Todos os posts com a tag: shazam

10 Personagens de Quadrinhos Que Estrearam Fora dos Quadrinhos

Pois é, amigos mergulhadores, muitos personagens populares (e nem tão populares) dos quadrinhos apareceram primeiramente em outras mídias. A maioria foram em desenhos animados, mas temos casos de séries e até filmes de TV e, muitos deles, bem recentes. Você pode conferir isso no post a seguir!

ÍSIS (ANDREA THOMAS)
Com o sucesso do seriado do Shazam nos anos 70, a DC Comics resolveu criar uma nova heroína para estrear um novo seriado. Assim surgiu Os Segredos de Ísis, uma série que contava a história de Andrea Thomas (Joanna Cameron), uma professora de ciências que encontrava um amuleto encantado. O amuleto conferia a ela o “poder dos animais e dos elementos” e a tornavam na Poderosa Ísis. Embora criada nos anos 70, só foi aparecer nos anos 2000 nos quadrinhos como esposa de Teth-Adam, o Adão Negro, inimigo figadal do Shazam! durante a maxissérie 52, da DC Comics. Nos quadrinhos, ela é Adrianna Tomaz, uma descendente direta dos faraós e, portanto, dos deuses egípcios.

FLAMA (ANJELICA JONES)
Em 1981, a Marvel lançou um desenho animado chamado “O Homem-Aranha e seus Amigos Espetaculares”. Era, por alguma razão inexplicável, sobre o Homem Aranha, o Homem de Gelo e Flama vivendo na casa da Tia May e combatendo o crime. Por alguma razão inexplicável, era sobre o Homem Aranha, o Homem de Gelo e Flama vivendo na casa da Tia May (a doce tia e mãe adotiva de Peter Parker, o cabeça-de-teia) e combatendo o crime. O conceito era ridículo, a animação pobre e o roteiro, absurdo — o que o tornava delicioso de assistir. Flama, nos quadrinhos, fez parte dos Satânicos de Emma Frost, depois dos Novos Guerreiros, foi promovida a Vingadora e liderou os Novos Aliados, uma equipe totalmente esquecível.

RENEE MONTOYA (QUESTÃO)
Reneé Montoya, que mais tarde se tornaria a heroína Questão, era uma policial viciada em álcool que tinha vários relacionamentos destrutivos. Um desses relacionamentos foi Kathy Kane, a Batwoman, também muito antes de Kathy se tornar a Mulher-Morcego. Mas ela estreou muito antes em 1992 no desenho animado do Batman, somente em 1998 ela foi para os quadrinhos tendo um papel de destaque na mega saga Terra de Ninguém. Na série 52, da DC Comics, ela se tornou pupila de Victor Sage, o Questão, e assumiu seu manto ao final da série. Uma das personagens lésbicas mais famosas e queridas dos quadrinhos.

SPIKE
No desenho X-Men Evolution dos anos 2000, Spike era o sobrinho de Tempestade que entrava para a Escola Xavier onde sua tia era professora ao lado de Wolverine. Spike tinha poderes de projetar espinhos através de seu corpo, um poder muito parecido com a da mutante Medula. Já nos quadrinhos, Spike não apareceu primeiro nos X-Men, mas nos X-Táticos, uma equipe de mutantes envolvida com a fama e paparazzos. Spike era um negro marrento que queria fama a todo custo e se dar bem nas costas da equipe. Como todo bom membro dos X-Táticos, ele acabou morrendo e foi substituído na equipe por outro personagem.

JIMMY OLSEN / PERRY WHITE
Jimmy Olsen e Perry White são instituições do Planeta Diário e das aventuras do Superman e, assim como a kryptonita, os dois surgiram no primeiro programa de rádio e grande sucesso dos anos 40 que contava as desventuras do Homem de Aço. As vozes de Jimmy e Perry eram feitas, respectivamente, por Jackie Kelk e Julian Noa. Nos quadrinhos, Perry é o grande chefe do Planeta Diário, mas já foi destituído desse cargo várias vezes. Já Jimmy é o grande amigo do Superman, estagiário do jornal, já teve revista própria nos anos 50, quando, a cada edição, ele ganha superpoderes diferentes.

