período de Transição C – Avante, compradores! No início dos anos 1980, um organizador de convenções de quadrinhos chamado Phil Seuling abordou as principais editoras de quadrinhos dos Estados Unidos para desenvolver um sistema de compra e distribuição de suas revistas diferente do que estavam costumados a utilizar. O mercado direto dos comic books se iniciava com a edição de estréia da mutante Cristal (Dazzler#1, de 1981) pela Marvel Comics. A edição vendeu mais de 400 mil cópias, praticamente o dobro da média de vendas dos gibis normais. A principal característica do mercado direto era, no início, a compra de revistas pelas empresas diretamente da editora, sem a possibilidade de retornar as edições não vendidas em troca de créditos, como era feito no sistema de consignação, com bancas de revistas e outros pontos informais de venda. No lugar deste benefício perdido, ganhavam maiores descontos, facilidades na compra e, principalmente, exclusividade. Algumas edições eram lançadas apenas neste tipo de mercado: assim, o custo de oportunidade de novos títulos se tornou menor, e as editoras passaram a …

As Eras dos Quadrinhos – Parte 6

A Era de Bronze – Morte, o grande momento da vida O exemplo utilizado por Blumberg como a crise que estabelece novos paradigmas é a morte de Gwen Stacy, namorada do Homem-Aranha, publicada originalmente em Amazing Spder-Man #141 (Junho de 1973). A história, aqui, serve como o divisor de águas, a crise mencionada por Kuhn. A história inovava ao condenar uma personagem querida dos leitores a uma fatalidade, coisa até então impensada para o gênero. Os editores discutiram se o melhor para Peter Parker e Gwen Stacy era o casamento ou a morte. Decidiram pela morte. Este acontecimento redefiniu estatutos, os mesmos de que Eco falava anteriormente, de que o herói não deve se consumir. O fim de Gwen abriu espaço para mortes mais grandiosas como da Fênix e de Elektra. Era isso que o zeitgeist pedia. No início da década de 70, muitos jovens americanos tinham de encarar a morte de frente, sendo levados a combater no Vietnã por uma derrota anunciada. O escândalo Watergate desfez a imagem icônica que os ianques tinham de …