Discutindo as Críticas de Martin Scorsese ao Marvel Studios

Quando a estreia de um filme do universo dos super-heróis se aproxima, ela sempre vem recheada de polêmica. A grande parte das declarações são que ou o filme vai dar errado ou ainda, que não pode nem ser considerado um filme. Foi o caso da declaração do renomado diretor Martin Scorsese durante o período de estréia do filme Coringa (2019), dizendo que os filmes da Marvel se assemelham mais a parques de diversões do que a filmes, e que não podem ser considerados assim. Já a atriz da série Friends, Jennifer Aniston, declarou que praticamente não existem outros filmes em Hollywood além dos filmes da Marvel. Se levarmos o sofisma dessas duas declarações, o cinema, a partir dos filmes de super-heróis deixou de existir. Sabemos que essas declarações têm um fundo de verdade, mas será que Scorsese precisa atacar os filmes de super-heróis? Venha discutir esse assunto conosco! 

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Conheça o Super-Herói Brasileiro Baseado em Roberto Carlos e na Turma de Riverdale

Eram os anos 1960, e o rock and roll estava fervilhando em todos os inferninhos ao redor do Brasil. Era uma brasa, mora? Todos os brotinhos e os galãs estavam requebrando o esqueleto nesse iê-iê-iê. Era a onda da Jovem Guarda, em que muitos dos artistas brasileiros queriam de verdade serem os ídolos do rock dos Estados Unidos. Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Waldirene, Martinha, The Fevers, Renato e Seus Blue Caps foram alguns dos mais influentes músicos brasileiros que representaram essa onda. Nesse ínterim, era óbvio que essa influência reverberasse nos quadrinhos. Roberto Carlos chegou até a ter uma revista, mas o ápice dessa influência foi o super-herói Golden Guitar. Vamos falar mais dele a seguir. 

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Audace: O Selo Adulto da Sergio Bonelli Editore

Se a DC Comics teve a Vertigo e a Marvel teve a Marvel MAX, a Sergio Bonelli Editore, casa dos fumetti mais queridos do mundo, tem a Audace. Esse é o selo de quadrinhos adultos da editora de Tex e companhia, que oferece histórias mas maduras, com um conteúdo com temáticas que são mais perversas e eróticas do que a editora costuma oferecer geralmente. A novidade para nós brasileiros é que este selo está aportando no Brasil, através da Panini Comics, nos títulos Deadwood Dick e Mister No: Revolução. Vamos falar mais sobre esse selo e sobre o que esperar de seus títulos neste post.

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Ramona Fradon: Importante Presença Feminina nos Quadrinhos da Era de Prata

A Era de Prata é lembrada como aquela época em que as histórias dos super-heróis assumiram suas formas mais bizarras. Isso porque existia o Código de Ética do Quadrinhos que censurava diversos aspectos das histórias de quadrinhos que hoje em dia estão liberadas. Pense bem: lobisomens, vampiros e mortos-vivos não poderia aparecer, personagens femininas eram desencorajadas para serem usadas pelos criadores, sexo e violência então, nem pensar. Imaginem então como devia ser uma mulher criadora de quadrinhos em tempos como estes. Uma das poucas que se destacava naquela época foi Ramona Fradon, que desenhou diversas histórias de heróis da Era de Prata. Você vai conhecer um pouco mais sobre ela neste post. 

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O Machismo e as Histórias da Batwoman dos anos 1950

Nos dias de hoje muito se fala sobre Kate Kane, a Batwoman como um epítome da lebianidade nos quadrinhos. Mas antes dela, havia nas histórias em quadrinhos Kathy Kane, a Batwoman dos anos 1950, que foi criada como uma compensação para o sentimento de homossexualidade latente entre Batman e Robin, destacado pelo psiquiatra Fredric Wertham em seu livro Sedução dos Inocentes. A personagem foi abordada nas histórias de Grant Morrison num retcon, mas havia sucumbido muitos anos antes no final da década de 1970. Batwoman foi um fruto de seus tempos, usando uma cartilha de atuações para lá de machista em todos os caminhos que suas histórias tomavam. Neste post vamos falar sobre as consequências do Código dos Quadrinhos nas histórias de Batman e Robin a partir da inserção da Batwoman, Kathy Kane.