H. E. R. B. I. E.
No final dos anos 70, a Marvel resolveu fazer novamente um desenho do Quarteto Fantástico. Por alguns problemas, o Tocha Humana não poderia aparecer no desenho, então resolveram substituí-lo pelo robozinho H.E.R.B.I.E. (não sei, não me pergunte a razão, mas dizem as lendas que o Tocha saiu por medo das crianças colocarem fogo no seu corpo. ::facepalm::). A sigla significa Humanoid Experimental Robot B-Type Integrated Electronics (Robô Humanoide Experimental Tipo-B Com Eletrônica Integrada). Nos quadrinhos, o robô foi criado pelo Senhor Fantástico e por Mestre Xar, dos Xandarianos (de onde vem a Tropa Nova) para enfrentar o Esfinge. Ele foi criado por Stan Lee e Dave Cockrum. Nos quadrinhos ele apareceu pela primeira vez em Fantastic Four#209, de Marv Wolfman e John Byrne.

ARLEQUINA (DRA. HARLEY QUINZEL)
A Arlequina nem começou como heroína e nem começou nos quadrinhos. Foi em 1993 na série animada do Batman, ela era uma espécie de versão feminina/escrava do Coringa. Muito tempo depois ela foi passar para os quadrinhos. Sua maneira tresloucada de se agradou muita gente, fazendo ela ganhar uma série própria de histórias. Em 2016 ela estrelará o filme do Esquadrão Suicida, equipe da qual começou a fazer parte na Iniciativa Os Novos 52. A fantasia de Arlequina é uma das preferidas das meninas – e por que não dizer dos meninos – cosplayers.

X-23 (LAURA KINNEY)
Laura Kinney foi criada no desenho animado X-Men Evolution, temporada 3, episódio 11, intitulado “X-23”. A personagem, a 23ª tentativa de se criar um clone de Logan, foi uma ferramenta que os criadores Christopher Yost e Craig Kyle utilizaram para aproximar Wolverine dos alunos mais novos do Instituto Xavier. X-23 foi parar nos quadrinhos em NYX, minissérie escrita pelo chefão da Marvel na época, Joe Quesada. Ela apareceu como uma prostituta que marcava seu corpo com cortes de garras em NYX#3, de 2004. Além de ser a Novíssima Wolverine, em março de 2017, sua versão live action estreou no filme Logan, sendo encarnada por Dafne Keen.

AGENTE PHILLIP COULSON
O agente Phillip Coulson é interpretado por Clark Gregg nos cinemas, nos filmes dos Vingadores. Ao lado de Nick Fury ele foi responsável pela criação dos Vingadores. Ela também é o protagonista da série de televisão Agentes da SHIELD. Já nos quadrinhos ele surgiu na minissérie Battle Scars (Cicatrizes de Guerra) ao lado de Nick Fury Jr., a versão negra e filha de Nick Fury dos quadrinhos que logo se tornou sua principal versão com o descarte do NicK Fury branco. Coulson, então, primeiro se tornou ativo dos Vingadores Secretos e contato dos heróis com a SHIELD e depois, como na televisão, passou a conduzir sua equipe própria de agentes, incluindo Deathlock e Harpia.

BATGIRL (BÁRBARA GORDON)
Uma versão feminina e adolescente de um grande herói, nesse caso, o Batman, a Batgirl também teve várias versões durante os anos. Entretanto a mais famosa delas foi Bárbara Gordon a filha/sobrinha do Comissário Gordon (essa origem também é nublada). Criada no seriado de TV de 1966 do Batman, lá ela era interpretada por Yvonne Craig. Barbara logo saltou para os quadrinhos. Hoje, ela faz parte de uma geração de heróis que tem grande apelo para a juventude feminina com histórias mais leves e descoladas e com desenhos carismáticos. Vale mencionar que mais de três garotas já usaram o codinome de Batgirl: Barbara Gordon, Cassandra Cain e Stephanie Brown.

