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Melhores e Piores Leituras de Dezembro de 2019

Uhuu, mergulhadores! Chegamos ao último Melhores e Piores Leituras do ano de 2019! Foi um ano intenso e cheio de altos e baixos, mas sobrevivemos à experiência! E fiquem ligados que agora no mês de janeiro faremos nossa seleção das melhores leituras do ano que passou. Todas elas separadas por diversas categorias que vão do mangá ao fumetti, de quadrinhos Marvel e DC Comics aos quadrinhos brasileiros. De quadrinhos feitos fora dos Estados Unidos aos americanos. Por isso fique ligado no Splash Pages e, se quiser seguir o blog para não perder nenhuma novidade basta clicar no botão de seguir. E agora vamos às leituras de dezembro.

Uma Equipe Para Chamar de Sua. Batman e os Renegados, de Mike W. Barr e Jim Aparo

Talvez os Renegados não seja a mais famosa equipe de super-heróis da editora DC Comics, nem aquela que conta com os super-heróis mais populares, mas certamente ela possui uma certa importância no panteão da Editora da Lendas. Isso porque é através dela que o Batman pela primeira vez rompe com a Liga da Justiça para formar uma equipe de heróis só sua e que, de forma certeira, batizar de The Outsiders, os estigmatizados, os deixados de fora, os fora-da-lei, aqueles que se encontram à margem de tudo. Não por acaso a equipe contava com um integrante negro, uma japonesa, um metamorfo e uma menina louca. Mais tarde iria se juntar a eles também um expatriado, um refugiado. Ah sim, e tinha o Batman que não é nem um coisa e nem outra. Vamos saber um pouco mais sobre a equipe Batman e os Renegados?

Os Novos (Pela Enésima Vez) Jovens Titãs, de Adam Glass e Bernard Chang

Os Titãs são uma equipe que sempre está sendo relançada em novas séries de quadrinhos. Desde sua invenção, nos anos 1950, com certeza tivemos mais de dez versões de seus títulos, isso sem falar de suas equipes criativas e componentes de time. O último desses relançamentos foi o segundo título da equipe dentro da iniciativa Renascimento DC, dentro da continuação do evento Sem Justiça, que rearticulou as equipes de super-heróis da DC Comics. Este novo título dos Jovens Titãs, que aporta no Brasil este mês pela Panini Comics traz um gosto da dinâmica estabelecida nos anos 1980 pela dupla Marv Wolfman e George Pérez. Vamos falar mais a respeito disso, a seguir. 

Supergirl: 60 Anos da Super Prima de Aço

Em janeiro deste ano, a Supergirl completou sessenta anos desde sua aparição, em 1959, vinda do espaço para se encontrar com seu primo Kal-El, o Superman. A Supermôça, como foi batizada no Brasil, em sua primeira aparição aqui, vive uma das melhores fases de sua carreira graças à série de televisão homônima no canal Warner, vivida por Melissa Benoist. Esta série é, de longe a melhor e mais completa retratação de Kara Zor-El para outras mídias. Para celebrar este momento histórico da moça de aço, a prima mais super do mundo, vamos citar alguns momentos e versões da Supergirl nesses seus sessenta anos de existência.

Onde Estão “Os Contos do Cargueiro Negro” em O Relógio do Juízo Final

Com a chegada da terceira edição de O Relógio do Juízo Final nas bancas pela Panini Comics, acabamos nos perguntando onde um elemento importante de Watchmen acabou ficando. São Os Contos do Cargueiro Negro, uma parte metalinguística da saga de Alan Moore e Dave Gibbons em Watchmen que até ganhou uma nova versão em Antes de Watchmen. Mas, onde eles foram parar nessa nova homenagem à Watchmen por Geoff John e Dave Gibbons? Será que existe ligar para eles na narrativa? Será que eles foram substituídos por algo semelhante com o mesmo recurso narrativo? É o que vamos discutir neste post.

A Continuação de Watchmen. O Relógio do Juízo Final, de Geoff Johns e Gary Frank

Depois da famigerada iniciativa da DC Comics que trouxe às prateleiras Antes de Watchmen em diversas minisséries por várias equipes criativas, a Editora das Lendas resolveu lançar a continuação de Watchmen. Mas não foi apenas nesse quesito que a DC Comics resolveu mexer no cânone de Alan Moore e Dave Gibbons. Eles também resolveram incluir o Superman e demais heróis da editora nesta trama, que promete (como todas megassagas) sacudir as estruturas da continuidade daquele universo. Neste mês de junho chegou às bancas brasileiras a primeira edição da minissérie pela Panini Comics. Depois de lida essa edição, vou traçar algumas opiniões sobre ela e como podemos estabelecer paralelos com a seminal obra que é Watchmen.

