Todos os posts com a tag: wildstorm

As Mulheres Criadoras Mais Poderosas dos Comics

A indústria de quadrinhos é machista? Você pode dizer que sim, você pode dizer que não. Mas os números, maninho, ah, esses não mentem. Vamos comentar aqui uma lista de quadrinistas mais prolíficas e poderosa da indústria dos comics norte-americanos e vamos tentar ver aonde chegamos com esses nomes e números. 1, 2, 3, lá vou eu! Quem não seu escondeu é meu! Anúncios

Destaques da DC Comics / Panini Comics Para Dezembro de 2016

Pra começar, Levi Trindade confirmou na CCXP 2016 que sim, as revistas da DC Comics acabarão no número 52 antes de começar a nova fase do Rebirth. Por isso, nem todas sairão todos os meses e alguns especiais serão lançados para ajustar a numeração. Ok, agora vamos para os destaques do mês de dezembro!

O Que Retomar e O Que Esquecer na Volta do Universo WildStorm

Warren Ellis está de volta com aquilo que lhe fez famoso: o Universo Wildstorm com os heróis criados pelo superastro Jim Lee. Foi lá que ele trouxe à tona materiais como The Authority e Planetary, bem como diversas criações próprias, como R.E.D.: Aposentados e Perigosos e Oceano. Mas além das coisas trazidas por Ellis, o que vale a pena e o que não vale trazer de volta nesse universo?

10 Comics dos Anos 2000 Que Você Não Pode Deixar de Ler

Quando te falam 10 anos atrás, você pensa nos anos 2000 ou nos anos 90? O negócio é que muita gente parou de ler HQs no final dos anos 90 por causa de uma crise econômica real, que cada vez mais que eu converso com colecionadores de quadrinhos eles dizem o mesmo. Parei de ler nos anos 2000 e só voltei ali por 2005, o que dá mais ou menos uns 10 anos. Então, para você ir atrás do que perdeu listamos aqui 10 HQs destra época para que você vá atrás!

O Crime e o Castigo de Garth Ennis

Uma coisa que sempre me irritou na carreira de Garth Ennis, para além das escatologias que ele insiste em colocar nas suas histórias, é aquela história de todo quadrinho que ele publica ter a tal da “parceria masculina”. Homens unidos fazendo escrotices e adorando. Isso está nas histórias do Constantine, que estão saindo aqui pela Panini Vertigo  e também no seu adorado idolatrado salve salve Preacher, que também sai esse mês em novos encadernados pela editora italiana. Mas desde seu início Ennis já dava sinais dessa temática já nas revistas da 2000 A.D. lá na Inglaterra, onde começou. Outro ponto do Garth Ennis que não gosto é sua ojeriza aos super-heróis, tentando transformá-los sempre em fatores de comédia, como na série The Boys, que iniciou na Wildstorm e terminou na Dynamite Comics. Apesar de um aficionado pela Segunda Guerra Mundial, Ennis afirma que escrever uma história do Capitão América seria “extremamente ofensivo, porque para mim a realidade da Segunda Guerra era muito humana, caras comuns de carne e sangue chafurdando em miseráveis trincheiras inundadas. Então adicionar …

O Estranho Mundo de David

10 Motivos para ler Estranhos no Paraíso, de Terry Moore

Essa foi uma das primeiras séries de quadrinhos fora do eixo Marvel e DC que li, claro excetuando-se as infantis, e foi um sopro de vida na minha adolescência nos anos 90. Apesar de uma publicação atribulada no Brasil, passando por quatro editora e mais um escândalo de pirataria e o não-pagamento dos direitos de publicação por uma das editoras, a série é um must-read para qualquer leitor de quadrinhos ou para qualquer “pessoa como eu e você”. TRIÂNGULO AMOROSO: David ama Katchoo, que ama Francine, que não ama ninguém. Essa era a chamada que a Editora Abril fez na época de lançamento da primeira minissérie de SiP, ou Strangers in Paradise, como a série é apelidada carinhosamente pelos fãs. Talvez inspirada no poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade (clique aqui), a chamada mostrava o quão complicada seria a vida romântica de nossos protagonistas, mas havia muitas surpresas além do aspecto romântico da vida de nossos heróis. INSERÇÕES DO AUTOR: Desde o começo, a história trazia poemas, cifras de músicas, referências a séries, filmes, …

