Todos os posts com a tag: quadrinhos

Splash Pod – S01 E10 – O Fenômeno das Coleções de HQs

Olá mergulhadores e mergulhadoras! Nesse episódio falaremos sobre as coleções de HQs que vêm invadindo as bancas brasileiras. Com capa dura e preço acessível e com lombada que forma desenho, elas vêm angariando um público bem amplo. Falaremos aqui sobre Salvat, Eaglemoss, Panini, Planeta DeAgostini e outras. Fique ligado para a polêmica, nossos pitacos e opiniões! VOCÊ PODE ACESSAR O PODCAST ATRAVÉS DESTE LINK ! TRACKLIST: Abertura (00:00) Coleção Preta da Salvat (01:20) As Diferenças Entre as Salvats e as Paninis (10:30) A Produção e o Mercado de Encadernado (15:00) Panini: A Nova Sony (17:00) O Enxugamento do mercado de Super-Heróis (18:40) Coleção Vermelha da Salvat (20:00) A Extensão da Coleção Preta (27:00) A Coleção DC da Eaglemoss (29:00) As Diferenças Entre DC e Marvel (32:00) Grandes Clássicos DC (36:00) Coleção Histórica Marvel (39:30) Produção, Balonização, Letreiramento e Tradução da Coleção (41:40) Qual destas coleções, Vocês, do Staff Gostam Mais ? (46:00) Erros de Gravação (53:05)   SOUNDTRACK (Lombadas e Lambadas!): Bobby Darin – Splish Splash (00:30) Beto Barbosa – Preta (01:30) Kaoma – Chorando Se Foi (03:00) …

A Colorização da Pele dos Super-Heróis

Muitos artigos por aí falam sobre representações étnicas nos quadrinhos, mas poucos deles falam de como estes personagens são e eram colorizados de acordo com suas etnias. A colorização errônea da pele dos personagens é um pecado que a indústria dos quadrinhos ainda comete quando se trata de representar a variedade racial dos quadrinhos. A seguir, uma breve análise das representações étnicas através das cores nos quadrinhos:

Muitos gibis de super-heróis nas prateleiras da Braz Shop

O Mercado de Quadrinhos Pela Visão das Bancas

Entrevistamos dois donos de bancas (as bancas que costumo ir, claro) para nos contar um pouco sobre a visão do mercado de quadrinhos por parte de quem vende esse material todos os dias. O mercado de quadrinho está maior ou menor? Variedade também é sinônimo de aumento de vendas? Vamos falar sobre isso e mais um pouco.

SplashPod – S01 E05 – SEXO! SEXO! SEXO nos Quadrinhos!

Olá mergulhadores ! Mais uma vez, mergulhamos profundamente (ui!) nos quadrinhos para discutir algo melhor que os próprios: sexo ! Nesse episódio, discutimos episódios de sexo nos quadrinhos, sejam eles eróticos, pornôs, de ação ou qualquer outro estilo ! Dudu Bandeira, Guilherme Smee, Fabiomesmo e Santiago Castro, acompanhados dos convidados especiais Annie O’Reilly, J.R. Weingartner Jr., e Mario Cesar Oliveira (http://www.masquemario.net/), comentam sexo nas hqs, em momentos marcantes ou não, bem construídos ou gratuitos, sempre com intervenções precisas do saudoso Alborghetti. (00:00:26) Abertura/Apresentação; (00:02:50) Monstro do Pântano de Moore e o pansexualismo na DC comics; (00:04:47) Outras obras sexuais de Alan Moore (e são muitas); (00:09:15) A sedução dos inocentes/Fredric Wertham; (00:15:42) Sexualidade e violência nos quadrinhos nos anos 80 e 90 – erros mais comuns; (00:19:00) Tina, Porra, Maurício e a Mulher-Hulk do Byrne; (00:25:26) Musas e cenas históricas de sexo (ou afins) nos quadrinhos: Hank Pym e Vespa/Angela e Spawn/ Superman e Big Barda/Kitty Pride e Colossus e outros; (00:40:14) Garth Ennis e suas HQs sexualmente polêmicas (sim, The Boys e Crossed); (00:51:18) …

Dia do Quadrinho Nacional – 30 de Janeiro – Depoimentos (Parte II)

