Mês: abril 2017

Atirando-se do Alto da Ponte. Suicidas, de Lee Bermejo e Matt Hollingsworth

Dizem que a nova Vertigo, sem a grande editora e fundadora Karen Berger, não é mais a mesma. Títulos fracos, sem apelo e que deveriam muito em conteúdo para a nascente preponderância da Image Comics em títulos de propriedade do autor. Suicidas faz parte dessa leva. Será que ele confirma essa teoria? Vamos ver a seguir. Anúncios

O Problema da Defasagem na Indústria de Quadrinhos Periódicos

Você já desistiu de ler um quadrinho porque a continuação dele não vinha nunca? Eu já. E tenho desistido ao longo do tempo. Afinal, não existe memória tão boa assim que consiga reter uma história por mais de três meses sem relê-la. Vou falar aqui um pouco dos problemas dessa defasagem no consumo e na apropriação das histórias pelos leitores.

Os Signos dos X-Men

Mais do que predizer o futuro, os signos do zodíaco servem para traçar o perfil da pessoa que nasceu em determinado período do ano. Assim funciona um mapa astral. Você já sabe seu signo, mas nunca imaginou qual seria a representação do zodíaco para o seu mutante defensor do mundo favorito. Selecionamos aqui os principais X-Men de cada signo, de acordo com suas caraterísticas e as representações dos signos do zodíaco. Confere aí:

Cullen Bunn: O Roteirista dos Supervilões

Cullen Bunn é um dos principais nomes dos roteiristas de quadrinhos da nova geração. Em pouco tempo já angariou inúmeros títulos sob seus cuidados, tendo participado da criação e da reintrodução de diversos personagens famosos tanto da Marvel quanto da DC. Não sabe de quem eu estou falando? Então me acompanhe e conheça mais do trabalho de Cullen Bunn.

A “Teoria do Degrau” e a Mudança de Gostos na Leitura de Quadrinhos

Quem lê quadrinhos há muitos tempo, como eu, que leio há mais de vinte anos, sabe que nossos gostos e preferências de leitura vão mudando ao longo do tempo. Por isso resolvi trazer da literatura a “teoria do degrau” para discutirmos um pouco o avanço – ou regressão – desses gostos e hábitos.

10 Personagens de Quadrinhos Que Estrearam Fora dos Quadrinhos

Pois é, amigos mergulhadores, muitos personagens populares (e nem tão populares) dos quadrinhos apareceram primeiramente em outras mídias. A maioria foram em desenhos animados, mas temos casos de séries e até filmes de TV e, muitos deles, bem recentes. Você pode conferir isso no post a seguir!

ÍSIS (ANDREA THOMAS)
Com o sucesso do seriado do Shazam nos anos 70, a DC Comics resolveu criar uma nova heroína para estrear um novo seriado. Assim surgiu Os Segredos de Ísis, uma série que contava a história de Andrea Thomas (Joanna Cameron), uma professora de ciências que encontrava um amuleto encantado. O amuleto conferia a ela o “poder dos animais e dos elementos” e a tornavam na Poderosa Ísis. Embora criada nos anos 70, só foi aparecer nos anos 2000 nos quadrinhos como esposa de Teth-Adam, o Adão Negro, inimigo figadal do Shazam! durante a maxissérie 52, da DC Comics. Nos quadrinhos, ela é Adrianna Tomaz, uma descendente direta dos faraós e, portanto, dos deuses egípcios.

FLAMA (ANJELICA JONES)
Em 1981, a Marvel lançou um desenho animado chamado “O Homem-Aranha e seus Amigos Espetaculares”. Era, por alguma razão inexplicável, sobre o Homem Aranha, o Homem de Gelo e Flama vivendo na casa da Tia May e combatendo o crime. Por alguma razão inexplicável, era sobre o Homem Aranha, o Homem de Gelo e Flama vivendo na casa da Tia May (a doce tia e mãe adotiva de Peter Parker, o cabeça-de-teia) e combatendo o crime. O conceito era ridículo, a animação pobre e o roteiro, absurdo — o que o tornava delicioso de assistir. Flama, nos quadrinhos, fez parte dos Satânicos de Emma Frost, depois dos Novos Guerreiros, foi promovida a Vingadora e liderou os Novos Aliados, uma equipe totalmente esquecível.

