Todos os posts com a tag: v de vingança

Da “Morte do X” a “Inumanos vs. X-Men”

Muitos, como eu, achavam que seria o fim da franquia X na Marvel. Mas as megassagas que seguiram às Guerras Secretas envolvendo mutantes estão aí para provar o contrário. A Morte do X e Inumanos vs. X-Men abrem caminho não só para novas revistas dos mutantes como também dos habitantes de Attilan. E é sobre essas duas megassagas que vamos falar neste artigo.

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“Nunca Assisti Nenhum Filme de Super-Heróis”, diz David Lloyd, autor de V de Vingança

Grande atração da Comic Con RS 2016, que ocorre neste final de semana na Ulbra – Canoas/RS, o criador do clássico dos quadrinhos V de Vingaça ao lado de Alan Moore, David Lloyd não simpatiza com os filmes de super-heróis. Ainda mais, com os super-heróis em geral. Apenas aqueles que oferecem algo a mais como Deadpool e KIck-Ass. Para saber mais sobre esse ponto de vista, leia a seguir.

Assustar Crianças é Mais Fácil que Esclarecer Adultos

Muito se discute o que colocar na frente dos olhos das crianças, mas o perigo mora mesmo nos adultos que se comportam como crianças: sem filtros. Enquanto são crianças, elas não tem o poder de ação e o entendimento do mundo. Entretanto, quando se tornam adultos e começam a se transformarem em cidadãos atuantes da sociedade é onde está o x da questão.

Os 19 Quadrinhos Mais Vendidos do Ano pela Panini (até então)

Eu sempre acreditei que, como formadores de opinião, e principalmente de quadrinhos, devíamos dar uma ajuda a divulgar os títulos das editoras para aquecer o mercado. Porque no Brasil quadrinho não vende e isso e aquilo. Mas a verdade é que nunca ganhei um quadrinho sequer de uma grande editora tipo a Panini para divulgação. Das editoras menores e independentes, sim. Então, será que a Panini precisa de ajuda na divulgação?

Olavo de Carvalho e Esses Tais Gibis Corruptores da Juventude

Essa semana uma postagem do colunista de direita Olavo de Carvalho chamou a atenção dos fãs de quadrinhos brasileiros. O escritor, que já comparou gays com cabras e espinafres, dessa vez despejou o seu veneno contra a revista em quadrinhos da Turma da Mônica Jovem, o maior sucesso comercial dos quadrinhos brasileiros.

Spielberg dando uma de Vingador já que não dirigiu nenhum filme de heróis...

Stephen Spielberg: “Os filmes de super-heróis estão destinados a acabar como o faroeste”.

O premiado e diretor favorito dos fãs Stephen Spielberg, de E.T. – O Extraterrestre, Jurassic Park, A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan, comparou a onda de filmes de super-heróis com os cultuados filmes de faroeste. Ele disse que se trata de mais uma “marolinha que não vai virar onda”, para ficarmos em termos atuais, e que os super-heróis acabarão no ostracismo como o faroeste

Ahahahahahaha!

Fãs de Quadrinhos Não Sabem Interpretar Texto?

Ou a realidade está se tornando tão insuportável de viver que agora os vilões são os heróis? Não é de hoje que heróis com ações nada ortodoxas são reverenciados pelos fãs de quadrinhos: Wolverine, Justiceiro, Juiz Dredd, Lobo e até o Batman. Mas está nas obras seminais dos quadrinhos onde mora o maior perigo: a interpretação rasa.

Te vejo no inferno! Hasta la vista, baby

As 10 HQs Mais Bem-Avaliadas do Guia dos Quadrinhos

O Guia dos Quadrinhos, o maior banco de dados sobre publicações nacionais do Brasil, além de permitir o usuário catalogar sua coleção de gibis, também permite-o avaliar as revistas que leu. Dessa forma, nas guias laterais do site, existe um ranking das revistas mais colecionadas e, logo abaixo, das melhores avaliadas por seu público. Esses rankings são inconstantes e mudam de tempos em tempos, porém resolvi pegar uma amostra de hoje 21/03/15, às 22h, para trazer uma amostra das 10 HQs que o público brasileiro colecionador de quadrinhos considera as melhores edições já publicadas.