“Fazer quadrinhos no Brasil é, antes de tudo, um trabalho para guerreiros. É uma das apostas mais incertas no campo das artes, pois se tudo ficar ruim para um músico, ele vai para a rua tocar e tira seu trocado, fazer música. Se tudo der errado para um quadrinista, ele vai mudar de emprego em outra área. Quadrinhos é o hobby da arte, que também é considerada hobby. Quadrinhos é o hobby do hobby. E tem gente que não desiste, faz quadrinhos vai às feiras, vendem sem trabalho, tira seu sustento ou, no mínimo, complementa a sua renda. Fazer quadrinhos no Brasil é esboçar um futuro promissor. Se o esboço já está interessante, espera só quando mandarmos ver na tinta.” Estevão Ribeiro, editor da Aquário Editorial, autor da tirinha Os Passarinhos, dos álbuns Pequenos Heróis e Futuros Heróis e muitos outros quadrinhos. “Os quadrinhos no mundo todo passam por um momento de qualidade como nunca visto antes. E dentro desse mundaréu de coisas surgindo é importantíssimo desenvolvermos o nosso jeito de fazer, o nosso jeito …

SplashPod – S01 E02 – Crossover: Capa Dura x Capa Mole (Brochura)

Neste segundo SplashPod apresentamos o crossover Capa Dura x Capa Mole, com a participação especial de Daniel HDR, Émerson Vasconcelos, Punch Comics e o Vinícius, do 2quadrinhos! Confere a set list: (00:00) Intro Batman (01:07) Acabamento Gráfico (07:56) Coleções Estilo Salvat (15:05) Quadrinhos Ostentação (18:35) Os Movimentos do Mercado (21:00) Daniel HDR (23:53) Qual você prefere? (33:25) O Trabalho Editorial: O case de Sandman da Conrad (35:50) Os Tipos de Papel (37:42) Os Paralelos com o Mercado Japonês (38:50) Émerson Vasconcelos (40:00) Os Encalhernados e os TPBs (43:45) Encadernadores Caseiros Anônimos (48:45) Punch Comics (50:44) Vinicius 2 quadrinhos (51:50) ISSN e ISBN (56:54) ByeBye SplashPod – S01 E02 – Crossover: Capa Dura x Capa Mole (Brochura). MÚSICAS (Anos 50 e 60): (00:36) Bobby Darin – Splish Splash (02:44) Ray Charles – Get Rythm (07:56) Herman Hermits – Into Something Good (20:41) Lesley Gore – It’s My Party (39:57) The Marcels – Blue Moon (56:54) The Beatles – Hello Good Bye CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO PARA BAIXAR O PODCAST!!!

Quadrinhos e palavras cruzadas: uma aproximação

Palavras cruzadas e quadrinhos: uma aproximação

Talvez as coisas eu mais se compre nas bancas hoje em dia seja isso mesmo: palavras cruzadas e quadrinhos. Ok, e cigarros, balinhas, cafezinhos e os famosos jornais populares de cinquenta centavos com “junte e ganhe”. Mas vamos às palavras cruzadas e quadrinhos: elas são duas formas de participação do leitor. Enquanto a primeira joga com as palavras fazendo das letras, imagens, a segunda já trabalha com as imagens propriamente ditas e o discurso que faz o leitor ir além nas páginas da revista para completar o joguinho. Vamos ver mais semelhanças entre as palavras cruzadas e os quadrinhos? TREINAR O CÉREBRO: Muito já se falou de ativar os dois hemisférios do cérebro, o esquerdo, do raciocínio, onde nós encontramos as letras e o direito, da criatividade, onde são processadas as imagens. Utilizando os dois lados do cérebro, tanto nas palavras cruzadas quanto nos quadrinhos, mantemos ele ativo e produtivo por mais tempo em nossa vida. Ficamos mais criativos e nosso raciocínio funciona mais rápido, de forma que nossos neurônios envelhecem mais lentamente; SEQUÊNCIAS DE …

A Popozuda passa uma mensagem, sim!

Quadrinho nacional: um mercado de nicho ou um mercado popular?

Estava discutindo isso com um amigo no facebook. Os quadrinhos brasileiros devem seguir seu próprio caminho ou devem seguir as fórmulas de outros mercados como o americano e japonês para se tornarem populares? Vemos que desde 2010 os quadrinhos brasileiros têm amadurecido. Têm se tornado diversos e oferecem várias alternativas para quem quer conhecê-lo. Até existem super-heróis brasileiros, embora ninguém seja capaz de citar um de destaque. Nossa discussão começou com isso: super-heróis brasileiros. Não acho que esse estilo de história se popularize ou se dê bem no Brasil, pelo motivo de que super-heróis são um produto da cultura americana. Ninguém vê super-heróis franceses, polinésios ou argentinos. Ano passado um coletivo de quadrinistas brasileiros colocou no ar uma campanha no catarse para empenhar um álbum de crossover de super-heróis brasileiros chamado: A Ordem. Super-heróis se originam de tempos de dificuldades, como a grande depressão no anos 30 nos Estados Unidos ou a Segunda Guerra Mundial. Como falei nesse link sobre a intrínseca relação entre super-heróis e guerras. Ao mesmo tempo, no Brasil não existem guerras …

Batmirim um novo leitor!