RENEE MONTOYA (QUESTÃO)
Reneé Montoya, que mais tarde se tornaria a heroína Questão, era uma policial viciada em álcool que tinha vários relacionamentos destrutivos. Um desses relacionamentos foi Kathy Kane, a Batwoman, também muito antes de Kathy se tornar a Mulher-Morcego. Mas ela estreou muito antes em 1992 no desenho animado do Batman, somente em 1998 ela foi para os quadrinhos tendo um papel de destaque na mega saga Terra de Ninguém. Na série 52, da DC Comics, ela se tornou pupila de Victor Sage, o Questão, e assumiu seu manto ao final da série. Uma das personagens lésbicas mais famosas e queridas dos quadrinhos.

SPIKE
No desenho X-Men Evolution dos anos 2000, Spike era o sobrinho de Tempestade que entrava para a Escola Xavier onde sua tia era professora ao lado de Wolverine. Spike tinha poderes de projetar espinhos através de seu corpo, um poder muito parecido com a da mutante Medula. Já nos quadrinhos, Spike não apareceu primeiro nos X-Men, mas nos X-Táticos, uma equipe de mutantes envolvida com a fama e paparazzos. Spike era um negro marrento que queria fama a todo custo e se dar bem nas costas da equipe. Como todo bom membro dos X-Táticos, ele acabou morrendo e foi substituído na equipe por outro personagem.

JIMMY OLSEN / PERRY WHITE
Jimmy Olsen e Perry White são instituições do Planeta Diário e das aventuras do Superman e, assim como a kryptonita, os dois surgiram no primeiro programa de rádio e grande sucesso dos anos 40 que contava as desventuras do Homem de Aço. As vozes de Jimmy e Perry eram feitas, respectivamente, por Jackie Kelk e Julian Noa. Nos quadrinhos, Perry é o grande chefe do Planeta Diário, mas já foi destituído desse cargo várias vezes. Já Jimmy é o grande amigo do Superman, estagiário do jornal, já teve revista própria nos anos 50, quando, a cada edição, ele ganha superpoderes diferentes.

H. E. R. B. I. E.
No final dos anos 70, a Marvel resolveu fazer novamente um desenho do Quarteto Fantástico. Por alguns problemas, o Tocha Humana não poderia aparecer no desenho, então resolveram substituí-lo pelo robozinho H.E.R.B.I.E. (não sei, não me pergunte a razão, mas dizem as lendas que o Tocha saiu por medo das crianças colocarem fogo no seu corpo. ::facepalm::). A sigla significa Humanoid Experimental Robot B-Type Integrated Electronics (Robô Humanoide Experimental Tipo-B Com Eletrônica Integrada). Nos quadrinhos, o robô foi criado pelo Senhor Fantástico e por Mestre Xar, dos Xandarianos (de onde vem a Tropa Nova) para enfrentar o Esfinge. Ele foi criado por Stan Lee e Dave Cockrum. Nos quadrinhos ele apareceu pela primeira vez em Fantastic Four#209, de Marv Wolfman e John Byrne.

ARLEQUINA (DRA. HARLEY QUINZEL)
A Arlequina nem começou como heroína e nem começou nos quadrinhos. Foi em 1993 na série animada do Batman, ela era uma espécie de versão feminina/escrava do Coringa. Muito tempo depois ela foi passar para os quadrinhos. Sua maneira tresloucada de se agradou muita gente, fazendo ela ganhar uma série própria de histórias. Em 2016 ela estrelará o filme do Esquadrão Suicida, equipe da qual começou a fazer parte na Iniciativa Os Novos 52. A fantasia de Arlequina é uma das preferidas das meninas – e por que não dizer dos meninos – cosplayers.

X-23 (LAURA KINNEY)
Laura Kinney foi criada no desenho animado X-Men Evolution, temporada 3, episódio 11, intitulado “X-23”. A personagem, a 23ª tentativa de se criar um clone de Logan, foi uma ferramenta que os criadores Christopher Yost e Craig Kyle utilizaram para aproximar Wolverine dos alunos mais novos do Instituto Xavier. X-23 foi parar nos quadrinhos em NYX, minissérie escrita pelo chefão da Marvel na época, Joe Quesada. Ela apareceu como uma prostituta que marcava seu corpo com cortes de garras em NYX#3, de 2004. Além de ser a Novíssima Wolverine, em março de 2017, sua versão live action estreou no filme Logan, sendo encarnada por Dafne Keen.