"Estou rezando por você..."

Vida + Significado = Magia. 10 Fatos Sobre Grant Morrison Que Talvez Você Não Saiba

Seguem aqui algumas anotações sobre a vida de Grant Morrison, que talvez você não saiba, encontradas no vídeo Falando com Deuses (Talking With Gods), do Grupo de Pesquisas Americano Sequart. O pai de Grant Morrison era a favor do desarmamento nuclear e tinha muito medo de uma Guerra Atômica. Nas HQs haviam pessoas que podiam deter as bombas nucleares, por isso o garoto Grant começou a gostar tanto deste tipo de arte. Algumas grandes influências de Grant Morrison: O Prisioneiro, Alesteir Crowley e 2001: Uma Odisséia no Espaço. Até os 19 anos não conhecia bebidas, garotas nem drogas. Só deixou de ser uma pessoa tímida e encabulada aos 30 anos. Ele tinha uma banda chamada: The Mixed. Quando Grant leu V de Vingança ele pensou “É isso que eu quero fazer. É assim que os quadrinhos devem ser.” Entretanto, quando escreveu uma história de Miracleman e a enviou para a editora, Alan Moore a vetou dizendo: “Não quero soar ameaçador como um mafioso, mas desista”. Essa história foi publicada este ano em Miracleman Annual #1, …

As Melhores Graphic Novels Estrangeiras que li em 2014

Aqui cabe uma explicação, graphic novels estrangeiras são todas as HQs que eu li que não são feitas nem nos EUA ou Brasil. Para as feitas nos EUA existe a categoria Graphic Novels Americanas. Não se esqueçam que ainda está para sair a lista das melhores HQs de super-heróis (Marvel e DC Comics) e da Vertigo, assim como um pequena lista de revistas para se evitar. Vamos a lista das Graphic Novels Estrangeiras: A Invenção de Morel, adaptado do livro de Adolfo Bioy Casares por JP Mourey (FRANÇA) Eu só costumo gostar de adaptações de quadrinhos se elas realmente são adaptações, ou seja, não apenas uma transcrição das palavras em imagens, mas que saibam usufruir dos recursos do meio quadrinhos. Uma história intrigante como A Invenção de Morel, de um dos grandes amigos de Jorge Luis Borges, Adolfo Bioy Casares, merecia uma adaptação ao seu nível. É o que JP Mourey realiza aqui, com sutileza, usando as cores para pontuar a narrativa de froma sábia e ajudando o leitor a entender a narrativa intrincada do …

O Crime e o Castigo de Garth Ennis

Uma coisa que sempre me irritou na carreira de Garth Ennis, para além das escatologias que ele insiste em colocar nas suas histórias, é aquela história de todo quadrinho que ele publica ter a tal da “parceria masculina”. Homens unidos fazendo escrotices e adorando. Isso está nas histórias do Constantine, que estão saindo aqui pela Panini Vertigo  e também no seu adorado idolatrado salve salve Preacher, que também sai esse mês em novos encadernados pela editora italiana. Mas desde seu início Ennis já dava sinais dessa temática já nas revistas da 2000 A.D. lá na Inglaterra, onde começou. Outro ponto do Garth Ennis que não gosto é sua ojeriza aos super-heróis, tentando transformá-los sempre em fatores de comédia, como na série The Boys, que iniciou na Wildstorm e terminou na Dynamite Comics. Apesar de um aficionado pela Segunda Guerra Mundial, Ennis afirma que escrever uma história do Capitão América seria “extremamente ofensivo, porque para mim a realidade da Segunda Guerra era muito humana, caras comuns de carne e sangue chafurdando em miseráveis trincheiras inundadas. Então adicionar …

