Todos os posts com a tag: super-heróis

Eu, o Hulk: Quando a Represa se Rompe

De vez em quando, seja na vida ou nas telas de cinema ou TV, nos deparamos com aquela cena, onde, em um ato de fúria insana, o personagem arremessa um copo na parede, destrói um objeto valioso, quebra um espelho ou desconta sua ira no ambiente a sua volta. Isso, amigos, é o Hulk. Um hulkinho pessoal que vive dentro deles.

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Spielberg dando uma de Vingador já que não dirigiu nenhum filme de heróis...

Stephen Spielberg: “Os filmes de super-heróis estão destinados a acabar como o faroeste”.

O premiado e diretor favorito dos fãs Stephen Spielberg, de E.T. – O Extraterrestre, Jurassic Park, A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan, comparou a onda de filmes de super-heróis com os cultuados filmes de faroeste. Ele disse que se trata de mais uma “marolinha que não vai virar onda”, para ficarmos em termos atuais, e que os super-heróis acabarão no ostracismo como o faroeste

A Colorização da Pele dos Super-Heróis

Muitos artigos por aí falam sobre representações étnicas nos quadrinhos, mas poucos deles falam de como estes personagens são e eram colorizados de acordo com suas etnias. A colorização errônea da pele dos personagens é um pecado que a indústria dos quadrinhos ainda comete quando se trata de representar a variedade racial dos quadrinhos. A seguir, uma breve análise das representações étnicas através das cores nos quadrinhos:

[TOP 12] Super-Heróis Mais Sexies do Cinema (Em Gifs)

Sim! Depois de fazermos nossa lista de musos e musas dos quadrinhos e todo mundo ter curtido (pelo menos é o que dizem nossos acessos) chegou a vez de fazermos uma lista dos super-heróis mais sexies do cinema. Sim! Atores sem camisa! Em gifs! E tem ator que fez mais de um super-herói no cinema! E sobrou até pra um bichinho! Vamos lá?

Gargalhadas Superiores. HUAHUAHUAHUA! (foi superior?!)

Gargalhadas Superiores: Os Inimigos Superiores do Homem-Aranha, de Nick Spencer e Steve Lieber

Uma das séries mais hilárias da Marvel dos últimos tempos, Os Inimigos Superiores do Homem-Aranha, deixa qualquer gibi do Deadpool no chinelo. A premissa da série é a reunião de um novo Sexteto Sinistro, só que com cinco integrantes. Isso é pra começar a risada. Liderados por Bumerangue, Fred Myers, que quer aplicar o golpe do século e ficar rico e poderoso, o “Sexteto” conta ainda com Shocker, o vilão mais zoado do Homem-Aranha; Corisco, que já participou dos Thunderbolts, assim como Bumerangue; e os novos personagens Turbo e Besouro. Além das gargalhadas, outro destaque da série são a linguagem e a narrativa. Spencer e Lieber trabalham gags visuais como nenhuma outra revista com viés humorístico. Desde bonecos super-deformed, ao estilo dos mangás, passando por balõezinhos estilo The Sims e acabando com uma planta vertical do QG do Coruja com os perigos que nosso heróis vilões têm de enfrentar. OS AUTORES Nick Spencer vem da cena independente. É dele a criação do sucesso Morning Glories, que teve dois volumes publicados no Brasil. Morning Glories chegou …

Hey, Zodíaco não eram uns vilões?

Os Signos dos Super-Heróis

Você abre o jornal e lá está o horóscopo dizendo como vai ser o seu dia. Mas mais do que predizer o futuro, os signos do zodíaco servem para traçar o perfil da pessoa que nasceu em determinado período do ano. Assim funciona nosso mapa astral. Você já sabe seu signo, mas nunca imaginou qual seria a representação do zodíaco para o seu super-herói favorito. Selecionamos aqui os principais super-heróis de cada signo, de acordo com suas caraterísticas e as representações dos signos do zodíaco. Confere aí: ÁRIES (21/3 – 20/4) Flash e Mercúrio: Eles são os homens mais rápidos das editoras Marvel e DC Comics e, portanto, os mais apressadinhos e impacientes, como todo bom ariano. Para eles tudo tem que ser na hora que desejam, eles não gostam de ficar parados num mesmo lugar e odeiam rotina. TOURO (21/4 – 21/5) Homem-Aranha e Vampira: Eles estão sempre acreditando que com grandes poderes vêm grandes reponsabilidades e insistem na sua opinião, por outro lado, são muito humildes, muito pé-no-chão e possuem baixa auto-estima. Costumam …

