Todos os posts com a tag: persépolis

Melhores e Piores Leituras de Abril de 2019

Mergulhadores! Este mês continuamos com o compromisso de trazer o maior números de minirresenhas sobre quadrinhos que conseguimos fazer. Este mês foram 50 publicações resenhadas, entre livros teóricos sobre quadrinhos, gibis de super-heróis, material importado, mangás, quadrinhos independentes, autobiografias, quadrinhos europeus e muito mais.Dê uma rolada na tela do nosso post e pare para ler as resenhas dos quadrinhos que você sempre quis saber como eram ou se deveria ou não comprar. Temos uma lista de melhores e, ao final, de piores leituras do mês. Quem gosta de quadrinhos não pode ficar de fora!

Melhores e Piores Leituras de Fevereiro de 2019

Cinquenta! Cinquenta, caros mergulhadores! Temos cinquenta miniresenhas de quadrinhos e de livros sobre quadrinhos de diversos tipos neste mês de fevereiro. Com certeza um recorde! Nem um (ou nenhum) site que é mantido por diversas pessoas traz esse número de minirresenhas para vocês por mês! E esse aqui, na prática, é mantido apenas por um (com algumas colaborações bem esporádicas). Então, sente-se num lugar bem confortável que tem muito muito muito texto para ser lido a seguir e muitos quadrinhos (bons e ruins) para você chegar (ou não) a uma conclusão sobre eles!

Melhores e Piores Leituras de Agosto de 2018

Este mês de agosto foi bastante carregado. Eventos, trabalhos, estudos, de tudo um pouco. Até a umidade do ar aqui em Porto Alegre ficou carregada, chegando até a 100%. Desse jeito não tem ser humano que não se sinta cansado ao chegar o final do mês. Mas mesmo assim, atingimos o recorde de 40 resenhas neste mês. parece que quando a gente está mais atrolhado de coisas é que acaba fazendo muito mais. Ironias da vida, também atingimos número recorde de leituras ruins no mês, que são 10. E isso também são ossos do ofício. Bem, chega de trololó e vamos para a lista de melhores e piores leituras do mês.

Os Melhores Quadrinhos Estrangeiros Que Li em 2017

Passado o Natal (foi bom pra vocês?) vamos dar continuidade ao nosso projeto das melhores leituras do ano. O último foi a lista das piores, agora vamos para as HQ estrangeiras. Mas deixa eu explicar o que são HQs estrangeiras: são aquelas que não são produzidas nem no Brasil e nem nos Estados Unidos, já que temos uma classificação apenas para Brasileiras e várias para as produzidas nos States. Aqui, temos as HQs europeias, latinas, asiáticas e quetais. Bem, não quero deixar você esperando demais, vamos nessa!

Melhores e Piores Leituras de Outubro de 2017

Este mês, depois de algumas atribulações, resolvi mudar o sistema do blog, começando pelas minirresenhas. Agora elas estão sendo publicadas primeiramente na fanpage do blog no Facebook e depois, no final do mês, faço esse compilado gostoso aqui neste post das melhores e piores leituras do mês. O que isso muda? É que vou resenhar todos os quadrinhos de “envergadura” que eu ler, por isso, além das categorias melhores e piores, teremos outras categorias, que vou inventar a cada mês. Esse mês teremos a categoria Bruno & Marromenos. Ficou curioso? Então clica aí e veja as avaliações:

10 Quadrinhos Autobiográficos Para Você Se Identificar

Quadrinhos autobiográficos talvez sejam os mais fáceis para um leitor se identificar. Afinal, eles estão contando as histórias dos próprios autores, o que faz com que elas ganhem maior verossimilhança e, portanto, geram maior identificação.Os quadrinhos autobiográficos também são aqueles que provocam mais reações emocionais nos leitores, por causa dessa estreita ligação com personagens reais. Agora ofereço a você uma pequena lista com alguns desses principais quadrinhos que saíram aqui no Brasil.

O incrível desenho de David M. Buisán. Adoro esse cara!

Por que os quadrinhos são mais importantes hoje do que jamais foram?

