Mês: fevereiro 2009

Marshall McLuhan: "O meio é a mensagem"

As HQs como extensões do homem

Em 1964, Marshall McLuhan lançava o livro Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem (Understanding Media: the Extensions of Man). Suas teorias foram revolucionárias para a Teoria da Comunicação por postular, entre outras idéias, que o meio de comunicação não apenas conduz a mensagem, mas que o meio é a mensagem. Segundo McLuhan, os meios não condicionam seu público pelo que informam, mas pela maneira como informam. A mudança de percepção ocorre devido ao meio e não ao seu conteúdo. Seguindo esse raciocínio, o teórico dividiu os meios de comunicação em mídias “quentes” e “frias”, de acordo com as fases quentes e frias do jazz. As mídias quentes, como fotografia e cinema, são menos interativas e mais diretas; permitindo que a audiência seja passiva em relação a elas. As mídias frias, por outro lado, requerem mais participação por parte de sua audiência e, por isso, são mais interativas. Os quadrinhos são uma mídia fria porque “o observador, ou o leitor, é compelido a participar completando e interpretando as poucas pistas deixadas nas entrelinhas”. É …

Esse Wolverine é o macho que eu queria ter... ops, ser!

Wolverine e o Slogan da Tostines

Há alguns anos se questionava a presença massiva de Wolverine em capas de revistas e sua participação em histórias de diversas equipes mutantes e de outros heróis da Marvel. O que ninguém pode negar é que Wolverine vende. Isso é um fato. Entretanto aqui se aplica o famoso questionamento da Tostines: È Wolverine por que vende mais ou vende mais por que é Wolverine? Tudo começou em uma história do Hulk contra Wendigo, de Len Wein e John Romita Sr., em 1974. Wolverine é um agente do serviço secreto canadense e entra no pau com o Gigante Esmeralda. No fim, claro, tudo é resolvido. O bandido perde, a mocinha é salva. Os X-Men nesse tempo sofriam uma terrível baixa de vendas e vinham se sustentado a duras penas com republicações. Eis que surge Giant Size X-Men revitalizando a equipe mutante e trazendo novos pupilos para Xavier. Wolverine é um deles, um pálido e apático personagem que não conseguia se fazer perceber na equipe. Logan viu tudo mudar em sua vida quando o anglo-canadense John Byrne …

As coisas que deixamos para trás

O que é? Run de Brad Meltzer no titulo do Arqueiro Verde, o arco chamado Arqueiro Verde: A Busca. Ao lado do ex-parceiro Arsenal, Oliver Queen, o Arqueiro Verde, percorre o país em busca de objetos importantes da sua vida. Por que eu gosto desse quadrinho? Um dos meus tipos favoritos de filmes são os road movies. E Arqueiro Verde tem uma certa tradição com histórias de estrada. Essa é uma daquelas histórias em que o herói deve atingir um objetivo. A diferença é que, num primeiro momento, não sabemos que objetivo é esse e quando nos damos conta da natureza do mesmo, percebemos que esta não é uma história de super-heróis tradicional. Há o carisma de Oliver Queen, um dos super-heróis mais únicos que já apareceram nos quadrinhos de super-heróis. Engajado, canalha, figura paternal. Dennis O’Neil transformou Queen de imitação do Batman num personagem esférico, e em A Busca, Meltzer aumenta o estofo do herói, criando e desenvolvendo algumas nuances que precisavam ser trazidas à tona depois de sua ressurreição pelas mãos de Kevin …