Definições de Felicidade para um Colecionador de Quadrinhos

Pode ser fácil ou pode ser difícil fazer um fã de quadrinhos feliz. Mas vamos concluir que é b em fácil, na verdade, basta entender seu coraçãozinho quadriculado. Listei 10 coisas que fazem um fanático de quadrinhos feliz: REVISTA NOVA NAS BANCAS: Ah, que beleza ver aquele exemplar que você tanto queria ali nas bancas, primeiro você folheia na banca, depois folheia em casa e por fim, vai ler. CHEIRAR REVISTA: Sim, ler quadrinhos é um vício e nada melhor do que cheirar a revista e sentir o odor da tinta e do papel, da cola e tudo mais que deixou o seu gibi do jeito que está. COMPARTILHAR UMA DESCOBERTA: Eu li uma HQ do carvalho e agora quero mostrar para o povo como ela é boa, ter a gratidão das pessoas por fazê-las entrar no mundo de uma revista também é legal. ASSISTIR UM FILME BASEADO EM QUADRINHOS: Se gostamos do filme ou não, isso é o de menos, o legal é toda aquele suspense antes do filme sair e das especulações com …

Série Jonah Hex, de Justin Gray, Jimmy Palmiotti e Diversos Artistas

Os Melhores Quadrinhos de Super-Heróis que Li em 2014

Primeiramente, Feliz Natal! Dingou béu, dingou béu, acabou papel! Não acabou não! Tem muito quadrinho bom pra ler e eu vou estar aqui pra dar umas dicas! Então vamos lá, os quadrinhos nessa seção são só da Marvel e DC Comics, ok?! Então tá! Valendo! Antes de Watchmen: Minutemen, de Darwyn Cooke Ano passado a Panini publicou a iniciativa Antes de Watchmen no Brasil. Mas a Panini que é Panini não cumpre seus prazos e tudo chega no mês seguinte do calculado. Ou seja, esse Antes de Watchmen chegou a mim em 2014, não que isso importe para essa lista. Você pode conferir uma resenha completa dessa edição aqui. E da iniciativa toda de Antes de Watchmen neste link. Foi uma inciativa polêmica que não teve o apoio de seu criador Alan Moore, mas que em geral trouxe histórias muito boas para os leitores. Claro, houveram tropeços, mas essa edição dos Minutemen é um digno exemplar das melhores coisas que essa iniciativa poderia trazer. Batman: O Retorno de Bruce Wayne, de Grant Morrison e Vários …

Os Melhores Quadrinhos Brasileiros que Li em 2014

Aos Cuidados de Rafaela, de Marcelo Saravá e Marco Oliveira Quando escrevi a resenha sobre Aos Cuidados de Rafaela disse que seria uma das melhores HQs brasileiras do ano e realmente se manteve assim. Não pelo clima Nelson Rodrigues que a HQs traz, mas pra mim ficou parecendo mais uma HQ sobre uma sociopata ao estilo Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock e tantos outros filmes do mestre do suspense. Na verdade a HQ revela a sordidez da alma humana e como as pessoas podem ser interesseiras até as últimas consequências, envolvendo-as numa turbulenta sequência de dominós interpessoais que podem ser derrubados a qualquer estalo.   A Vida de Jonas, de Magno Costa A história de um alcoólatra tentando se recuperar. Até aí tudo bem, mas o que um dos novos gêmeos revelação da cena quadrinística brasileira faz é usar fantoches. Isso aí: fantoches para contar quadrinhos. Não são fotos, mas parece que todos os personagens saíram ou da Vila Sésamo, ou do filme dos Muppets, ou da Exposição de 20 anos do Castelo Rá-Tim-Bum. Isso …

Páginas 36 e 37 da HQ A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito.

