Todos os posts com a tag: os invisíveis

Uma Volta Pelo Inferno: Kid Eternidade, de Grant Morrison e Duncan Fegredo

A maioria das histórias de Grant Morrison são assim: geram múltiplas interpretações a cada leitura. Basta escolher a sua. Esta, ainda do período inicial da Invasão Inglesa, com a reinterpretação dos personagens clássicos da DC Comics, mostra toda a verve mágica do careca inglês, que tempos mais tarde iria unir tudo isso em séries como Patrulha do Destino e Os Invisíveis.

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Escritor da Vertigo Se Assume como Mulher Trans

Personagens trans não são nada comuns nos quadrinhos. Criadores de quadrinhos trans são menos comuns ainda. Entretanto, temos alguns casos notórios tanto no Brasil quanto no mundo. A última a se assumir trans foi Lilah Sturges, antes conhecida como Matthew Sturges, grande colaborador de Bill Willingham em séries derivadas de Fábulas, da Vertigo.

Mulher-Maravilha: Terra Um, de Grant Morrison e Yanick Paquette

Chegou às bancas o encadernado que reimagina a origem da Mulher-Maravilha para uma nova audiência. Isso é feito pelas mãos de Grant Morrison (Homem-Animal, Novos X-Men, Os Invisíveis, LJA) e Yannick Paquette (Jovens X-Men, Monstro do Pântano). Apesar de, na superfície, a origem não apresentar grande modificações, são as nuances que causam a reverberação do impacto da pedra no lago.

Somos Apenas Personagens: Homem-Animal: Deus Ex Machina, de Grant Morrison, Chaz Truog, Doug Hazlewood e Outros

Encontro com o criador é o que dizem quando uma pessoa parte dessa para uma melhor. De de certa forma é isso que acontece com o Homem-Animal, Buddy Baker, nesse terceiro volume da sua série pela Vertigo. Ele se encontra com o criador. Mas no caso se trata de Grant Morrison, que é ao mesmo tempo, personagem e escritor do que é narrado. Vamos falar um pouco mais sobre isso nesse artigo.

… e Tudo Começou Com a: Patrulha do Destino, de Grant Morrison, Richard Case, Doug Braithwaite e Outros

A série mensal da Patrulha do Destino foi um laboratório para que Grant Morrison testasse suas esquisitices narrativas. Esses elementos acabaram sendo reaproveitados por Morrison e outros escribas para tornar narrativas suprarreais, metalinguisticas e dadaístas. Menos esquisita do que é vendido, a Patrulha do Destino é uma forma de entender que heróis não precisam atender a um perfil de conduta ou de anatomia. Mas vamos ver isso mais detalhadamente.

Será Que Ele É? 10 Criadores LGBT de Comics

Já foi o tempo em que essa pergunta andava nas bocas das pessoas. Hoje saber se uma pessoa é gay ou não só importa para os próprios gays que podem ter um interesse na pessoa. Tá, e a alguns moralistas que ainda acham isso um absurdo fora do comum. Talvez por essa razão a maioria dos criadores LGBT dos quadrinhos se encontra no meio indie, como é o caso de Alison Bechdel, Howard Cruse, Dean Haspiel, Ralph Konig e Julie Maroh, nomes proeminentes do gueto quadrinístico LGBT.

O Design da Capa do Herói #001 – Rian Hughes

Você não imaginava que por trás das capas de super-heróis que você tanto curte existe um profissional especializado para isso, não é mesmo? E é sobre isso que vamos falar aqui nessa coluna, chamada “De Carona na Capa”. Ela servirá para mostrar pra vocês esses designers que deixam as capas das suas revistinhas tão especiais e que fazem seus olhos brilharem na hora de comprar uma HQ. Mas não vamos falar só de desenhos, ah, isso qualquer um fala. Vamos falar do processo de design por trás da capa. Letterings, logotipos, layout e sim, um pouquinho de desenho também. E para começar, vamos falar de um cara especial, o Rian Hughes. Rian Hughes é um desenhista britânico muito famosos por seu trabalho para a revista 2000 a. D. em séries como Robo-Hunter e Dan Dare. Ele é um baita designer e trabalha com fontes de sua própria autoria, geralmente bastante inusitadas, deixando de lado as fontes prontas. Alguns dos clientes mais notáveis de Hughes, para além da indústria dos quadrinhos são a Virgin Airways, a …

"Estou rezando por você..."

Vida + Significado = Magia. 10 Fatos Sobre Grant Morrison Que Talvez Você Não Saiba

Seguem aqui algumas anotações sobre a vida de Grant Morrison, que talvez você não saiba, encontradas no vídeo Falando com Deuses (Talking With Gods), do Grupo de Pesquisas Americano Sequart. O pai de Grant Morrison era a favor do desarmamento nuclear e tinha muito medo de uma Guerra Atômica. Nas HQs haviam pessoas que podiam deter as bombas nucleares, por isso o garoto Grant começou a gostar tanto deste tipo de arte. Algumas grandes influências de Grant Morrison: O Prisioneiro, Alesteir Crowley e 2001: Uma Odisséia no Espaço. Até os 19 anos não conhecia bebidas, garotas nem drogas. Só deixou de ser uma pessoa tímida e encabulada aos 30 anos. Ele tinha uma banda chamada: The Mixed. Quando Grant leu V de Vingança ele pensou “É isso que eu quero fazer. É assim que os quadrinhos devem ser.” Entretanto, quando escreveu uma história de Miracleman e a enviou para a editora, Alan Moore a vetou dizendo: “Não quero soar ameaçador como um mafioso, mas desista”. Essa história foi publicada este ano em Miracleman Annual #1, …

