Todos os posts com a tag: segunda guerra mundial

A Criação do Superman Através do Mito da Virilidade Alemã

O período entreguerras foi um grande criador, recriador e mantenedor de mitos. Para convencer os jovens de que era necessário se alistar nas forças armadas, as nações iniciaram a valorizar ideais nacionalistas e entre eles, estava associada a virilidade do homem masculino. Essa era a verve do momento em que os super-heróis foram criados. Vamos dar uma olhada em como se deu a criação do mito da virilidade masculina.

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Quem Foi A Primeira Super-Heroína Criada Por Uma Mulher?

A primeira super-heroína criada por uma mulher surgiu nos anos 70? Nos anos 90? Se você respondeu qualquer década recente, você está redondamente enganado! Essa personagem surgiu logo nos anos 40, durante o boom dos super-heróis durante a Segunda Guerra Mundial. Agora você vai conhecer a personagem e a autora!

O “Complexo de Vira-Lata” dos Quadrinhos

Em 1950, em pleno Maracanã, a Seleção Brasileira foi derrotada pela Seleção Uruguaia de Futebol, na final da Copa do Mundo daquele ano. Uma crônica do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues atribuiu a derrota do time brasileiro à uma espécie de trauma, que batizou de viralatismo. A seleção só se recuperaria do choque em 1958, quando ganhou sua primeira Copa do Mundo de Futebol. Mas isso não se aplica somente ao futebol ou aos brasileiros. Aqui, vamos ver como isso se aplica aos quadrinhos.

Uma Volta Pelo Inferno: Kid Eternidade, de Grant Morrison e Duncan Fegredo

A maioria das histórias de Grant Morrison são assim: geram múltiplas interpretações a cada leitura. Basta escolher a sua. Esta, ainda do período inicial da Invasão Inglesa, com a reinterpretação dos personagens clássicos da DC Comics, mostra toda a verve mágica do careca inglês, que tempos mais tarde iria unir tudo isso em séries como Patrulha do Destino e Os Invisíveis.

As Mulheres Criadoras Mais Poderosas dos Comics

A indústria de quadrinhos é machista? Você pode dizer que sim, você pode dizer que não. Mas os números, maninho, ah, esses não mentem. Vamos comentar aqui uma lista de quadrinistas mais prolíficas e poderosa da indústria dos comics norte-americanos e vamos tentar ver aonde chegamos com esses nomes e números. 1, 2, 3, lá vou eu! Quem não seu escondeu é meu!

A Sua Zona de Conforto e o Legado da Diversidade

Já falamos muitas vezes aqui de como as revistas em quadrinhos de super-heróis por um lado exigem personagem imutáveis e, por outro, faz com que eles acompanhem as transformações da sociedade. Também falamos da característica infinita das narrativas de super-heróis – elas nunca acabam, estão sempre contando mais e mais histórias desses personagens. Já falamos ainda da importância da diversidade nos quadrinhos. Hoje vamos falar sobre essa dicotomia entre imutabilidade x transitoriedade.

Mulher-Maravilha: Terra Um, de Grant Morrison e Yanick Paquette

Chegou às bancas o encadernado que reimagina a origem da Mulher-Maravilha para uma nova audiência. Isso é feito pelas mãos de Grant Morrison (Homem-Animal, Novos X-Men, Os Invisíveis, LJA) e Yannick Paquette (Jovens X-Men, Monstro do Pântano). Apesar de, na superfície, a origem não apresentar grande modificações, são as nuances que causam a reverberação do impacto da pedra no lago.

Heróis da Era de Ouro Reaproveitados Pela Marvel

Você sabe que muitos heróis da Era de Ouro, como o Flash e o Lanterna Verde, foram reaproveitados pela DC Comics na Era de Prata. Entretanto, alguns heróis mais obscuros da Era de Ouro nos dias de hoje, também foram reaproveitados pela Marvel. E não necessariamente vindos da Timely ou da Atlas, nomes anteriores da Casa da Ideias. Aqui, fizemos uma listinha desses heróis.

“Estão Faltando Vilões”, por Luis Fernando Veríssimo

Com tantos filmes de super-herói contra super-herói, como Batman v Superman e Capitão América: Guerra Civil, e filmes de vilões que se passam por heróis, como Esquadrão Suicida, levaram o escritor gaúcho a essa conclusão. Vamos destacar partes de sua coluna e comentar com nosso lastro nerd.