Anjos e Demônios: DV8, de Warren Ellis e Humberto Ramos

Warren Ellis, escritor dos personagens complicados, se uniu a Humberto Ramos, dos desenhos complicados, para fazer a série solo e spin-off de Gen 13. Isso, aquela mesma, da Fairchild e do Grunge, da Granizo, a lésbica que metia a mão na bunda da Queda-Livre, a equipe cirada por Jim Lee, Brandon Choi e J. Scott Campbell. Ao mesmo tempo, surgia na revista dos heróis adolescentes geneativados, o seu lado negro, uma equipe de porra-loucas juvenis liderados por Ivana Baiul, da O.I. (Operações Internacionais), a nêmese de John Lynch, o líder do Gen 13. Jim Lee gostou tanto da sua criação perversa que chamou um cara nota dez em perversidades pra dar conta da nova revista dos DV8 (Os Deviantes): Warren Ellis. Nessa época Ellis vinha escrevendo com sucesso a série Stormwatch, que mais tarde se tornaria The Authority e lançaria a carreira de Ellis à estratosfera. Para que Ellis tivesse uma orientação do que fazer na sua nova revista, Jim Lee indicou para ele que se inspirasse no filme KIDS, de Larry Clark, produzido por …

10 motivos para você respeitar Jim Lee

Ele gosta de Kit-Kat de morango – coisa que só se encontra no Japão (ei, mas ele é sul-coreano!) – mas esse não é um motivo para respeitá-lo. Afinal, quem não gosta de Kit-Kat? Jim Lee é, hoje, um dos artistas e narradores mais influentes dos quadrinhos de super-heróis. Muito além dos anos 90, ele refez sua “image” ao longo dos anos, conforme o mercado de quadrinhos foi mudando. Ele foi se adaptando, crescendo e se mostrando uma das maiores forças criativas dos últimos 30 anos no quadrinhos. ESTILO: Com suas hachuras e estilo detalhado, mas não rebuscado, com um frescor moderno, Jim Lee passou da Tropa Alfa, para o Justiceiro e, então, para os X-Men. CÓPIAS: Durante os anos 90, uma forma de garantir que seus desenhos fossem aceitos pela Marvel e DC, o jeito era imitar Jim Lee. Muitos artistas renomados de hoje começaram assim e depois desenvolveram seu próprio estilo. NÚMEROS: A revista X-Men #1 (1991), escrita por Chris Claremont e desenhada por Jim Lee, ostenta, até hoje, o recorde de revista …

Os Melhores Quadrinhos da Vertigo que li em 2013

FLEX MENTALLO, GRANT MORRISON E FRANK QUITELY Quiçá Flex Mentallo seja a obra-prima do careca escocês. Quiçá seja a obra que melhor resuma seu trabalho e estilo. Quiçá seja a história de Morrison mais difícil de dizer: ela trata disso e não daquilo. Mas deixando os Quiçás de lado o fato é que Flex Mentallo permite várias leituras, sejam elas sobre super-heróis e maturidade; sejam sobre a origem e o destino das ideias; seja sobre sexualidade ou até mesmo sobre seus próprios leitores. Só aqui no blog ela já rendeu todas essas interpretações. Foi um grande acerto da Panini Comics ao lançar a edição aqui no Brasil com extrema rapidez, visto que sua reprodução estava proibida nos EUA e fora de lá. OCEANO, WARREN ELLIS, CHRIS SPROUSE E KARL STORY Oceano é uma ficção científica. Oceano é um drama. Oceano é uma história de super-heróis. Oceano é um thriller de espionagem. Oceano é da Wildstorm e não é da Verigo, mas tem um gostinho do selo também.  Já falei bastante da história e algumas análises …

O Planetary dos Vingadores. Vingadores: Guerra Sem Fim, de Warren Ellis, Mike McKone e Jason Keith

Vingadores: Guerra Sem fim é primeira Marvel Original Graphic Novel a sair simultaneamente em todo o mundo (com a ressalva de que no Brasil saiu um mês depois, sendo que na Argentina chegou no dia correto – eu estava lá). Escrita por Warren Ellis e desenhada por Mike McKone, a publicação aproveita o sucesso mundial do filme dos Vingadores e prepara terreno para as vindouras continuações dos filmes do Thor – agora já estreada – e do Capitão América, focando em acontecimento do passado destes personagens. Não pretendo entrar no mérito da trama da Graphic Novel, mas dar uma olhada em seus principais aspectos, sem revelar spoilers. Como é uma HQ de Warren Ellis e se trata de uma equipe, a sensação que tem é que está lendo uma história de Planetary. Existem vários elementos que levam a comparar com os arqueólogos do desconhecido da Wildstorm: as idas e voltas no tempo e espaço, seja por todo o mundo, seja durante o século XX e XXI e a presença de elementos de ficção científica e …

