Todos os posts com a tag: patrulha do destino

Uma Volta Pelo Inferno: Kid Eternidade, de Grant Morrison e Duncan Fegredo

A maioria das histórias de Grant Morrison são assim: geram múltiplas interpretações a cada leitura. Basta escolher a sua. Esta, ainda do período inicial da Invasão Inglesa, com a reinterpretação dos personagens clássicos da DC Comics, mostra toda a verve mágica do careca inglês, que tempos mais tarde iria unir tudo isso em séries como Patrulha do Destino e Os Invisíveis.

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Escritor da Vertigo Se Assume como Mulher Trans

Personagens trans não são nada comuns nos quadrinhos. Criadores de quadrinhos trans são menos comuns ainda. Entretanto, temos alguns casos notórios tanto no Brasil quanto no mundo. A última a se assumir trans foi Lilah Sturges, antes conhecida como Matthew Sturges, grande colaborador de Bill Willingham em séries derivadas de Fábulas, da Vertigo.

Os Melhores Quadrinhos da Vertigo Que Li em 2016

De novo, essa lista contém praticamente relançamentos ou coisas de anos atrás lançadas pela primeira vez aqui. Será que as coisas que estão ficando chatas ou sou eu que estou ficando um velho, chato, exigente e resmungão com os quadrinhos? Que dilema! Bem, vamos lá aos melhores quadrinhos da Vertigo que li em 2016!

MAIS 15 Super-Heróis Negros Importantes dos Comics

Olá mergulhadores! Hoje é dia da Consciência Negra! A data de hoje faz referência à morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, um dos maiores centros de resistência negra contra a escravidão no Brasil. E se Zumbi foi um herói, nada melhor do que comemorar sua existência do que com uma lista de super-heróis da etnia negra, não é mesmo? Vem dar uma olhada neles!

10 Incríveis Macacos da DC Comics

Macacos me mordam! (Perae, não me mordam não!) A DC Comics é uma editora de macacadas, vocês bem sabem, por isso ela está tão recheada desses símios simiescos que nós gostamos tanto por serem tão parecidos com a gente. Para demonstrar que a editora das Lendas adora uma macacagem, fizemos aqui um lista dos seus 10 principais símios

As Melhores e Piores Leituras de Abril de 2016

Abril, mês dos bobos! Nada mais justo que, aos fim dos mês, nós, fãs de quadrinhos que somos muitas vezes feitos de bobos pelas editoras, mas que algumas vezes mostramos como os outros são bobos por não lerem quadrinhos, precisamos selecionar o que vale muito ser lido e o que… bem… não vale. Vamos lá!

Somos Apenas Personagens: Homem-Animal: Deus Ex Machina, de Grant Morrison, Chaz Truog, Doug Hazlewood e Outros

Encontro com o criador é o que dizem quando uma pessoa parte dessa para uma melhor. De de certa forma é isso que acontece com o Homem-Animal, Buddy Baker, nesse terceiro volume da sua série pela Vertigo. Ele se encontra com o criador. Mas no caso se trata de Grant Morrison, que é ao mesmo tempo, personagem e escritor do que é narrado. Vamos falar um pouco mais sobre isso nesse artigo.

… e Tudo Começou Com a: Patrulha do Destino, de Grant Morrison, Richard Case, Doug Braithwaite e Outros

A série mensal da Patrulha do Destino foi um laboratório para que Grant Morrison testasse suas esquisitices narrativas. Esses elementos acabaram sendo reaproveitados por Morrison e outros escribas para tornar narrativas suprarreais, metalinguisticas e dadaístas. Menos esquisita do que é vendido, a Patrulha do Destino é uma forma de entender que heróis não precisam atender a um perfil de conduta ou de anatomia. Mas vamos ver isso mais detalhadamente.

Destaques do Checklist Vertigo/Panini Para Dezembro/2015

Mês de novos encontros e velhas despedidas na Vertigo, mas também de continuidade de séries muito legais. Vamos saber quais são? PATRULHA DO DESTINO: RASTEJANDO DOS ESCOMBROS Quando a realidade não é mais a mesma e tudo é muito estranho para que você conviva com naturalidade no mundo, a quem você deve chamar? À Patrulha do Destino, a equipe mais estranha de todas! Criada nos anos 60, a Patrulha era uma equipe que morria e retornava dos mortos. Quase 30 anos depois, nas mãos de Grant Morrison, a equipe voltava com uma pegada que não é fácil de definir: surrealista, dadaísta, niilista? Bem, o importante que era fora do real e se tornou um dos quadrinhos mais loucos de todos os tempos. É bom frisar que Flex Mentallo também surgiu nas páginas da Patrulha de Morrison!   ASTRO CITY: O ANJO MACULADO Depois de nos brindares com uma história irretocável como Confissão (que você pode ler uma resenha nesse link), Kurt Busiek, Alex Ross, Brent Anderson e companhia nos trazem a história do homem blindado …

"Estou rezando por você..."