Melhores e Piores Leituras de Maio de 2019

Maio foi um mês intenso. Quase não consegui parar para escrever nada no blog porque precisava entregar um quadrinho todo desenhado por mim, mas entre mortos e feridos salvaram-se todos. E o que salvou os acessos do blog foi a bunda do Lúcifer, ou melhor do Tom Ellis, que incrementou os números aqui. Isso que eu chamo de “Save As”. Este mês de maio, entretanto, teve inúmeras leituras, de europeus a mangás, de super-heróis a quadrinhos alternativos, de independentes a hipercomercializados. Então prepare seu mouse para clicar no post e acompanhar toda essa jornada de leituras e minirresenha que vêm aí! Sigam-me os bons!

Como a Mulher-Gato Serve Como Atenuante Para a Homoafetividade Entre Batman e Robin

O mito da homossexualidade latente ou revelada entre Batman e Robin é bastante difundida, seja na cultura aqui do Brasil ou mesmo em seu local de criação, os Estados Unidos. Contudo, essa relação nunca foi demonstrada nos cânones das revistas em quadrinhos. Mesmo assim, a DC Comics, editora de posse dos personagens já empreendeu diversas tentativas de livrar os personagens deste estigma. A última delas, foi a inserção de uma versão lésbica do Batman, a Batwoman. Ou seja, o Batman gosta de mulheres, mesmo quando é uma mulher. Outro fator importante de uma deshomoerotização do relacionamento entre a dupla dinâmica foi a sexualização cada vez mais acentuada da Mulher-Gato que, nas histórias recentes de Batman chegou a ser pedida em casamento pelo Homem-Morcego. Vamos falar mais sobre que papel a Mulher-Gato tem nessa tentativa de desmistificar um possível relacionamento homossexual entre Batman e Robin.

Destaques do Checklist DC Comics/ Panini Comics Para Março de 2019

Todo mundo tá tão de saco cheio da Panini que até as reclamações sobre a Panini elas não aguentam mais. Eu não aguento mais a Panini. Se tivesse um prêmio do HQ Mix para pior editora de quadrinhos do Brasil e ele tivesse de ser escolhido pelo público, daria Panini na cabeça. Mas eles não se importam e continuam nos enchendo das suas porcarias. E nós estamos eternos reféns deles porque não existe maneira de outra editora publicar Marvel e DC aqui no Brasil porque é a Panini quem licencia essas marcas para outros países. Por isso que para eles tá tudo muito bom, tudo muito bem, porque eles não precisam se reportar a ninguém se fazem serviço podre. Dada a mijadinha tradicional, vamos aos destaques.

John Constantine Praticou Sexo Anal Com um Homem. Então ele é gay? Ou “só” Bissexual?

Chegou às bancas neste mês de fevereiro a edição número um de John Constantine: Hellblazer – Amaldiçoado, coleção que compila as histórias escritas por Brian Azzarello para o personagem. O encadernado abre com uma cena de sexo anal entre um prisioneiro negro e forte e John Constantine. Nela, John assume o papel de passivo na relação sexual. Mas será que isso faz com que o personagem seja homossexual? Depois desta fase na revista, a DC Comics resolveu declarar o personagem como bissexual. Essa foi a primeira vez que li a dita história. Vou explicar algumas coisas para vocês a respeito deste arco, de John Constantine e de sexualidade humana para desmistificar alguns mitos que envolvem essa “etiquetação” da identidade sexual que as pessoas costumam fazer umas das outras e, claro, debater o que isso tem a ver com nosso Hellblazer.

(MUITOS) Destaques do Checklist DC Comics/ Panini Comics Para Fevereiro de 2019 e Um Esperneio Necessário

Foi só reclamar da demora dos checklist que, pluft!, eles apareceram. Ótimo! Então aqui estamos com mais um checklist da DC Comics pela Panini Comics. Temos bastante novidades noas lançamentos, mas a novidade ruim é que os preço continuam aumentando e aumentando! Muita gente tem relatado que está ficando difícil de acompanhar as revistas de linha por causa dos reajustes radicais que a Panini vem fazendo, mês a mês, uma surpresinha para nós, leitores. E o serviço continua a mesma porcaria de sempre, ou pior, cheio de erros e sinais de preguicite editorial. Justificativa? O leitor não tem alguma sequer. E vamos aos destaques de fevereiro antes que você comece a chorar.

