Todos os posts com a tag: vampirella

O Herdeiro da Tradição Vampírica. Dampyr, de Mauro Boselli e Maurizio Colombi

Vampiros são criaturas mitológicas que se alimentam da essência vital das pessoas ao chuparem seu sangue. Embora essa descrição possa servir para azinimiga, creia, vampiros só existem na cultura popular. Hoje vamos falar de um vampiro dos quadrinhos italianos, os fumetti. É a vez de apresentarmos as histórias em quadrinhos de Dampyr, Harlan Draka, um filho de vampiro que precisa resolver diversos mistérios sobrenaturais que o cercam inclusive a sua razão de existir no mundo. Outra novidade é que no ano que vem, 2020, Dampyr vai ser mais um personagem da Bonelli a ser adaptado para os cinemas! Pegue seu crucifixo, suas réstias de alho e cebola, aquela estaca maneira (ou não pegue) e venha conhecer este interessante personagem!

Os Piores Quadrinhos Que Li em 2018

Muito mais que a lista, ou as listas, dos melhores quadrinhos que tivemos no ano que passou, a lista mais aguardada e mais acessada é sempre a dos piores quadrinhos lidos no ano anterior. Bem, meus amigos mergulhadores, essa espera acabou. Está na hora de revelar as piores experiências de leitura que eu tive em 2018 e vocês entenderão a razão delas terem sido tão horríveis nas minirresenhas que as acompanham. Por isso, pegue o saquinho de vômito que está localizado na poltrona na frente de você e nos acompanhe por um tour no nosso Túnel do Terror de 2018!

Melhores e Piores Leituras de Julho de 2018

O mês de julho foi bem propício para ficar em casa, debaixo das cobertas e lendo um bom dum gibizinho, não é mesmo mergulhadores? Até por que, se pudéssemos, não faríamos mais nada nesse tempo modorrento. Ah, e também teve a Copa, que não deixou as pessoas quietas e fez com que todo mundo se agitasse, gostando ou não de futebol. Infelizmente ninguém passa incólume pelo campeonato mundial do esporte bretão. Então, esse mês trazemos mais de 25 mini resenhas para vocês se divertir com bons quadrinhos e se afastar das más leituras. Em julho, em especial tivemos muitas más leituras, como você vai ver. Mas você vai ver muito mais coisas aqui, eu prometo!

As Mulheres Criadoras Mais Poderosas dos Comics

A indústria de quadrinhos é machista? Você pode dizer que sim, você pode dizer que não. Mas os números, maninho, ah, esses não mentem. Vamos comentar aqui uma lista de quadrinistas mais prolíficas e poderosa da indústria dos comics norte-americanos e vamos tentar ver aonde chegamos com esses nomes e números. 1, 2, 3, lá vou eu! Quem não seu escondeu é meu!

Personagens de Quadrinhos Podem Ser Sexualizados SIM!

A polêmica da semana foi a comission da Mulher-Aranha que o quadrinista erótico italiano Milo Manara fez para o polêmico desenhista americano Frank Cho. Uma ilustração que, conforme você pode ver, destacava elemento da super-heroína que geralmente não são mostrados. Isso levantou uma discussão de que personagem de quadrinhos não devem ser sexualizados. Eu acho que podem sim. E aqui digo a razão.

As TOP 10 Musas dos Comics e Seus Desenhistas Perfeitos

Chegou o momento mais aguardado desde… hã… ontem! Chegou a hora de revelar nossa seleção de 10 musas dos quadrinhos de super-heróis e os desenhistas que melhor as representam! Ficou com água na boca? Pois então deixa o queixo cair com tanta voluptuosidade. Porque se tem uma coisa que as personagens dos comics sabem ser é ser voluptuosas. Vamos lá! CANÁRIO NEGRO, DE ED BENES Ed Benes é o cara que a DC Comics proibiu de dar muito destaque na parte posterior das heroínas, se é que você me entende! Esse brasileiro desenhou duas vezes a Canário Negro: uma vez nas Aves de Rapina e em outra oportunidade quando ela foi a líder da Liga da Justiça de Brad Meltzer. Dinah Lance, a Canário, faz parte das meninas da meia-arrastão, assim como a Zatanna. Se aquela meia já realça as coxas e a parte que o Benes foi proibido de acentuar, imagina só ela tirando essa peça beeeem devagarinho? É ou não é um arrastão, minha gente? GATA NEGRA, DE TERRY DODSON Com a ajuda …