Ahá! Aposto que você não sabia da origem estranha de alguns deles, né? Quando a gente investiga mais a fundo encontra cada coisa, né? E você? Que achou? lembrou de mais algum personagem dos quadrinhos que surgiu fora deles? Conta pra gente! Abraços submersos!

Anúncios

Uma Volta Pelo Inferno: Kid Eternidade, de Grant Morrison e Duncan Fegredo

A maioria das histórias de Grant Morrison são assim: geram múltiplas interpretações a cada leitura. Basta escolher a sua. Esta, ainda do período inicial da Invasão Inglesa, com a reinterpretação dos personagens clássicos da DC Comics, mostra toda a verve mágica do careca inglês, que tempos mais tarde iria unir tudo isso em séries como Patrulha do Destino e Os Invisíveis.

Saudades: Os Caçadores

A Editora Abril precisava de uma casa para o Arqueiro Verde na década de 90. Então a solução foi unir o herói a outros que tinham uma pegada como a dele. Eram, frios, eram cruéis e raivosos, mas que, afinal, eram bem escritos. Eles eram Os Caçadores, apresentando numa revista em formato americano e com um logo à la Comandos em Ação. Vamos lembrar disso?

Vou te manter numa bolha, filho!

A Razão de Gostar do Superman ou O Último Filho é um dos Primeiros Pais

Superman: o último legado de um mundo moribundo. O último filho de Krypton. A grande esperança da Terra. Para além de seus aspectos alienígenas ou seus aspectos messiânicos, existe um aspecto mais interessante sobre Superman que é se tornar uma figura paterna da humanidade. Ele é o grande protetor do mundo, como os pais deveriam ser para seus filhos.

A Última História do Planeta (ry)

A última história da série Planetary, escrita por Warren Ellis e desenhada por John Cassaday, permanecia inédita no Brasil. Mês passado a Panini Comics publicou a derradeira edição, revelando o destino dos arqueólogos do impossível. Eu fiquei devendo um post sobre Planetary. Vou tentar escrever ainda que não fique justa a descrição. Planetary é uma série sobre o século XX, que foi encerrada no século XXI. Ela foca em Elijah Snow, um dos chamados “bebês do século” que, junto com Jenny Sparks (o espírito do século XX, do Authority) e muitos outros que são revelados na trama, possuem poderes extraordinários. A busca de Snow, Jakita Wagner, Baterista e Ambrose Chase pelos mistérios do mundo é o mote desta série. “É um mundo estranho. Vamos mantê-lo assim”, é o lema repetido inúmeras vezes por inúmeros personagens. + CIÊNCIA, – FICÇÃO Usando de histórias fechadas, mas que cada vez vão sendo mais interligadas entre si, Ellis viaja pelo século XX, usando de inúmeras referências. As maiores delas, talvez, estejam nos quadrinhos de super-heróis. Ele presta uma homenagem …

Cordeiro de Deus que Tirai os Pecados do Mundo: Trinity of Sin: Phantom Stranger – A Stranger Among Us, de Dan DiDio, J. M. DeMatteis, Brent Anderson e Philip Tan

Com a publicação da Guerra da Trindade aqui no Brasil, uma edição da revista do Vingador Fantasma foi publicada na revista da Liga da Justiça. Achei aquela história muito boa e, assim que vi um encadernado importado do Phantom Stranger, não bobeei e usei meu vale para adquiri-lo. Parte da segunda leva das revistas dos Novos 52 da DC Comics, a Panini optou por não publicar suas histórias. Mais para frente, a revista ganhou o epíteto Trinity of Sin, por ser uma leitura básica para a Guerra da Trindade. E digo mais, uma leitura básica para o universo “mágico” da DC Comics. Diferente da origem contada por Alan Moore e Joe Orlando, em Secret Origins # 10, de 1987, dessa vez o Vingador não é um anjo caído. Na verdade, como um integrante da Trindade do Pecado, ele, Pandora e o Questão são os maiores transgressores do mundo. O pecado do Vingador, no caso, foi ter traído o cordeiro por trinta moedas de prata. Então se você sabe um pouquinho sobre cristianismo já deve entender …