Os Melhores Quadrinhos da DC Comics Que Li em 2018

Os Melhores Quadrinhos da DC Comics Que Li em 2018

Agora chegou a vez de falarmos das melhores leituras que fiz dos quadrinhos da Editora das Lendas, a DC Comics, no ano que passou. Claro, tem muita coisa saudosista da coleção da Eaglemoss, mas confesso a vocês que foi a primeira vez que li tudo isso, então, para mim, é novo. Temos os quadrinhos da linha da Hanna-Barbera e também temos vários encadernados do Renascimento DC, todos eles juntos sob o título do personagem que fez bonito em 2018. Assim, mesmo que esse personagem tenha tido mais de um encadernado no ano passado, falarei deles em geral, ok? Belezinha, agora corra que nem o Flash para ler essa lista!

O BRAVO E O AUDAZ: OS DONOS DA SORTE, DE MARK WAID E GEORGE PÉREZ
Este ótimo e encantador encadernado compila os seis primeiros números da série O Bravo e o Audaz, um título que homenageia o vicinal gibi da DC Comics. Nele estrearam os Jovens Titãs, a Liga da Justiça, o Gavião Negro, o Esquadrão Suicida, entre outros. E o legal é que a história de Waid e Pérez dá um gostinho das histórias daquele tempo, mas com diálogos e ritmo da atualidade. É uma junção de elementos muito usados nas revistas daquele tempo: muita ficção científica misturada com pseudo-ciência, como magia tecnológica, viagens no espaço sideral e no tempo. Tudo isso, claro, reunindo muitos heróis do panteão da DC, em uma leitura aventuresca e estimulante. Os desenhos detalhadíssimos de George Pérez são um deleite à parte. E ainda temos nesse encadernado a participação de um personagem vindo lá da série Sandman, de Neil Gaiman. Como não amar algo assim, hein? Me diz!

Conheça mais sobre a trajetória do título O Bravo e o Audaz na DC Comics.

JUSTIÇA JOVEM: UMA NOVA LIGA, DE PETER DAVID E TODD NAUCK
A Justiça Jovem é uma das equipes mais divertidas da DC Comics (que Liga da Justiça Internacional o que), talvez é por isso que o desenho da Justiça Jovem faça tanto sucesso. Boa parte desse mérito e da revista ter durado mais de 50 edições (só sendo cancelada para se fundir com Titãs), é do escritor Peter David. Ele consegue deixar a história de três adolescentes pirados: Robin, Superboy e Impulso e os demais que se juntam a eles, inteligente e interessante, bem como de dar boas gargalhadas. Os desenhos de Todd Nauck são certeiros. Eles conseguem emprestar o exagero e caricaturização de Humberto Ramos, mas ao mesmo tempo não desliza na anatomia e na proporção como faz o desenhista mexicano. Realmente é uma pena que no Brasil só tenham saído três histórias da equipe pela Editora Abril e, agora, pela Eaglemoss as sete iniciais. Com o ressurgimento do desenho da Justiça Jovem, essa fase inicial deveria ser explorada novamente. Mas eu sei que você sabe e eu sei que você sabe que é difícil de dizer… e de acontecer…

Leia uma resenha da nova primeira edição de Justiça Jovem escrita por Brian Michael Bendis.

FLASH: NASCIDO PARA CORRER, DE MARK WAID, GREG LAROCQUE E VÁRIOS OUTROS
Para quem não sabe, Nascido Para Correr é o equivalente ao Ano Um do segundo Flash, Wally West, o meu Flash preferido. Um dos motivos para essa predileção são os roteiros de Mark Waid, que redefiniu o Flash para toda uma geração, mostrando que o “Flash que vale” é Wally e não Barry. Esse encadernado é carregado daquela nostalgia pela Era de Prata, mas contada de uma maneira atual. Os desenhos de LaRocque, aqui, lembram os de John Byrne, embora, ao longo da série, ele tenha relaxado no seu estilo. A empolgação de Wally West com o Flash e sua não-desconfiança de que seu tio chato e certinho, Barry Allen é o seu super-herói adorado, bem como sua parceria e confidência com a tia Iris West são os grandes elementos da história. Esta, também funciona como uma jornada do herói, em que Wally vai aprender muito sobre sua imprudência e impetuosidade. Completam o encadernados duas historinhas curtas retiradas de especiais e uma história dos anos 60, quando Wally estreia seu uniforme novo. É incrível a virtuose dos desenhos de Carmine Infantino, que lembra um Alex Raymond nessa história do passado escrita por John Broome. Enfim, Nascido Para Correr é um encadernado em que se aproveita 100%.