Barbelith, Immateria, Leviatã: Bem-Vindos à Matrix

Quem nunca viu o filme Matrix? Foi um filme que mudou os conceitos mundiais de realidade, apresentando a velha e manjada confrontação: tudo o que você sabe é mentira. Tudo o que você vê e sente é apenas uma representação de mundo. O mundo real está a muitas camadas abaixo disso tudo. Nos quadrinhos de reconstrução do final dos anos oitenta, capitaneados pela “invasão inglesa”, essa nova realidade é muito comum. Seja no “tudo que o personagem sabia sobre si mesmo era uma mentira”, de Alan Moore em Miracleman, Capitão Bretanha, Monstro do Pântano e tantos outros. Ou no Homem-Animal de Grant Morrison que se encontrou com seu próprio criador, ele mesmo, o próprio Morrison e acabou descobrindo que não passava de um personagem de histórias em quadrinhos. Ou quando Neil Gaiman nos mostra o Sonhar, um mundo onde o herói da Era de Prata, Sandman, teve um filho com Hipólita Hall nos seus próprios sonhos.   OS QUADRINHOS SÃO A PRÓPRIA MATRIX Os quadrinhos são a própria Matrix, eles nos afastam da realidade e …

O descaso com a América Latina nas revistas de Super-Heróis

Há uma máxima no mercado de quadrinhos que diz que para se dar bem nas HQs americanas como roteirista é preciso conhecer a cultura e as localidades dos Estados Unidos. Bem, é seguro dizer que estamos imersos na cultura dos Estados Unidos aqui no Brasil. Não que isso seja ruim, mas não seria melhor se todos os países fossem bem representados nas revistas dos nossos tão queridos heróis? Pensem bem, que representações temos dos brasileiros nas revistas da Marvel e DC? Temos Fogo, Beatriz DACOSTA, uma ex-espiã da ANS, que é a representação da periguete em todo Universo DC. Na Marvel, temos o Mancha Solar, Roberto DACOSTA (assim mesmo, tudo junto), um ex-jogador de futebol, um latin lover. Ambos são do Rio de Janeiro. Ambos são DACOSTA. Ambos são safados. Ambos tem poderes a ver com temperatura elevada. Legal essa nossa imagem, né? Temos também a travesti Lorde Fanny, de Os Invisíveis, uma xamã brasileira que foi criada no México. Bom, então tá, fora essa fama de Brasileirinhas, já repararam que muito raramente, quando acontecem …

Matt Fraction: Less is More, Moore is Lessie, and why try to be a Grant Morrison wannabe?

Ah, Matt Fraction, eu não sei o que faço com você. Se te amo ou te odeio, ou se continuo a ficar no meio. Termo. O fato é que o trabalho de Matt Fraction é inconstante. Lendo as páginas do especial que a Panini lançou de Os Defensores, percebi o quão bom narrador ele é. Não que eu já não tenha percebido isso em outras publicações, mas porque todo esse esforço exagerado para parecer cool e criar um estilo “próprio” em Casanova? Ou eu sou muito muito burro, ou não entendi a que veio a série. Era pra ser divertida? Talvez. Mas ela usa as referências de uma maneira que afasta e não envolve o leitor. Fraction começou como escritor independente, nas publicações The Five Fists of Science e Casanova, esta última em parceria com os ótimos artistas brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon. Logo depois, apadrinhado por Ed Brubaker, iniciou uma parceria com o mesmo no elogiadíssimo O Imortal Punho de Ferro, da Marvel, que reimaginava a mitologia de Danny Rand, o lutador de …

De onde vêm as ideias?

Ou “Por que é impossível não despirocar lendo Flex Mentallo e o que o inconsciente coletivo e o Enrique Iglesias têm a ver com isso tudo”. Acontece que essa semana reli Flex Mentallo, de Grant Morrison e Frank Quitely. Uma edição que estava fadada a não ser publicada no Brasil, devido a problemas com direitos autorais. Mas os obstáculos foram rompidos e, este mês, a Panini Comics lançou a obra aqui no Brasil. Antes de você ler esse texto, seria bom dar uma lida no que escrevi anteriormente sobre a mesma obra, que acabei lendo em scans na época. Aqui o link. A versão brasileira, com tradução de Érico Assis e edição de Fabiano Denardin e Daniel Lopes, é muito caprichada, numa encadernação melhor que a americana, cheia de extras, como o texto introdutório de Morrison e os rascunhos de Quitely. A história de Flex Mentallo é cheia de metalinguagem, cheia não, submersa em metalinguagem. Dizem que a metalinguagem é uma literatura masturbatória, cheia de autorreferências, que é muito fácil criar uma história sobre histórias …

O TransGênero Super-Heróis

“Girls who want boys who like boys to be girls who do boys like they’re girls who do girls, like they’re boys Always should be someone you really love”. Blur – Girls and Boys Essa semana a DC Comics anunciou a revelação do que seria o primeiro personagem abertamente transgênero dos quadrinhos mainstream. Ela seria Alysia, a companheira de casa de Barbara Gordon, a Batgirl. A personagem já havia aparecido desde o primeiro número da série da filha do Comissário Gordon, mas a revelação aconteceu somente no número 19, deste mês. A  roteirista responsável pela criação de Alysa, Gail Simone, foi demitida pela DC Comics através de um e-mail e foi substituída por duas edições. Até que a manifestação dos fãs fez com que a escritora retornasse ao título. Além de conhecida por seu humor em séries como Deadpool, Agente X, Aves de Rapina e Sexteto Secreto, Simone, também é uma grande debatedora dos papéis de gênero nos quadrinhos. Antes de se destacar como roteirista, Gail possuía um site chamado Women in Refrigerator, que aludia …