Entrevista com Christopher Kastensmidt, autor de A Bandeira do Elefante e da Arara

Saci-Pererê, Boitatá, figuras lendárias do folclore brasileiro ganhando um lugar nos quadrinhos de hoje. Para além das aparições em Pererê, do Ziraldo ou das páginas de Chico Bento, de Mauricio de Sousa, esses personagens tomam uma dimensão fantástica e aventuresca nas páginas de A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito, de Christopher Kastensmidt, Carolina Mylius e Ursula Dorada, lançada nesse final do ano pela Editora Devir. Com prefácio do autor de ficção científica Roberto Causo e vários extras mostrando o processo de criação da história em quadrinhos, a obra foi viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura do Governo Federal do Brasil, e patrocinada pelo Banco De Lage Landen. “O projeto faz parte do mundo ficcional de A Bandeira do Elefante e da Arara, com planos para lançamentos futuros de romance, jogo de tabuleiro, RPG de mesa, game, audiovisual e outros”, comenta Christopher Kastensmidt, que carrega em seu currículo a publicação de diversos contos, poemas, games, artigos e livros didáticos. “A Bandeira do Elefante e da Arara é um hino …

Faça boa arte!

“Faça boa arte”, de Neil Gaiman

Ter recebido em casa um livro com o discurso memorável do Neil Gaiman, num período de cobranças e imposições não poderia ter vindo em melhor hora, para voltar a ter autoconfiança no que eu faço. Se você também anda desiludido com o seu trabalho e se achando um inútil porque não ganha dinheiro suficiente, dêem uma lida, ouvida ou olhada no discurso a seguir e renove sua autoestima, porque as pessoas e o mundo não dão trégua. Quem tem que saber o que é melhor é você mesmo, sem pessoas que te botem pra baixo. Obrigado, Samir Machado de Machado. A tradução abaixo é de Juliana Fajardini. Eu nunca realmente esperei me encontrar dando conselhos para pessoas se graduando em um estabelecimento de ensino superior. Eu nunca me graduei em um desses estabelecimentos. E nunca nem comecei um. Eu escapei da escola assim que pude, quando a perspectiva de mais quatro anos de aprendizados forçados antes que eu pudesse me tornar o escritor que desejava ser era sufocante. Eu saí para o mundo, eu escrevi, …

Chris Ware e Building Stories: uma mídia dentro da mesma mídia ad abismum

A Era dos Quadrinhos de Forma

Estamos vivendo uma era em que os quadrinhos precisam se fortalecer em seu suporte mais antigo: o papel. A concorrência está aí. São os webcomics, os motioncomics, os quadrinhos em app, os quadrinhos em PDF e digitais pirateados. Mas o papel continua forte. A razão é que, por mais arcaico que seja, a leitura em papel permite uma experiência única no caso dos quadrinhos. Através dele, o conhecimento está nas mãos do leitor, que controla o ritmo da história e da leitura. Hoje muitos quadrinhos brincam com a forma como são produzidos, seja no layout de página, seja no design gráfico, nas onomatopeias, enfim, os quadrinhos de hoje abusam dos recursos gráficos para tornar essa mídia plena. Mas como foi que chegamos a esse patamar? Vou explicar em alguns itens. INFLUÊNCIA DAS GRAPHIC NOVELS Na metade da primeira década do século XXI, as graphic novels começaram a se proliferar nos EUA e no Brasil da mesma forma que os álbuns fazem na Europa. Porém, a diferença é que as graphic novels vindas dos Estados Unidos …

O negócio tá MAUS pra eles...

Por que ler os (quadrinhos) clássicos?

Muitos se perguntam por que quadrinhos um leitor iniciante da mídia deveria começar. É verdade que existem inúmeros “cânones” dos quadrinhos como Little Nemo in Slumberland, Terry e os Piratas, Os Sobrinhos do Capitão, Popeye, Mandrake e até certas obras dos quadrinhos de super-heróis. Mas o que são os clássicos dos quadrinhos? Na literatura podemos contar com a Odisséia, as Metamorfoses de Ovídio, a Divina Comédia, e até a Bíblia como livros clássicos. Mas e os “clássicos dos nossos tempos”, onde se encaixam? Para isso invoco o livro Por que ler os clássicos, de Ítalo Calvino, para tentar nos fazer compreender essa clássica bagunça. No livro de Calvino, antes de definir clássicos, ele busca definir o que é um clássico e faz isso através de 14 itens, os quais vou tentar transportar para o âmbito da nona arte, as nossas tão queridas histórias em quadrinhos. Vamos lá, então. Apertem seus cintos e a qualquer caso de despressurização, máscaras de personagens de quadrinhos cairão automaticamente na sua cabeça. As setas laterais você pode utilizar para fugir …