CORRIDA MALUCA, DE KEN PONTAC E LEONARDO MANCO
Eu havia lido a primeira edição de Wacky Raceland em scan e em inglês e havia achado bem bobinha. Não sei porque cargas d’água resolvi comprar o encadernado em português. (Tinha cá pra mim que havia lido todo o encadernado, mas não tinha). E, meninos, gostei mesmo! Achei muito legal que ele trabalha um mundo pós-apocalíptico e explica porque aquele mundo se tornou assim. Também explora o passado de cada competidor da Corrida Maluca em flashbacks bem ao estilo da série LOST. Então que é bem interessante conhecer o passado dos personagens e as suas motivações, entender porque – uma coisa que o desenho nunca explica – eles estão correndo e para onde estão correndo. Isso sem falar nos visuais criados por Leonardo Manco tanto para os personagens quanto para os veículos que estão competindo, que deixam a série ainda mais interessante. Sem dúvida, dos quadrinhos repensados das revistas da Hanna-Barbera pela DC Comics, a Corrida Maluca foi a que teve as alterações mais radicais, mas nem por isso piores. Tem sido bem interessante acompanhar essas releituras da Hanna-Barbera, apesar de que ainda não tive coragem de pegar pra ler o Scooby Apocalypse!

BATMAN & ROBIN: A BUSCA POR ROBIN, DE PETER J. TOMASI, PATRICK GLEASON, ANDY KUBERT, MICK GRAY, DOUG MAHNKE E OUTROS ARTISTAS
Arrisco dizer que esse é o Batman que eu gosto, dentro das inúmeras versões que existem dele. Quem me conhece sabe que eu odeio o Batman. Nessa versão, ao menos, ele se digna a esboçar sorrisos e o que desperta isso é o seu cuidado paternal com o seu filho Damian, o novo Robin. Neste encadernado, Bruce Wayne move mundos e fundos para recuperar os corpos de seu filho, Damian e da mãe dele Tália Al Ghul, sequestrados pelo terrível avô do menino, Ra’s Al Ghul, o Cabeça do Demônio, que pretende reviver os dois através de seus Poços de Lázaro. Mas esse confronto é só a primeira parte deste encadernado de 500 páginas. Na segunda parte dele, Batman e seus aliados vão até o planeta Apokolips, de Darkseid, para resgatar o menino. O resultado é que Damian Wayne não só é revivido, como adquire poderes do nível do Superman. Tomasi, Gleason e companhia encerram essa fase do título de maneira soberba, trazendo uma aventura incrível, divertida, empolgante e emocionante. Bruce e Damian Wayne, nessa fase dessa revista são, com certeza a dupla de pai e filho que eu adoro odiar e me emocionar com as suas desventuras um pelo amor do outro.

OS FLINTSTONES, VOLUMES 1 E 2, DE MARK RUSSELL E STEVE PUGH
Quem imaginaria que uma nova visão sobre a “família moderna da Idade da Pedra”, com suas personagens tão arraigadas aos anos 40 e 50, quando os Flintstones foram criados iriam compor uma crítica social tão bem feita e tão ácida? Bem, eu não. tanto que no começo tive um certo nojinho da revista, achando que ia continuar aquela chatice dos desenhos animados. Mas tive de dar o braço a torcer e acabei por curtir muito. Os dois volumes de doze edições de Os Flintstones em nada tem a ver com a Idade da Pedra e sim aos costumes atuais, mas que passam pelos cérebros de homens primitivos. Isso é o que nós parecemos mesmo às vezes, à frente de novas tecnologias e novos costumes.Como os homens primitivos ainda não dominamos bem o que é política, o que é economia e para que, realmente serve a religião e a arte e que lugares tudo isso têm na nossa sociedade. Por isso, Os Flintstones foi uma das melhores leituras que tive ano passado e que nos faz refletir o quanto estamos avançando ou regredindo enquanto sociedade. Ou pior: o quanto somos parecidos com os nossos antepassados da Idade da Pedra.

Leia uma resenha completa do primeiro volume de Os Flintstones neste link.