Miss Marvel e o Conflito de Gerações

O segundo volume de Miss Marvel, intitulado Questões Mil no nosso pais e Generation Why, lá nos states, trata disso mesmo que o título diz: o conflito entre gerações. Nada mais justo, uma vez que Kamala Khan, a Miss Marvel, pertence à mais novíssima geração. A geração Z – a geração zapping – que nasceu a partir do novo século. Mas vem comigo que eu te explico tudo isso.

As 10 Super-Heroínas Mais Importantes dos Quadrinhos

Depois que fizemos uma lista com os 10 mais importantes heróis negros dos quadrinhos e dos 10 casais gays mais famosos dos quadrinhos, nada mais justo que nomearmos agora as mulheres mais influentes nos quadrinhos em termos de importância. Mas não se esqueça que estamos falando só das super-heroínas e não de coadjuvantes como Lois Lane. Ok, ora de ir a lias ta em ordem de importância.

Super-Heróis: Homens contra Deuses e Deuses contra Homens!

Super-heróis não existem no nosso mundo. mas quais são os paralelos e disparidades entre os acontecimentos históricos no nosso mundo com o dos super-heróis? Cada uma das grandes editoras, Marvel e DC, deram um jeito de explicar essas diferenças e similaridades. Vamos dar uma olhada de como funciona o humano e o divino – na figura dos Supers – nos universos das grandes editoras.

QUE TAL… Super-Heróis Escritos Por Quentin Tarantino?

Nos cinemas temos a estreia do novo filme de Tarantino, os Oito Odiados, com o diretor fazendo mais uma homenagem a um gênero e realizando um mash-up entre eles. Tarantino também ajudou na adaptação da minissérie de Django para as HQs, numa minissérie em oito edições pela DC Comics. Mas e se ele escrevesse super-heróis? Quem ele arrasaria escrevendo? Escolhemos aqui cinco candidatos baseados em seus filmes.   ESQUADRÂO SUICIDA (CÃES DE ALUGUEL): É, amigos, o Esquadrão está com tudo no ritmo de umas musiquinhas bem pop como Seven Nation Army e Bohemian Rapsody, mas foi o pioneiro de colocar essas musiquinhas pop incidentais – bem, talvez músicas protopop – nos filmes? O Tio Taranta. Ele fez isso com uma trilha extraordinária em Cães de Aluguel, meu filme preferido dele. Mr. Blue, Mr. Brown, Mr. Pink, é podia ser uma história da Tropa dos Lanternas Verdes, mas eles são fora-da-lei num tipo de delação premiada da Lava-Jato, onde o prêmio não é nada mais que ficar vivo. Já imaginou um quadrinho do Esquadrão Suicida que …

Te vejo no inferno! Hasta la vista, baby

As 10 HQs Mais Bem-Avaliadas do Guia dos Quadrinhos

O Guia dos Quadrinhos, o maior banco de dados sobre publicações nacionais do Brasil, além de permitir o usuário catalogar sua coleção de gibis, também permite-o avaliar as revistas que leu. Dessa forma, nas guias laterais do site, existe um ranking das revistas mais colecionadas e, logo abaixo, das melhores avaliadas por seu público. Esses rankings são inconstantes e mudam de tempos em tempos, porém resolvi pegar uma amostra de hoje 21/03/15, às 22h, para trazer uma amostra das 10 HQs que o público brasileiro colecionador de quadrinhos considera as melhores edições já publicadas.