A Paralisia da Leitura e da Escrita e a Resenha das Pessoas

Ou por que nos sentimos intimidados para ler e escrever sobre as grandes obras? Como isso está atrelado aos relacionamentos? Sempre deixo para depois para ler as grandes obras de quadrinhos. Building Stories e Wednesday Comics ainda estão aguardando ali na minha estante para quem sabe, um dia serem lidas. É que para mim, tem de se criar um momento todo especial para se ler uma coisa também tão especial e tão bem criticada. É como aquela pessoa que você tem como sonho de consumo e que quer preparar um momento especial para vocês dois. Você arruma a casa, o quarto, se perfuma, coloca a sua melhor roupa íntima e vai. Com a leitura é o mesmo. Precisa ser num final de semana, que você tenha tempo para apreciar a obra com calma, sentado ou deitado confortavelmente, com uma boa bebida ao lado. A bebida pode depender do clima e da disposição psicotrópica do tipo de leitura. Mas intimidação é algo como um tipo de ansiedade e também é algo como um tipo de expectativa …

O Começo, o Fim e o Meio. Rising Stars: Estrelas Ascendentes, de J. Michael Straczynski e Vários Artistas

Muitos gostam de comparar Rising Stars: Estrelas Ascendentes com Watchmen. Mas não é bem por aí. Apesar da obra ter algumas semelhanças e começar com a premissa: quem está assassinando os Especiais de Pemberton, o rumo que a narrativa toma é muito maior e mais ambicioso que Watchmen. Basta tentar concluir se ela conseguiu atingir seus objetivos. A história de Rising Stars é contada pelo ponto de vista do Poeta, um dos Especiais de Pemberton, crianças superpoderosas que, no momento da sua concepção foram atingidas pela energia de uma bola de fogo que rasgou os céus da cidade de Pemberton, nos Estados Unidos. A partir daí, esses garotos foram doutrinados e controlados pelo governo americano. Straczynski é um escritor famoso. Criou a série Babylon 5, escreveu o roteiros para o filme A Troca (The Changeling), com Angelina Jolie. Nos quadrinhos, já teve em suas mãos as revistas do Homem-Aranha, Superman, Mulher-Maravilha, entre outros. Straczynsky é muito lembrado pelos seus começos. Sempre inicia uma trama com uma premissa instigante. Assim fez com Rising Stars, com Poder …

Matt Fraction: Less is More, Moore is Lessie, and why try to be a Grant Morrison wannabe?

Ah, Matt Fraction, eu não sei o que faço com você. Se te amo ou te odeio, ou se continuo a ficar no meio. Termo. O fato é que o trabalho de Matt Fraction é inconstante. Lendo as páginas do especial que a Panini lançou de Os Defensores, percebi o quão bom narrador ele é. Não que eu já não tenha percebido isso em outras publicações, mas porque todo esse esforço exagerado para parecer cool e criar um estilo “próprio” em Casanova? Ou eu sou muito muito burro, ou não entendi a que veio a série. Era pra ser divertida? Talvez. Mas ela usa as referências de uma maneira que afasta e não envolve o leitor. Fraction começou como escritor independente, nas publicações The Five Fists of Science e Casanova, esta última em parceria com os ótimos artistas brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon. Logo depois, apadrinhado por Ed Brubaker, iniciou uma parceria com o mesmo no elogiadíssimo O Imortal Punho de Ferro, da Marvel, que reimaginava a mitologia de Danny Rand, o lutador de …

Antes de Watchmen: Espectral, de Darwyn Cooke e Amanda Conner

Antes de Watchmen: Espectral nem parece uma história de Watchmen e isso é o que faz dela uma boa história. Não, eu não estpu criando polêmica dizendo que a HQ cultuada de Alan Moore e Dave Gibbons é uma história ruim. Pelo contrário, é um cânone mais do que legitimado (por mais redundante que isso pareça). Mas Espectral é uma HQ simples, não confundir com simplória, que funciona independente da pessoa ter lido a narrativa em que se inspirou. Por outro lado, se utiliza de elementos estilísticos que fizeram de Watchmen o que é. Por que essa HQ funciona? Bem, vou listar os itens pra você não se cansar e não se perder: 1. SIMPLICIDADE Certa vez eu li uma entrevista com Scott Lobdell – ok, talvez não seja o melhor exemplo, mas é um roteirista de sucesso – ele disse que quando você quer começar nas histórias em quadrinhos, não deve tentar fazer coisas muito rocambolescas: epopeia espacial, épicos históricos, com monstros gigantescos e heróis consagrados. Não. Deve buscar as coisas mais simples, histórias …