Superman e a Santíssima Trindade – O Pai, por Alan Moore

Vamos aproveitar a passagem do Papa Francisco pelo Brasil e do Superman, o Homem de Aço, pelos cinemas, e falar da Cristandade com os Quadrinhos? Bem longe de catequizar ou profanar, este artigo serve para estabelecer comparações. Tentei usar cada aspecto da Santíssima Trindade Cristã por um dos autores considerados a própria “Santíssima Trindade” dos quadrinhos de super-heróis: Alan Moore, Frank Miller e Neil Gaiman. O Superman é um personagem muito visado pelos roteiristas de quadrinhos, mas, diferente do que se pensa, também é muito difícil de ser trabalhado, devido, vamos dizer, ao seu aspecto messiânico. É por esse Temor à Deus – e quem fez catequese deve saber a que temor eu estou me referindo – que muitos deles declinam dos convites para produzirem uma história com o Homem de Aço. Quando esses figurões tentam realizar uma história com o Superman, dado seu valor como ícone, como o santo supremo dos super-heróis, preferem contar uma história através do artifício do “personagem ausente”.  São os outros que espalham sua palavra por aí contando seus feitos, sem …

Shazam! – O Capitão Marvel dos Novos 52

Geoff Johns e Gary Frank, da mesma maneira que fizeram com Batman e Superman, dão uma nova roupa e roupagem para o campeão da Pedra da Eternidade, este mês, em Liga da Justiça#0. ATENÇÃO: Isto não é uma resenha, é uma análise. Então já vou logo avisando que haverá spoilers. Leia com cuidado e não me jogue numa jaula como o Sr. Malhado. Na coluna Saudades, há um tempo atrás, havia falado da revista The Power of Shazam! e de como o Capitão Marvel era popular no Brasil. Porém, suas histórias e sua revista foram canceladas. Um dos motivos levantados para o cancelamento da revista era o de que o Capitão pertencia a uma geração de heróis naïve, que preservavam certa inocência em suas histórias: mais infantis, com mais doses de humor. Diferente dos outros heróis que tiveram sua origem recontadas e recontadas ao longo dos anos, não foi o caso de Billy Batson, o outrora Capitão Marvel. A tentativa feita por Jerry Ordway nos anos 90 foi uma grande façanha, porém menos que uma …

Saudades: DC Millenium

O formatinho ficou famoso com O Pato Donald, da Abril e consistia em dobrar mias uma vez a revista em quadrinhos americana, uma vez que essa já era duas dobras do formato tablóide dos jornais. Muito hoje consideram essa medida de gibis famigerada, por deturpar desenhos, carecer de adaptação de diálogos, entre outras tesouradas editoriais. Mas quando a situação apertou na crise de 1998 (é, tivemos crise naquela época, lembram-se? Foi logo depois do Plano Real quando os prósperos Tigres Asiáticos eram a bola da vez. Isso não é coisa inventada pela Dilma ou pelo Obama), bom quando a crise apertou e a Abril resolveu tornar suas revistas de super-heróis produto de luxo, com a linha Premium, editoras menores correram para abocanhar a oportunidade de vender revistas mais baratas, no velho e bom formatinho. Dados Gerais: DC Millennium (Editora Brainstore) Duração: 09 números  – Fevereiro de 2002 a Agosto de 2003 O Contexto: Já falei aqui sobre o contexto do mercado editorial brasileiro de quadrinhos daquela época e falei um pouco também na abertura do …

Saudades: Shazam!

