Todos os posts com a tag: neil gaiman

Melhores e Piores Leituras de Dezembro de 2019

Uhuu, mergulhadores! Chegamos ao último Melhores e Piores Leituras do ano de 2019! Foi um ano intenso e cheio de altos e baixos, mas sobrevivemos à experiência! E fiquem ligados que agora no mês de janeiro faremos nossa seleção das melhores leituras do ano que passou. Todas elas separadas por diversas categorias que vão do mangá ao fumetti, de quadrinhos Marvel e DC Comics aos quadrinhos brasileiros. De quadrinhos feitos fora dos Estados Unidos aos americanos. Por isso fique ligado no Splash Pages e, se quiser seguir o blog para não perder nenhuma novidade basta clicar no botão de seguir. E agora vamos às leituras de dezembro.

Avaliação: Os Quatro Primeiros Volumes de O Universo de Sandman

Neste mês de dezembro chegaram às bancas todas as quatro séries que compõem o selo O Universo de Sandman em seus relativos primeiros volumes. Fazem parte do selo os títulos: O Sonhar, Lúcifer, Os Livros da Magia e o título novíssimo A Casa dos Sussurros. Todos eles têm a bênção de Neil Gaiman e foram desenvolvidos a partir de ideias dele. Todos eles trazem em seu corpo o especial O Universo de Sandman, que é uma introdução aos personagens principais de cada série e de seus enredos que, aparentemente, se entrelaçam. Depois de termos lido todos esses quatro primeiros volumes de O Universo de Sandman, trazemos para vocês uma avaliação completa destes títulos com direito a ranking de estrelinhas. Venham ver o resultado a seguir!

Melhores e Piores Leituras de Setembro de 2019

mergulhadores! Estamos de volta com nossa sessão mensal que expõe nossas melhores e piores leituras feitas durante o mês! Este mês tivemos poucas leituras, apenas 25 classificadas como boas e 5 classificadas como ruins. Mas você vai perceber que tivemos muitas leituras de livros sobre quadrinhos e que eles são importados, o que demanda uma leitura mais apurada e demorada. Mas está vindo um coisa muito legal nesse sentido, que só vou revelar quando estiver pronta. Enquanto você ficam especulando, aproveitem para dar uma olhada nas nossas leituras do mês de setembro. tem muita coisa legal (e outras, nem tanto!).

10 Grandes Editoras dos Comics: Hoje e Sempre

Vamos falar sobre grandes editoras dos comics? Bom, quando falamos em grandes editoras não queremos falar sobre casas publicadoras como a Marvel e a DC Comics. Queremos falar da força das mulheres por trás de grandes publicações da indústria dos comics norte-americanos. Muita gente por aí não valoriza o trabalho das mulheres e acha que elas ficam a dever quando se trata de qualidade. Este post serve para desfazer esse mito, mostrando que muitos dos trabalhos importantes dos quadrinhos foram feitos a partir da orientação de mulheres. Estão preparados para conhecê-las? Então vamos lá!

O Universo de Sandman: Lúcifer e O Sonhar

Sandman está de volta! Ou será que não está? Isso porque nessa nova levada dos títulos inspirados na obra de Neil Gaiman tudo começa com a partida de Daniel, o novo mestre do Sonhar. Essa ausência começa a provocar modificações por tudo, inclusivo nos demais títulos relacionados com esse universo como Lúcifer, Livros da Magia e A Casa dos Sussurros, todos publicados posteriormente a este título. É no especial Sandman Universe que reencontramos esses personagens. Alguns deixados para trás há muito tempo, outros largados mais recentemente e outros ainda, novas caras para uma nova geração de leitores. Neste post vamos falar um pouco mais sobre O Sonhar e sobre Lúcifer, os dois primeiros títulos de O Universo de Sandman a chegarem no Brasil e como a realidade onírica tem a ver com a mais pura realidade.

Desejo: O/A Perpétuo/a da Série Sandman e Sua Androginia

Seja em Sandman: Prelúdio ou no arco A Casa de Bonecas, Desejo está por trás da trama e dos desafios, muitas vezes imensamente sofridos, enfrentados por Lorde Morpheus, o Sonho, o Sandman do título da série. Mas não é o desejo que está por trás de todos os nossos sofrimentos, não é por desejarmos e nos frustramos por não conseguirmos o que desejamos que muitas vezes nos deparamos com a versão gêmea de Desejo, Desespero? Hoje vamos falar um pouco mais sobre essa misteriosa entidade, sem gênero, mas com imenso poder que move toda a humanidade e na maioria das vezes é imensamente cruel em suas manipulações e jogos com que enreda a todos nós, reles humanos.