A História da Latvéria, lar e domínio do Doutor Destino

Quem nunca quis conhecer mais sobre o país do Doutor Destino, esse lugar tão livre e feliz #sqn. Conheça agora sua história e seus atributos nacionais e o que faz a Latvéria esse país tão… tão.. peculiar. NOME OFICIAL: Reino da Latvéria (Königruch Latverien) POPULAÇÃO: 500 mil habitantes CAPITAL: Doomstadt GOVERNO: Ditadura LÍNGUAS PRINCIPAIS: Latveriano, Alemão, Húngaro, Romani MOEDA: Franco Lateveriano RECURSOS PRINCIPAIS: Ferro, Força nuclear, Robótica, Eletrônicos, Viagem no Tempo DEFESA NACIONAL: As Forças Armadas Latverianas compreendem tanto Forças de Solo quanto Força Aérea; possuem 2 mil homens e aproximadamente 500 Servobôs. O país também possui uma série de satélites orbitais para uso bélico. A HISTÓRIA PROPRIAMENTE DITA: Chamada de “a jóia dos Balcãs, a Latvéria é um país forte e autossuficiente que às vezes interage com seus vizinhos; o lema do país é “Dominamos tudo que veio antes”. Por mais de seiscentos anos, a Latvéria foi governada pela linhagen Haasen, baseada em Haasenstadt (hoje Doomstadt). A Latvéria foi fundada no século XIV no território tomado da Transilvânia por Rudolfo e Karl Haasen. Rudolfo …

A Popozuda passa uma mensagem, sim!

Quadrinho nacional: um mercado de nicho ou um mercado popular?

Estava discutindo isso com um amigo no facebook. Os quadrinhos brasileiros devem seguir seu próprio caminho ou devem seguir as fórmulas de outros mercados como o americano e japonês para se tornarem populares? Vemos que desde 2010 os quadrinhos brasileiros têm amadurecido. Têm se tornado diversos e oferecem várias alternativas para quem quer conhecê-lo. Até existem super-heróis brasileiros, embora ninguém seja capaz de citar um de destaque. Nossa discussão começou com isso: super-heróis brasileiros. Não acho que esse estilo de história se popularize ou se dê bem no Brasil, pelo motivo de que super-heróis são um produto da cultura americana. Ninguém vê super-heróis franceses, polinésios ou argentinos. Ano passado um coletivo de quadrinistas brasileiros colocou no ar uma campanha no catarse para empenhar um álbum de crossover de super-heróis brasileiros chamado: A Ordem. Super-heróis se originam de tempos de dificuldades, como a grande depressão no anos 30 nos Estados Unidos ou a Segunda Guerra Mundial. Como falei nesse link sobre a intrínseca relação entre super-heróis e guerras. Ao mesmo tempo, no Brasil não existem guerras …

Série Jonah Hex, de Justin Gray, Jimmy Palmiotti e Diversos Artistas

Os Melhores Quadrinhos de Super-Heróis que Li em 2014

Primeiramente, Feliz Natal! Dingou béu, dingou béu, acabou papel! Não acabou não! Tem muito quadrinho bom pra ler e eu vou estar aqui pra dar umas dicas! Então vamos lá, os quadrinhos nessa seção são só da Marvel e DC Comics, ok?! Então tá! Valendo! Antes de Watchmen: Minutemen, de Darwyn Cooke Ano passado a Panini publicou a iniciativa Antes de Watchmen no Brasil. Mas a Panini que é Panini não cumpre seus prazos e tudo chega no mês seguinte do calculado. Ou seja, esse Antes de Watchmen chegou a mim em 2014, não que isso importe para essa lista. Você pode conferir uma resenha completa dessa edição aqui. E da iniciativa toda de Antes de Watchmen neste link. Foi uma inciativa polêmica que não teve o apoio de seu criador Alan Moore, mas que em geral trouxe histórias muito boas para os leitores. Claro, houveram tropeços, mas essa edição dos Minutemen é um digno exemplar das melhores coisas que essa iniciativa poderia trazer. Batman: O Retorno de Bruce Wayne, de Grant Morrison e Vários …

O Conflito do Vietnã #19, da série The 'Nam, o que aconteceria se os vingadores vencessem a Guerra do Vietnã?

A intrínseca relação entre os super-heróis e as guerras

Basta reparar: as revistas de super-heróis possuem suas maiores vendas em tempos difíceis. São nessas épocas que o povo se torna mais acanhado, sem esperanças e vão busca forças nas revistas dos super-heróis. Desde o começo, as revistas de super-heróis mostraram os mesmos em suas capas lutando contra os inimigos da guerra. Capitão América dava um soca na cara de Hitler logo em sua primeira edição. Superman, Batman e Robin acertavam bolinhas na cara de Hitler, Mussolini e Hiruito. Mas enquanto na Marvel o confronto era direto, a DC Comics, ao longo dos anos, deletou essa luta da Segunda Guerra Mundial das páginas de Superman. Embora existam histórias do Homem de Aço lutando no front, uma história mostra que Clark Kent burlou o exame oftalmológico para que não servisse na guerra. Anos depois, a DC iria justificar a ausência da Sociedade da Justiça na guerra, afirmando que Adolf Hitler estava de posse de um artefato sobrenatural chamado Bastão do Destino, que criava uma barreira mística na Europa e na Ásia para ficarem à mercê do …

Kirbynautas!

