Mês: agosto 2012

Ler Um Quadrinho Está Cada Vez Mais Rápido

Com o passar dos anos, as histórias em quadrinhos tem a tendência de comunicar com uma quantidade cada vez menor de palavras e voltarem-se para a contemplação. Para retratar isso, vamos dar uma passada rápida pela história das histórias em quadrinhos.

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“Gibis?”, por Brian K. Vaughan

Henrietta: “Xi, eu conheço essa cara. Por mais que eu odeie pisar nos seus sonhos, devo lembrar que nosso orçamento atual consiste em meio maço de cigarro e nessas roupas horrendas que a gente carrega no lombo”. Cayce: “Também temos meus roteiros e a sua arte. Do que mais precisamos?”  Henrietta: “Hã, conhecimento sobre essa mídia? Papel também ajudaria, sabe?”  Cayce: “São só palavra e imagens, Henrietta. Esse formato tem todas as vantagens do cinema e nenhum dos empecilhos. É o jeito mais barato de passar nossa perspectiva, sem filtros, e ao maior número possível de pessoas”.  Henrietta: “Perpectiva de quê, exatamente? A mulherada só quer ler romancezinhos bregas que as façam lembrar como as coisas eram mais tranquilas”.  Cayce: “Ah, para, é imbecilidade achar que todas as mulheres querem a mesma coisa. Você está certa no sentido de que nem tudo que a gente faz precisa ter um propósito social, mas também não quer dizer que precisa ser essa anestesia babaca. Nós podemos criar algo novo, algo que desafie nosso público ao mesmo tempo …

5 HQs de Desamor

A Playboy, de Chester Brown Com uma incrível sinceridade, Chester nos conta como foi sua relação com a primeira Playboy que comprou na vida. Depois, sua relação com a publicação ao longo dos anos e como isso influenciou sua vida sexual e afetiva. Mais sobre essa HQ aqui. Pagando por Sexo, de Chester Brown Como uma continuação de A Playboy, agora Chester, desiludido com o amor romântico nos conta suas experiências no mundo da prostituição. Diferente de A Playboy, esta graphic novel é estruturada em um grid de oito quadros por página (em geral). Brown usa de vários argumentos para defender a profissão mais antiga do mundo, desde diálogos com amigos na própria HQ, a um apêndice no final do livro com justificativas tópico a tópico. Bordados, de Marjane Satrapi A premiada autora de Persépolis, traz aos seus leitores um momento de conversas e fofocas de mulheres iranianas ao redor do samovar. Uma a uma vão contando suas desilusões com o amor e o sexo, mostrando como as mulheres podem ser enganadas por seus maridos, …