A Vertigo Morreu. E eu Sei Quem Matou.

Este mês fomos pegos de surpresa com a ausência de títulos da linha de quadrinhos adultos da DC Comics, a Vertigo, em suas solicitações mensais. As revistas da Vertigo já não vinham nem vendendo tão bem e nem vinham sendo o sucesso de crítica que já foram um dia. Por outro lado, movimentos ultraconservadores vêm tolhendo a criatividade de autores e artistas fazendo mobilizações contra quadrinhos – não só da Vertigo – que impedem de inovar tanto em forma como em conteúdo. Então, dentro da análise que pretendo estabelecer aqui, gostaria de indagar se foram mesmo as baixas vendas que desgraçaram a Vertigo ou se foram as mudanças e restrições no comportamento sócio cultural dos indivíduos. Vamos à discussão. 

Melhores e Piores Leituras de Maio de 2019

Maio foi um mês intenso. Quase não consegui parar para escrever nada no blog porque precisava entregar um quadrinho todo desenhado por mim, mas entre mortos e feridos salvaram-se todos. E o que salvou os acessos do blog foi a bunda do Lúcifer, ou melhor do Tom Ellis, que incrementou os números aqui. Isso que eu chamo de “Save As”. Este mês de maio, entretanto, teve inúmeras leituras, de europeus a mangás, de super-heróis a quadrinhos alternativos, de independentes a hipercomercializados. Então prepare seu mouse para clicar no post e acompanhar toda essa jornada de leituras e minirresenha que vêm aí! Sigam-me os bons!

Conheça 20 Super-Heróis da Década de 1930

Você deve saber que os super-heróis começaram na década de 1930, mais precisamente, com o Doutor Oculto, criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1935. Contudo, antes que a onda dos heróis arrebatasse as editoras em cheio nos anos 1940, alguns poucos personagens foram criados ainda nos anos 1930. Muitos deles se assemelhavam com a noção que temos de super-heróis hoje em dia, embora não necessariamente sejam considerados assim por muitos. Neste post iremos falar rapidamente sobre vinte desses personagens criados ainda na primeira década do fenômeno dos super-heróis. Sigam-me os bons!

“Os Eternos” Promete Trazer o Primeiro Super-Herói Gay da Marvel nos Cinemas

O site gringo THS afirmou que o Marvel Studios está a procura de um ator gay para interpretar um personagem gay no vindouro filme de Os Eternos. Muita gente pode achar ridículo noticiar e comemorar isso, mas quem é queer e cresceu com modelos de conduta sempre sendo casais entre homem e mulher e que diziam que isso era o correto a se comportar, vai saber como é uma ótima notícia. Isso ainda é especulação sobre esse personagem, que não se sabe quem vai ser. Neste post vamos falar rapidamente sobre Os Eternos e sobre como representatividade queer é importante. E se você não gostou desse post, passa para o próximo e evite encher a internet de ódio. As pessoas educadas agradecem.

Aquela Vez em que um Quadrinho de Alan Moore Virou um Poema Épico Gay

Ah, os anos 80! Eles eram muito parecidos com o que estamos vivendo agora, né? A ascensão de uma direita extremista no mundo todo e as minorias em risco de morte. A desinformação e a contrainformação reinando forte nas ruas e nos meios de comunicação (formais ou informais). Os quadrinhos também se tornaram mais radicais naqueles tempos sombrios. Era uma época em que distopias em que a direita extrema reinava foram escritas para os quadrinhos. Duas dessas obras se chamavam Cavaleiro das Trevas e Watchmen. Elas mudaram para sempre o cenário dos quadrinhos. Para o bem e para o mal. E ao mesmo tempo que esse cenário caótico e desesperador era admitido no coração das pessoas, um grupo de artistas resolveu falar. Entre estes artistas estava o mago de Northampton, Alan Moore.