O Desenvolvimento do Universo: Oceano, de Warren Ellis, Chris Sprouse e Karl Story

Dessa vez vou falar de pesquisa. Fazer pesquisa é um instrumento valioso para construção de universos, sejam eles baseados no fantástico ou no ultrarreal. Existe a pesquisa histórica, mas como fazer a busca por algo que ainda não aconteceu? Como pesquisar o futuro? Bem é isso que os cientistas fazem todos os dias, então, a resposta está aí: usando a ciência. Não por acaso existe o termo ficção científica, ou como as locadoras costumam generalizar, apenas “ficção”, sem se dar contar que todos aqueles filmes que eles têm em seu acervo também são ficção, exceto, talvez, pelos documentários, e olhe lá, porque até esses podem tem um pouco de irrealidade e criação. Mas bem, a ficção científica. Uma coisa difícil de realizar. Geralmente as histórias de ficção científica acabam sendo um disfarce para outras histórias: romance, horror, comédia. É fácil fazer uma ficção científica se você pensar um pouco. Substitua a mocinha por um robô, ou o amigo estranho por um monstro espacial. Mas se você pensar bem é muito difícil fazer uma ficção científica, …

As Eras dos Quadrinhos – Post Scriptum

Contrariando as previsões de Mark Millar, de que a indústria de comics teria um ritmo de crescimento menor na década de 2010 e também a despeito da crise econômica mundial que se abateu sobre os EUA e o mundo a partir de 2008, o mercado de quadrinhos vai muito bem, obrigado. Segundo dados do ICV2, entre 2003 e 2013, o crescimento foi de 96%. Isso se deve, em grande parte, para o grande destaque dos comics em outras mídias, seja em animações, séries de TV, filmes e até mesmo a internet. Em 2 de maio de 2008 estreava o filme do Homem de Ferro, o primeiro do Marvel Studios, que pretendia fazer nas telonas o que já era feito nos gibis: um universo interligado. A estratégia deu certo, e nos anos seguintes seriam lançados Thor, Capitão América – O Primeiro Vingador, além do segundo filme do latinha. Tudo isso para culminar em 2012 com um dos maiores fenômenos do cinema, The Avengers – Os Vingadores, reunindo todos estes personagens. O filme teve a maior abertura …

As Eras dos Quadrinhos – Parte 8

A Era da Incerteza – Eu sou o melhor no que faço, mas o que faço não é nada bonito! Com a influência dos quadrinhos independentes, do mercado direto e restrito e o código menos rígido, o caminho estava aberto para obras como Batman, o Cavaleiro das Trevas e Watchmen, que, para o bem ou o mal, redefiniram os modelos de quadrinhos de super-heróis. Foi o tempo em que os heróis não precisavam de motivos para ser violentos, e a grande maioria era cruel e raivosa, numa tradução literal do termo grim’n’gritty, uma expressão cunhada para representar o resultado da má interpretação do tom que empregaram Moore e Miller por autores menos célebres. Os protagonistas eram sombrios, portavam grandes armas e faziam cara de mau, rangendo os dentes nas capas. Fazia-se um contraponto à nobreza da Era de Prata e ao cinismo da Era de Bronze. Nesse período, a arte passou a ser mais valorizada. Grandes desenhistas passaram a receber grandes quantias por seus trabalhos e os fãs compravam revistas em grandes quantidades. As bad …

Final e Finalidade

2012 foi o ano em que os brasileiros se despediram de duas das séries mais elogiadas de Brian K. Vaughan: Ex Machina e Y: O Último Homem. A primeira envolvia um super-herói eleito prefeito por ter impedido a queda da segunda torre do Empire State Buiding no onze de setembro. A segunda mostrava um futuro apocalíptico onde quase todos os homens do mundo haviam sido erradicados, a não ser por um deles, vivendo em um mundo dominado pelas mulheres. Diversas vezes Brian K. Vaughan falou se identificar com os protagonistas de suas séries, Mitchel Hundred e Yorick Brown, dizendo que havia imbuído os dois com características suas. Mestre em caracterizações e em diálogos, Vaughan, apostou alto em suas séries abordando política e questões de gênero numa indústria saturada de quadrinhos sobre super-heróis. Poderia ter sido um fracasso, mas o roteirista soube manter o interesse e a polêmica girando sobre suas séries. Abordou temas controversos em Ex Machina: racismo, casamento homossexual, legalização da maconha, liberdade religiosa e aborto, apenas pra citar alguns. Em Y: O Último …