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Como Funciona Uma Adaptação DE Quadrinhos e Uma Adaptação PARA Quadrinhos?

Hoje temos uma explosão de adaptações de quadrinhos para o cinema, para a televisão, para os videogames e também para os livros. Ao mesmo tempo, vemos um movimento contrário: de filmes para quadrinhos, mas principalmente da prosa escrita para a arte sequencial. Claro, não existe uma fórmula mágica para uma adaptação boa ou correta, mas deve-se focar nos pontos fortes de cada mídia e em suas particularidade. Se isso não for levado em conta, a adaptação fracassa. Nesse post vamos discutir um pouco sobre conceitos e formas de adaptações que envolvem quadrinhos e porque podemos nos frustrar tanto quando nossas expectativas não são atendidas nesses trabalhos. Vem comigo!

Como e Quando Julgar um Quadrinho?

Sempre odiei o fato de que nas redes sociais existe gente que diz apenas “gosto” e “não gosto”, para um quadrinho, para uma série, para um filme, simplesmente “porque sim” ou “porque não”. A pessoa não vai além da superfície e não pesquisa o contexto que aquela produção foi concebida. As artes e seus produtos derivados para a sociedade de consumo são muito mais complexos e muito menos definitivos que um sim e um não alheios e aleatórios, como se dependessem da aprovação do tal “especialista em tudo” para existir.

A Importância do Fazer de Conta

Eu fiquei um tanto chocado quando ouvi que Pedro, um dos mais recentes eliminados da cozinha do Masterchef Brasil, declarou que nunca tinha lido um livro de ficção na sua vida. Porém, livros de culinária ele já havia lido muitos. Ele disse que não gostava de ficção. Dados alarmantes de pesquisas anuais revelam que o brasileiro médio lê por volta de dois livros por ano. Em tempos de redes sociais em que as pessoas querem conclamar a razão para si em todas as esferas da vida, se mostra importante haver embasamento teórico para nossos pensamentos. E é aí onde mora a importância da ficção.

[REVIEW] X-Men: Apocalipse, de Brian Synger

Já estamos no sexto filme da franquia X-Men. Quem diria que chegaríamos a isso lá em 2001, quando a gente se estapeava para saber que atores iriam protagonizar o filme dos mutantes mais incríveis e fabulosos da Marvel? Eu achei um ótimo filme, que entrega muita ação e caracterização bem ao estilo dos X-Men. Mas faltou pisar na tecla mais importante da equipe mutante de Xavier: o preconceito com quem é diferente.

A Popozuda passa uma mensagem, sim!

Quadrinho nacional: um mercado de nicho ou um mercado popular?

Estava discutindo isso com um amigo no facebook. Os quadrinhos brasileiros devem seguir seu próprio caminho ou devem seguir as fórmulas de outros mercados como o americano e japonês para se tornarem populares? Vemos que desde 2010 os quadrinhos brasileiros têm amadurecido. Têm se tornado diversos e oferecem várias alternativas para quem quer conhecê-lo. Até existem super-heróis brasileiros, embora ninguém seja capaz de citar um de destaque. Nossa discussão começou com isso: super-heróis brasileiros. Não acho que esse estilo de história se popularize ou se dê bem no Brasil, pelo motivo de que super-heróis são um produto da cultura americana. Ninguém vê super-heróis franceses, polinésios ou argentinos. Ano passado um coletivo de quadrinistas brasileiros colocou no ar uma campanha no catarse para empenhar um álbum de crossover de super-heróis brasileiros chamado: A Ordem. Super-heróis se originam de tempos de dificuldades, como a grande depressão no anos 30 nos Estados Unidos ou a Segunda Guerra Mundial. Como falei nesse link sobre a intrínseca relação entre super-heróis e guerras. Ao mesmo tempo, no Brasil não existem guerras …

Superman e o Merchandising, por Gerard Jones

O Merchandising no Mundo dos Quadrinhos “Na sexta história publicada de Superman, talvez a primeira concebida para sair num gibi (N.B.: Sim! As primeiras revistas do Super eram recortes e colagens de tiras de jornais), Jerry (Siegel) e Joe (Shuster) mostrarm que partilhavam com os leitores o conflito entre cinismo e sonhos. Eles jogaram o herói contra um aspirante a empresário que vende o nome do herói a um fabricante de carros, coloca uma cantora de cabaré gemendo uma canção de amor não correspondido para ele e patrocina um programa de rádio do herói. “Ora, ora, eu até já providenciei para que ele apareça nos quadrinhos”. Eles parodiaram o gênero antes de o gênero existir. Primeiro o super-herói desafia esse mesmo público a acompanhá-lo a sério nas fantasias de poder. Depois de todas as gags, é um prazer ver o substituto do Super-Homem que o empresário havia contratado, quebrar o punho no peito de aço do verdadeiro herói. O Merchandising no Mundo Real (…) Todas as cadeias de rádio rejeitaram a oferta (de um programa …