Federico Fellini fala sobre os Quadrinhos

“Histórias em Quadrinhos são a fantasmagórica fascinação daquelas pessoas de papel, paralisados no tempo, marionetes sem cordões, imóveis, incapazes de serem transpostas para os filmes, cujo encanto está no ritmo e dinamismo. É um meio radicalmente diferente de agradar os olhos, um modo único de expressão. O mundo dos quadrinhos pode, em sua generosidade, emprestar roteiros, personagens e histórias para o cinema, mas não seu inexprimível poder secreto de sugestão que reside na permanência e inabilidade de uma borboleta num alfinete”. “(…) Descobri, assim, com um sentimento de admiração, que, por trás de uma história em quadrinhos, sempre aparecendo regularmente nas bancas, há uma formidável organização eficientíssima e tecnicamente preparada. Como sabemos, nós do cinema pertencemos a uma casta; e os desenhistas, os roteiristas, os coloristas, e os letristas, capazes de preencher o balão com diálogos escritos em uma límpida letra de forma, fazem parte de uma casta de artistas e de artesãos que fascina e faz felizes milhões de leitores de todas as idades. Exatamente como nós do cinema estamos convencidos de fazermos o …

Por que as HQs (e livros) são tão caros? Ou, “sabe de nada, inocente”!

Seguidamente vejo reclamações sobre o preço de publicações na internet. Porém, acho que, ao fazer isso, as pessoas não sabem que desestimulam as compras de outros. Ao mesmo tempo lhes falta um pouco de contexto para entender os valores que envolvem a produção de uma publicação. Ler scans e não comprar o quadrinho impresso, mesmo ele sendo sensacional, também auxilia na contração do mercado. Outro fator que deixa o mercado de quadrinhos impenetrável é a velha arrogância dos fãs antigos que sempre pensam saber muito mais que os novatos. Sempre haverá um velhaco mais velho e um novato mais verde. Inspirado pelo artigo de Paulo Cecconi no Pipoca & Nanquim, resolvi escrever aqui um pouco sobre o que leva uma HQ a ser cara, utilizando uma liçãozinha básica de Marketing, os 4 P’s de Phillip Kotler: Produto Para se fazer um produto que encha os olhos, é preciso um bom acabamento gráfico. Esta talvez seja a parte mais cara do processo. Quanto mais frufrus ele tiver, mais caro vai ser. Capa dura, papel couchê, verniz …

Quadrinhos são como música para nossos ouvidos

“Os quadrinhos são o rock’n’roll da literatura, porque não dão necessariamente a eles aquele certo peso de respeito, mas são essa fascinante e empolgante mídia híbrida. Rock’n’roll não é exatamente um coisa só. Combina rockabilly, jazz, gospel – todos estes – e é copiado de si mesmo toda hora, tornando-o chato e azedo, mas toda vez que toma algo de fora de seu campo, e a absorve naquilo que está sendo feito, torna-se algo inerente e vital. Eu vejo a narrativa nos quadrinhos da mesma maneira. Quando as pessoas estão copiando algo de alguma coisa preexistente e tentando parecer com isso, não é interessante para mim, mas quando alguém está utilizando aquele formato que já está lá e se posicionando nos ombros de gigantes que já estiveram lá, mas adicionando algo novo, está dando o próximo passo e adicionando um novo e interessante vocabulário para o meio. É essa a maneira que me empolga”. – David Mack, em entrevista para Christopher Irving em Leaping Tall Buildings. “Para mim, Kirby num sentido visual é como a …

Conversas em Balões: Fabiano “Oggh” Denardin

Estreando uma nova seção no blog. A “Conversas em Balões”, para saber um pouco mais sobre o pessoal que trabalha com quadrinhos aqui no Brasil. Pra começar, uma saraivada de questões para o Fabiano “Oggh” Denardin, editor-sênior da Vertigo/Panini e um dos criadores do site de webcomics OutrosQuadrinhos. Aí vão elas: O mundo das HQs Gibi, HQ, revistinha, comics, graphic novel: como você se refere à nona arte? Depende do dia. Dos citados só não uso revistinha (a não ser pra ferir alguém em uma discussão) e não tenho o hábito de usar graphic novel. Qual a melhor coisa dos quadrinhos? O tempo. A primeira história em quadrinhos que lembra ter lido: Muito provavelmente Donald, tinha várias HQs Disney. Mas também pode ter sido Mônica. Não consigo lembrar da primeira que li. Sua HQ preferida de todos os tempos da infância: A HQ do povo da cabeça quadrada, de Carl Barks. Sua HQ preferida de todos os tempos da última semana: Estou relendo Calvin and Hobbes e lendo Peanuts ❤ 3 Roteiristas de Quadrinhos: Só …