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Melhores e Piores Leituras de Agosto de 2019

Temos quase quarenta, isso mesmo 40, mini resenhas fresquinhas e frescalhonas para você ler agora aqui no Splash Pages. Dizem que agosto é o mês do desgosto e isso pode até lá ser verdade, já que quase dez dessas leituras estão entre as piores do mês. Algumas ficaram num ponto limbo intermediário e foram parar nas melhores porque né, o copo tá quase sempre meio cheio. E tá quase sempre meio cheio porque se não tiver, como levar a vida com ele meio vazio? Não dá, né? Então encham o seu copo de cerveja, hidromel, Pepsi ou guaraná, suco de laranja, leitinho com nescau de bolinha ou o que você quiser e venha acompanhar essas nossas resenhazinhas! Continuar lendo “Melhores e Piores Leituras de Agosto de 2019”

O Thor Gordo: Por um Thor Mais Humano e Menos Divino

O Thor Gordo se tornou um verbete da enciclopédia eletrônica “urban dictionary” e do site “know your meme”. Depois de o encerramento da quadrilogia dos Vingadores terem levado milhares de pessoas aos cinemas e se tornado a maior bilheteria da história, não é de se espantar que as pessoas tenham se fantasiado de Thor Gordo para irem em festas de fantasia. Afinal, o Thor Gordo está bem mais próximo dos corpos reais dos homens do que o corpo de um Chris Hemsworth (deus me livre, mas quem me dera!). Vamos falar um pouco sobre essa mudança radical no Thor que aconteceu antes do Thor Gordo e como essa pançona acabou modificando o personagem para melhor. Pelo menos nos cinemas.  Continuar lendo “O Thor Gordo: Por um Thor Mais Humano e Menos Divino”

“Santa Sexualidade! Batman e Robin Me Tornaram Gay”, por Steve Berry

A oitava edição da revista underground de quadrinhos Gay Comix, assim como a nona edição, eram temáticas de super-heróis (gays, é claro!). Para o editorial, o leitor Steve Berry falou sobre sua relação especial com os personagens Batman e Robin e como eles despertaram a sua (homo)sexualidade. O relato de Berry é muito mais afetivo e carismático do que os apelos feitos pelo psiquiatra Fredric Wertham. Neste post, além de trazer na íntegra e traduzido o texto de Berry, vamos apresentar algumas teorias de porque os gays acabam criando casais gays onde eles não existem, principalmente na mídia de quadrinhos. Por isso, peço encarecidamente, NÃO COMENTE COM HATE, e leia pelo menos todo o post antes de comentar algum disparate. Agradecemos a preferência! Continuar lendo ““Santa Sexualidade! Batman e Robin Me Tornaram Gay”, por Steve Berry”

As Mais Interessantes Mulheres-Gato do Live Action

A personagem Mulher-Gato sempre foi um símbolo sexual para os homens e mulheres que a admiram. Ela já foi encarnada por muitas atrizes no audiovisual, seja nas animações com as dublagens, seja em seriados e filmes para o cinema. Neste post fizemos um ranking das mulheres que interpretaram a personagem Mulher-Gato nos cinemas e nas séries. Começando pela menos interessante e indo até a mais multifacetada. Sim, esse é um ranking de mais e de menos! Ahá! Pensou que nunca teríamos um destes por aqui? Estava muito enganado! E teremos até um bônus track! Vamos às nossas gatas-mulheres. Continuar lendo “As Mais Interessantes Mulheres-Gato do Live Action”