Frequência Global Vol. 1, de Warren Ellis e Vários Artistas (Citações)

Por que parar de ler V de Vingança e começar a ler Frequência Global? Para começar, Frequência Global trata das smart mobs, mobilização de um grupo de pessoas ao redor do mundo em prol de um objetivo comum. Muito parecido com o esforço das ONGs, porém espalhada pelo globo, a Frequência Global é uma organização que salva o mundo. Claro que a história tem um viés super-heróico, como naquela em que uma praticante de le parkour percorre a cidade de Londres para livrá-la de uma bomba viral. Também tem muito de ficção científicas e de sociedades secretas. Miranda Zero é a comandante da organização e Aleph, uma espécie de oráculo, é quem contata seus mais de mil agentes ao redor do planeta. Esse esforço conjunto em favor do salvamento, reconstrução, preservação do globo é a mensagem que a HQ passa. Aqui, volto a dizer, Warren Ellis faz um ótimo trabalho, se redime comigo por Transmetropolitan, contando histórias curtas e fechadas, com um muito de fantasioso, porém aplicável aos nossos dias. Para comprovar isso, seguem algumas …

V de Vingança e Miracleman: Contrastes e Correspondências

Para quem não sabe, essas máscaras que o povo anda usando nas ruas durante as manifestações, são originadas da graphic novel e do filme V de Vingança. A HQ é de Alan Moore e David Lloyd  e o filme é dos Irmãos Wachowski. A máscar também representa Guy Fawkes, que tentou explodir o parlamento inglês, e é muito usada no dia de Guy Fawkes, na Inglaterra, quando as pessoas costumam enforcá-lo, como na malhação de Judas aqui no Brasil. Acontece que a obra de Moore é levada ao pé da letra. A intenção de Alan Moore, como o mesmo já disse, não foi de apoiar movimentos, mas “a questão é: este cara está certo? Estará ele louco? O que você, leitor, pensa disto? O que para mim é uma pequena e perfeita solução anarquista. Eu não digo às pessoas o que pensarem, eu só quero que dizer às pessoas para que pensem, e reconsiderem estes pequenos elementos e assumidamente extremos, que são bastante regulares na História humana”. Alan Moore, junto a Alan Davis, outro mestre …

Mais Blá, blá, blá…

Ou como aprender com a evolução do conflito entre super-heróis pode ajudar nos conflitos dos dias de hoje. Não é de agora que os fãs de super-heróis debatem para saber quem é o ser mais poderoso: Thor ou Hulk? Superman ou Capitão Marvel? E não faltaram histórias para ilustrar estes embates, mesmo quando trataram do enfrentamento entre heróis de editoras rivais. Em resumo, sim, histórias de super-heróis sempre envolvem dar e levar porrada e resolver as coisas através da violência, que sempre deve ser canalizada de uma forma construtiva. Mas trazem também conflito de ideais. O vilão quer destruir a cidade e o herói quer salvá-la. Ou ainda, o Superman quer salvar Metrópolis e o Homem-Aranha quer salvar Nova York. E, na base dos socos e pontapés, eles resolvem tudo. Discutir posições nem sempre foi o forte desta indústria de entretenimento. Geralmente, as motivações e caracterizações dos heróis estão lá, disponíveis todo o mês, e elas não mudam. As motivações dos vilões são reveladas no último instante da história enquanto o herói está amarrado ou …

