Todos os posts com a tag: negros

Será Mesmo Que Diversidade Não Vende?

No último mês, os executivos de vendas da Marvel Comics acusaram a diversidade dos seus personagens como fator das baixas vendas das suas revistas.Enquanto isso, a DC Comics, com títulos quinzenais dos seus medalhões está dando de lavada na concorrente no quesito vendas. Mas será mesmo que diversidade não vende?

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A Sua Zona de Conforto e o Legado da Diversidade

Já falamos muitas vezes aqui de como as revistas em quadrinhos de super-heróis por um lado exigem personagem imutáveis e, por outro, faz com que eles acompanhem as transformações da sociedade. Também falamos da característica infinita das narrativas de super-heróis – elas nunca acabam, estão sempre contando mais e mais histórias desses personagens. Já falamos ainda da importância da diversidade nos quadrinhos. Hoje vamos falar sobre essa dicotomia entre imutabilidade x transitoriedade.

O Poder dos Quadrinhos e as Mudanças da Sociedade

Os quadrinhos de super-heróis mudam incessantemente. Essa é a maneira que eles se utilizam para manter personagens datados sempre fresquinhos. Dessa forma eles também renovam e atraem novos públicos de acordo com sua necessidade de histórias. Venha saber um pouco mais sobre isso.

10 Roteiristas e Desenhistas Negros dos Quadrinhos

Quadrinhos podem ser paradoxais para criadores negros. Afinal, quando você lê um quadrinho, não sabe que cara tem a pessoa que fez ele. E isso pode ser bom ou ruim. Se por um lado atenua os preconceitos, por outro, invisibiliza o trabalho de uma etnia. Entretanto separei aqui uma lista com dez criadores negros de quadrinhos e mais duas autoras bônus. Sigam-me os bons!

MAIS 15 Super-Heróis Negros Importantes dos Comics

Olá mergulhadores! Hoje é dia da Consciência Negra! A data de hoje faz referência à morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, um dos maiores centros de resistência negra contra a escravidão no Brasil. E se Zumbi foi um herói, nada melhor do que comemorar sua existência do que com uma lista de super-heróis da etnia negra, não é mesmo? Vem dar uma olhada neles!

Quadrinhos com Minorias: Representatividade ou Modinha?

A ficção sempre foi o caminho mais fácil pelo qual a sociedade discutiu ideias e conceitos complicados demais para serem simplesmente expostos em uma conversa qualquer. Ainda que arriscando receberem rótulos de hereges, loucos, depravados, artistas de renome (ou não) sempre exploraram mundos fictícios para tentar colocar em pauta tabus que necessitam serem explorados com olhares mais atentos.

Spirit de Porko!

A Questão dos Estereótipos nos Quadrinhos, por Will Eisner

Ébano Branco era o parceiro de aventuras, ou melhor, o taxista do Spirit, maior criação de Will Eisner. O problema era que a caracterização de Ébano enquanto pertencente à núbia raça deixava muito à desejar. Era um estereótipo dos mais horríveis: dentões, parecendo um macaca, cartunesco, enquanto o Spirit era um esbelto e atlético caucasiano. Veja o que Eisner tem a dizer sobre sua criação.

Ícone, Audaz, Superchoque e Hardware.

Black Force: Os Heróis Negros da Milestone/DC Comics

A intenção era tentar expressar uma sensibilidade afro-americana em uma indústria cheia de branco, mesmo aqueles bem-intencionados. Em 1992 foi criada a Milestone, uma empresa de quadrinhos com donos afro-americanos, no anos seguinte, através de um acordo, esses quadrinhos foram impressos e distribuídos pela DC Comics.

A Colorização da Pele dos Super-Heróis

Muitos artigos por aí falam sobre representações étnicas nos quadrinhos, mas poucos deles falam de como estes personagens são e eram colorizados de acordo com suas etnias. A colorização errônea da pele dos personagens é um pecado que a indústria dos quadrinhos ainda comete quando se trata de representar a variedade racial dos quadrinhos. A seguir, uma breve análise das representações étnicas através das cores nos quadrinhos:

Analisando a Nova Formação dos Vingadores

Mark Waid e Mahmud Asrar foram anunciados como a nova equipe criativa dos Totalmente Novos Totalmente Diferentes Heróis Mais Poderosos da Terra, os Vingadores. A formação da equipe, entretanto, é pouco ortodoxa para os padrões da indústria dos quadrinhos mainstream. Apostando e calcada na diversidade, o que essa nova formação dos Vingadores nos diz sobre o status atual da indústria dos comics norte-americanos?

Páginas 36 e 37 da HQ A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito.