SplashFolia – Concurso de Fantasias de Super-Heróis (Parte 1)

Todo carnaval tem concurso de fantasias. E todo concurso da fantasia tem aquelas fantasias manjadas, que todo mundo já vestiu um dia. Os homens com os piratas, palhaços ou vestidos de mulher. As mulheres, gatinhas, anjinhas ou diabinhas. Os gays, bem… os gays com muita purpurina, plumas e paetês, Clóvis Bornay gostaria de estar mooortinha… opa, ele já está! Super-heróis também pulam carnaval, pelo menos foi o que elas nos contaram. Então durante a farra e a folia vamos trazer para vocês, as cinco categorias mais manjadas de fantasias para o carnaval, representadas pelas figuras dos super-heróis. Dá uma olhada, vai ser uma a cada dia! VOCÊ CAIU DO CÈU? POIS SAIBA QUE VOCÊ É UM ANJO! Categoria Angelical Não é difícil relacionar anjos e super-heróis… isso já foi até pauta de um Globo Repórter muitos anos atrás (sério, sério mesmo). Os heróis tendem a salvar as pessoas, muitas vezes de forma descompromissada, e isso nos permite fazer um paralelo (com boa margem de erro) com a figura do anjo da guarda. Até mesmo no …

Dia do Quadrinho Nacional – 30 de Janeiro – Depoimentos (Parte I)

Viva! Hoje é o Dia do Quadrinho Nacional! E temos muito a comemorar, visto o salto de qualidade e de público que essa produção deu na última década. Chamei alguns amigos envolvidos com a produção nacional de quadrinhos para ratificar a importância dessa produção cultural no Brasil. Confere aí! “Há 146 anos Angelo Agostini lançava, no Brasil, uma nova forma de comunicação: os Quadrinhos de Nhô Quim (que veio bem antes do Yellow Kid, Flash Gordon ou Dick Tracy). Anos antes, ele já havia surpreendido a população com seu novo estilo de jornalismo: a imprensa ilustrada. Essa revolução na comunicação de massa criou raízes e hoje é impossível pensar em comunicação -impressa, televizada ou internetizada- sem que a imagem tenha seu importante espaço delimitado. Infelizmente, a imprensa escrita onde a ilustração ganhou força e se popularizou (a dita “imprensa marrom”) tem reduzido o espaço da ilustração em suas páginas. E os Quadrinhos, apesar de perderem seu espaço nas bancas, ganharam o mundo das livrarias e da virtualidade, e hoje vemos uma produção imensa de veteranos …

O ator que faz o papel de Superman também faz filmes pornôs gays. Como eu sei? Um passarinho me contou... (oooops...)

Como os super-heróis podem ter salvo a indústria pornográfica

Que os super-heróis estão em todas as telas você sabe. Nas telas de cinema, nas telas de televisão, dos computadores, dos celulares. Mas muita gente gostaria de ver seus amados super-heróis pelados, e sim, fazendo coisinhas. Ora, que é isso, não fique encabulado(a), bancando de falso(a) moralista. Quem nunca sonhou (ou fantasiou) em ser salvo por seu super-herói favorito ou super-heroína favorita, e em troca prestar alguns favores para o benfeitor(a). Ainda não se convenceu? Pois saiba que são os super-heróis que estão salvando a indústria pornográfica americana. Hoje, vamos ser sinceros, ninguém mais aluga filmes pornôs, ou muito menos paga por eles, tendo em vista torrents e vídeos em streaming a la youtube que existem na web. Isso causou uma quebra na indústria pornográfica. Porém, com a chegada de Axel Braun, que dirigiu mais de 400 filmes pornôs desde a década de 90, a maré começou a mudar. Tudo começou com uma paródia pornô da série dos anos 1960 de Batman, “BatmanXXX”, em 2010, que fez tanto burburinho e tanto sucesso na internet, que …

A Popozuda passa uma mensagem, sim!

Quadrinho nacional: um mercado de nicho ou um mercado popular?