LIGA DA JUSTIÇA INTERNACIONAL, DE J. M. DEMATTEIS, KEITH GIFFEN E KEVIN MAGUIRE
A liguinha! A Liga Cômica! Neste caso são os primeiros números desta fase hilária do trio DeMatteis, Giffen e Maguire, que se distanciaram muito da imagem que as pessoas tinham de uma Liga da Justiça e nos brindaram com personagens extremamente bem construídos. São dois encadernados publicados pela coleção DC Comics da Eaglemoss. E quando eu falo bem construídos é uma construção que nos faz chorar hoje em dia com esses personagens hiper pasteurizados que as histórias em quadrinhos de super-heróis trazem. É muito bom ver personagens tão diversificados quanto Batman, Guy Gardner e Shazam se estranhando e mostrando como são construídos os seus conceitos e pré-conceitos. Mas a liguinha não fica só em personagens, ela tem enredos muito bem estruturados. São cheios de aventuras e intrigas de espionagens e órgãos governamentais muito típicos da Guerra Fria, época em que a revista foi orquestrada. Essa revista faz falta, mesmo pra quem, como eu, não a acompanhou nos formatinhos.

BATWOMAN, DE JAMES TYNION IV, MARGUERITE BENNETT, E VÁRIOS ARTISTAS
Batwoman é uma ícone LGBT certamente, porque foi uma das poucas heroínas desta categoria que conseguiu ter uma revista solo de quase 50 edições. Se somadas todas as edições da Batwoman, elas ultrapassam a meia centena. Coisa que poucas mulheres heroínas conseguem. Além de ícone, Batwoman é um marco e que fica longe das reclamações de “lacração” dos conservadores rançosos repetidores e vomitadores do mesmo discurso sem inspiração. Com inspiração são as histórias feitas na fase Renascimento DC, que inserem novos elementos para a mitologia da personagem, como uma ilha governada por e para contrabandistas e um novo antigo relacionamento para Kate Kane, que volta a assombrar no presente. Uma pena agora estamos indo para o terceiro e último volume desta sensacional fase da mulher-morcego.

EXTERMINADOR, DE CHRISTOPHER PRIEST, JOE BENNETT, DIÓGENES NEVES, CARLO PAGULAYAN E VÁRIOS ARTISTAS
Considero esta a mais bem arranjada série do Renascimento DC, principalmente se levarmos em conta o que veio antes nessa mesma série. Foi uma guinada radical nos roteiros (e na arte, se levarmos a participação de Rob Liefeld em conta), criando momentos tensos e densos na vida e nos relacionamentos de Slade Wilson, principalmente com seus filhos Rose e Jericó. A cada encadernado, mesmo aqueles que trazem crossovers com personagens com diferentes conotações e alinhamentos comparados com o Exterminador, somos levados a experimentar de intrigas, de frieza, de flashbacks do passado de um puro soldado militar que não tem tempo para manifestar sentimentos por ninguém, a não ser por dinheiro. Mesmo com o Exterminador não tendo sentimentos por ninguém, nós até conseguimos, bem ressabiados, fazer crescer algum por ele, nem que seja a desconfiança e a esperança que ele está escondendo algo e que o que ele faz está imbuído de algum amor subverso e perverso pelos que o cercam. E por isso essa HQ é tão sensacional. Nos faz acompanhar um personagem que ninguém gostaria de ter como amigo. bela façanha, não?!

BATMAN DO FUTURO, DE DAN JURGENS, BERNARD CHANG, MARCELO MAIOLO, PHIL HESTER, ANDE PARKS E VÁRIOS ARTISTAS
Uma das melhores séries de acompanhar do Renascimento DC tem sido Batman do Futuro. Ela vem num crescendo de enredos bem entrelaçados e com subtramas que vão se abrindo e se fechando no passar dos encadernados. Diferentes de outras séries boas do Universo DC Renascimento como Novo Super-Man, Batwoman e demais que acabaram canceladas, esta, como tem Batman no nome e Bruce Wayne nas histórias, ainda se mantém firme e forte no line-up da editora das lendas. Pelo menos dessa vez um batnome faz com que uma série gostosinha e querida continue em pé. Uma coisa que me causou estranheza neste último encadernado foi a substituição de Bernard Chang pela dupla Phil Hester e Ande Parks. Mas depois é que fui me dar conta que era para aproximar o visual da série com o estilo animated do desenho animado. Quem não está acompanhando a série do Batman do Futuro está perdendo aventuras de primeira. Diversão na certa!

E então, DCnautas?! Concordam? Discordam? O que leram de bom da DC Comics no ano que passou. Deixe os seus comentários logo abaixo!