Super-Gay: A Revista com Super-Heróis Homossexuais da Grafipar

Conforme prometemos, hoje vamos falar de uma polêmica produção da Editora Grafipar, de Curitiba, feita nos anos 1980. Hoje vamos falar de Super-Gay número um, uma revista que misturava paródias de super-heróis e… hum… homossexualidade. Mas como será que essa homossexualidade destes super-heróis era evidenciada nas histórias da revista? Contra quem nossos supers gays lutavam? E as lésbicas, como apareciam? Pessoas trans, havia? Quem eram os protagonistas? Quem produziu essa revista? E porque uma revista que, segundo os editores, estava fadada ao sucesso teve de interromper sua publicação no seu primeiro número? Você irá saber tudo isso neste post.  Continuar lendo “Super-Gay: A Revista com Super-Heróis Homossexuais da Grafipar”

O Camp no Seriado do Batman: Afetação e Homossexualidade

Sabemos que a série do Batman de 1966 ajudou a ampliar o mito de que o personagem tinha relações homossexuais com Robin, mas de que forma esse tipo de interpretação era adquirida pelos telespectadores? Isso pode ser explicado com um estética que esteve em voga naquela época e que foi batizada de camp. O camp, o exagero nos adereços, adornos, vozes e gestuais, foi imediatamente associada à comunidade ao estilo e modo de vida homossexual. A maneira como Adam West e Burt Ward interpretavam seus alter-egos super-heróicos, com muita afetação e pavoneamento, fez com que a mítica ao redor da (homo)sexualidade de Batman e Robin fosse ampliada. Neste post vamos falar mais sobre o camp e como ele “afetou” o seriado e a percepção do homem-morcego pelo público que não consome quadrinhos. Continuar lendo “O Camp no Seriado do Batman: Afetação e Homossexualidade”

Quem São os D’Bari, os Alienígenas do Filme X-Men: A Fênix Negra?

Depois de muito tempo de especulação, finalmente, ao sair o filme de X-Men: A Fênix Negra, os espectadores puderam ficar sabendo quem é a personagem da atriz Jessica Chastain na película. Ela é Kun, líder da raça transmorfa e poderosa dos D’Bari. Claro, os D’Bari já haviam aparecido nos quadrinhos e possuem uma estreita ligação com a Saga da Fênix Negra nos quadrinhos. Neste post nós vamos falar mais sobre essa raça e sua influência no filme em que Jean Grey, interpretada por Sophie Turner, é a protagonista. Então se não quiser spoilers do filme não venha ver, mas se você já viu a película, está liberado para a leitura! Continuar lendo “Quem São os D’Bari, os Alienígenas do Filme X-Men: A Fênix Negra?”

Melhores e Piores Leituras de Maio de 2019

Maio foi um mês intenso. Quase não consegui parar para escrever nada no blog porque precisava entregar um quadrinho todo desenhado por mim, mas entre mortos e feridos salvaram-se todos. E o que salvou os acessos do blog foi a bunda do Lúcifer, ou melhor do Tom Ellis, que incrementou os números aqui. Isso que eu chamo de “Save As”. Este mês de maio, entretanto, teve inúmeras leituras, de europeus a mangás, de super-heróis a quadrinhos alternativos, de independentes a hipercomercializados. Então prepare seu mouse para clicar no post e acompanhar toda essa jornada de leituras e minirresenha que vêm aí! Sigam-me os bons! Continuar lendo “Melhores e Piores Leituras de Maio de 2019”

Melhores e Piores Leituras de Abril de 2019

Mergulhadores! Este mês continuamos com o compromisso de trazer o maior números de minirresenhas sobre quadrinhos que conseguimos fazer. Este mês foram 50 publicações resenhadas, entre livros teóricos sobre quadrinhos, gibis de super-heróis, material importado, mangás, quadrinhos independentes, autobiografias, quadrinhos europeus e muito mais. Dê uma rolada na tela do nosso post e pare para ler as resenhas dos quadrinhos que você sempre quis saber como eram ou se deveria ou não comprar. Temos uma lista de melhores e, ao final, de piores leituras do mês. Quem gosta de quadrinhos não pode ficar de fora! Continuar lendo “Melhores e Piores Leituras de Abril de 2019”

Vingadores: Ultimato. A Manopla do Infinito Realmente Existe?