SplashFolia – Concurso de Fantasias de Super-Heróis (Parte 2)

CATEGORIA GLOBELEZA (AS MAIS PELADAS DOS QUADRINHOS)     Façamos o seguinte exercício criativo: imagine o momento singular em que as editoras perceberam que as personagens femininas dos quadrinhos poderiam lutar apenas de biquíni ou maiô; em seguida, tente imaginar a satisfação dos nerds adolescentes, enquanto descobrem o poderoso efeito dos hormônios em seus corpos, chegando nas bancas e vendo revistas onde personagens curvilíneas lutam semi-nuas,  sempre em poses provocativas e algumas até dando voadora de perna aberta. O que isso gera? Mais vendas e banhos demorados, claro! Sim, meus amigos, os quadrinhos também influenciam a crise no abastecimento de água! Trazendo essa realidade para o âmbito carnavalesco, a disputa seria fortíssima. Várias silhuetas femininas com menos roupa do que profissionais de entretenimento adulto fazem jus ao título de “mais peladas”.  Poderíamos falar de Psylocke, que tentou seduzir o ciclope e vivia de dando voadora com as pernas abertas nos anos 90, ou ainda da Supergirl que voava de minissaia, da Mulher-Aranha com roupa fechada a vácuo (deve ser, de tão colada que é), ou …

Precisamos falar sobre Manara

Quadrinhos são hipersexualizados, isso é uma verdade. E os dos super-heróis, então, nem se fala. Pessoas que usam colantes grudados ao corpo e que revelam toda sua forma corporal para os leitores, costumam ter um teor masturbatório, com o perdão da palavra. Essa foi uma tendência muito grande nos anos 90, quando as chamadas bad girls se destacavam: Vampirella e sua roupa Borat, Lady Death e seus peitões, Witchblade e suas… suas coisas que tapavam suas coisinhas. Só para citar algumas. Mas aquele era um período em que o mercado de quadrinhos estava na sua adolescência, é só analisarmos o que saía por aqueles tempos. Grant Morrison em seu lindo Flex Mentallo, faz essa analogia. Se na Era de Ouro os quadrinhos de super-heróis engatinhavam, na Era de Prata eles eram voltados para crianças com suas aventuras mirabolantes, na Era Moderna, o alvo eram os adolescentes. O problema é chegar nos dias de hoje e insistir nessa tecla. Manara, como sabemos, é um ícone do mercado de quadrinhos eróticos. Não vejo sua Mulher-Aranha como um …

Breve História do Grotesco nos Quadrinhos Americanos

Antes de entrarmos na área dos quadrinhos, seria interessante traçarmos uma definição de Grotesco. Segundo Thiane Nunes em seu livro Configurações do Grotesco, “O Grotesco marca a modernidade, principalmente pela dissonância que revela entre o homem e o mundo. É uma marca de mal-estar. Quando o que se é familiar se torna estranho ou sinistro, as proporções naturais se dissolvem, dando lugar ao sonho, à imaginação ou à realidade que transcende a normalidade”. Assim exposto como o Grotesco marcando a modernidade, é seguro afirmar que quando mais avançamos no tempo, mais representações do grotesco teremos em nossa sociedade. Não por acaso, aconteceu a mesma coisa com os comics, uma forma de arte e expressão recente, que, como todas as artes, teve sua dose de crítica e castração, mas acima de tudo sempre foi considerada uma arte menor, devido aos preconceitos de público, formato e difusão enquanto cultura massificada. Por isso, expor o grotesco nos quadrinhos sempre foi uma contradição devido a esses preconceitos, porém, segundo o esteta francês Jean Onimus: “o grotesco é um estado …