Estava discutindo isso com um amigo no facebook. Os quadrinhos brasileiros devem seguir seu próprio caminho ou devem seguir as fórmulas de outros mercados como o americano e japonês para se tornarem populares? Vemos que desde 2010 os quadrinhos brasileiros têm amadurecido. Têm se tornado diversos e oferecem várias alternativas para quem quer conhecê-lo. Até existem super-heróis brasileiros, embora ninguém seja capaz de citar um de destaque. Nossa discussão começou com isso: super-heróis brasileiros. Não acho que esse estilo de história se popularize ou se dê bem no Brasil, pelo motivo de que super-heróis são um produto da cultura americana. Ninguém vê super-heróis franceses, polinésios ou argentinos. Ano passado um coletivo de quadrinistas brasileiros colocou no ar uma campanha no catarse para empenhar um álbum de crossover de super-heróis brasileiros chamado: A Ordem. Super-heróis se originam de tempos de dificuldades, como a grande depressão no anos 30 nos Estados Unidos ou a Segunda Guerra Mundial. Como falei nesse link sobre a intrínseca relação entre super-heróis e guerras. Ao mesmo tempo, no Brasil não existem guerras …

Série Jonah Hex, de Justin Gray, Jimmy Palmiotti e Diversos Artistas

Os Melhores Quadrinhos de Super-Heróis que Li em 2014

Primeiramente, Feliz Natal! Dingou béu, dingou béu, acabou papel! Não acabou não! Tem muito quadrinho bom pra ler e eu vou estar aqui pra dar umas dicas! Então vamos lá, os quadrinhos nessa seção são só da Marvel e DC Comics, ok?! Então tá! Valendo! Antes de Watchmen: Minutemen, de Darwyn Cooke Ano passado a Panini publicou a iniciativa Antes de Watchmen no Brasil. Mas a Panini que é Panini não cumpre seus prazos e tudo chega no mês seguinte do calculado. Ou seja, esse Antes de Watchmen chegou a mim em 2014, não que isso importe para essa lista. Você pode conferir uma resenha completa dessa edição aqui. E da iniciativa toda de Antes de Watchmen neste link. Foi uma inciativa polêmica que não teve o apoio de seu criador Alan Moore, mas que em geral trouxe histórias muito boas para os leitores. Claro, houveram tropeços, mas essa edição dos Minutemen é um digno exemplar das melhores coisas que essa iniciativa poderia trazer. Batman: O Retorno de Bruce Wayne, de Grant Morrison e Vários …

Os Super-Heróis e suas Sombras

Seriam os vilões a maior nêmese dos super-heróis? Não quando se trata de enfrentar a eles mesmos. Existem muitas histórias em que os super-heróis tiveram de enfrentar seu lado sombrio para vencerem uma batalha maior: pelo bairro, pelo lar, pelo mundo ou pelo universo. Essa semana me deparei na banca com um livro diferente, se chamava As 7 Leis Espirituais dos Super-Heróis. Os autores eram Deepak Chopra e Gotham Chopra, seu filho. Não me chamou atenção o nome Gotham, pois é uma versão de Gautama, o nome de Buda, mas sim o nome dos dois. Deepak é um grande teórico da espiritualidade tendo trazido a visão do oriente para o ocidente. Já seu filho, Gotham, foi responsável pela Virgin Comics, um selo em parceria com a renomada gravadora, que trouxe quadrinhos como Mulher-Serpente e Sete Irmãos, dos que foram publicados no Brasil, e trouxe parcerias com Guy Ritchie, John Woo, Shekar Kapur e Wes Craven. Apesar da iniciativa não ter logrado tanto sucesso quanto esperado, o selo se tornou a Liquid Comics, que publica quadrinhos …

O negócio tá MAUS pra eles...

Por que ler os (quadrinhos) clássicos?

Muitos se perguntam por que quadrinhos um leitor iniciante da mídia deveria começar. É verdade que existem inúmeros “cânones” dos quadrinhos como Little Nemo in Slumberland, Terry e os Piratas, Os Sobrinhos do Capitão, Popeye, Mandrake e até certas obras dos quadrinhos de super-heróis. Mas o que são os clássicos dos quadrinhos? Na literatura podemos contar com a Odisséia, as Metamorfoses de Ovídio, a Divina Comédia, e até a Bíblia como livros clássicos. Mas e os “clássicos dos nossos tempos”, onde se encaixam? Para isso invoco o livro Por que ler os clássicos, de Ítalo Calvino, para tentar nos fazer compreender essa clássica bagunça. No livro de Calvino, antes de definir clássicos, ele busca definir o que é um clássico e faz isso através de 14 itens, os quais vou tentar transportar para o âmbito da nona arte, as nossas tão queridas histórias em quadrinhos. Vamos lá, então. Apertem seus cintos e a qualquer caso de despressurização, máscaras de personagens de quadrinhos cairão automaticamente na sua cabeça. As setas laterais você pode utilizar para fugir …