O filme Vingadores: Ultimato é, sem sombra de dúvidas um fenômeno mundial. Universal. Multiversal. É impossível passar pelas ruas sem ver (e ouvir) pessoas comentando sobre o filme ou sobre o principal vilão da película: o titã louco, Thanos. Este ser conseguiu reunir todas as joias do infinito em uma manopla, com a qual pode extinguir metade do universo com um simples estalar de dedos. Mas, e se a Manopla do Infinito realmente existisse? O que você faria? Encontramos um antigo artefato que pode ter inspirado essa arma cósmica do universo Marvel. Venha com a gente e você vai saber do que se trata e mais algumas informações interessante sobre manoplas e sua simbologia! Continuar lendo “Vingadores: Ultimato. A Manopla do Infinito Realmente Existe?”

Tudo Que Você Queria Saber Sobre a Vagina, Mas tinha Vergonha de Perguntar (ou de Explorar)

Ano passado a Companhia das Letras lançou o quadrinho “A Origem do Mundo: Uma História Cultural da Vagina ou A Vulva versus o Patriarcado”, da autora sueca Liv Strömquist, aderindo à onda (muito bem sucedida) de livros feministas, sejam eles em quadrinhos ou não. Neste quadrinho, a autora tenta apresentar as últimas descobertas sobre esse “misterioso” órgão sexual feminino e porquê se sabe tão pouco sobre ele na cultura popular. Ela fala sem rodeios sobre masturbação feminina, menstruação, ejaculação feminina, sobre o clitóris e sobre como a sociedade inibiu a evolução da sexualidade (principalmente a feminina) por muitos séculos. Convido vocês a lerem mais sobre este quadrinho e conhecerem mais sobre a vagina, esta desconhecida. Continuar lendo “Tudo Que Você Queria Saber Sobre a Vagina, Mas tinha Vergonha de Perguntar (ou de Explorar)”

Melhores e Piores Leituras de Março de 2019

Batemos mais um recorde! Um recorde próprio, claro! Mas se no mês passado tivemos cinquenta quadrinhos e/ou livros sobre quadrinhos resenhados, este mês nós temos 52 quadrinhos! Isso mesmo OS NOVOS 52!!! A DC Comics e o Dan DiDio curtiram muito isso, mas principalmente esse número cabalístico que apresentamos para vocês! Que coisa… Mas nem tudo são Novos Deuses neste mundo… Também temos Apokolips… Então temos uma boa dose de leituras ruins e radioativas para você evitar a todo custo. Ligue suas caixas maternas e vamos nos transportar para esse mundo das mini resenhas! Continuar lendo “Melhores e Piores Leituras de Março de 2019”

Como a Mulher-Gato Serve Como Atenuante Para a Homoafetividade Entre Batman e Robin

O mito da homossexualidade latente ou revelada entre Batman e Robin é bastante difundida, seja na cultura aqui do Brasil ou mesmo em seu local de criação, os Estados Unidos. Contudo, essa relação nunca foi demonstrada nos cânones das revistas em quadrinhos. Mesmo assim, a DC Comics, editora de posse dos personagens já empreendeu diversas tentativas de livrar os personagens deste estigma. A última delas, foi a inserção de uma versão lésbica do Batman, a Batwoman. Ou seja, o Batman gosta de mulheres, mesmo quando é uma mulher. Outro fator importante de uma deshomoerotização do relacionamento entre a dupla dinâmica foi a sexualização cada vez mais acentuada da Mulher-Gato que, nas histórias recentes de Batman chegou a ser pedida em casamento pelo Homem-Morcego. Vamos falar mais sobre que papel a Mulher-Gato tem nessa tentativa de desmistificar um possível relacionamento homossexual entre Batman e Robin. Continuar lendo “Como a Mulher-Gato Serve Como Atenuante Para a Homoafetividade Entre Batman e Robin”