Os 10 Piores Maridos dos Quadrinhos

Por alguma razão, alguém chegou até o Splash Pages procurando por uma lista de piores maridos dos quadrinhos. Depois de eu ter perguntado para amigos nas redes sociais, o que acham de fazer uma lista como essa, o resultado foi mais que positivo e muitos indicaram alguns maridos nada convencionais para figurarem nesta lista. Claro, como é uma lista “dos quadrinhos”, tentamos ir além dos super-heróis, talkei?! Não que esse tipo de quadrinho não revele e esconda muitos desses tipos que vemos em vários lares brasileiros, mas precisamos sair da nossa bolha um pouquinho, né? Faz bem, Dizem. Vamos lá para nossa lista de 10 Piores Maridos dos Quadrinhos!

Os Piores Quadrinhos Que Li em 2018

Muito mais que a lista, ou as listas, dos melhores quadrinhos que tivemos no ano que passou, a lista mais aguardada e mais acessada é sempre a dos piores quadrinhos lidos no ano anterior. Bem, meus amigos mergulhadores, essa espera acabou. Está na hora de revelar as piores experiências de leitura que eu tive em 2018 e vocês entenderão a razão delas terem sido tão horríveis nas minirresenhas que as acompanham. Por isso, pegue o saquinho de vômito que está localizado na poltrona na frente de você e nos acompanhe por um tour no nosso Túnel do Terror de 2018!

Os Melhores Quadrinhos da DC Comics Que Li em 2018

Os Melhores Quadrinhos da DC Comics Que Li em 2018

Agora chegou a vez de falarmos das melhores leituras que fiz dos quadrinhos da Editora das Lendas, a DC Comics, no ano que passou. Claro, tem muita coisa saudosista da coleção da Eaglemoss, mas confesso a vocês que foi a primeira vez que li tudo isso, então, para mim, é novo. Temos os quadrinhos da linha da Hanna-Barbera e também temos vários encadernados do Renascimento DC, todos eles juntos sob o título do personagem que fez bonito em 2018. Assim, mesmo que esse personagem tenha tido mais de um encadernado no ano passado, falarei deles em geral, ok? Belezinha, agora corra que nem o Flash para ler essa lista!

O BRAVO E O AUDAZ: OS DONOS DA SORTE, DE MARK WAID E GEORGE PÉREZ
Este ótimo e encantador encadernado compila os seis primeiros números da série O Bravo e o Audaz, um título que homenageia o vicinal gibi da DC Comics. Nele estrearam os Jovens Titãs, a Liga da Justiça, o Gavião Negro, o Esquadrão Suicida, entre outros. E o legal é que a história de Waid e Pérez dá um gostinho das histórias daquele tempo, mas com diálogos e ritmo da atualidade. É uma junção de elementos muito usados nas revistas daquele tempo: muita ficção científica misturada com pseudo-ciência, como magia tecnológica, viagens no espaço sideral e no tempo. Tudo isso, claro, reunindo muitos heróis do panteão da DC, em uma leitura aventuresca e estimulante. Os desenhos detalhadíssimos de George Pérez são um deleite à parte. E ainda temos nesse encadernado a participação de um personagem vindo lá da série Sandman, de Neil Gaiman. Como não amar algo assim, hein? Me diz!

Conheça mais sobre a trajetória do título O Bravo e o Audaz na DC Comics.

JUSTIÇA JOVEM: UMA NOVA LIGA, DE PETER DAVID E TODD NAUCK
A Justiça Jovem é uma das equipes mais divertidas da DC Comics (que Liga da Justiça Internacional o que), talvez é por isso que o desenho da Justiça Jovem faça tanto sucesso. Boa parte desse mérito e da revista ter durado mais de 50 edições (só sendo cancelada para se fundir com Titãs), é do escritor Peter David. Ele consegue deixar a história de três adolescentes pirados: Robin, Superboy e Impulso e os demais que se juntam a eles, inteligente e interessante, bem como de dar boas gargalhadas. Os desenhos de Todd Nauck são certeiros. Eles conseguem emprestar o exagero e caricaturização de Humberto Ramos, mas ao mesmo tempo não desliza na anatomia e na proporção como faz o desenhista mexicano. Realmente é uma pena que no Brasil só tenham saído três histórias da equipe pela Editora Abril e, agora, pela Eaglemoss as sete iniciais. Com o ressurgimento do desenho da Justiça Jovem, essa fase inicial deveria ser explorada novamente. Mas eu sei que você sabe e eu sei que você sabe que é difícil de dizer… e de acontecer…

Leia uma resenha da nova primeira edição de Justiça Jovem escrita por Brian Michael Bendis.