AGENTE PHILLIP COULSON
O agente Phillip Coulson é interpretado por Clark Gregg nos cinemas, nos filmes dos Vingadores. Ao lado de Nick Fury ele foi responsável pela criação dos Vingadores. Ela também é o protagonista da série de televisão Agentes da SHIELD. Já nos quadrinhos ele surgiu na minissérie Battle Scars (Cicatrizes de Guerra) ao lado de Nick Fury Jr., a versão negra e filha de Nick Fury dos quadrinhos que logo se tornou sua principal versão com o descarte do NicK Fury branco. Coulson, então, primeiro se tornou ativo dos Vingadores Secretos e contato dos heróis com a SHIELD e depois, como na televisão, passou a conduzir sua equipe própria de agentes, incluindo Deathlock e Harpia.

BATGIRL (BÁRBARA GORDON)
Uma versão feminina e adolescente de um grande herói, nesse caso, o Batman, a Batgirl também teve várias versões durante os anos. Entretanto a mais famosa delas foi Bárbara Gordon a filha/sobrinha do Comissário Gordon (essa origem também é nublada). Criada no seriado de TV de 1966 do Batman, lá ela era interpretada por Yvonne Craig. Barbara logo saltou para os quadrinhos. Hoje, ela faz parte de uma geração de heróis que tem grande apelo para a juventude feminina com histórias mais leves e descoladas e com desenhos carismáticos. Vale mencionar que mais de três garotas já usaram o codinome de Batgirl: Barbara Gordon, Cassandra Cain e Stephanie Brown.

Ahá! Aposto que você não sabia da origem estranha de alguns deles, né? Quando a gente investiga mais a fundo encontra cada coisa, né? E você? Que achou? lembrou de mais algum personagem dos quadrinhos que surgiu fora deles? Conta pra gente! Abraços submersos!

A Narrativa das Cores nas Histórias em Quadrinhos

Muita gente considera o trabalho de cores algo de segundo escalão em uma revista em quadrinhos. Muitas editoras também, muitas vezes deixando os coloristas de fora dos créditos principais de uma revista, ou da capa de algumas edições. A verdade é que as cores são tão importantes num quadrinho quanto um texto ou um desenho, pois elas acrescentam uma dimensão maior a toda atmosfera que estamos experimentado em um quadrinho.

A Memória Coletiva e Geracional dos Leitores de Quadrinhos

Por que existe tanto conflito entre os nerds dos quadrinhos quando o assunto é validar uma ou outra geração de super-heróis? Por que muitos insistem em categorizar certas pessoas como leitores de quadrinhos raiz e leitores de quadrinhos nutella? Isso é facilmente explicado através do funcionamento da memória coletiva do ser humano que, ao contrário do que a maioria pense, não é estanque, mas flutuante.

Autobiografias em Quadrinhos ou Autoficções em Quadrinhos?

As graphic novels atuais estão muito ligadas à autobiografia, ou melhor, à escrita de si, contando histórias que marcaram a vida dos autores e suas relações com essas histórias. Mas chamar um quadrinho de autobiografia é correto, será que não existiria um termo melhor para descrevê-los? Vamos ver a seguir.

Será Mesmo Que Diversidade Não Vende?

No último mês, os executivos de vendas da Marvel Comics acusaram a diversidade dos seus personagens como fator das baixas vendas das suas revistas.Enquanto isso, a DC Comics, com títulos quinzenais dos seus medalhões está dando de lavada na concorrente no quesito vendas. Mas será mesmo que diversidade não vende?

Por Que os Super-Heróis Duram até Hoje Apesar de Tantas Mudanças?

Essa semana nos vimos imersos em discussões sobre a Marvel manter ou não a diversidade dos seus personagens e como isso poderia estar arruinando suas vendas. Muitas mudanças já foram realizadas nas histórias e personagens de quadrinhos, mas a sua essência permaneceu inalterada. Como isso acontece e como isso perpassa gerações? Vamos descobrir a seguir:

Que Quadrinhos Inspiraram a Famigerada Fonte Comic Sans?

Talvez a Comic Sans seja a fonte mais usada e mais odiada do mundo. Ela se tornou exemplo de design mau feito, pois as pessoas achavam a fonte bonitinha e queriam usar em tudo que se aplicasse à sua vida. Mas é inegável que sua inspiração veio dos quadrinhos. Mas, afinal, quais quadrinhos inspiraram a famigerada fonte Comic Sans?