Heróis da TV. Superaventuras Marvel. Grandes Heróis Marvel. DC 2000. Heróis em Ação. Super Powers. Superamigos. Revistas que duraram um bocado de tempo, mas que sempre vão ficar na memória dos leitores brasileiros como marcos da sua época. Aqui na seção Saudades quero falar sobre revistas que tiveram uma sobrevida curta e que poderiam ter durado mais, devido a qualidade de seu mix de histórias. Hoje em dia temos casos de revistas que duram pouco pela Panini, como é o caso de Grandes Heróis Marvel, Deadpool, Flash e Edge, mas essas quatro estão longe de deixar qualquer saudade. O que as revistas aqui nesta sessão terão em comum? Séries que são favoritas dos leitores e que foram pedidas por anos e sempre foram relegadas ao segundo plano. Até que algum editor resolveu dar uma chance para elas, apenas para que caíssem no limbo novamente. Aqui começa a seção das revistas que deixaram saudades. Vamos começar com Shazam!, da Editora Abril. Dados Gerais: Shazam! (Editora Abril) Duração: 13 números (0 + 12 edições) – Outubro de …

Coadjuvantes Cômicos e Cheinhos da Era de Ouro

Desde Robin tem sido assim, quando se discute os companheiros dos paladinos da justiça logo se vêm à mente crianças ou adolescentes belos, saudáveis e habilidosos que se arriscavam ao lado dos heróis e tomavam para si a identificação do leitor. Mas nem sempre foi assim. Muitos heróis durante a Era de Ouro, ao contrário de terem como sidekicks jovens aprendizes, contavam com a ajuda de adultos, na maioria com alguns quilos a mais e que proporcionavam o alívio cômico em suas histórias de aventura. Para começar, Batman tinha Alfred, que diferente do esguio serviçal retratado hoje em dia era um rotundo inglês com ácidas palavras capazes de constranger até o Cavaleiro das Trevas. Johnny Quick tinha Tubby Watts. E como um efeito retardado desta onda até Lois Lane, lá pelos anos 70 tinha uma amiga gordinha com o sugestivo nome de Marsha Mellow. Os amigos gordinhos e engraçados foram um aspecto muito característico dos quadrinhos de super-heróis durante os anos 40, inspirados em grande maioria por comediantes da época não negavam a origem do …

Superman/Batman

Identidade Secreta

Através do viés da história que é contada numa história em quadrinhos podemos dizer que os super-heróis assumem identidades secretas para proteger sua família e entes queridos. Como no exemplo da origem do Homem-Aranha que deixa um bandido escapar e depois descobre que o mesmo foi responsável pelo assassinato de seu tio. Peter Parker, o alter-ego do Homem-Aranha jura, então, usar seus poderes com responsabilidade e isso envolve não revelar sua identidade para o mundo. Por outro lado, se analisamos de um ponto de vista externo às histórias concluiremos que as identidade secretas como Peter Parker e Clark Kent existem com o intuito de trazer o leitor para realidade da HQ. Tanto Peter como Clark são dois desajustados na sociedade, eles não se encaixam nos padrões pré-estabelecidos pela mídia e por isso permitem a identificação com o que Umberto Eco chamou de leitor-médio deste tipo de entretenimento. É possível para o leitor se identificar com as histórias de Peter e Clark e ainda aspirar a ser também ele um super-herói, mostrando que por trás de …

A mitologia dos super-heróis

Os quadrinhos de super-heróis, assim como outras obras de arte, provocam reações de identificação com o leitor: podem desvendar de forma vicariante, com seu efeito catártico, os dramas psicológicos e os mitos universais do homem. Por sua facilidade de leitura e de ingresso na trama, seus atributos se mostram como uma oferta à intimidade, proporcionando elaborações de fantasias acompanhadas de sensações de bem estar, ou mesmo de desconforto, provocando empatia no seu público-leitor. “Na plenitude de sua função expressiva e catártica, a obra criada se impõe como objeto bom, revalorizador do ego, para o agente da criação e para o espectador. Para o agente, porque vivencia a obra como um complemento do próprio ser, que o ajuda, através do artifício da projeção, a configura e a corrigir a representação que faz de sua auto-imagem e a ampliar a compreensão de sentido de sua existência. Para o espectador, mediante a função especular e as conseqüentes oportunidades de identificação projetiva inerentes a toda produção conceitual ou artística, e mais precisamente porque lhe proporciona uma experiência no intemporal. …