Por que você deve respeitar mais Jack Kirby do que Stan Lee?

Stan Lee é o Deus da Mídia hoje em dia. Ele é venerado, apoiado, ganha programas, ganha comerciais, ganha pontas em filmes e, o principal, ganha rios de  ricos dinheirinhos. Mas o velho safado deixou no ostracismo seu grande companheiro e criador, Jack Kirby, que sempre ficou relegado ao segundo escalão na hora de creditar as criações de Lee. Não foi assim apenas com Kirby, não. Steve Ditko mal é citado como sendo criador do personagem campeão de licenciamentos mudo afora, o Homem-Aranha. E se você está pensando que Stan Lee teve todo o trabalho de inventar as histórias e os personagens, está redondamente enganado. O maior trabalho foi de Kirby, já que Lee tinha que ser editor de outras publicações da Marvel. Mas não existe um “Jack Kirby apresenta:”, e sim, um “Stan Lee apresenta:”. Trago aqui 10 motivos que mostram como Kirby é muito mais importante que o marqueteiro SatanStan Lee: CAPITÃO AMÉRICA: Ao lado de Joe Simon, Kirby criou aquele que é hoje chamado O Primeiro Vingador, Steve Rogers, o Capitão América. …

O Crime e o Castigo de Garth Ennis

Uma coisa que sempre me irritou na carreira de Garth Ennis, para além das escatologias que ele insiste em colocar nas suas histórias, é aquela história de todo quadrinho que ele publica ter a tal da “parceria masculina”. Homens unidos fazendo escrotices e adorando. Isso está nas histórias do Constantine, que estão saindo aqui pela Panini Vertigo  e também no seu adorado idolatrado salve salve Preacher, que também sai esse mês em novos encadernados pela editora italiana. Mas desde seu início Ennis já dava sinais dessa temática já nas revistas da 2000 A.D. lá na Inglaterra, onde começou. Outro ponto do Garth Ennis que não gosto é sua ojeriza aos super-heróis, tentando transformá-los sempre em fatores de comédia, como na série The Boys, que iniciou na Wildstorm e terminou na Dynamite Comics. Apesar de um aficionado pela Segunda Guerra Mundial, Ennis afirma que escrever uma história do Capitão América seria “extremamente ofensivo, porque para mim a realidade da Segunda Guerra era muito humana, caras comuns de carne e sangue chafurdando em miseráveis trincheiras inundadas. Então adicionar …

O negócio tá MAUS pra eles...

Por que ler os (quadrinhos) clássicos?

Muitos se perguntam por que quadrinhos um leitor iniciante da mídia deveria começar. É verdade que existem inúmeros “cânones” dos quadrinhos como Little Nemo in Slumberland, Terry e os Piratas, Os Sobrinhos do Capitão, Popeye, Mandrake e até certas obras dos quadrinhos de super-heróis. Mas o que são os clássicos dos quadrinhos? Na literatura podemos contar com a Odisséia, as Metamorfoses de Ovídio, a Divina Comédia, e até a Bíblia como livros clássicos. Mas e os “clássicos dos nossos tempos”, onde se encaixam? Para isso invoco o livro Por que ler os clássicos, de Ítalo Calvino, para tentar nos fazer compreender essa clássica bagunça. No livro de Calvino, antes de definir clássicos, ele busca definir o que é um clássico e faz isso através de 14 itens, os quais vou tentar transportar para o âmbito da nona arte, as nossas tão queridas histórias em quadrinhos. Vamos lá, então. Apertem seus cintos e a qualquer caso de despressurização, máscaras de personagens de quadrinhos cairão automaticamente na sua cabeça. As setas laterais você pode utilizar para fugir …