Entrevista com Christopher Kastensmidt, autor de A Bandeira do Elefante e da Arara

Saci-Pererê, Boitatá, figuras lendárias do folclore brasileiro ganhando um lugar nos quadrinhos de hoje. Para além das aparições em Pererê, do Ziraldo ou das páginas de Chico Bento, de Mauricio de Sousa, esses personagens tomam uma dimensão fantástica e aventuresca nas páginas de A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito, de Christopher Kastensmidt, Carolina Mylius e Ursula Dorada, lançada nesse final do ano pela Editora Devir. Com prefácio do autor de ficção científica Roberto Causo e vários extras mostrando o processo de criação da história em quadrinhos, a obra foi viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura do Governo Federal do Brasil, e patrocinada pelo Banco De Lage Landen. “O projeto faz parte do mundo ficcional de A Bandeira do Elefante e da Arara, com planos para lançamentos futuros de romance, jogo de tabuleiro, RPG de mesa, game, audiovisual e outros”, comenta Christopher Kastensmidt, que carrega em seu currículo a publicação de diversos contos, poemas, games, artigos e livros didáticos. “A Bandeira do Elefante e da Arara é um hino …

Você bateria em alguém de óculos? E em alguém que ama uma pessoa do mesmo sexo?

Eu Quero Ser a Minoria

Comecei a ler as revistas mutantes por volta dos 11 anos, no início da adolescência. Vocês devem saber que a adolescência deixa as pessoas um tanto confusas e elas buscam uma âncora, um referencial, uma orientação e através dos X-Men eu aprendi várias lições éticas e de humanidade. Mas naquela época, apesar de venerar os X-Men, eu me assemelhava mais à Peter Parker, o Homem-Aranha: magrelo, de óculos, CDF, uma negação na educação física e era aporrinhado pelos meus colegas de colégio. Não me identificava a nenhum ideal, nem de beleza, nem de comportamento. Por me identificar com Peter, tinha tudo para me tornar um fã ardoroso do Homem-Aranha. Mas, o destino quis que eu fosse apresentado antes aos X-Men. Um grupo de pessoas diferentes, excluídas da sociedade por não se ajustarem às condições da maioria e muito menos por se parecerem com elas. Nossa – eu pensava – é bem como eu me sinto: totalmente desajustado com essas pessoas que me rodeiam e odeiam (no caso, meus “adoráveis” coleguinhas). Os X-Men trouxeram à discussão …

Tungstênio, de Marcello Quintanilha e Cumbe, de MArcelo D' Salete, ambos pela editora Veneta.

Consciência Negra: Cumbe, de Marcelo D’ Salete e Tungstênio, de Marcello Quintanilha

No mês da consciência negra no Brasil, quero apresentar para vocês duas HQs que retratam essa representativa parcela da população nacional. A primeira delas é Cumbe, de Marcelo D’ Salete, que traz histórias sobre os escravos bentos no Brasil. A segunda, é Tungstênio, de Marcello Quintanilha, essa, contemporânea, trazendo um recorte do cotidiano brasileiro das grandes cidades. Além de retratarem o povo negro brasileiro, pode-se dizer que as duas HQs se passam no mesmo espaço, porém em tempos diferentes. As duas, entretanto confirmam que as mazelas sobre o povo da pele escura continuam a segregar a nação. O REBUSCADO NO POPULAR Ambas obras trabalham em profundo a alma da população brasileira, porém, o fazem ao retratar cenas cotidianas, que se encontram na cultura e nos costumes e que já estão imiscuídas no Brasil. Como em Tungstênio, quando Keira traz à tona sua definição de “necessidade do amor”. Esse mesmo amor fugidio também está em Cumbe e é mostrado de vários jeitos, mostrando expressões e costumes que ficaram arraigados no povo brasileiro. Da mesma forma, ficamos …

O homem os faz feliz porque o homem faz brinquedos para eles

Não é brincadeira, não! Isso é pra ser uma espécie de crônica. Não é pra ser aquela coisa feminista raivosa, mas apenas uma constatação. Também não vou falar da importância das personagens mulheres nos quadrinhos ao longo da história, nem vou falar de autoras femininas, mas vou me focar numa pessoa em especial. Num personagem que acredito ser a síntese do que deve ser feminino e que tem, sim, uma legião de fãs. Ela é mulher, ela é negra, ela é separada, ela já foi punk, já foi batedora de carteiras, já foi deusa, passou fome, ela é mutante e corre à boca pequena que ela também é bissexual. Ela é Ororo Monroe, a Tempestade. Tempestade foi criada em 1975, por Dave Cockrum, sete anos, portanto, depois do primeiro beijo interracial da TV, entre Kirk e Uhura, do seriado Star Trek – Jornada nas Estrelas. Ela era uma fusão de dois personagens que o artista havia criado para a Legião dos Super-Heróis, a Back Cat e Typhoon. Mas foi com Chris Claremont que ela ganhou …