“Por mais de um século, os quadrinhos têm se mostrado uma forma de comunicação que casa a sequência linear da tipografia com a percepção global de uma matrix internetesca de partes simultâneas”, essa é uma das razões que tornam os quadrinhos uma mídia tão atual. Para além disso, listei algumas outras razões, inspirado no artigo de Bill Kartalopoulos, para o Huffington Post, que você pode ler aqui. Kartalopoulos é o editor da versão 2014 da incrível coletânea Best American Comics. A MUDANÇA DE PARADIGMA DAS GRAPHIC NOVELS As graphic novels alçaram os quadrinhos a um outro patamar. Os “romances gráficos” levaram alguns jornalistas e teóricos a compararem e até incluírem quadrinhos como literatura, mas, conforme expliquei neste link, quadrinhos não são literatura, eles são mais que isso. São um meio puro, uma narrativa híbrida de palavras e imagens. Ainda assim podem abarcar artes tão grandiosas como a literatura e a pintura, mesmo estando enclausurados no meio de produção industrial e se caracterizando como um meio de comunicação de massa. Esse fenômeno das graphic novels tem …

Vou contar tudo para sua mãe: A Arte – Conversas Imaginárias com Minha Mãe, de Juanjo Sáez.

Durante a faculdade de publicidade me ensinaram: mostra o anúncio que você criou para sua mãe. Se ela entender, é porque ele funciona. Se ela não entender você precisa trabalhar mais. No jornalismo, aprendemos a existência de uma personagem, a “Dona Maria”, ou seja, a leitora comum do jornal, alguém que não é instruído, que não entende como as coisas “do mundo” funcionam, que não está ligada às tendências, que não entende de arte e não está por dentro do mundo pop. Alguém a quem as notícias devem ser deglutidas para que possa se interessar e entendê-las. A proposta do livro A Arte – Conversas Imaginárias com Minha Mãe, de Juanjo Sáez é parecida com a da publicidade e do jornalismo: fazer com que as “pessoas comuns” entendam a arte. É muito comum eu me deparar com pessoas que não entendem a “arte contemporânea”. Eu, por outro lado, sempre gostei. Mas a minha maneira de apreciar a arte contemporânea é diferente: dificilmente eu leio os significados das obras nas legendas. Eu as aprecio. Se elas …

My Friend Dahmer, de Derf Backderf (I)

My Friend Dahmer é uma graphic novel assustadora, impressionante, bombástica, real e atraente. Mas não é atraente da forma comum, mas sim, da forma que provoca os brios, da forma que nos arrepia e faz querer mais, como um passeio de montanha-russa ou no túnel do terror da vida real. Como assistir à um episódio de Law & Order: SVU ou a algum desses filmes de serial killers que pipocam por aí. Jeff Dahmer é um serial killer. Com mais de quinze vítimas em seu currículo, meticuloso e metódico, o criminoso só foi pego em Ohio quando um homem saiu correndo de seu apartamento, algemado e nu. Dahmer matava suas vítimas e mantinha relações sexuais com seus cadáveres. A graphic novel é contada do ponto de vista do autor, Backderf, que foi colega de Dahmer no ensino médio, onde o serial killer era mais um daqueles que não se encaixavam no cruel princípio de winners e losers do sistema educacional estadunidense. A diferença é que ele não estava nem aí para isso. Autobiografia x Biografia …

15 HQs Ao Redor do Mundo

Além das pioneiras HQs franco-belgas, Tintin e Asterix, que nos apresentaram o mundo do passado e do presente visto dos olhos dos francófonos, existem outras HQs que retratam o estilo de vida nas mais diferentes partes do mundo. Aqui vai uma lista de 15 delas que li e recomendo: Adeus, Tristeza – A História de Meus Ancestrais, de Belle Yang China. Os desenhos, seguindo a tradição de Persépolis, parecem terem sido feitos por uma criança. Entretanto, a história dos ancestrais de Belle conta, além de muitas traições, casos de amor e brigas em família, a história da China. Cem anos de história: a invasão da Manchúria pelos japoneses, a Segunda Guerra Mundial, a grande fome e a ascensão dos comunistas ao poder. Apesar dos desenhos serem quase infantis, eles ostentam no contraste inocência/brutalidade uma grande carga de poesia.   A Arte de Voar, de Antonio Altarriba e Kim Espanha. Da mesma forma que Yang faz em Adeus, Tristeza, Antonio Altarriba volta no tempo para contar a história do seu pai que percorre praticamente todo o …