FLASH: NASCIDO PARA CORRER, DE MARK WAID, GREG LAROCQUE E VÁRIOS OUTROS
Para quem não sabe, Nascido Para Correr é o equivalente ao Ano Um do segundo Flash, Wally West, o meu Flash preferido. Um dos motivos para essa predileção são os roteiros de Mark Waid, que redefiniu o Flash para toda uma geração, mostrando que o “Flash que vale” é Wally e não Barry. Esse encadernado é carregado daquela nostalgia pela Era de Prata, mas contada de uma maneira atual. Os desenhos de LaRocque, aqui, lembram os de John Byrne, embora, ao longo da série, ele tenha relaxado no seu estilo. A empolgação de Wally West com o Flash e sua não-desconfiança de que seu tio chato e certinho, Barry Allen é o seu super-herói adorado, bem como sua parceria e confidência com a tia Iris West são os grandes elementos da história. Esta, também funciona como uma jornada do herói, em que Wally vai aprender muito sobre sua imprudência e impetuosidade. Completam o encadernados duas historinhas curtas retiradas de especiais e uma história dos anos 60, quando Wally estreia seu uniforme novo. É incrível a virtuose dos desenhos de Carmine Infantino, que lembra um Alex Raymond nessa história do passado escrita por John Broome. Enfim, Nascido Para Correr é um encadernado em que se aproveita 100%.

CORRIDA MALUCA, DE KEN PONTAC E LEONARDO MANCO
Eu havia lido a primeira edição de Wacky Raceland em scan e em inglês e havia achado bem bobinha. Não sei porque cargas d’água resolvi comprar o encadernado em português. (Tinha cá pra mim que havia lido todo o encadernado, mas não tinha). E, meninos, gostei mesmo! Achei muito legal que ele trabalha um mundo pós-apocalíptico e explica porque aquele mundo se tornou assim. Também explora o passado de cada competidor da Corrida Maluca em flashbacks bem ao estilo da série LOST. Então que é bem interessante conhecer o passado dos personagens e as suas motivações, entender porque – uma coisa que o desenho nunca explica – eles estão correndo e para onde estão correndo. Isso sem falar nos visuais criados por Leonardo Manco tanto para os personagens quanto para os veículos que estão competindo, que deixam a série ainda mais interessante. Sem dúvida, dos quadrinhos repensados das revistas da Hanna-Barbera pela DC Comics, a Corrida Maluca foi a que teve as alterações mais radicais, mas nem por isso piores. Tem sido bem interessante acompanhar essas releituras da Hanna-Barbera, apesar de que ainda não tive coragem de pegar pra ler o Scooby Apocalypse!

BATMAN & ROBIN: A BUSCA POR ROBIN, DE PETER J. TOMASI, PATRICK GLEASON, ANDY KUBERT, MICK GRAY, DOUG MAHNKE E OUTROS ARTISTAS
Arrisco dizer que esse é o Batman que eu gosto, dentro das inúmeras versões que existem dele. Quem me conhece sabe que eu odeio o Batman. Nessa versão, ao menos, ele se digna a esboçar sorrisos e o que desperta isso é o seu cuidado paternal com o seu filho Damian, o novo Robin. Neste encadernado, Bruce Wayne move mundos e fundos para recuperar os corpos de seu filho, Damian e da mãe dele Tália Al Ghul, sequestrados pelo terrível avô do menino, Ra’s Al Ghul, o Cabeça do Demônio, que pretende reviver os dois através de seus Poços de Lázaro. Mas esse confronto é só a primeira parte deste encadernado de 500 páginas. Na segunda parte dele, Batman e seus aliados vão até o planeta Apokolips, de Darkseid, para resgatar o menino. O resultado é que Damian Wayne não só é revivido, como adquire poderes do nível do Superman. Tomasi, Gleason e companhia encerram essa fase do título de maneira soberba, trazendo uma aventura incrível, divertida, empolgante e emocionante. Bruce e Damian Wayne, nessa fase dessa revista são, com certeza a dupla de pai e filho que eu adoro odiar e me emocionar com as suas desventuras um pelo amor do outro.