As Eras dos Quadrinhos – Post Scriptum

Contrariando as previsões de Mark Millar, de que a indústria de comics teria um ritmo de crescimento menor na década de 2010 e também a despeito da crise econômica mundial que se abateu sobre os EUA e o mundo a partir de 2008, o mercado de quadrinhos vai muito bem, obrigado. Segundo dados do ICV2, entre 2003 e 2013, o crescimento foi de 96%. Isso se deve, em grande parte, para o grande destaque dos comics em outras mídias, seja em animações, séries de TV, filmes e até mesmo a internet. Em 2 de maio de 2008 estreava o filme do Homem de Ferro, o primeiro do Marvel Studios, que pretendia fazer nas telonas o que já era feito nos gibis: um universo interligado. A estratégia deu certo, e nos anos seguintes seriam lançados Thor, Capitão América – O Primeiro Vingador, além do segundo filme do latinha. Tudo isso para culminar em 2012 com um dos maiores fenômenos do cinema, The Avengers – Os Vingadores, reunindo todos estes personagens. O filme teve a maior abertura …

Um chá com a Marvel UK (6 de 12)

Há boatos de que Dez Skinn se desligou da Marvel UK devido a conflitos sobre direitos autorais em 1981. Anos mais tarde, depois de trabalhar com cinema, Dez fundou a Quality Communications. Nessa empresa nova, de sua propriedade, o editor lançou a antológica revista Warrior que traria em suas páginas duas das maiores séries de quadrinhos inglesas: Miracleman e V de Vingança, ambas escritas e desenhadas por talentos que Dez conhecera na Marvel UK, Alan Moore, David Lloyd e Alan Davis. Um dos últimos atos de Dez na Marvel, entretanto, foi trazer o Capitão Bretanha para o mix da revitalizada Mighty World of Marvel, agora mensal, sob a batuta de Dave Thorpe e Alan Davis. Quando Thorpe deixou a série, foi sucedido por um certo barbudo de Northampton, que garantiu a Brian Braddock as aventuras mais estranhas e incríveis que já haviam sido concebidas. A popularidade das novas histórias do Capitão transferiu o personagem para outro título em 1982, The Daredevils, no qual compartilhava as páginas com outro sucesso da década de 80, o Demolidor …

Um chá com a Marvel UK (5 de 12)

NIGHT RAVEN Night Raven é um herói criado nos moldes dos pulps, mais precisamente do Sombra. Assim como The Spider e o Fantasma, Night Raven deixa uma marca em vítimas. Ele usa roupas modificadas e uma máscara de rosto intero com aspectos semelhantes a aves. É um justiceiro solitário e sua identidade é envolvida em mistério. Night Raven não tem poderes, mas é imortal e atua em Nova York e Chicago. Ele se vê como um curandeiro, “e um curandeiro deve lutar contra as doenças. E se ele não pode salvá-los seja com habilidade ou amor – então ele precisa levá-los gentilmente à morte”. Originalmente criado pelos editores Dez Skinn e Richard Burton, as primeira histórias de Night Raven eram escritas por Steve Parkhouse e desenhadas por David Lloyd. Stan Lee não gostava da arte “dura” de Lloyd e logo o artista foi substituído por John Bolton. As histórias do personagem duraram menos de um ano. A série era popular e os leitores pediam por mais, mas a Marvel tinha outras prioridades (a revista do …

Graphic Novel ou Encadernado?

Bom, Graphic Novel foi um termo inventado pelo Will Eisner em 1976 quando ele lançou seu primeiro romance gráfico (a tradução literal de graphic novel), Um Contrato com Deus. Até meados da década de 80 esse termo designava histórias que foram pensadas como um romance e que foram ilustradas na forma de arte seqüencial (quadrinhos). Mas aí surgiu uma certa minissérie chamada Batman – O Cavaleiro das Trevas (Dark Knight Returns), por Frank Miller, a mini foi publicada de uma forma diferente de como as minisséries vinham sendo lançada até então. Com papel de luxo, capa encorpada, formato um pouco maior sem contar nas cores aquareladas de Lynn Varley a missérie foi um sucesso imediato, tanto é que mudou o status quo do Batman para sempre. A DC, muito esperta que é, resolveu lançar a minissérie em um TPB (Trade Paperback – Encadernado) e para consolidar as vendas chamou a compilação das histórias de Graphic Novel. Não tardou muito para que outras obras seguissem esse mesmo caminho (como Watchmen) e o sentido original de Graphic …