Os Instintos de Eros, o Deus do Sexo e Thanos, o Amante da Morte

Com o anúncio de Avengers – Infinity War como um dos últimos filmes agendados pelo Marvel Studios, os olhos dos fãs se voltam para Thanos, o titã louco, o amante da morte, o detentor da manopla do infinito. O que poucos leitores sabem é que Thanos é irmão de Starfox, cujo nome real é Eros. Starfox foi criado por Jim Starlin em 1973, na revista do Homem de Ferro – mesmo criador e ano de criação de Thanos – e entre seus poderes estão a telepatia e o controle das emoções. Isso torna Starfox, ou Eros, um ser muito visado tanto por homens quanto por mulheres. Starfox já foi um dos Vingadores na década de 80, e representa o oposto de seu irmão Thanos. Thanos, o Titã Louco, ama a Senhora Morte e quer destruir o universo como prova de seu amor. Tanto ele como Eros são filhos de Mentor, o governante da lua de Júpiter, Titã. Todos eles são descendentes dos Eternos, uma raça de seres superpoderosos criados pelos alienígenas krees em diversas partes …

Vivir para contarlo

A fantasia se torna real: GABO – Memórias de Uma Vida Mágica, de Óscar Pantoja, Miguel Bustos, Felipe Camargo, Tatiana Córdoba e Julian Naranjo

Gabriel García Márquez deveria ser o autor que qualquer fã de super-heróis deveria procurar ler. Principalmente o livro Cem Anos de Solidão. Explico: García Márquez foi um dos expoentes do realismo fantástico-maravilhoso latino-americano, ao lado de Júlio Cortázar e Mario Vargas Llosa. O realismo fantástico tem por pressuposto se utilizar de cenas mágicas e maravilhosas acatadas de maneira comum pelos seus espectadores. Assim como a Nova York da Marvel Comics ou Metrópolis e Gotham City da DC Comics, a cidade colombiana de Macondo também tem os seus seres superpoderosos. Depois que li GABO, me dei conta de como a obra dele (incluindo aí livros como Cem Anos de Solidão, O Amor nos Tempos do Cólera e Crônica de Uma Morte Anunciada) influenciou a minha literatura e meus gostos por livros. Apresentado a ele aos 14 anos por uma tia, fiquei encantado com a densidade dos relatos, maravilhado com as cenas de poderes sendo revelados, ao mesmo tempo que lidava com relações humanas de forma única. Era como ler super-heróis, ou melhor, como ler uma HQ …

Injustiça é não ler: Injustiça – Deuses Entre Nós, de Tom Taylor, Jheremy Raapack e Mike S. Miller

HQs baseadas em games geralmente não caem nas graças dos fãs. Nem dos fãs de games, nem dos fãs de quadrinhos. Mas Injustiça é um caso à parte. É uma história em quadrinhos que não deve nada ao jogo. Uma vez que o jogo não tem muito enredo, é apenas uma disputa de força e poder, a HQ preenche muitas brechas que poderiam ser exploradas de maneira mais detalhada. Depois de ter produzido o jogo Mortal Kombat x DC Universe e ter falhado fragorosamente, a casa de Superman, Batman e cia, resolveu encarregar Ed Boon, dono do NetherRealm Studios e um dos criadores do Mortal Kombat para criar um novo jogo. Ed Boon é aquele carinha que aparecia no canto da tela gritando alguma palavra que você não conhecia quando criança. Isso acontecia quando se usava o ninja das sombras, Noob Saibot – que não por acaso é um anagrama do nome de Ed. Concedendo aos heróis um visual mais moderno, Ed criou uma realidade em que o Superman enlouquece, após matar acidentalmente Lois Lane …

Um Bangue-Bangue de Palavras: Descaracterizando Bendis

Esta semana acabei de ler a fase de Brian Michael Bendis em Os Vingadores. Foram quase dez anos à frente dos Maiores Heróis da Terra, uma run que começou polêmica – a Queda dos Vingadores – e morte de alguns dos seus mais queridos personagens, como o Visão e o Gavião Arqueiro. A fase terminou com a megassaga Vingadores versus X-Men. A última equipe é a nova casa de Bendis na Marvel. À despeito de suas grandes maquinações para revolucionar a Casa das Ideias, suas sequências bombásticas, suas experimentações narrativas e seus diálogos velozes, Bendis, um dos grandes representantes dos roteiristas de super-heróis do início do século XXI não sabe escrever uma revista de grupo. Mas cooomooo? Você diz, afirmando que ele revolucionou os Vingadores e que eles só são um sucesso no cinema por causa do que o Sr. Careca de Cleveland fez com eles. Sim, realmente ele tem esse mérito de transformar os Vingadores numa Liga da Justiça da Marvel, unindo os seus heróis mais populares numa equipe onde deveriam estar os mais …