OS FLINTSTONES, VOLUMES 1 E 2, DE MARK RUSSELL E STEVE PUGH
Quem imaginaria que uma nova visão sobre a “família moderna da Idade da Pedra”, com suas personagens tão arraigadas aos anos 40 e 50, quando os Flintstones foram criados iriam compor uma crítica social tão bem feita e tão ácida? Bem, eu não. tanto que no começo tive um certo nojinho da revista, achando que ia continuar aquela chatice dos desenhos animados. Mas tive de dar o braço a torcer e acabei por curtir muito. Os dois volumes de doze edições de Os Flintstones em nada tem a ver com a Idade da Pedra e sim aos costumes atuais, mas que passam pelos cérebros de homens primitivos. Isso é o que nós parecemos mesmo às vezes, à frente de novas tecnologias e novos costumes.Como os homens primitivos ainda não dominamos bem o que é política, o que é economia e para que, realmente serve a religião e a arte e que lugares tudo isso têm na nossa sociedade. Por isso, Os Flintstones foi uma das melhores leituras que tive ano passado e que nos faz refletir o quanto estamos avançando ou regredindo enquanto sociedade. Ou pior: o quanto somos parecidos com os nossos antepassados da Idade da Pedra.

Leia uma resenha completa do primeiro volume de Os Flintstones neste link.

LIGA DA JUSTIÇA INTERNACIONAL, DE J. M. DEMATTEIS, KEITH GIFFEN E KEVIN MAGUIRE
A liguinha! A Liga Cômica! Neste caso são os primeiros números desta fase hilária do trio DeMatteis, Giffen e Maguire, que se distanciaram muito da imagem que as pessoas tinham de uma Liga da Justiça e nos brindaram com personagens extremamente bem construídos. São dois encadernados publicados pela coleção DC Comics da Eaglemoss. E quando eu falo bem construídos é uma construção que nos faz chorar hoje em dia com esses personagens hiper pasteurizados que as histórias em quadrinhos de super-heróis trazem. É muito bom ver personagens tão diversificados quanto Batman, Guy Gardner e Shazam se estranhando e mostrando como são construídos os seus conceitos e pré-conceitos. Mas a liguinha não fica só em personagens, ela tem enredos muito bem estruturados. São cheios de aventuras e intrigas de espionagens e órgãos governamentais muito típicos da Guerra Fria, época em que a revista foi orquestrada. Essa revista faz falta, mesmo pra quem, como eu, não a acompanhou nos formatinhos.

BATWOMAN, DE JAMES TYNION IV, MARGUERITE BENNETT, E VÁRIOS ARTISTAS
Batwoman é uma ícone LGBT certamente, porque foi uma das poucas heroínas desta categoria que conseguiu ter uma revista solo de quase 50 edições. Se somadas todas as edições da Batwoman, elas ultrapassam a meia centena. Coisa que poucas mulheres heroínas conseguem. Além de ícone, Batwoman é um marco e que fica longe das reclamações de “lacração” dos conservadores rançosos repetidores e vomitadores do mesmo discurso sem inspiração. Com inspiração são as histórias feitas na fase Renascimento DC, que inserem novos elementos para a mitologia da personagem, como uma ilha governada por e para contrabandistas e um novo antigo relacionamento para Kate Kane, que volta a assombrar no presente. Uma pena agora estamos indo para o terceiro e último volume desta sensacional fase da mulher-morcego.

EXTERMINADOR, DE CHRISTOPHER PRIEST, JOE BENNETT, DIÓGENES NEVES, CARLO PAGULAYAN E VÁRIOS ARTISTAS
Considero esta a mais bem arranjada série do Renascimento DC, principalmente se levarmos em conta o que veio antes nessa mesma série. Foi uma guinada radical nos roteiros (e na arte, se levarmos a participação de Rob Liefeld em conta), criando momentos tensos e densos na vida e nos relacionamentos de Slade Wilson, principalmente com seus filhos Rose e Jericó. A cada encadernado, mesmo aqueles que trazem crossovers com personagens com diferentes conotações e alinhamentos comparados com o Exterminador, somos levados a experimentar de intrigas, de frieza, de flashbacks do passado de um puro soldado militar que não tem tempo para manifestar sentimentos por ninguém, a não ser por dinheiro. Mesmo com o Exterminador não tendo sentimentos por ninguém, nós até conseguimos, bem ressabiados, fazer crescer algum por ele, nem que seja a desconfiança e a esperança que ele está escondendo algo e que o que ele faz está imbuído de algum amor subverso e perverso pelos que o cercam. E por isso essa HQ é tão sensacional. Nos faz acompanhar um personagem que ninguém gostaria de ter como amigo. bela façanha, não?!