Diferenças e Semelhanças Entre o Filme do Aquaman e Seus Quadrinhos

Já faz algum tempo que o filme do Aquaman está nos cinemas no mundo todo. Não por acaso esta semana ele atingiu incríveis 1 bilhão de dólares na arrecadação da sua bilheteria mundo afora. Ou seja, já não é mais spoiler falar sobre o filme. O que se sabe sobre os elementos usados no filme é que ele foi baseado na fase de Geoff Johns, e dos brasileiros Ivan Reis e Joe Prado nos personagens. Geoff também foi o roteirista do filme e serviu como produtor executivo. O filme é muito bom e acerta mais que erra. Então decidimos trazer um apanhado de coisas que o filme possui em comum com os quadrinhos e coisas que ele não possui. Vamos lá?

A Primeira Edição da “Nova” Justiça Jovem e a Volta da Princesa Ametista

[CONTÉM SPOILERS] A Justiça Jovem foi uma equipe de super-heróis adolescentes da DC Comics, criada nos anos 90 por Peter David e Todd Nauck. Ela estreou na minissérie Liga da Justiça: Um Mundo Sem Adultos, em que os heróis jovens Superboy, Robin e Impulso precisavam defender o mundo que havia tido seus adultos erradicados da existência. Logo ganharam uma revista própria que durou mais de 50 edições. Mais para frente, foi desenvolvido um desenho de sucesso pelo Cartoon Network, que retorna agora em sua terceira temporada no serviço de streaming DC Universe. Pensando no impacto da equipe na cultura popular, a DC Comics trouxe o título de volta na linha Wonder Comics capitaneada por Brian Michael Bendis. E é sobre ela que vamos falar agora!

Melhores e Piores Leituras de Dezembro de 2018

Dezembro e 2018 estão quase acabando e a Madame Xanadu está prevendo que você vai tomar no… bar muitas cervejas para poder aguentar a coisa e o coiso que vêm por aí no ano que vem. Se 2018 sem as surpresinhas que nos aguardam em 2019 já foi terrível de aturar, imaginem 2019 com esse governo que vocês escolheram, hein? Uhlalá! Mas vamos falar de coisa boa? MERCHAN! Só que não! Vamos falar das melhores leituras de quadrinhos do mês de dezembro (e três leituras ruins). Fiquem ligados que “no ano que vem” vou publicar as listas, sim AS LISTAS, de melhores do ano de 2018, por categoria de revistas, afinal, foram quase 300 quadrinho e quetais lidos no ano todo. Então espere o confie. Por enquanto fiquem com os melhores e piores de dezembro!

(Poucos e Surpreendentes) Destaques do Checklist da DC Comics / Panini Comics Para Dezembro de 2018

Você acredita em milagres? Pois esse mês não teremos apenas um, mas dois milagres neste checklist destacativo dos quadrinhos da DC Comics publicados pela Panini Comics no último mês do ano e mês da CCXP 2018. Eu estarei lá na mesa B14 lançando dois quadrinhos. Então quem passar por lá, venha papear (e quem sabe levar uma HQ autografada). Bem, uma dos milagres já vinha sendo pedido descaradamente pelos leitores e o outro é um grande passo para o quadrinho nacional, mas que ninguém sabia que viria dessa forma. Ficou curioso(a)? Eu também ficaria. Então vem comigo saber!

Guia de Leitura: Arqueiro Verde

O Arqueiro Verde vem aproveitando de uma boa fase de popularidade, principalmente pelo fato do personagem estrelar o seriado Arrow, encarnado por Stephen Amell. A popularidade da série Arrow é tanta, que as séries irmãs Flash e Supergirl formam o que foi conceituado como Arrowverse. Mas quando as pessoas querem ler quadrinhos protagonizados pelo Arqueiro Verde, não sabem por onde procurar ou por onde começar. Pensando nisso, fizemos mais um novo Guia de Leitura, dessa vez estrelado pelo Arqueiro Esmeralda de Star(ling) City. Pegue seu arco e flecha e mirem na sua leitura!

Destaques do Checklist DC Comics / Panini Comics Para Novembro de 2018

“Nessa onda de calor, eu até peguei uma cor, fiquei com o corpo todo bronzeado!”, é Maria Rita, sabemos dessas agruras que você passa, o clima pesado chegou pra valer no Brasil (de todas as formas) e nós chegamos com mais um checklist da DC Comics para vocês. São alguns encadernados novos do Renascimento DC e a continuidade de alguns especiais que já estavam nas bancas. Claro que o clima pesado também se abate nas bancas e nas nossas coleções de HQs, né? Vamos aos lançamentos!