A História em Quadrinhos de Super Heróis Definitiva

E se eu perguntasse qual seria para você a obra que define o gênero dos quadrinhos de super-heróis? O que você me responderia prontamente? Watchmen? O Cavaleiro das Trevas? Grandes Astros: Superman? Eu discordaria. Não acho que seja nenhuma daquelas. E talvez a resposta surpreenda você. Primeiro vou justificar porque as obras acima não cabem no pressuposto: todas elas sim, homenageam a indústria e a mitologia dos super-heróis, mas todas de certa medida se utilizam da reconstrução do gênero. Elas não reverenciam o gênero em si, mas o refazem, o repensam, refletem. Sim, são muitos RE’s. “A sociedade Ocidental legitimou o invencível Superman, que os serviu quando o sistema era ameaçado por um inimigo invencível. O Batman apareceu quando Dick Tracy não estava mais disponível para lidar com os grandes crimes. O Homem-Aranha se juntou ao elenco de heróis quando nós não éramos mais inocentes o suficiente no que tangia à perfeição dos nossos super-heróis; e o Spirit veio quando deveria haver um caso perfeito de heroísmo que não eraa terá natal de homens e …

Mais Blá, blá, blá…

Ou como aprender com a evolução do conflito entre super-heróis pode ajudar nos conflitos dos dias de hoje. Não é de agora que os fãs de super-heróis debatem para saber quem é o ser mais poderoso: Thor ou Hulk? Superman ou Capitão Marvel? E não faltaram histórias para ilustrar estes embates, mesmo quando trataram do enfrentamento entre heróis de editoras rivais. Em resumo, sim, histórias de super-heróis sempre envolvem dar e levar porrada e resolver as coisas através da violência, que sempre deve ser canalizada de uma forma construtiva. Mas trazem também conflito de ideais. O vilão quer destruir a cidade e o herói quer salvá-la. Ou ainda, o Superman quer salvar Metrópolis e o Homem-Aranha quer salvar Nova York. E, na base dos socos e pontapés, eles resolvem tudo. Discutir posições nem sempre foi o forte desta indústria de entretenimento. Geralmente, as motivações e caracterizações dos heróis estão lá, disponíveis todo o mês, e elas não mudam. As motivações dos vilões são reveladas no último instante da história enquanto o herói está amarrado ou …

Breve História do Grotesco nos Quadrinhos Americanos

Antes de entrarmos na área dos quadrinhos, seria interessante traçarmos uma definição de Grotesco. Segundo Thiane Nunes em seu livro Configurações do Grotesco, “O Grotesco marca a modernidade, principalmente pela dissonância que revela entre o homem e o mundo. É uma marca de mal-estar. Quando o que se é familiar se torna estranho ou sinistro, as proporções naturais se dissolvem, dando lugar ao sonho, à imaginação ou à realidade que transcende a normalidade”. Assim exposto como o Grotesco marcando a modernidade, é seguro afirmar que quando mais avançamos no tempo, mais representações do grotesco teremos em nossa sociedade. Não por acaso, aconteceu a mesma coisa com os comics, uma forma de arte e expressão recente, que, como todas as artes, teve sua dose de crítica e castração, mas acima de tudo sempre foi considerada uma arte menor, devido aos preconceitos de público, formato e difusão enquanto cultura massificada. Por isso, expor o grotesco nos quadrinhos sempre foi uma contradição devido a esses preconceitos, porém, segundo o esteta francês Jean Onimus: “o grotesco é um estado …

Desmitificando os Super-Heróis, por Manuel Jofré

“A ideologia burguesa tem como função objetiva inverter a realidade. Nega a existência de classes sociais, definindo os homens como um todo coerente e unido, por exemplo. Ou, em outro momento histórico, não se preocupa em negar as classes sociais, as quais aceita, senão que nega a luta de classes e propõe, em toca, a possibilidade de ascensão social para alguns (arrivismo). Também pode propor soluções universais pra os conflitos: o amor (assexuado, evidentemente). O papel da ideologia é eliminar as contradições que os homens e o sistema social capitalista possuem. Nega ou deforma o fato histórico de que existem países desenvolvidos e subdesenvolvidos (fixando o espaço das histórias em quadrinhos numa terra de ninguém, como, por exemplos, nos casos do oeste, da selva ou da Gotham City de Batman), nega a existência da burguesia e do proletariado (colocando o rico como paternalista e o pobre como delinquente, vivendo em harmonia), nega a transformação social (propondo um mundo circular onde sempre triunfam os super-heróis, seja Batman, Tarzan ou Zorro), nega a propriedade privada dos meios …