BATMAN DO FUTURO, DE DAN JURGENS, BERNARD CHANG, MARCELO MAIOLO, PHIL HESTER, ANDE PARKS E VÁRIOS ARTISTAS
Uma das melhores séries de acompanhar do Renascimento DC tem sido Batman do Futuro. Ela vem num crescendo de enredos bem entrelaçados e com subtramas que vão se abrindo e se fechando no passar dos encadernados. Diferentes de outras séries boas do Universo DC Renascimento como Novo Super-Man, Batwoman e demais que acabaram canceladas, esta, como tem Batman no nome e Bruce Wayne nas histórias, ainda se mantém firme e forte no line-up da editora das lendas. Pelo menos dessa vez um batnome faz com que uma série gostosinha e querida continue em pé. Uma coisa que me causou estranheza neste último encadernado foi a substituição de Bernard Chang pela dupla Phil Hester e Ande Parks. Mas depois é que fui me dar conta que era para aproximar o visual da série com o estilo animated do desenho animado. Quem não está acompanhando a série do Batman do Futuro está perdendo aventuras de primeira. Diversão na certa!

E então, DCnautas?! Concordam? Discordam? O que leram de bom da DC Comics no ano que passou. Deixe os seus comentários logo abaixo!

Um Passeio Pela Exposição “Quadrinhos”, do MIS

Até o dia 31 de março de 2019 fica em exposição a mostra Quadrinhos, no Museu da Imagem e do Som, o MIS, localizado no Jardim Europa, em São Paulo. A exposição foi liderada e organizada por Ivan Freitas da Costa, um dos sócios da Comic Con Experience. Aproveitando que já estaria em São Paulo para a CCXP 2018, resolvi dar um pulo na exposição Quadrinhos, no único dia em que eu poderia vistá-la durante minha estadia. Tirei mais de 200 fotos lá, mas separei algumas muitas para vocês . Neste post contarei um pouco do meu passeio na exposição, com o intuito de também instigá-los a visitar esta incrível, sensacional, magnânima mostra!

10 Versões de Deus Nos Comics

Dentro dos quadrinhos de super-heróis e derivados, a fé cristã também é tratada como uma mitologia e como aspectos de lendas. Assim como temos a presença de deuses gregos, romanos, egípcios e nórdicos, bem como de outros panteões politeístas, as religiões monoteístas também recebem o aspecto de personagens sobre seus deuses, infernos e paraísos. Neste post trazemos várias versões semelhantes ao onipotente, onipresente e onisciente Deus das religiões judaico-cristã ocidentais nos quadrinhos de super-heróis. QUe Deus esteja com vocês enquanto leem este post! Ele está no meio de nós!

A Decadência da Vertigo Após a Saída de Karen Berger

Caros leitores do blog, caso alguns de vocês têm acompanhado as novas séries da Vertigo que foram lançadas no Brasil, devem ter reparado que muitas delas seguiram para um final abrupto. Foi o caso de Coffin Hill, Art Ops, Hinterkind, Sala Imaculada, entre alguns dos títulos. A maioria das séries parecia promissora em suas propostas e, pareciam que iriam durar muito mais que apenas dois ou três encadernados, principalmente ao se observar o enredo das mesmas. Mas algo deu errado no processo. O selo adulto da DC Comics tem sofrido uma espiral de revezes desde que Karen Berger deixou de cuidar da linha editorial. Vamos fazer uma volta no tempo e uma análise para tentar entender essas mudanças.

Melhores e Piores Leituras de Agosto de 2018

Este mês de agosto foi bastante carregado. Eventos, trabalhos, estudos, de tudo um pouco. Até a umidade do ar aqui em Porto Alegre ficou carregada, chegando até a 100%. Desse jeito não tem ser humano que não se sinta cansado ao chegar o final do mês. Mas mesmo assim, atingimos o recorde de 40 resenhas neste mês. parece que quando a gente está mais atrolhado de coisas é que acaba fazendo muito mais. Ironias da vida, também atingimos número recorde de leituras ruins no mês, que são 10. E isso também são ossos do ofício. Bem, chega de trololó e vamos para a lista de melhores e piores leituras do mês.