Umbigo Sem Fundo: Uma Família de Imagens e Palavras

Um dos aspectos principais na produção de histórias independentes dos últimos anos é ter como temas principais o deslocamento e a disfuncionalidade. Cada uma trata de temas diferentes e desenvolve estes aspectos de forma a se adaptar com eles. Em Umbigo Sem Fundo, lançada mês passado pela Companhia das Letras, o tema central é a família e as relações que se dão entre seus vários integrantes. Tudo começa quando, depois de quarenta anos de casados, os pais da família Loony (maluco, em inglês) resolvem se divorciar. Para passar uma última semana juntos, os membros da família, filhos, netos e cunhados voltam a morar na casa na beira da praia onde cresceram. Os filhos, retratados bastante diferentes um dos outros, ecoam suas visões diversas sobra a família e divórcio. Dennis, o mais velho, se mostra nervoso e preocupado com o fim do casamento, ele é pai de família e acredita que as família são o pilar para uma vida de sucesso. Claire, a filha do meio, que já se divorciou, é atormentada pelo passado e pela …

Epiléptico – A ascensão dos monstros internos

David B. é um nome bastante conhecido na Europa, onde já trabalhou em diversos álbuns pela editora independente de quadrinhos L’Association, que ajudou a fundar. No Brasil é mais conhecido por seus dois álbuns intitulados Epiléptico. Neles o autor conta como sua vida foi alterada devido a doença do irmão, a epilepsia, ou como é chamado em francês, o Grande Mal (Haut Mal). A epilepsia é uma doença incurável, que causa convulsões, desmaios e vai, com o tempo, debilitando o cérebro. A odisséia dos pais atrás de uma cura para a doença do filho é a força-motriz da história. A família passa por acumpulturas e dietas macrobióticas, psicanálises e drogas, seitas religiosas e crenças sobrenaturais sempre na esperança que alguma dessas tentativas acabasse ou diminuísse o sofrimento da família. O desenho sempre foi a válvula de escape de David B., que na verdade chama-se Pierre-François Beauchard. Resolveu usar o nome de David, pois se identificava com os judeus ainda no tempo em que passava os finais de semana lendo literatura fantástica na biblioteca da sua …

Persépolis – Estrangeira no próprio país

O ano era 1979, e a revolução iraniana caiu feito uma bomba na cabeça da pequena Marji. Engana-se quem pensa que a revolução foi obra dos fundamentalistas muçulmanos. Como é mostrado na autobiografia em quadrinhos Persépolis – Completo, de Marjane Satrapi, a revolução começou com ares socialistas, com manifestações populares nas ruas. Era uma revolução do proletariado, usando a religião apenas como mais um pretexto para derrubar o tirano Xá que os governava. Mais tarde, seria controlada e contida pelos “barbudos”, como são chamados pela autora os representantes do setor fundamentalista, que impedem que a antiga monarquia se transforme em uma república laica. Fortemente influenciado pela religiosidade islâmica, o Irã se vê despojado da liberdade que conquistara nas últimas décadas. Marjane, por sua vez, se viu separada dos meninos na escola e forçada a usar véu aos dez anos de idade. O uso do véu era obrigatório, já que as autoridades afirmavam que os cabelos das mulheres emanavam raios que atraiam os homens. Como é mostrado na história, quando pequena, Marjane queria ser profeta e …

Retalhos (Blankets): Poesia Visual

Retalhos (Blankets), segunda graphic novel de Craig Thompson é uma história semi-autobiográfica que, segundo o autor, conta como é “dividir a cama com alguém pela primeira vez”. A obra tem 582 páginas, uma das mais extensas do seu gênero, mas a fluidez da narrativa de Thompson, seu texto emocional e seus traços livres retiram o peso que um livro tão extenso poderia colocar sobre o leitor. Muitos consideram Blankets, lançada em 2003, um marco na história das graphic novels, não apenas pelo seu número de páginas, mas por sua narrativa, apuro técnico e graça visual. Ganhou quatro prêmios Harvey, dois Eisner e dois Ignatz. Foi listada pela Time como uma das 10 melhores graphic novesl de todos os tempos. A Companhia das Letras promete publicá-la no Brasil em maio de 2009. O conto que Craig Thompson traz mistura uma narrativa linear com momentos de flashback e conta uma história sobre o primeiro amor e sobre crescimento. O autor começa na infância para mostrar a origem de seus medos, traumas e desilusões, depois, já na adolescência, …