Vida + Significado = Magia. 10 Fatos Sobre Grant Morrison Que Talvez Você Não Saiba

Seguem aqui algumas anotações sobre a vida de Grant Morrison, que talvez você não saiba, encontradas no vídeo Falando com Deuses (Talking With Gods), do Grupo de Pesquisas Americano Sequart. O pai de Grant Morrison era a favor do desarmamento nuclear e tinha muito medo de uma Guerra Atômica. Nas HQs haviam pessoas que podiam deter as bombas nucleares, por isso o garoto Grant começou a gostar tanto deste tipo de arte. Algumas grandes influências de Grant Morrison: O Prisioneiro, Alesteir Crowley e 2001: Uma Odisséia no Espaço. Até os 19 anos não conhecia bebidas, garotas nem drogas. Só deixou de ser uma pessoa tímida e encabulada aos 30 anos. Ele tinha uma banda chamada: The Mixed. Quando Grant leu V de Vingança ele pensou “É isso que eu quero fazer. É assim que os quadrinhos devem ser.” Entretanto, quando escreveu uma história de Miracleman e a enviou para a editora, Alan Moore a vetou dizendo: “Não quero soar ameaçador como um mafioso, mas desista”. Essa história foi publicada este ano em Miracleman Annual #1, …

Imagine a Marvel (opa, Stan Lee) criando a DC Comics

Uma análise das revistas Imagine DC Comics de Stan Lee que saíram aqui no Brasil no início da década passada. No início dos anos 2000, com o desligamento total de Stan Lee da Marvel Entertainment Group, logo depois da empresa pedir falência e quase deixar de existir, “O CARA” criou seu próprio universo de super-heróis para a web, a Stan Lee Media e, depois, a POW! Entertainment. Então, em 2001, a DC o convidou para reimaginar seu universo através da visão da Marvel (opa, de Stan Lee) na série Just Imagine Stan Lee Creating…, No Brasil, as revistas saíram no ano seguinte, apenas chamadas Imagine… de Stan Lee.  O resultado foi bem, hã, interessante na maioria dos casos. Mas há certos ícones que, por mais que se mexa, não se pode mudar sua essência. A não ser que se invente uma história totalmente nova.  Antes de analisar brevemente caso a caso, com alguns gráficos, gostaria de explicar os critérios. Roteiro e arte, todo mundo sabe o que é. Marvelismo é como os personagens ficaram semelhantes a …

De onde vêm as ideias?

Ou “Por que é impossível não despirocar lendo Flex Mentallo e o que o inconsciente coletivo e o Enrique Iglesias têm a ver com isso tudo”. Acontece que essa semana reli Flex Mentallo, de Grant Morrison e Frank Quitely. Uma edição que estava fadada a não ser publicada no Brasil, devido a problemas com direitos autorais. Mas os obstáculos foram rompidos e, este mês, a Panini Comics lançou a obra aqui no Brasil. Antes de você ler esse texto, seria bom dar uma lida no que escrevi anteriormente sobre a mesma obra, que acabei lendo em scans na época. Aqui o link. A versão brasileira, com tradução de Érico Assis e edição de Fabiano Denardin e Daniel Lopes, é muito caprichada, numa encadernação melhor que a americana, cheia de extras, como o texto introdutório de Morrison e os rascunhos de Quitely. A história de Flex Mentallo é cheia de metalinguagem, cheia não, submersa em metalinguagem. Dizem que a metalinguagem é uma literatura masturbatória, cheia de autorreferências, que é muito fácil criar uma história sobre histórias …

O TransGênero Super-Heróis

“Girls who want boys who like boys to be girls who do boys like they’re girls who do girls, like they’re boys Always should be someone you really love”. Blur – Girls and Boys Essa semana a DC Comics anunciou a revelação do que seria o primeiro personagem abertamente transgênero dos quadrinhos mainstream. Ela seria Alysia, a companheira de casa de Barbara Gordon, a Batgirl. A personagem já havia aparecido desde o primeiro número da série da filha do Comissário Gordon, mas a revelação aconteceu somente no número 19, deste mês. A  roteirista responsável pela criação de Alysa, Gail Simone, foi demitida pela DC Comics através de um e-mail e foi substituída por duas edições. Até que a manifestação dos fãs fez com que a escritora retornasse ao título. Além de conhecida por seu humor em séries como Deadpool, Agente X, Aves de Rapina e Sexteto Secreto, Simone, também é uma grande debatedora dos papéis de gênero nos quadrinhos. Antes de se destacar como roteirista, Gail possuía um site chamado Women in Refrigerator, que aludia …

As Eras dos Quadrinhos – Parte 5

Período de Transição B – Santa relevância social, Batman! As mudanças de paradigma geralmente se concretizam em decisões editoriais. Julius Schwartz definiu o início da Era de Prata e deu os primeiros passos para o fim deste período. As histórias do Batman, editadas por Sheldon Moldoff, traziam o herói sofrendo todo o tipo de mutação: havia o Batman bebê, o Batman alienígena e até o Batman zebra. Para defender-se das acusações que Wertham fez de uma relação homossexual entre Homem-Morcego e Menino Prodígio, a National havia providenciado a eles uma família com Batwoman, Batgirl, Ace – o Batcão e Bat-Mirim. Nada disso impediu que as vendas despencassem e o público perdesse o interesse no personagem. Estas histórias traziam elementos muito comuns da Era de Prata na DC Comics, como as famílias de heróis (Superman também tinha a sua), animais de capa e mudanças temporárias de toda sorte que colocavam os personagens-título em situações absurdas. Schwartz foi chamado para reverter a situação em 1964. Removeu das histórias do morcego os elementos bizarros que vinham de uma …